Submarino.com.br

Arquivo para June, 2006




Friday, June 9, 2006

Corrente pra frente

rodrigo fiume, 4:20 pm
Filed under: Cotidiano,Esportes

Está circulando pela internet, por causa da Copa. É uma animação bem boa. Chama-se Corrente pra Frente, produzida pelo Laboratório de Desenhos. É de 2002, mas, do jeito que as coisas são no Brasil, ainda é bastante atual. Como não sei como postar a imagem em flash, copiei o link para a animação.

Ainda no FICA

yuri vieira, 12:37 am
Filed under: cinema,fotografia

Eu e o Pedro Novaes ainda estamos ralando aqui no Festival Internacional de Cinema Ambiental, em Vila Boa de Goiás – enquanto monitores e roteiristas – na oficina de fotografia de cinema do Dib Lutfi, diretor de fotografia e/ou cinegrafista dos filmes “Terra em Transe”, “Como era gostoso o meu francês”, “A falecida”, “O Desafio”, “O Ponto de Mutação”, etc. As imagens captadas por Dib e seus alunos estão sendo editadas (com uma baita força da Aline Nóbrega) na oficina de João Paulo Carvalho, editor de dezenas de novelas e seriados globais, tais como O Sheik de Agadir, Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Dancing Days, Malu Mulher, Plantão de Polícia, Carga Pesada (primeira versão), Armação Ilimitada, TV Pirata, etc., e dos filmes América (João Moreira Sales), Dom, Maria, Mãe do Filho de Deus (ambos de Moacyr Góes), Benjamim (Monique Gardenberg), entre outros, incluindo filmes da Xuxa, Renato Aragão e Angélica. O produto final das oficinas será apresentado na noite de encerramento do festival.

Cá entre nós: nada como tomar umas e outras com quem trabalhou junto a alguns dos maiores diretores brasileiros e com quem estava por trás da dinâmica do excelente Armação Ilimitada. Altos causos, altos papos. Os figuras são excelentes.

Depois deste fim de semana, quando tivermos tempo, voltaremos ao tema.

Thursday, June 8, 2006

O solitário almoço

elv peka fluss, 10:11 pm
Filed under: Cotidiano
Aconteceu hoje…

Vinha de Cumbica, pela Marginal (asfalto, concreto, carros, carros, carros…), já pensando em onde iria comer rapidamente. Vi um McDonald’s e quase parei. Tentei ir ao Center Norte, mas perdi a entrada da pista local e passei do shopping. Como qualquer retorno em SP leva meia hora, segui. Peguei a Tiradentes, rumo ao centro.

Aí me lembrei da Pinacoteca. Lá tem um restaurante simples, bacaninha. Está mais para um café, em estilo europeu. Parei o carro em frente da Estação da Luz — está linda, depois de ter sido restaurada para abrigar o Museu da Língua Portuguesa.

Foi assim então o meu almoço solitário. Numa mesa ao ar livre, sob as árvores do Parque da Luz — que é bem bonito, com seu jardim em estilo inglês; inaugurado em 1825, é o primeiro parque da cidade, onde a aristocracia paulistana do século 19 passeava com os filhos.

Depois de comer um prato com picanha defumada (parece estranho, mas é bom), ainda tomei um expresso apreciando os raios do sol entre as grandes árvores, as esculturas, a estação, os colegiais uniformizados voltando para casa, os velhinhos caminhando pelo parque…

Wednesday, June 7, 2006

Zico

elv peka fluss, 5:15 pm
Filed under: Esportes
[Só nos resta falar de Copa...]

Zico é o craque da minha infância. Apesar de ser vascaíno, de termos tido o Dinamite, não dava para não se encantar com aquele Flamengo. Culpa do Zico. Aquele time dos anos 80 era genial. Culpa do Zico.

Mas o Zico não foi campeão do mundo — se tivesse sido, teria hoje o cacife do Maradona, do Beckenbauer, que são mais festejados no futebol mundial. Em parte, culpa do Zico mesmo.

Em 82, tudo bem, uma falha coletiva do time e o oportunismo de um até então desconhecido Paolo tiraram aquela seleção dos sonhos do topo do mundo. Mas, em 86, naquele penalty contra a França? Culpa do Zico. Embora indiscutivelmente craque, é lembrado por seus lances maravilhosos, mas também por aquela falha terrível.

Daí que andei pensando no Zico ultimamente. A seleção brasileira, com esta coisa perigosa de favoritismo, poderá decidir a vaga no terceiro jogo, contra o Japão. Já pensou se o Zico entra pra história como o brasileiro que despachou o Brasil? Culpa do Zico?

