Arquivo para Fevereiro, 2004




28/02/2004

Esqueçam o que eu disse

yuri vieira (SSi), 2:27 pm
Filed under: Política

“Aloizio Mercadante (PT-SP) era deputado, em janeiro de 2001, e fez um discurso que o eleitorado adorou: ‘CPI é ética na política, é transparência, é controle do Judiciário, é o fim da corrupção que o povo pede nas ruas’.” (Citado por Cláudio Humberto, Jornal “de Brasília.)
“O ex-assessor do ministro José Dirceu não só continua na lista telefônica da Casa Civil como ganhou novo ramal: Waldomiro Diniz da Silva, Palácio do Planalto, 4º andar, sala 83. Os telefones 6-9700 411-1440 e 6-9701 411-1441 são um bom palpite.” (Idem.)

19/02/2004

Meu PC

yuri vieira (SSi), 10:42 am
Filed under: Avisos,Mídia

Amigos, estou tendo mil problemas com meu computador. Por isso, espero que perdoem minha demora em respoder a mensagens de email e icq. Claro, meu blog também está sofrendo com isso. Espero dar um jeito nisso em breve. []’s

18/02/2004

CPI

yuri vieira (SSi), 11:57 am
Filed under: Política

Escreveu José Dirceu, para a Folha de SP, em 29 de Julho de 2000, a respeito de FHC: “Melhor é fazer a CPI, caso contrário, fica patente para todo o país: o presidente da República não quer a CPI porque esconde a verdade e teme a Justiça, ou seja, esconde e teme sua própria culpa”. :))

17/02/2004

Rosenfield

yuri vieira (SSi), 5:56 pm
Filed under: Política

Ótimas colocações do professor Denis Lerrer Rosenfield.

06/02/2004

Sonetos.com.br

yuri vieira (SSi), 1:08 am
Filed under: Avisos,sites

Eu, que não me considero de forma alguma um poeta, pelo menos não quanto ao meio de expressão, acabei me deparando com um soneto meu em destaque no site www.sonetos.com.br. Caso não fique nessa página por muito tempo, poderá ser lido aqui. Aos autores do site, meu muito obrigado. O estranho foi ter descoberto isso no dia da morte da Hilda.

05/02/2004

Hilda Hilst vestida de vermelho

yuri vieira (SSi), 10:18 am
Filed under: amigos,escritores,memória

Amigos, obrigado pelas palavras de carinho e conforto. Logo mais postarei meu próprio depoimento sobre essa figura maravilhosa que é – sei que ainda é – Hilda Hilst.

Quanto a você, Hildeta, saiba que apesar de todas as nossas conversas sobre morte, imortalidade da alma, Deus, transcomunicação instrumental, projeção astral, religiões, santidade, ovnis, cosmologias mil, enfim, sobre “aquelas coisas”, não pude deixar de chorar sua morte. O engraçado é que choro, imagino, mais por mim do que por você. Porque sei que você ficará muito bem, voltará a ter, como você desejava, suas formas jovens, voltará a ser na aparência a mulher linda que sempre foi interiormente. E eu ficarei aqui ainda um bom tempo, suponho. Nesse mundo louco. E você curtindo a liberdade do espírito. Fico até com ciúmes, imaginando que irá correndo atrás do seu pai, do Richard Francis Burton, do James Joyce, do Kafka, do Vinícius de Moraes, do Yogananda e de outros caras “deslumbrantes”. Espero que você possa se comunicar, conforme combinamos. Uma visita – vestida de vermelho, lembra? – um email, tanto faz. Não se esqueça de nós, do Dante Casarini, da Iara, do Zé Luis Mora Fuentes, da Olga, do Almeida Prado, do Toledo, do Vivo, do Araripe, da Inês Parada, do Gutenberg, do Jurandi, da Lygia Fagundes, da Shirley e de tantos outros seus amigos que merecem mais lembrança do que este que agora lhe escreve, apesar da minha sensação de ter entrado pra “família” no dia que me repetiu uma frase que, tenho certeza, já havia sido dita para alguns deles: “Yuri, obrigado por ser adepto da minha loucura”. Eu amo você, querida. Espero um dia me tornar um escritor digno da sua admiração. (Meu Deus, isto será dificílimo! Você é exigente demais. Tanta gente consagrada que você não curtia.) Em todo caso, já vou dizendo o que nunca senti ter moral para lhe dizer, mas que agora, sendo você uma recém nascida do espírito, irá entender: obrigado, Hildeta, por ter sido adepta da minha loucura. Se eu não a tivesse conhecido, se eu não tivesse descoberto que é possível ser um bom escritor em meio a todas “aquelas coisas”, e outras mais, eu teria ido parar num sanatório há algum tempo. Você me provou, nesses seis anos de amizade e dois de convivência diária, que é possível defrontar a loucura deste planeta sem perder a fé no Pai e na Arte. Aliás, obrigado também pelo chapéu de bobo, pela casa (do sol), pela comida e pela alma lavada. Nunca vou lhe esquecer. Fica com Deus.
Besos y besos y besos
Yuri

PS1.: Não sei se você percebeu, mas ontem eu e alguns amigos esvaziamos algumas garrafas de vinho – no apê do Pedro Novaes – em sua homenagem. A de vinho do Porto era da marca “Porto Seguro”. Pra lhe dar sorte.

PS2.: O Toledo já me havia escrito de madrugada avisando do seu passamento. Mas só fui me inteirar do ocorrido quando o Rodrigo Fiume, do Estadão, me telefonou. Eu estava justamente gravando um CD do Miles Davis pra você. Summertime é a primeira música. Vou mantê-lo para me lembrar que você partiu num verão.

PS3.: E veja se vai mudando de opinião com relação a que “gostar de mulher por cima é coisa de viado”. Poxa, tá querendo refutar todo o Kama Sutra, é? Diz isso pro Burton aí em cima pra você ver se ele não lhe dá uns tapas… 🙂

[Ouvindo: Angel – Massive Attack]



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