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	<title>Comments on: Pão em coreano</title>
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	<description>blog do escritor yuri vieira e convidados...</description>
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		<title>By: O Garganta de Fogo &#187; &#8220;O papel é uma prisão!&#8221;</title>
		<link>http://blog.karaloka.net/2006/01/13/pao-em-coreano/comment-page-1/#comment-49483</link>
		<dc:creator>O Garganta de Fogo &#187; &#8220;O papel é uma prisão!&#8221;</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 17:33:05 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Quanto ao formato retangular, nada o impede de lançar um livro circular. O problema verdadeiro é a palavra escrita, que desde sempre é bidimensional. Não há nenhum código capaz de portar tanta informação quanto a palavra. A única exceção, conforme já escrevi aqui e aqui, são os ideogramas chineses. Que também pouco se incomodam se estão sendo inscritos numa superfície quadrada, circular, oval, etc. É provável que essa provável &#8220;escrita 3D&#8221; idealizada por ele não exista no planeta ainda. Até os cegos lêem em pontos dispostos em duas dimensões. Não dá pra fugir da palavra. A não ser dando um passo para trás e criando uma interface que não apenas apresente ambientes 3d mas que também atenda à fala. Trê dimensões espaciais e uma temporal, já que a palavra se dá no tempo. Um ambiente 4D, o nosso próprio ambiente transposto ao computador. Isto tudo foi comentado por Walter Benjamin: algumas idéias, quando se expressam prematuramente, parecem monstruosidades. E ele cita os dadaístas, que faziam uma confusão de colagens, uma mistura de letras e artes plásticas que não fazia outra coisa senão atordoar as pessoas. E um dia eles perceberam, na pessoa de Charles Chaplin, que o verdadeiro veículo para sua arte era o cinema, que era tudo isso - imagem, colagem, desenho, fotografia, música, palavra - mas disposto de modo harmônico. Chaplin, para os cabeças do movimento, realizou o sonho dadaísta. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Quanto ao formato retangular, nada o impede de lançar um livro circular. O problema verdadeiro é a palavra escrita, que desde sempre é bidimensional. Não há nenhum código capaz de portar tanta informação quanto a palavra. A única exceção, conforme já escrevi aqui e aqui, são os ideogramas chineses. Que também pouco se incomodam se estão sendo inscritos numa superfície quadrada, circular, oval, etc. É provável que essa provável &#8220;escrita 3D&#8221; idealizada por ele não exista no planeta ainda. Até os cegos lêem em pontos dispostos em duas dimensões. Não dá pra fugir da palavra. A não ser dando um passo para trás e criando uma interface que não apenas apresente ambientes 3d mas que também atenda à fala. Trê dimensões espaciais e uma temporal, já que a palavra se dá no tempo. Um ambiente 4D, o nosso próprio ambiente transposto ao computador. Isto tudo foi comentado por Walter Benjamin: algumas idéias, quando se expressam prematuramente, parecem monstruosidades. E ele cita os dadaístas, que faziam uma confusão de colagens, uma mistura de letras e artes plásticas que não fazia outra coisa senão atordoar as pessoas. E um dia eles perceberam, na pessoa de Charles Chaplin, que o verdadeiro veículo para sua arte era o cinema, que era tudo isso &#8211; imagem, colagem, desenho, fotografia, música, palavra &#8211; mas disposto de modo harmônico. Chaplin, para os cabeças do movimento, realizou o sonho dadaísta. [...]</p>
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		<title>By: O Garganta de Fogo &#187; Schopenhauer e os ideogramas</title>
		<link>http://blog.karaloka.net/2006/01/13/pao-em-coreano/comment-page-1/#comment-5879</link>
		<dc:creator>O Garganta de Fogo &#187; Schopenhauer e os ideogramas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2006 02:27:14 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Já escrevi algumas vezes sobre o futuro dos ideogramas chineses, que certamente conquistarão todo o mundo. (Veja este artigo e estes posts:Pão em coreano e As línguas do futuro.) O que eu não sabia é que Schopenhauer já previra o mesmo há mais de um século: Nós desprezamos os ideogramas chineses. No entanto, como a tarefa de toda escrita é evocar conceitos mediante sinais visíveis na mente alheia, apresentar à vista, em primeiro lugar, apenas um sinal equivalente ao sinal audível e fazer com que ele se transforme no único portador do próprio conceito representa, evidentemente, um grande desvio: com isso, nossa