Arquivo para June, 2005




30/06/2005

Falta de pulso

yuri vieira (SSi), 9:56 pm
Filed under: Política

O pior dessa CPMI dos correios é a completa falta de pulso do senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da tal Comissão. Parece até que foi esta a tática do PT: “Põe um cara sem autoridade ali e a coisa virará bagunça…” É incrível como todo o procedimento se assemelha às assembléias caóticas da UNE e dos DCEs de todo o país. Claro que os demais colegas do senador “ajudam” ao atrapalhar, cada qual demonstrando mais falta de educação (ou será desespero?) que o outro. Não conseguem organizar e controlar a si mesmos e ainda querem botar ordem no mundo. (Como se eu já não soubesse que sempre foi assim e assim continuará sendo…)

Cu-artório

yuri vieira (SSi), 8:14 pm
Filed under: Cotidiano

Uma das coisas mais chatas do planeta Brasil é a tal “autenticação de documentos”. E o pior é que, segundo a lei, tal procedimento já não é necessário. Basta apresentar a cópia e o original do que quer que seja ao funcionário de qualquer empresa ou órgão público. A não ser que o figura seja um retardado mental, ele poderá, ali mesmo, verificar a autenticidade exigida. Mas os caras não aceitam! Ficam te empurrando pro cartório!! (R$0,25 a cópia e R$4,00 a autenticação?!!!) Se nos próximos dez anos essa mania não for extirpada, juro que, antes de fazer o famigerado “exame de toque”, irei a um cartório para autenticar o meu cu. “Posso baixar as calças e sentar na sua copiadora?”, indagarei, afinal, o médico-torturador precisará estar seguro de que meu cu é meu cu mesmo.

Com musiquinha

yuri vieira (SSi), 6:54 pm
Filed under: amigos,fotografia

Poxa vida, agora o site do meu bróder e ex-sócio, o fotógrafo Dante Cruz – o melhor fotógrafo de still e publicidade de São Paulo – tem até musiquinha lounge. Que chiqueza, hem rapaz! Só falta agora o pessoal ter a paciência de aprender a navegar pelas páginas. O mapa também – com suas letrinhas miúdas – tá meio confuso. O estúdio deveria ser ressaltado.

29/06/2005

Google Video

yuri vieira (SSi), 11:46 pm
Filed under: Avisos,internet,software

E para encerrar essa babação de ovo a respeito dos serviços da Google, sugiro ainda uma visita ao Google Video Search. E, caso queira subir seus próprios videos, basta se cadastrar no Google Video Upload Program e instalar o software indicado. Ótimo para quem esteja interessado em divulgar seus documentários, animações e curta-metragens.

Google e Paypal

yuri vieira (SSi), 10:28 pm
Filed under: internet

E se a Google realmente criar, até o fim do ano, seu próprio sistema de pagamentos, o Paypal estará com os dias contados. Com a proximidade do tubarão, o peixinho deve estar se borrando. Espero que resolvam logo suas diferenças, pois pretendo usar o Google Adsense, que não tem convênio com o PayPal…


Google Earth

yuri vieira (SSi), 9:36 pm
Filed under: internet,software,tecnologia

E a Google deu um passo além do Google Maps e lançou o Google Earth, um programa que permite ver imagens em 3D da superfície de todo o planeta. Você pode “voar” desde a órbita da Terra até as ruas de uma cidade qualquer. E ainda há uma versão (não-gratuita) que também utiliza o sistema GPS, unindo o útil ao agradável. É mole?

Pesadelo argentino

yuri vieira (SSi), 9:30 pm
Filed under: Esportes

Segundo o jornal argentino Clarín – e de acordo com nossos próprios olhos – “La Selección vivió una pesadilla contra Brasil”. E ainda: “Vaya novedad: Brasil era de temer. (…) sólo hubo que esperar el pitazo final para que Brasil se coronara merecidamente. ¿Argentina? Tuvo una mala despedida y terminó impotente, sin saber qué hacer ante la tremenda superioridad del rival.”

Casoy

yuri vieira (SSi), 4:21 am
Filed under: Imprensa,Política

Em entrevista concedida ao portal da revista Imprensa, o jornalista (Boris Casoy) faz revelações sobre como o partido de Lula age diante da liberdade de informação. “Pressionaram a direção violentamente para me tirar da Record. Ameaçaram cortar a publicidade”, conta. “Fizeram uma grande pressão (…) Queriam que eu não cobrisse mais o caso Celso Daniel”, revela.
(No site do jornalista Diego Casagrande.)