[Texto modificado pelo autor às 23h48 de 8/6/6]

Mani-manus: criare or not criare

j. toledo, 8:34 am
Filed under: Arte,Cotidiano
“Pensando bem, barulho à sós ainda é pior que baralho à quatro”
(Lavra pessoal)

Difícil explicar tantos mistérios sobre a criação. Para uns, ela nada mais é que uma diarréia emotiva que se manifesta em meros jatos de verbo, perplexidez e, às vezes, um pouco de tinta. Já, para outros, mais ortodoxos, não. Trata-se do viscoso processo cerebralista em que, possuído, o artista se dilui a olhos vistos, deixando-se simplesmente escorrer pelos ralos da mídia escolhida. Contudo, para mim, isso tudo é indiferente, ou seja, reles bobagens. Embora não perguntado a respeito, vejo essa coisa com tanta naturalidade que me seria difícil defini-la, a não ser — lógico — arreganhando as portas da mente e — sem um querer desastrado qualquer — deixar que as baratas entrem.

Assim, bico de siri sobre tal tabu. Ainda que pressionado a me explicar, silêncio mortal e total acerca do niente criativo e tais picuinhas que não interessariam a ninguém, a não ser aos voyeurs do espírito, para os quais sempre existe um SUS recorrente, ainda que, às vezes, meio suspeito.

Portanto, nada melhor que me afastar dessas pseudo e inúteis catarses, arregaçar as mangas e macular a tela com algo que — sinto —, já me vem vindo aqui, aos borbotões…
(Continua…)

Tuesday, June 6, 2006

Lula e a falta de educação

yuri vieira, 8:34 am
Filed under: Educação,Imprensa,Política

O artigo do Rui Nogueira – O ProUni de Lula, a USP, a Unicamp e a Unesp – deve ser lido por inteiro, mas eis alguns trechos:

Chamar as coisas pelo nome, retratá-las como elas se apresentam e são usadas pelos atores públicos no cenário político. A propaganda supera o jornalismo, principalmente o impresso, sempre que chefes de reportagem, repórteres, fotógrafos e editores abrem mão de cumprir a tarefa mínima da profissão, que é conectar “lé” com “cré”, explicar de onde as coisas nascem, por onde transitam e para onde se dirigem. Eis o que nos distingue do instantâneo do rádio e da TV.

Fazer cobertura política sem tratar do significado das ações políticas, relatando apenas o que os políticos dizem, é escrever atas ingênuas, equivale a fazer propaganda. É óbvio que há declarações políticas que beiram o vazio, são desprovidas de conteúdo, típico palavrório ao vento. Mas o discurso que o presidente da República adotou, dizendo sempre o que os outros não teriam feito, em comparação com o que ele realizou ou promete realizar, é perfeitamente mensurável do ponto de vista político-partidário e da política pública citada.
(Continua…)

Monday, June 5, 2006

Literatura, internet e direitos autorais

yuri vieira, 10:57 am
Filed under: escritores,internet,literatura,livros

Eis as três matérias, de autoria do jornalista Rogério Borges, publicadas no jornal O Popular:

Perdas e Ganhos

Escritores que publicam seus trabalhos na internet
abrem mão da renda com direito autoral em
nome da divulgação maior de seus trabalhos

“Todo escritor quer ser lido, mas também todo escritor quer ser recompensado pelo seu trabalho.” A afirmação, feita pelo escritor Yuri Vieira, condensa uma discussão que vem ganhando corpo com a proliferação na internet de blogs e livros virtuais, de acesso livre a qualquer um que esteja conectado à grande rede de computadores: a do direito autoral flexibilizado. Esses instrumentos trazidos pelas novas tecnologias têm mexido com a relação entre os autores e suas obras e deles com as editoras.

Ao publicar um texto na internet, muitos escritores deixam claro que não se importam com a reprodução daquele trabalho, desde que haja a menção à autoria, desobrigando o pagamento de direitos autorais pelas obras em questão. “Eu transformei o meu livro A Tragicomédia Acadêmica em uma obra virtual, em um e-book, e estou cadastrando o título no Google Books”, anuncia Yuri, 34 anos, que mora em Goiânia.
(Continua…)

Dois extremos

yuri vieira, 3:46 am
Filed under: Cotidiano,Humor,Podcast e videos

Esta é uma pegadinha gravada num país onde a Justiça funciona e todos temem ser processados:

Já estas duas são pegadinhas gravadas num país em que ninguém teme a Justiça:
(Continua…)

Sunday, June 4, 2006

Deu n’O Popular

yuri vieira, 9:04 pm
Filed under: Imprensa,Umbigo,escritores,internet,literatura

Saiu uma matéria no jornal O PopularPerder para ganhar – sobre a relação internet/literatura/direitos autorais. Nela há entrevistas com Daniel Galera (RS), Xico Sá (SP) e com um tal Yuri Vieira, que talvez seja eu, não estou certo, me esqueci de tomar Biotônico hoje. Pena que esse jornal é adepto do acesso limitado a assinantes…

Saturday, June 3, 2006

Frase de cinema — 6

rodrigo fiume, 11:36 pm
Filed under: cinema

aspas_vermelhas_abre.gif Apertem os cintos!