escrita por letras é apenas um sinal do sinal. Poderíamos então nos perguntar qual vantagem teria o sinal audível em relação àquele visível, a ponto de nos fazer deixar o caminho direto da vista à mente para tomar um desvio tão grande, como o de fazer o sinal visível falar à mente alheia apenas por meio do sinal audível; enquanto seria obviamente mais simples, à maneira dos chineses, fazer do sinal visível o portador direto do conceito, e não o mero sinal do som; tanto mais que o sentido da vista é sensível a modificações ainda mais numerosas e delicadas do que o da audição e, além disso, permite que as impressões sejam dispostas uma ao lado da outra, o que as afeições da audição, por sua vez, não são capazes de fazer, pois são dadas exclusivamente no tempo. Os motivos aqui indagados poderiam ser os seguintes: 1) por natureza, recorremos em primeiro lugar ao sinal audível para exprimir, antes de tudo, as nossas emoções, mas em seguida também os nossos pensamentos: desse modo, chegamos a uma língua para o ouvido antes de pensarmos em inventar uma língua para a vista. Após um certo tempo, porém, é mais rápido reduzir esta última, quando ela se torna necessária, à língua para a audição do que inventar ou, respectivamente, aprender uma língua totalmente nova, ou melhor, de gênero totalmente diferente para a vista, tanto mais que logo se descobre que a infinidade de palavras pode ser reduzida a pouquíssimos sons e, portanto, ser facilmente expressa. 2) A visão é capaz de abranger modificações mais variadas do que a audição, no entanto, nós não somos capazes de reproduzi-las para a visão, como o fazemos para a audição; sem a ajuda de certos instrumentos. Também nunca seríamos capazes de produzir e mudar os sinais visíveis com a mesma velocidade com que, graças à agilidade do órgão da língua, conseguimos fazer com os audíveis, como igualmente comprova a imperfeição da linguagem de sinais utilizada pelos surdos-mudos. Portanto, isso faz com que, por natureza, a audição seja o principal sentido da língua e, conseqüentemente, da razão. Mas então os motivos pelos quais, nesse caso excepcionalmente, o caminho direto não é o melhor são, na verdade, apenas externos e acidentais, que não surgem da essência da tarefa. Por conseguinte, se considerarmos a questão de um ponto de vista abstrato, puramente teórico e a priori, o procedimento dos chineses permaneceria como sendo o que de fato está correto; de modo que se poderia acusá-los somente de um certo pedantismo se tivessem deixado passar certas circunstâncias empíricas que pudessem sugerir outro caminho. Entrementes, a experiência também revelou um mérito extremamente importante da escrita chinesa. Na verdade, não é necessário saber chinês para conseguir exprimir-se nesta língua; cada um a lê na própria língua exatamente do mesmo modo como lê nossos sinais numéricos, que em geral representam para os conceitos numéricos o que os sinais da escrita chinesa representam para todos os conceitos; e os sinais algébricos têm essa mesma função até em relação aos conceitos abstratos de grandeza. Por isso, conforme me asseverou um comerciante inglês de chá que havia estado cinco vezes na China, a escrita chinesa é em todos os mares índicos o meio comum de compreensão entre comerciantes das mais diversas nações, que não usam nenhuma língua comum. Tal comerciante estava aliás firmemente convicto de que um dia essa língua se difundiria em todo o mundo, em virtude dessa sua peculiaridade. Um relato que concorda plenamente com essa opinião encontra-se em J.F.Davis, em sua obra The Chinese, Londres, 1836, cap.15. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Já escrevi algumas vezes sobre o futuro dos ideogramas chineses, que certamente conquistarão todo o mundo. (Veja este artigo e estes posts:Pão em coreano e As línguas do futuro.) O que eu não sabia é que Schopenhauer já previra o mesmo há mais de um século: Nós desprezamos os ideogramas chineses. No entanto, como a tarefa de toda escrita é evocar conceitos mediante sinais visíveis na mente alheia, apresentar à vista, em primeiro lugar, apenas um sinal equivalente ao sinal audível e fazer com que ele se transforme no único portador do próprio conceito representa, evidentemente, um grande desvio: com isso, nossa escrita por letras é apenas um sinal do sinal. Poderíamos então nos perguntar qual vantagem teria o sinal audível em relação àquele visível, a ponto de nos fazer deixar o caminho direto da vista à mente para tomar um desvio tão grande, como o de fazer o sinal visível falar à mente alheia apenas por meio do sinal audível; enquanto