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Hilda Hilst e os cães

Érika (Olivier?) me enviou este artigo [1] do poeta e escritor Álvaro Alves de Faria – publicado na Caros Amigos n. 21 -, que descreve com perfeição o estado de espírito da Hilda Hilst [2] quando a conheci em 1998. Depois que me mudei para a Casa do Sol, ela passou a ter um interlocutor diário, mas ainda caía com freqüência nesses dias de tristeza. Melhorou bastante no segundo ano, quando o Mora Fuentes também se mandou de mala e cuia para lá. Com ele, que a conhecia havia mais de trinta anos, aprendi a ampliar os limites da minha relação com a então senhora H. Demos mais jogo de cintura à nossa amizade. Mas, vale dizer, a grande tristeza da Hilda tinha muito a ver com a aproximação da morte, com a suposta indiferença de Deus e, claro, com a falta de grana, corolário de uma brilhante carreira não coroada pelo grande público. Enfim, achei o texto do Álvaro excelente. Para quem não a conheceu pessoalmente, vale como uma visita em pleno ano de 1998. Mas ainda é preciso escrever sobre seus dias de alegria…

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