A revista Época e o jornal O Globo vêm publicando artigos excelentes do economista Paulo Guedes, que também podem ser encontrados nesta página do Instituto Millenium.
Mês: abril 2006 Page 4 of 10
Via Cláudio Humberto:
De Jonas Mouro, professor de História em Brasília: “O PT era formado por presos políticos; hoje está perto de se tornar um partido de políticos presos.”

Janela lateral do Teatro Goiânia, inaugurado em 1942. Construído em estilo art déco.
Sim, trata-se duma besteirinha. Mas aconteceu o seguinte: publiquei um post com o vídeo do Berlusconi comendo meleca, uma amiga viu, deu risada e enviou o link para uma amiga dela, norte-americana, que por um acaso trabalha na produção do programa Manhattan Connection. Essa figura, então, repassou o link para os integrantes do programa que, segundo ouvi dizer, comentaram o vídeo no ar. (Não sei se a gravação já foi veiculada.) Minha pergunta: será que fizeram como os blogueiros costumamos fazer, ou seja, “informação tal” via “fulano de tal”? Se fizeram, o Garganta deu as caras no Manhattan Connection…
A propaganda, dizem, é a alma do negócio. E há gente – como a deputada Ângela Guadagnin (PT-SP), aquela da dança da pizza – que acha nossa publicidade tão obscena que um dos seus projetos mais “importantes”, na Câmara, é aquele que defende a proibição da imagem de “mulheres gostosas” em comerciais de cerveja. (Ah, a inveja…) Mas o termo “obsceno” não está bem colocado aí, afinal, conforme uma de suas interpretações etimológicas, obsceno (do latim obscenus) quer dizer justamente fora (ob) de cena (scenus). Logo, segundo essa perspectiva, a publicidade estaria é sendo muito pouco obscena, isto é, estaria mostrando mais do que devia. Eu acho isso uma bobagem, porque no final das contas a publicidade das cervejarias, na minha opinião, tem sido bastante sincera, pois apresenta um fato incontestável: “beba, fique chapado e ache todas as mulheres lindas”, que é exatamente o que o álcool costuma nos causar – e talvez justamente por isso os muçulmanos o proíbam e, para garantir, ainda inventaram a burca, porque achar a mulher do próximo muito bonita costuma dar confusão. Mas já estou tergiversando…
Quando comecei este post, minha intenção era tão somente indicar o que é uma publicidade aparentemente honesta, verdadeiramente obscena – isto é, não é esfregada na cara de quem não está interessado no produto – e eficaz, isto tudo porque apenas mostra qual o efeito que o produto oferecido supostamente causa. Também decidi linká-las (eu linko, tu linkas, ele linka…) porque visito o Mercado Livre há anos – já comprei uma câmera e um PC através dele – e nunca havia me deparado com esses anúncios (depilador feminino 1 e depilador feminino 2, também para homens que não se orgulham do próprio testosterona), que, aliás, me fizeram dar risada e pensar: nossa, isso é que é um verdadeiro mercado livre… (Nada como ter mil irmãs, amigas e ex-namoradas para trocar idéias.)
Berio, Ligeti, Messiaen, Francis Poulenc e John Williams.
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Fonte: Audran Arcanek.
Escreveu José Simão:
“A única forma de Suzane Louise von Richthofen ser absolvida é ela ser julgada pelo Congresso Nacional.”
Interessante texto este. Será que o livro é tão interessante quanto? Ou a reportagem já resume tudo? Do Estadão:
Livro reúne textos de famosos escritores sobre cocaína
O primeiro deles foi escrito em 1894 por Olavo Bilac: Haxixe já começa citando Os Paraísos Artificiais (1860) de Baudelaire
Antonio Gonçalves Filho
SÃO PAULO – Chico Buarque não está sozinho em sua defesa da descriminalização da maconha. O antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, que assina o prefácio do livro Cocaína (Casa da Palavra, 152 págs., R$ 34,90), organizado pela professora Beatriz Resende, diz que a sociedade talvez venha a concluir que “a criminalização é sempre o pior caminho para reduzir os danos do abuso e controlar o consumo de substâncias que proporcionam prazer, mas cobram um preço elevado à saúde e à liberdade”. Soares participa, na segunda, às 20h, de um debate com a organizadora do livro, que será lançado na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio).
Cocaína é um livro curioso. E corajoso. Reúne autores que experimentaram ou tiveram amigos e conhecidos envolvidos com a droga, de Olavo Bilac a Patrícia Galvão (Pagu), passando por João do Rio, Orestes Barbosa, Lima Barreto e Manuel Bandeira.
A Transparência Brasil acaba de disponibilizar mais uma excelente ferramenta em seu site. Depois do portal Às Claras, com dados sobre os financiamentos de campanhas nas duas últimas eleições, agora o projeto “Deu no Jornal” tem uma nova e criativa possibilidade de acesso a seu banco de dados.
O Deu no Jornal compila e sistematiza o noticiário sobre corrupção da maior parte dos jornais de circulação diária e revistas semanais do país. Já se podiam consultar estas informações de forma agregada por estado, por assunto ou por veículo, de forma a aferir o que cada jornal publica ou não, se os noticiários locais falam sobre corrupção em seus próprios estados ou não, etc. Agora, neste site é possível estabelecer relações entre pessoas mencionadas nas notícias e entre pessoas e assuntos.
É possível, desta forma, entrar até três nomes – por exemplo, Lula, FHC e Paulo Maluf – e ver, em forma de gráfico, os assuntos relacionados à corrupção em que cada um deles é mencionado e, mais esclarecedor, que assuntos os unem. Inversamente, também se podem colocar um ou mais assuntos – exemplo: privatizações, mensalão, licitações -, ver as notícias sobre eles, como estes temas se ligam e que nomes afloram quando os mencionamos.
Fundamental para entendermos o que move o Brasil. Parabéns, mais uma vez, à Transparência.
Agora está [quase] tudo explicado. Do Estadão, que não deu crédito à agência (ou agências) em que se baseou:
Estudo prova que homens perdem a cabeça pelas mulheres
Visão de mulheres belas afeta as decisões dos homens
LONDRES – Parece que quanto mais machão é um homem – pelo menos de acordo com seus hormônios – mais a visão de uma mulher atraente afetará seu julgamento. Pesquisadores da Universidade de Leuven, na Bélgica, pediram aos homens que jogassem um jogo em que partilham uma certa quantia de dinheiro entre eles. Homens com altos níveis de testosterona fizeram a negociação mais dura – a não ser quando haviam visto antes imagens de modelos de biquíni. Neste caso, eles ficaram mais suscetíveis a aceitar propostas piores.
