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A literatura no umbral

Escreveu Claudinei Vieira, do Desconcertos [1]:

Alguém precisa ir lá bater na porta da literatura européia. Mexer no colchão, trocar a cadeira, dar uma chacoalhada, assobiar. Para que acorde. E não continue a nos fazer dormir. Parece que se perdeu alguma coisa de verve, de fogo, de urgência. De beleza, talvez. Formalmente bem construída sem dúvida; não se nega que saibam escrever, são séculos de cultura constituída. O problema é que se há de tomar cuidado em que não esteja fossilizada.

Creio que os caras, isto é, os escritores ocidentais em geral, e os europeus em particular, ainda demorarão muito para engolir aquilo que foi prenunciado – cada qual a seu modo – por Vico, Spengler e Harold Bloom: a “nova” Literatura só existirá quando os escritores passarem a respirar ao compasso da “nova” Era Teocrática em cujo umbral ora estamos…

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#1 Comment By Vinicius On 27/01/2006 @ 1:36 pm

E segundo o famigerado ditado popular, “a história nunca se repete”. Será?

Advogo que nas salas de aula só se decora as datas da manipulação do historiscismo, o contéudo é apenas um detalhe vil.

De volta a fogueira!