seria obviamente mais simples, à maneira dos chineses, fazer do sinal visível o portador direto do conceito, e não o mero sinal do som; tanto mais que o sentido da vista é sensível a modificações ainda mais numerosas e delicadas do que o da audição e, além disso, permite que as impressões sejam dispostas uma ao lado da outra, o que as afeições da audição, por sua vez, não são capazes de fazer, pois são dadas exclusivamente no tempo. Os motivos aqui indagados poderiam ser os seguintes: 1) por natureza, recorremos em primeiro lugar ao sinal audível para exprimir, antes de tudo, as nossas emoções, mas em seguida também os nossos pensamentos: desse modo, chegamos a uma língua para o ouvido antes de pensarmos em inventar uma língua para a vista. Após um certo tempo, porém, é mais rápido reduzir esta última, quando ela se torna necessária, à língua para a audição do que inventar ou, respectivamente, aprender uma língua totalmente nova, ou melhor, de gênero totalmente diferente para a vista, tanto mais que logo se descobre que a infinidade de palavras pode ser reduzida a pouquíssimos sons e, portanto, ser facilmente expressa. 2) A visão é capaz de abranger modificações mais variadas do que a audição, no entanto, nós não somos capazes de reproduzi-las para a visão, como o fazemos para a audição; sem a ajuda de certos instrumentos. Também nunca seríamos capazes de produzir e mudar os sinais visíveis com a mesma velocidade com que, graças à agilidade do órgão da língua, conseguimos fazer com os audíveis, como igualmente comprova a imperfeição da linguagem de sinais utilizada pelos surdos-mudos. Portanto, isso faz com que, por natureza, a audição seja o principal sentido da língua e, conseqüentemente, da razão. Mas então os motivos pelos quais, nesse caso excepcionalmente, o caminho direto não é o melhor são, na verdade, apenas externos e acidentais, que não surgem da essência da tarefa. Por conseguinte, se considerarmos a questão de um ponto de vista abstrato, puramente teórico e a priori, o procedimento dos chineses permaneceria como sendo o que de fato está correto; de modo que se poderia acusá-los somente de um certo pedantismo se tivessem deixado passar certas circunstâncias empíricas que pudessem sugerir outro caminho. Entrementes, a experiência também revelou um mérito extremamente importante da escrita chinesa. Na verdade, não é necessário saber chinês para conseguir exprimir-se nesta língua; cada um a lê na própria língua exatamente do mesmo modo como lê nossos sinais numéricos, que em geral representam para os conceitos numéricos o que os sinais da escrita chinesa representam para todos os conceitos; e os sinais algébricos têm essa mesma função até em relação aos conceitos abstratos de grandeza. Por isso, conforme me asseverou um comerciante inglês de chá que havia estado cinco vezes na China, a escrita chinesa é em todos os mares índicos o meio comum de compreensão entre comerciantes das mais diversas nações, que não usam nenhuma língua comum. Tal comerciante estava aliás firmemente convicto de que um dia essa língua se difundiria em todo o mundo, em virtude dessa sua peculiaridade. Um relato que concorda plenamente com essa opinião encontra-se em J.F.Davis, em sua obra The Chinese, Londres, 1836, cap.15. [...]</p>
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		<title>By: Max Sander</title>
		<link>http://blog.karaloka.net/2006/01/13/pao-em-coreano/comment-page-1/#comment-553</link>
		<dc:creator>Max Sander</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2006 14:59:51 +0000</pubDate>
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		<description>Que cara ladino!</description>
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		<title>By: yuri vieira</title>
		<link>http://blog.karaloka.net/2006/01/13/pao-em-coreano/comment-page-1/#comment-550</link>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2006 14:20:08 +0000</pubDate>
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		<description>Pra vc ver como são as coisas: se preguiçosos os baianos fazem o que fazem, imagine se não o fossem...
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		<title>By: pedro novaes</title>
		<link>http://blog.karaloka.net/2006/01/13/pao-em-coreano/comment-page-1/#comment-548</link>
		<dc:creator>pedro novaes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2006 12:33:10 +0000</pubDate>
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		<description>Imagine se você não estivesse com o módulo baiano ativado...</description>
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