Arquivo para November, 2006




15/11/2006

Boas Novas

pedro novaes, 10:00 am
Filed under: cinema,Cotidiano

A boa nova é que fazer um longa metragem pode não ser tão difícil quanto parece.

A má notícia é que ontem assisti a um dos piores filmes da minha vida e, como sou amigo, alertá-los-ei para que não incorram na mesma sessão de tortura.

A segunda má notícia é que fazer um BOM longa metragem talvez seja mesmo tão difícil quanto pareça.

Eu não gosto de fazer críticas destrutivas, especialmente ao cinema nacional. Pode ser um certo corporativismo, mas acho que é preciso estimular quem está fazendo. Neste caso, entretanto, está além da minha evolução espiritual. Como diabos este rapaz conseguiu dinheiro da Petrobrás – edital para longas de baixo orçamento – e de mecanismos de estímulo do Estado do Rio para produzir isso? (Continua…)

14/11/2006

A sombra do Marilson

rodrigo fiume, 9:19 pm
Filed under: fotografia,Imprensa

maratona.jpg

Uma coisa chata para os repórteres é conseguir dar uma cara nova a algo que parece “velho”. É que os fatos se repetem. Presidentes dizem o que já haviam dito antes, todo domingo tem jogo de futebol, sempre há um feriado prolongado e por aí vai. É a mesma coisa para os repórteres fotográficos. Fotos de futebol, do presidente ou trânsito quase sempre parecem as mesmas. Mas, às vezes, o cara (repórter ou fotógrafo) consegue fazer algo diferente. Como nesta foto do New York Times (por Vicente Laforet) da chegada da maratona de Nova York. Ficou bonito o recurso da sombra, mesmo não sendo novo.

Não a vi nos jornais brasileiros, mas compreendo que eles precisavam mostrar a cara do Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que venceu a prova. Acho até que o próprio NYT deve ter publicado outra mostrando seu rosto.

Um pugilista substitui Gushiken

yuri vieira, 8:39 pm
Filed under: Podcast e videos,Política

Não tenho certeza, mas acho que foi durante o quarto podcast gravado com o Olavo de Carvalho que ele me disse quase ter saído nos tapas com o irmão do Mercadente, o tal coronel Oswaldo Oliva Neto, que agora assume a posição do Gushiken. Espere só a luta de boxe que vem por aí…

Quando a Política Funciona

pedro novaes, 5:55 pm
Filed under: internet,Política

Assim é quando a política funciona em favor do Estado de Direito.

De passagem, note-se que as críticas feitas pelo Governo Federal ao projeto de lei referem-se muito mais à idéia de “exclusão digital” pela necessidade de identificação positiva dos usuários do que ao possível atentado à privacidade e direitos individuais. Não se poderia esperar outra coisa do PT, não é mesmo?

Após críticas, Azeredo admite discutir identificação na internet

PATRÍCIA ZIMMERMAN
da Folha Online

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) admitiu hoje discutir no Senado a possibilidade de retirar de seu projeto sobre crimes cibernéticos a obrigatoriedade de identificação dos usuários da rede. (Continua…)

Where are the girls?

pedro novaes, 12:26 pm
Filed under: colírio,este blog

Fernanda

Aproveitando e explicitando a onda (re)introduzida pelo Fiume, voltamos a implorar por maior presença feminina neste blog. Eu nem ia falar nada sobre isso, mas quando me deparei com este ensaio da sempre número um no meu ranking de mulheres lindas Fernanda Lima, não resisti. No Paparazzo.

Programação da Semana

pedro novaes, 12:13 pm
Filed under: cinema

Minha programação esta semana no Festival de Cinema de Goiânia, com bastante expectativa, prioriza:

Antonia, filme de Tata Amaral, sobre quatro jovens cantoras negras da periferia de São Paulo que sonha em viver de música e a maneira pela qual seu cotidiano de pobreza, violência e machismo se confronta com esse sonho. O filme já gerou uma série, de mesmo nome, que estréia em breve na Rede Globo. Entre outros pontos a seu favor, Antonia, cujas quatro atrizes principais são efetivamente cantoras de rap da periferia de São Paulo que nunca tinham atuado antes, tem o nome de Sérgio Penna, como preparador de elenco, responsável, entre outro filmes por “Bicho de Sete Cabeças”, “Contra Todos” e “Batismo de Sangue”.

