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Arquivo para March, 2006




Tuesday, March 21, 2006

Windows Live Local

yuri vieira, 10:26 pm
Filed under: internet,tecnologia

E o Bill Gates já deu um jeito de enfrentar (digamos assim) o Google Earth: em breve, com o Windows Live Local, você poderá dirigir um carro virtual pelas ruas de diversas cidades distantes. (Por enquanto, estão disponíveis apenas Seattle e San Francisco.) Claro, quem já jogou Grand Theft Auto – San Andreas, embora sejam propostas completamente diferentes, ficará bocejando com esse site.

Para se lembrarem de mim

pedro novaes, 9:50 pm
Filed under: Política,escritores

Coluna do Alexandre Soares Silva publicada na Revista Semana 3, em julho de 2005 (todas as colunas dele nesta revista estão disponíveis aqui).

Esquerda? Direita? Muito pelo contrário!

Quando vejo alguém dizer que não é de esquerda nem de direita, tenho a mesma reação de quando encontro um carioca: olho para os pés dele em pânico, com medo que comece a sambar. (Continua…)

O Clone do Jobim do Mal

pedro novaes, 9:13 pm
Filed under: Política

Ah, entendi tudo agora. Como sou inocente.
Me desculpem por citar seguidamente o Cláudio Weber Abramo, mas essa tem que ser reverberada. Sou tão bobinho.
Espero que não tenham se esquecido do Jobim do Mal ou do Mau Jobim, aquele que, presidente do Supremo e candidato a qualquer coisa que possa agarrar nas eleições vindouras, não vê incompatibilidade entre suas intenções e o cargo que ocupa. Well, não é que o dono dos porcos no STJ também? (Continua…)

Pérolas do Planalto

pedro novaes, 8:57 pm
Filed under: Política

O Senador Demóstenes Torres (PFL-GO),relator do processo de cassação do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no Conselho de Ética daquela alta casa, produziu a pérola jurídica de que o mensaleiro-mor do PSDB não poderia ser defenestrado do cargo porque, como não era senador à época em que embolsou recursos do Valerioduto, não pode ter havido quebra de decoro parlamentar. Ou seja, roubar antes pode. Durante, não.

(Via Cláudio Weber Abramo).

Quantos dias eu trabalho para sustentar o Lula

pedro novaes, 8:50 pm
Filed under: Economia,Política,internet,sites

Quer ficar com mais raiva ainda? De Olho no Imposto.

menosimpostos.jpg

Gustav Klimt (1862-1918)

yuri vieira, 6:00 am
Filed under: Arte,plásticas

Foi no Instituto de Artes da UnB – onde estudei Teoria, História e Crítica de Arte (uma habilitação que nem existe mais) – que conheci o trabalho do austríaco Gustav Klimt, um dos artistas mais representativos do Simbolismo e da Art Nouveau. Para mim, suas pinturas são poesia para os olhos. Clique nas miniaturas abaixo para ver algumas reproduções de seus quadros.
(Continua…)

Tributo a Ali Farka Touré

yuri vieira, 6:00 am
Filed under: Podcast e videos,música

Este é um tributo ao músico Ali Farka Touré, que faleceu dia 7 deste mês. A gravação é de 1994 e foi feita na cidade de Niafunke, no Mali.

Fonte: Internet Archive e Afropop.

Nau

rodrigo fiume, 2:43 am
Filed under: música

nau.jpgAlguém aí se lembra da banda Nau? Década de 80 pura. Não fez lá grande sucesso. Só lançaram um LP. Bolachão, claro. Mas eu até que ouvi. Até usava alguns trechos em programas de rádio na universidade, isto é, na Rádio Universitária. A vocalista era a Vange Leonel. Tô falando na banda porque um amigo me mandou um endereço com as músicas: Zique do Nau.

Acho que a que ficou mais “conhecida” era Corpo Vadio, um bom rock. No tal endereço, dá para ouvir todas as músicas do disco.

Mensaleiros da mídia

yuri vieira, 1:59 am
Filed under: Imprensa,Política

“(…)segundo Leonardo Attuch, autor do livro A CPI que Abalou o Brasil, Mino Carta recebeu R$ 2,5 milhões do Mensalão para sua revista Carta Capital , cujo petismo fiel e intransigente fica assim explicado. O dinheiro saiu por ordem direta de Luiz Gushiken. Attuch informa que uma lista extensiva de jornalistas ‘amiguinhos do governo’ está para vazar a qualquer momento. Que acontecerá a esses mensaleiros da mídia? O mesmo que aconteceu a seus oitocentos colegas subsidiados pela CUT em 1993. Nada. Continuarão posando de fiscais impolutos da moralidade alheia.”

Fonte: OdeC.

