Avestruz é pirâmide
No começo deste ano, em Alto Paraíso de Goiás (Chapada dos Veadeiros), enquanto ajudava o Pedro Novaes a rodar seu documentário, conheci um norte-americano que trabalha com finanças em Wall Street. (Que lugar pra encontrar um cara desses!) Pois é, falamos a respeito da famigerada Avestruz Master e ele me disse: “Ostridge? É pirâmide. Lá na America também tem isso. Mais cedo ou mais tarde quebra…” E eu que já estava pensando em me meter nisso. Tenho amigos que compraram carros, apartamentos e casas com o tal “investimento”. Mas a pirâmide já deve estar ruindo… (Será que se o negócio quebrar mesmo – o cara é de Nova York mas é humano, pode estar errado – quem tiver ganhado dinheiro com isso, mesmo acreditando ser pirâmide, como alguns que conheço, merecerá ficar com peso na consciência? Dinheiro com karma…)

Eu estava revendo a foto da entrada anterior e, graças às burcas, me lembrei do Clóvis ou, como as crianças costumavam chamar, dos Bate-bolas. Eram uns palhaços sinistros, com máscaras indefinidas ou de caveiras, que, durante o carnaval, saíam pelos subúrbios do Rio de Janeiro a assustar as crianças. Sempre passávamos as férias de final de ano e os feriados curtos na casa dos meus avós paternos, em Guadalupe, bairro onde, segundo dizem, morou o Caetano Veloso logo que chegou ao Rio. Guadalupe ainda era um bairro tranqüilo, pacato, sem a bagunça e a violência atuais. Brincávamos sempre na rua, exceto quando passavam os bate-bolas. Morríamos de medo. Eles andavam com bolas de couro presas em cordas, e as atiravam contra os portões das casas, apitando horrivelmente por baixo das máscaras. Corríamos gargalhando de pavor. Ouvi dizer que, hoje em dia, não apenas as crianças temem esses caras. Agora, muitos ladrões se fantasiam de Clóvis no Carnaval. O medo, que antes era apenas uma ilusão infantil, tornou-se mais uma triste realidade.
Nem Al Quran, nem Antigo Testamento. A melhor maneira de educar esses fundamentalistas islâmicos – no que se refere à relação entre os sexos – é bombardear seus países com caixas contendo dois, e somente dois, explosivos ítens: um aparelho de DVD e a coleção completa de todas as temporadas do Friends. Isto corroeria, com muito mais vigor, qualquer atitude inamistosa entre os gêneros. Veja
Tá, eu sei. Você irá me dizer que a Igreja Católica já fez coisas tão ruins quanto. E, embora eu tenha sido batizado e tenha feito a Primeira Comunhão – da qual tenho ótimas lembranças – não posso dizer que eu seja um católico de verdade, já que não freqüento missas. (Tá, essa também foi infeliz: “freqüentar missas”. Mas você entendeu.) Contudo, continuo achando que, nos dias de hoje, o catolicismo é ainda a religião mais próxima do universal. Porque o islamismo… puts! por mais que me falem bem dele, só me vem à cabeça as imagens da 