28/06/2005

Zaratustra

yuri vieira (SSi), 1:17 am
Filed under: escritores,interiores,literatura,livros

Terminei de reler um livro para todos e para ninguém: Assim falava Zaratustra, de Friedrich Nietzsche. Desta vez, foi a tradução de Mário Ferreira dos Santos, com notas explicativas da simbólica nitzscheana. Eu diria que a leitura do Mário Ferreira é das mais luminosas – ele é fã do Nietzsche – mas sob uma ótica totalmente distinta das que costumamos ver por aí. A maioria vê o copo ou meio vazio ou toma o vazio pelo cheio. Mário Ferreira consegue ver com exatidão o copo cheio e aponta com real sabedoria onde o próprio Nietzsche demonstra confusão de conceitos: “Como Nietzsche pouco conhecia a Teologia escolástica, tinha do Deus dos cristãos uma visão falsa. A culpa não era dele, mas sim do seu século, ignorante da filosofia medieval (do que não isentamos o nosso), e que tinha da religião uma visão exotérica, que em parte a culpa cabe à mentalidade de sacristia de muitos crentes e muitos padres, que cooperam, desta forma, para que se faça do Deus cristão uma verdadeira caricatura, fácil, depois, para combater. Nietzsche desprezava os estudos escolásticos, como o fazem hoje muitos, que pensam haver ultrapassado a filosofia medieval e, no entanto, patinam nos velhos erros já refutados”. Mário Ferreira também escreveu, a respeito de Nietzsche, outro livro: “O Homem que Nasceu Póstumo“, que ainda não li. E não pensem que ele se limita a corrigir o pensador prussiano. Não. Ele o esclarece e purifica. “O meu amor à obra desse grande poeta e a minha lealdade para com o seu pensamento não me permitiram que procedesse de outro modo.”

27/06/2005

Lei de Gerson acadêmica

yuri vieira (SSi), 5:11 pm
Filed under: Educação

“O importante é levar vantagem em tudo, certo?” Errado. E mesmo que a vantagem pareça muito real neste mundo, as conseqüências virão mais cedo ou mais tarde. Eis a origem da tragédia na vida de uma pessoa. Digo isso, não em virtude da imoralidade política atual, mas da imoralidade estudantil, que é onde tudo começa.

Quando vi, em meu site, no Google Adsense, a publicidade dessa SOS Monografia, tive de conferir a tal. É incrível a sem-vergonhice dessa gente. Você paga os caras e eles fazem sua tese de mestrado, sua monografia de graduação, etc., etc. Sim, todos conhecem a existência desse “serviço”, mas… com anúncios na Google?! E os “clientes” ainda dão seu depoimento, enchendo a gangue de elogios. (Continua…)

Revolução moral

yuri vieira (SSi), 5:41 am
Filed under: Educação

Em vista de nosso atual momento político, eis um artigo dos mais relevantes: Nossa meta para o próximo século – uma revolução moral e educacional, do educador Mortimer Jerome Adler.

24/06/2005

A previsão de Jung

yuri vieira (SSi), 5:33 am
Filed under: extraordinárias,interiores

“Pouco antes de sua morte em 1961, C.G. Jung teve uma série de visões de uma futura grande catástrofe. Segundo Marie-Louise von Franz, que manteve a custódia das anotações e cartas relativas a essas declarações, Jung viu uma catástrofe de extensão global, possivelmente da natureza de um abrasador holocausto, a ocorrer nos próximos cinqüenta anos (isto é, por volta de 2010).”
(Do livro Jung and the Lost Gospels, de Stephen Hoeller, citado por J.R. Nyquist.)

23/06/2005

O Penitente

yuri vieira (SSi), 6:43 pm
Filed under: escritores,livros,Religião

Outro livro excelente, que li semana passada, foi O Penitente, de Isaac Bashevis Singer, Prêmio Nobel de 1978. Toda a trajetória de seu protagonista-narrador, com suas devidas críticas ao mundanismo e ao secularismo, fazem coro com os pensamentos de qualquer pessoa deste planeta que tenha a alma sã. Muito embora, assim como o próprio autor o confessa na introdução, eu tampouco concorde com a solução abraçada por ele, narrador. Alguém deveria lhe dizer: não odeie o mundo, não fuja dele, já foi feito o upgrade da Revelação…

Lovecraft

yuri vieira (SSi), 6:16 pm
Filed under: Games,literatura,livros

O livro O caso de Charles Dexter Ward, de H.P.Lovecraft, é de uma fina ironia narrativa. Para os adeptos do gênero horror, um prato cheio. Pensei que não iria curti-lo – já que hoje em dia vejo as coisas sobrenaturais de modo distinto – mas a forma com que o narrador de Lovecraft põe mil e um dados suspeitos diante de nossos olhos, deixando a nosso encargo as conclusões, chega a ser hilariante. Muito bom. Vale dizer que a história daria também um excelente video-game.

