Arquivo para agosto, 2003




01/08/2003

Tradução y otras cositas más

yuri vieira (SSi), 4:41 pm
Filed under: Livro de Urântia

Se nessas últimas semanas alguém tentou encontrar, através dos links deste blog, a tradução para o português do Livro de Urântia, certamente deu com os burros n’água. A Fundação Urantia solicitou a retirada dos trechos ora traduzidos do site em que estavam hospedados. Já li por aí muita gente reclamando da ousadia da Fundação Urantia em manter o copyright de um texto supostamente revelado, cujo autor (ou receptor dos documentos) sumiu sem deixar rastros. Da minha parte não vejo qualquer problema no fato. Quem já leu o livro todo pôde perceber claramente a fonte inesgotável de polêmicas e controvérsias passíveis de serem sucitadas por tal leitura. Uma tradução não revisada ou, na pior das hipóteses, uma edição com cortes ou acréscimos apócrifos poderia vir a ser pura dinamite. O livro tem a pretensão de trazer a união, não a cisão. Por isso acho mais do que justo o zelo da Fundação pelos escritos. E, no final das contas, logo logo o texto estará disponível seja no site da Fundação, seja no dos Estudantes do Livro, seja em livro. Até lá, paciência.
(Continua…)

A Reforma Agrária

yuri vieira (SSi), 3:25 pm
Filed under: Cotidiano,Política

Repito o que escrevi a um amigo: a “mobilização dos camponeses sem terra é a princípio legítima e digna de toda atenção”. Tem que fazer reforma agrária sim, mas sem violar o Estado de Direito. Ou seja, tem que respeitar a propriedade privada e, portanto, o governo, pobre como está, só pode mesmo fazer a coisa lentamente, uma vez que já está endividado até o pescoço. (Claro, pois é preciso compensar de forma justa, sem roubalheiras, quem detém hoje a propriedade das terras. Nem muito, nem pouco: o justo.) A única alternativa a esse modo de ação é o uso da força, o que corresponde a governos totalitários, sejam eles fascistas ou comunistas. Toda mudança profunda, que pretenda respeitar a maioria sem violar os direitos do indivíduo, deve ser gradual, racional e sensata. Não adianta abolir o direito à propriedade e sair invadindo. Qualquer prisioneiro sabe disso: o direito à propriedade pode não ser absoluto, mas nem mesmo numa cadeia haverá ordem se não houver a propriedade de um local, pequeno que seja, para encostar a cabeça e dormir. Quem garantiria a um “assentado” a posse de seu novo pedaço de terra em tais circunstâncias? Quem garantiria que ninguém iria tirá-lo de lá? Apenas um governo totalitário. Em última instância só o Estado seria o dono das novas terras e poderia fazer daqueles que ali habitam o que lhe desse na telha. Reforma agrária sim, baderna e violência não.



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