O Céu de Suely, de Karim Aynouz, diretor do espetacular “Madame Satã”. O filme, grande vencedor do Festival do Rio deste ano, conta a história do retorno ao interior do Ceará de Hermila, que viveu desde muito pequena em São Paulo. Lá, à espera de um marido que nunca chega e sufocada pela atmosfera da pequena cidade, ela acaba se prostituindo.

Cartola, documentário de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, sobre a vida e obra do genial sambista, uma dívida antiga do cinema nacional para com esta figura ímpar e de tamanha importância.

O Cheiro do Ralo

pedro novaes, 11:52 am
Filed under: cinema

Esta semana, quem quiser me encontrar procure aqui.

Ontem, o Festival abriu com a apresentação do premiado “O Cheiro do Ralo”, filme do pernambucano Heitor Dhalia, estrelado por Selton Mello, grande vencedor do da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e agraciado com os prêmios Especial do Júri e de melhor ator no Festival do Rio deste ano.

O filme vem sendo bastante incensado e realmente tem muitas qualidades, mas, sorry modernos, em minha opinião, deixa a desejar pela ausência de uma trama, de uma história com começo, meio e fim e, sorry uma vez mais modernos, sem plot points, isto é, sem os pontos de virada na trama que conformam, via de regra, mas não de maneira exclusiva (discutamos isso em outro momento) quase todo bom roteiro. A velha estrutura do teatro grego que Hollywood industrializou e pasteurizou.

O filme é realmente engraçado em seu cinismo e humor negro e tem uma concepção visual muito bonita e bem trabalhada. Se encaixa numa certa tendência, não?, do encanto com a escatologia, o grotesco e o perverso, combinado com esse apuro estético, com revalorização do kitsch e do obsoleto, do universo urbano decadente e do underground – de imediato, nacionalmente, me vêm à cabeça outro pernambucano, Cláudio Assis, com “Amarelo Manga” e o próprio Dhalia com “Nina”, seu filme de estréia. Todos evidentemente, em termos cinematográficos, bebendo na fonte do mestre Tarantino e, nas demais artes, de Bukowski, Robert Crumb e outros.

Eu gosto muito quando a arte explora o estacatológico, o grotesco e o bizarro – esta é nossa salvação – e gostei bastante de “O Cheiro do Ralo”, mas, no cinema, acho que não basta exibir este mundo semi-escuro, é preciso contextualizá-lo. E é isto que falta ao filme.

Ameaça ao eDitador

rodrigo fiume, 2:05 am
Filed under: Avisos,este blog,Humor

Caros, passo a partir de agora a postar imagens femininas para lembrar o eDitador de balancear um pouco mais a participação entre colaboradores e colaboradoras no blog. Começo, propositalmente, pela deusa Vênus. Abs. R.

botticelli_birth_venus_2.jpg

13/11/2006

Quinto podcast com Olavo de Carvalho

yuri vieira, 9:42 pm
Filed under: Educação,Imprensa,Mídia,Podcast e videos,Política,Religião

Neste podcast, Olavo discorre sobre as eleições para o Congresso norte-americano, sobre democratas e republicanos, “liberals” e “conservatives”, imprensa brasileira, Folha de São Paulo, a esquerda nas universidades norte-americanas, professores universitários brasileiros, o desconstrucionismo, a lógica formal de Frege, o Caso Emir Sader e Jorge Bornhausen, “raça” e racismo, analfabetismo funcional, pseudo-profissionais brasileiros, a guerra do Iraque, a luta pela hegemonia mundial, o conceito de genocídio, a matança de cristãos, a patrulha ideológica, o porquê de ele não ser um “touro indomável”, a corrupção no Brasil, Lula e Lulinha, a organização da “resistência conservadora”, os “dois maiores brasileiros da história” e, por fim, Olavo solicita apoio para criar uma rádio online.

