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	<title>Comments on: Casa Vazia</title>
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	<description>blog do escritor yuri vieira e convidados...</description>
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		<title>By: O Garganta de Fogo &#187; Pão em coreano</title>
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		<dc:creator>O Garganta de Fogo &#187; Pão em coreano</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2006 04:22:49 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Assisti ao filme coreano citado pelo Pedro Novaes - Casa Vazia, de Kim-ki Duk - ainda em São Paulo. Também gostei apesar da forçação de barra do final. (Nossa, sensação mais esquisita, acho que nunca havia escrito forçação na minha vida, imagine, uma palavra com dois c-cedilhas!) Na mesma semana em que o assisti, fui a uma festa com o Sunami Chun, diretor-presidente da Monkey Lan House. Lá, o Chun me apresentou &#8220;Marcelo&#8221;, assim entre aspas porque, na verdade, &#8220;Marcelo&#8221; era da Coréia do Sul e, depois de quase dois anos no Brasil, decidiu adotar um nome que, além de ser &#8220;sexy para as mulheres&#8221;, não fosse impronunciável por seus amigos brasileiros. Misturando português com um tanto de inglês (de Tarzã), conversamos longo tempo sobre seu país, seu cinema atual, sua história, a língua, a influência chinesa, japonesa, portuguesa e assim por diante. Porém, como neste exato momento estou com meu módulo baiano ativado, e por isso estou com uma preguiça de rachar o chão, me limitarei a descrever apenas alguns pontos desse papo. (Atenção, baianos, não estou sendo preconceituoso: realmente herdei alguns legítimos genes baianos dos meus avós paternos e, tanto como o Caymmi, sei do que falo.)  Seul é uma cidade praticamente do tamanho de São Paulo, com cerca de 10 milhões de habitantes e uma área metropolitana com 20 milhões, mas com uma grande diferença: lá você não vê miséria, pobreza, favelas. Trata-se duma enorme cidade de classe média, em toda a sua gama de sutis diferenças. Cheguei a imaginar um experimento científico para uma dessas pessoas que acreditam ser a violência um fruto exclusivo da pobreza: passar alguns meses atravessando a cidade, de ponta a ponta, a pé. Caso o hipotético cientista encontre playbadboys semelhantes aos que encontrei na Vila Madalena, o resultado há de ser dos mais interessantes&#8230; [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Assisti ao filme coreano citado pelo Pedro Novaes &#8211; Casa Vazia, de Kim-ki Duk &#8211; ainda em São Paulo. Também gostei apesar da forçação de barra do final. (Nossa, sensação mais esquisita, acho que nunca havia escrito forçação na minha vida, imagine, uma palavra com dois c-cedilhas!) Na mesma semana em que o assisti, fui a uma festa com o Sunami Chun, diretor-presidente da Monkey Lan House. Lá, o Chun me apresentou &#8220;Marcelo&#8221;, assim entre aspas porque, na verdade, &#8220;Marcelo&#8221; era da Coréia do Sul e, depois de quase dois anos no Brasil, decidiu adotar um nome que, além de ser &#8220;sexy para as mulheres&#8221;, não fosse impronunciável por seus amigos brasileiros. Misturando português com um tanto de inglês (de Tarzã), conversamos longo tempo sobre seu país, seu cinema atual, sua história, a língua, a influência chinesa, japonesa, portuguesa e assim por diante. Porém, como neste exato momento estou com meu módulo baiano ativado, e por isso estou com uma preguiça de rachar o chão, me limitarei a descrever apenas alguns pontos desse papo. (Atenção, baianos, não estou sendo preconceituoso: realmente herdei alguns legítimos genes baianos dos meus avós paternos e, tanto como o Caymmi, sei do que falo.)  Seul é uma cidade praticamente do tamanho de São Paulo, com cerca de 10 milhões de habitantes e uma área metropolitana com 20 milhões, mas com uma grande diferença: lá você não vê miséria, pobreza, favelas. Trata-se duma enorme cidade de classe média, em toda a sua gama de sutis diferenças. Cheguei a imaginar um experimento científico para uma dessas pessoas que acreditam ser a violência um fruto exclusivo da pobreza: passar alguns meses atravessando a cidade, de ponta a ponta, a pé. Caso o hipotético cientista encontre playbadboys semelhantes aos que encontrei na Vila Madalena, o resultado há de ser dos mais interessantes&#8230; [...]</p>
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