Hannah Arendt

yuri vieira (SSi), 5:33 pm
Filed under: escritores,livros,Política,Religião

Tenho um amigo – professor de filosofia e chefe do departamento de jornalismo de uma universidade – que sempre cita Hanna Arendt em nossas conversas sobre política. Cheguei a pensar, maldosamente, é claro, que ele não pensava com a própria cabeça, mas com a dela. Eu jamais poderia lhe dizer tal coisa, pois ele teria um leque de autores para me acusar de haver roubado o cérebro: Allan Watts, D.T.Suzuki, Spengler, Nietzsche, Goethe, Dostoiévski, Henry Miller, Pauwels e Bergier, Olavo de Carvalho, Fernando Pessoa, Hilda Hilst, etc. Poderia até me chamar de urantiano. Mas a questão é que, ao ler A Condição Humana, de Hannah Arendt, vou observando o que me chama a atenção e, de quebra, o que – pelas conversas que tivemos – parece ter chamado a atenção dele. (Mas isso é algo a ser discutido pessoalmente.) Por enquanto ressalto o que atraiu meu interesse:

“Sempre que a relevância do discurso entra em jogo, a questão torna-se política por definição, pois é o discurso que faz do homem um ser político.” (O que prova que, em nossas discussões, quando falávamos de política, cada qual entendia algo completamente distinto. Daí a necessidade de definir os conceitos previamente.)

“A condição humana não é o mesmo que a natureza humana, e a soma total das atividades e capacidades que correspondem à condição humana não contitui algo que se assemelhe à natureza humana.”

“(…) literatura de ficção científica, tão destituída de respeitabilidade (e à qual, infelizmente, ninguém deu até agora a atenção que merece como veículo dos sentimentos e desejos das massas.” (O que confirma a boa idéia que estou tentando levar adiante num livro que venho escrevendo.)

“(…) se temos uma natureza ou essência, então certamente só um deus pode conhecê-la e defini-la; e a condição prévia é que ele possa falar de um ‘quem’ como se fosse um ‘quê’.” (Daí eu concluo também que, se não adianta especular sobre o que é Deus, necessário é aceitá-Lo – como um quem – e lidarmos com Ele.)

“A mudança mais radical da condição humana que podemos imaginar seria uma emigração dos homens da Terra para algum outro planeta.” (Disso também já estou tratando…)

“A inversão hierárquica na era moderna tem em comum com a tradicional hierarquia a premissa de que a mesma preocupação humana central deve prevalecer em todas as atividades dos homens, posto que, sem um único princípio global, nenhuma ordem pode ser estabelecida. Tal premissa não é necessária nem axiomática; e o uso que dou à expressão vita activa pressupõe que a preocupação subjacente a todas as atividades não é a mesma preocupação central da vita contemplativa, como não lhe é superior nem inferior.” (Concordo. Mas devo dizer também que o único princípio global que nos une é aquele que chega por revelação – daí não ser axiomático – a saber, nossa filiação divina e conseqüente fraternidade humana, já que a fraternidade, sem paternidade, é impensável. Tampouco há paternidade impessoal e paz duradoura sem fraternidade. Logo…)

“A queda do Império Romano demonstrou claramente que nenhuma obra de mãos mortais pode ser imortal, e foi acompanhada pela promoção do evangelho cristão, que pregava uma vida individual eterna, à posição de religião exclusiva da humanidade ocidental. Juntas, ambas tornavam fútil e desnecessária qualquer busca de imortalidade terrena; e conseguiram tão bem transformar a vita activa e o bios politikos em servos da contemplação que nem mesmo a ascendência do secular na era moderna e a concomitante inversão da hierarquia tradicional entre ação e contemplação foram suficientes para fazer sair do oblívio a procura da imortalidade que, originalmente, fora a fonte e o centro da vita activa.” (Bem, a própria Hanna Arendt admite: Jesus não negava a ação e foi Paulo quem colocou a salvação como centro da doutrina. Aliás, o cristianismo não é a religião que Jesus, enquanto homem, seguia e ensinava. É o que dela restou. Quanto à dicotomia imortalidade/eternidade, Ernest Becker discorreu muito bem a respeito. Escrevi um artigo sobre o tema.)

Spam poison

yuri vieira, 1:15 pm
Filed under: Avisos



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