Em duas partes:

    Lado A

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    Lado B

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Quem quiser baixar os arquivos mp3, visite o Archive.org.

Quem quiser ouvi-los através do You Tube, clique aqui.

2 sofás

rodrigo fiume, 3:44 pm
Filed under: Cotidiano,fotografia

sofa.jpg

Avenida Paulo VI, no Sumaré (zona oeste de São Paulo), por volta das 15 horas de hoje.

O provincianismo neo-ateu

yuri vieira, 12:03 pm
Filed under: Ciência,especulativas,Imprensa,Religião

A revista Época voltou a publicar mais uma matéria baseada nas “teses” desses cientistas bobos e pretensiosos que acreditam poder refutar a existência de Deus: “Não vejo, logo Ele não existe”. (Nunca vi esses cientistas, talvez eles também não existam.) Bem, a questão é que, no meio dessa matéria tão pegajosa e melequenta quanto uma ostra, veio junto uma pérola escrita por Marcelo Cavallari, que tomo a liberdade de reproduzir logo abaixo.

O provincianismo neo-ateu

por Marcelo Cavallari

Richard Dawkins, Daniel Dennett e os demais autores que se dedicam ao recente ateísmo militante parecem figuras saídas do século XIX. Naquele tempo, o método científico que havia conseguido tanto sucesso na teoria física ensaiava se expandir com igual sucesso para todas as áreas do conhecimento e prometia tornar a religião, e de quebra a filosofia, a literatura, a arte e todas as outras formas de conhecimento, obsoleta.

Foi precisamente desse espírito ultracientificista que nasceu o século XX, o mais cruel da história da humanidade. Nunca se matou tanta gente. Nunca antes tantas atrocidades foram cometidas. Nazismo e comunismo, engendrados como sistemas de engenharia social destinados a reorganizar a sociedade segundo critérios científicos, foram os responsáveis pelos maiores massacres de que se tem notícia. Não era religião – antes a perseguição a ela – que movia Stálin, Mao Tsé-tung, Pol Pot. Os últimos baseavam-se na tese do socialismo científico de Karl Marx, que supostamente havia descoberto as leis de funcionamento da história. O primeiro, na eugenia racista, que foi ciência respeitada durante boa parte do século XIX até resultar no nazismo. (Continua…)

12/11/2006

Melhor sem o fim

rodrigo fiume, 11:34 pm
Filed under: cinema

infiltrados.jpgTenso, muito tenso. Tensão de primeira mesmo. Mas o final… O final — isto é, como toda aquela tensão é concluída —estraga tudo. A última cena, última mesmo, antes de entrarem os créditos, é uma piadinha bem meia-boca.

Aquilo que nos distingue

pedro novaes, 12:05 pm
Filed under: internet,Umbigo

Uma amiga americana, que conheci na Tailândia, de curiosidade googlou “Goiânia” para saber algo sobre a cidade onde vivo. Como resposta, dezenas de páginas sobre “acidentes radiativos” e “Césio 137”.

Me escreve: “You didn’t tell me you were radioactive?”

Nada como aquilo que nos distingue dos demais.

Para mudar de assunto

pedro novaes, 11:39 am
Filed under: Política

Para sair um pouco da ladainha de reclamar do PT e de “Nosso Guia”, como o chama o Elio Gaspari, falemos mal de um político da outra banda que anda muito por cima da carne seca com sua intelectualice e preparo teórico.

O César Maia, a quem se deve reconhecer coisas bacanas como a contenção da especulação imobiliária na Barra da Tijuca sobre áreas de proteção ambiental, está articulando a destruição de um dos maiores patrimônios arquitetônicos e paisagísticos do Rio de Janeiro. Na onda dos negócios e negociatas no caudal de dinheiro que são os Jogos Panamericanos no próximo ano, o alcaide quer cravar mais uma mega-obra – uma marina-shopping -, ao preço da desfiguração do Aterro do Flamengo.