A noite será turbulenta! aspas_vermelhas_fecha.gif

Bette Davis, em A Malvada (1950)

Três Enterros

pedro novaes, 10:28 am
Filed under: cinema

Fiquei com esse filme na cabeça desde o Festival de Cannes no ano passado. Pelo nome interessante – “Os Três Enterros de Melquíades Estrada” -, pelos prêmios de melhor roteiro e melhor ator (para Tommy Lee Jones) em Cannes 2005, pelo pano de fundo da questão fronteiriça e cultural Texas-México, por ser o primeiro filme para cinema dirigido por Tommy Lee Jones (ele apenas dirigira um filme para televisão antes); por Tommy Lee Jones ser, ao mesmo tempo, um texano típico, um cowboy de nascimento e, ao mesmo tempo, ter se graduado em letras com honras por Harvard e ser um crítico feroz das políticas de fronteira e de imigração americanas.

Melquíades (Julio Cedillo) é um imigrante mexicano ilegal, que trabalha como vaqueiro na fazenda de Pete (Tommy Lee Jones), próxima à fronteira Tex-Mex. Os dois acabam se tornando grandes amigos. Quando Melquíades é morto por Mike Norton (Barry Pepper), um patrulheiro de fronteira, diante da inação da polícia, Pete captura o assassino, desenterra o cadáver em decomposição do amigo e parte para atravessar a fronteira e enterrá-lo em sua vila natal, conforme prometera. (Continua…)

Friday, June 2, 2006

O trapaceiro

rodrigo fiume, 5:19 pm
Filed under: Humor,Mídia,internet,sites

Esta história é bem engraçada. Vou copiar o link para a matéria do Portal Estadão, pois ela explica tudo e dá os links para os endereços originais.

Blog expõe vida de trapaceiro digital

Ao tentar passar a perna em um comprador em Londres, o vendedor de um laptop quebrado teve sua vida exposta em um blog

Lula de cu é rola

yuri vieira, 12:57 pm
Filed under: Humor,Imprensa,Política

Via Olavo de Carvalho:

Mark Steyn, no Jerusalem Post de 28 de maio, recorda: “Quatro anos atrás, The Economist publicou uma reportagem de capa sobre o vencedor das eleições presidenciais brasileiras, o líder socialista Luiz Inácio Lula da Silva. Era um acontecimento de grande importância hemisférica. Daí a manchete: ‘O significado de Lula’. Na semana seguinte, um leitor, Asif Niazi, escreveu ao editor da revista: ‘Caro senhor, o significado de Lula, em língua urdu, é pênis.”

Nomen est omen, “o nome é um presságio”, diziam os romanos.

New Order – “True Faith”

yuri vieira, 11:40 am
Filed under: Podcast e videos,música

Não pretendia postar esse video hoje, mas como estou acordando com essa maledetta música na cabeça todos as manhãs desta semana, então, voilà. Talvez assim eu me livre dela.

Siga a bolinha luminosa:
(Continua…)

Na Montanha Mágica

yuri vieira, 11:32 am
Filed under: Umbigo,literatura,livros

Preciso parar com essas estranhas somatizações. Certos livros exigem mergulhos profundos, mas aí já é demais. Acompanhar, com a mente, Hans Castorp e seu primo Joachim Ziemssen até esse sanatório para tuberculosos é uma coisa. Mas eu precisava ser acometido por uma pleurisia durante a leitura? É como se eu também estivesse internado ali. Que cazzo!

Boy’s toys

elv peka fluss, 3:15 am
Filed under: Cotidiano,colírio
[Este é um post ligeira e inofensivamente machista]
Aconteceu num domingo…

Dirijo pela Faria Lima. Paro no semáforo na Rebouças. É um sinal demorado. Olho para o carro que pára ao meu lado. Desvio os olhos para o sinal. Vejo de novo o carro. Olho então à minha volta. Penso se não estariam filmando. Talvez fosse um comercial. Ou uma pegadinha, não sei. Mas nada vejo que comprove isso.

Volto os olhos para o carro. De novo para o sinal. De novo para o carro. No meu outro lado, minha namorada nota o que está acontecendo. Fico ligeiramente constrangido. Acho que ela também está surpresa.

“Pode olhar”, diz ela.

É, penso. A chance de isso acontecer de novo deve ser pequena. Volto os olhos para o carro. É uma Ferrari. Vermelha — vermelho-ferrari, entende? Ao volante, uma loira. No banco do passageiro, uma morena. No de trás, outra loira. São jovens. Todas bonitas. Bem bonitas. Beeemmm bonitas, quero dizer. Estão felizes. Sorriem. Gargalham.

O sinal abre. O carro parte. Parto também. Sigo o meu caminho.

“Brinquedo de menino”, diz minha namorada.

É… Quatro deles, penso.



Page 4 of 5«12345»
Submarino.com.br

57 queries. 0.784 seconds. | Alguns direitos reservados.


Livros - Submarino.com.br