Lula e sua turma

yuri vieira, 1:27 am
Filed under: HQs,Humor,Política

Tá na cara que é do Angeli (via RB):

Dizem que se um médium clarividente for colocado na sala do Lula é exatamente isso o que ele irá ver, mas com uma diferença: não dá pra distinguir o presidente dos demais.

Monday, March 20, 2006

Lucrecia Martel: Almodóvar de saia

pedro novaes, 11:51 pm
Filed under: cinema

Finalmente chegou aqui à província “Menina Santa”, segundo longa da badalada diretora argentina Lucrecia Martel. Almodóvar é dos que se impressionou com o talento demonstrado pela moça em “O Pântano”, seu filme de estréia. Tanto que tornou-se produtor executivo deste outro.

La Niña Santa não é um filme arrebatador. Ao contrário, impressiona e marca o espectador em sua sobriedade e na sutileza quase subliminar com que nos incomoda. (Continua…)

Ponto final

rodrigo fiume, 11:02 pm
Filed under: cinema

Pedro tem razão (clique aqui). Ponto Final é mesmo um dos melhores do Woody Allen.

O cinema é uma linguagem perfeita para “brincar” com o acaso (de cabeça, lembro de dois exemplos recentes: o quase bom Femme Fatale, de Brian De Palma, e o divertido Corra, Lola, Corra, do alemão Tom Tykwer). Mas é preciso que isso seja muito bem feito. E Allen o faz perfeitamente. (Continua…)

Sou flamenguista, e daí?

pedro novaes, 6:31 pm
Filed under: Esportes,Política

Na linha “mamãe, saí do armário”, inaugurada pelo Paulo aí embaixo, venho a público, um pouco avexado, fazer essa confissão. Também não sei muito bem o que fazer com isso. Que vexame geral ontem…

Literatura e paranóia

yuri vieira, 6:41 am
Filed under: amigos,escritores,literatura

Nesse final de semana, conversei por um bom tempo com a Andréa Leão e o Paulo Paiva sobre Auster, DeLillo, Pynchon e seus romances noiados. Depois, em casa, reli o ótimo ensaio do Martim Vasques da Cunha, O Triunfo da paranóia. Foi a cereja daquela conversa. Em meio à sua análise sobre Pynchon, ele cita este trecho duma palestra de Eric Voegelin:

“A alienação e a paranóia não são apenas problemas individuais, mas eles dominam a cena contemporânea na forma de várias ideologias, que sempre tentam perseguir alguém, ou sentem-se perseguidas por alguém, ou ambos os casos. E foi nesta ocasião que eu me deparei com o problema da paranóia no sentido teorético, o que não havia ficado claro para mim antes, porque a paranóia é geralmente tratada pelos psicopatologistas. Mas isto não é um problema, uma vez que se você tem várias pessoas em um estado paranóico (em termos práticos), isto é mais do que o caso de um paciente com uma psicopatalogista. Há alguma estrutura fundamental da consciência envolvida nesta situação.
(Continua…)

Pegadinhas no cemitério

yuri vieira, 3:10 am
Filed under: Humor,Mídia

Pô, o Sílvio Santos é campeão de audiência até no You Tube. Esse vídeo já foi visto 191.052 vezes mundo afora.

Essa outra, da noiva, também é engraçada.
(Continua…)

Eu e o sem-fim

elv peka fluss, 2:59 am
Filed under: Viagens,amigos,extraordinárias

Um

Havia o escuro. Abriu os olhos e nada notou. Estava só, num lugar sem fim. Assustou-se e contemplou o escuro à frente. Podia ver-se, mas mais nada via. Não havia céu nem chão; apenas a amplidão. Estendeu a mão à frente, caminhou tentando tocar em algo, correu, pulou. Nada. Olhou a seu redor e só a si pôde ver. Vislumbrou o sem-fim.

Olhou o chão inexistente sob os pés. Deu um passo, foram dois, três, sete, dez… Apenas sentia o pé, a pressão na sola, cada passo, não o piso. Agachou-se. Hesitou por um instante e esticou a mão, devagar. Temeu o que não via e levou os dedos, depois a palma aberta, ao chão, que não existia. Passou a mão sob os pés, sem tocá-los. Tocou então toda a sola.

Levantou-se. Tocou os lábios, olhou a mão, cheirou-a e o braço, sentiu-se, notou cada parte, o pé, pés, as pernas, braços, ventre, abdome, peito… O peito. Pôde senti-lo apressado, assustado, tenso. Há vida, há vida.

Fechou os olhos. Cerrou-os então com força, toda que pôde, e viu um mosaico mutante, vermelho, formar-se à sua frente. Não mais via a si. Via apenas os tons avermelhados modificarem-se e repetirem-se. Manteve os olhos fechados, para não mais ver a amplidão.

Abriu os olhos apressado. Um som!



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