Elio Gaspari fala mais sobre o assunto em artigo hoje na Folha, que se reproduz abaixo:

ELIO GASPARI

Átila capturou o Rio disfarçado de Cesar

Presidente do Iphan corre o risco de liberar canibalização de um parque tombado por Rodrigo Mello Franco

NÃO SE SUSTENTA a tese segundo a qual a obra do marina-shopping do aterro do Flamengo é necessária para o êxito dos jogos Pan-Americanos. (Continua…)

Escorrendo pelo Ralo

pedro novaes, 10:06 am
Filed under: Arte,teatro

Eu definitivamente não sou um cara de teatro. Meu negócio é cinema e literatura. Conheço pouco a arte dos palcos, nunca li, nunca teorizei sobre o assunto e tenho medo. Acho o teatro – evidentemente um preconceito estúpido – campo de excessivos experimentalismos pobres e baratos, de construtos intelectuais soníferos, de elaborações rebuscadas e incompreensíveis que disfarçam absoluta ausência de conteúdo e emoções verdadeiras.

Arte é emoção e ponto final. A porta de entrada de qualquer trabalho artístico não pode ser o racional. Tem que emocionar. Se não emocionou, já fodeu. A razão tem que vir depois. Após nos emocionarmos, a gente pensa o que quis dizer, relaciona com outras coisas, outras obras, episódios da vida, etc, etc. Mas se tem que pensar de saída, está errado.

Felizmente, mais uma vez esta minha estúpida expectativa negativa não se sustentou. Juliana, Paulo, Andrea e eu fomos assistir ontem a “Adubo ou a Sutil Arte de Escorrer pelo Ralo”, peça encenada pelo Grupo Tucan, de Brasília, com direção do uruguaio radicado no Distrito Federal Hugo Rodas. (Continua…)

Brasil Dividido

pedro novaes, 9:35 am
Filed under: Política

Eu estava ensaiando escrever algo que havia mencionado em outro post, sobre a preocupação de ver o país cada vez mais dividido, receita para o desastre, mas aí me deparei com este ensaio do Robeto Pompeu Toledo na Veja, que evidentemtente coloca esta questão de uma maneira muito mais lúcida e clara do que eu seria capaz, de modo que reproduzo abaixo um pequeno trecho seu.

Eu sei que é duro aguentar o petismo e a pobreza de espírito da esquerda, mas os que se colocam do outro lado precisam ter mais serenidade e grandeza de espírito para não cairem na armadilha do divisionismo. O ódio se inflou a tal ponto que os do outro lado já não são mais que o reflexo da esquerda raivosa do lado de lá – todos sedentos de sangue. A mesma postura com o sinal ideológico trocado. Todos quase prontos a lançar o Estado de Direito às favas, desde que sejamos nós quem mande.

Eu acho que a responsabilidade do petismo por este estado de coisas é maior. Foram eles que começaram. Mas os outros, do lado de cá, não podem responder caindo nessa armadilha.

“Devagar com o andor. Assim como se impõe desarmar a árvore, depois do Natal, impõe-se desarmar os espíritos, cumprido este outro marco do calendário que são as eleições. A divisão é uma praga que leva as nações à perdição. Fidel Castro não se recuperou, quase cinqüenta anos passados, do erro de ter dividido o país. Contra ele e seu regime, aguardando a melhor oportunidade, velam inimigos sedentos de vingança. Hugo Chávez foi pela mesma trilha envenenada. Que neste período pós-eleitoral não se venha com a conversa do impeachment ou do ‘fora’ este ou aquele. Não há país que resista a um impeachment a cada temporada. Também não há vantagem, só mais uma manobra de quem cultiva o esporte do tiro no próprio pé, em destronar um presidente para criar a figura ainda mais poderosa do mártir. (Continua…)



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