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Empresas não são o Mal

Um amigo me escreveu para criticar um dos meus artigos – diz que sou reacionário – e, em seu email, no qual falava das “belezas” do Estatismo e dos “terrores” do capitalismo, escreveu UMA EMPRESA, em caixa alta, mostrando que tem pavor de empresas. E isto é estranho porque empresas são apenas instrumentos ideias para se sair da condição de escassez inerente à vida humana, afinal, os produtos que consumimos não nascem todos a esmo, em árvores. Empresa é ação em grupo sem esquizofrenia. (Vide “O Homem e a Técnica”, de Oswald Spengler.) Empresas que fazem merda apenas o fazem porque quem as dirige é imoral ou amoral. São como as facas: se acharmos que todas são do mal, que matam, como vamos cortar nossos pães? Os políticos acham que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas não produzem nada. A grana que gastam saiu dos impostos dos donos e empregados das empresas. A política é necessária, mas deve ser enxuta e colocar-se em seu próprio e humilde lugar. (Assista ao filme “A Invasão dos Bárbaros” e veja como são os hospitais canadenses controlados pelo governo e pelos sindicatos. Você verá que não adianta nada ser um país rico.) O grande problema dos empresários que queimam o filme do “instrumento empresa” é a motivação baseada no lucro. O lucro deveria ser não o fim, mas um meio de se realizar serviços. Serviços esses arbitrados pelos próprios donos, diretores e empregados da empresa, não por um governo externo. O governo apenas articularia os serviços das diferentes empresas, impedindo que duas empresas decidissem realizar o mesmo serviço social, ou que passassem uma por cima da outra, ou pior, por cima do povo. O governo deveria pensar apenas na segurança e na saúde, mais pela fiscalização que pela ação direta. Não deveria ficar sugando o sangue da iniciativa individual através de impostos abusivos. Da mesma forma que religião não pode se misturar com política, dinheiro tampouco o pode. Como vê, não se pode fazer qualquer “revolução” através da ação política. O dinheiro fácil, conseguido por meio de tributos, é muita tentação pra essa gente politiqueira. Como já disse minha querida Hilda Hilst: “a única revolução é a santidade”. Só a santidade pode ser vista, pelo próprio indivíduo, como ideal a ser almejado. E não diga que isso é utópico. utopia é o socialismo. A santidade não, mesmo a dos empresários. Por exemplo: Sri Rajarsi Janakananda, aliás, James J. Lynn foi dirigente de empresas de petróleo e presidente da maior companhia do mundo no ramo de seguros contra incêndio. Iniciado em Kriya Yoga, viveu uma vida equilibrada e atingiu o samadhi, a “graça da paz impertubável”. (Vide “A Autobiografia de um Iogue Contemporâneo”, de Paramahansa yogananda.)

Quem agüenta esses defensores do totalitarismo? Credo.

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