Arquivo para November, 2006




03/11/2006

RoutHost rocks!

yuri vieira, 6:32 pm
Filed under: este blog,internet

Foi por pouco: quase caímos. Mas graças ao nosso serviço de hospedagem – Routhost.com – permanecemos todo o mês de Outubro online. Os caras nos deram mais 5Gb de banda e terminamos o dia 31/10 com uma taxa total de transferência de 44,78Gb!!! Mais alguns megas e o site teria caído, uma vez que, além de ultrapassar nosso limite de 40Gb mensais, ainda teríamos ultrapassado os 5Gb que ganhamos de lambuja.

Já falei outras vezes sobre isso aqui: não vale a pena hospedar um site no Brasil. Veja, por exemplo, a Locaweb. O plano mais barato deles oferece 500Mb de espaço e 25Gb de limite de transferência de dados (banda). “Tudo isso” por R$29,00 mensais, o que dá R$348,00 por ano. (Nem vou falar das vantagens de se ter um domínio internacional que, além de ser muito mais barato, está fora das burrocracias estatais brasileiras, essas que exigem CPF, CnPJ, digitais, uma foto 3X4 de frente e outra de perfil.) Já nosso plano na Routhost, o Silver, nos oferece 2Gb de espaço e um limite de banda de 40Gb mensais. E isso por U$49,95/ano, isto é, R$106,98!!! (Continua…)

02/11/2006

Uma vela para os meus mortos

daniel christino, 7:32 pm
Filed under: Cotidiano,especulativas,extraordinárias,interiores,memória

Vai acabando o dia de finados. Ano passado escrevi uma pequena crônica sobre este dia que ficou enterrada no meu antigo e abandonado blog. Para mim o dia de finados é todo pôr-do-sol, é todo crepúsculo. Eis a crônica:

O dia de finados transcorreu normalmente. Céu nublado, muita gente nos cemitérios, muitas flores, choros e longos suspiros de saudade. Algumas pessoas passeavam com o olhar perdido, um longo olhar. Outros permaneciam parados até, de repente, girar a cabeça num movimento brusco, como se tivessem ouvido ou visto alguma coisa. Depois retornam para dentro de si mesmos, contemplando mudamente as lápides como a um espelho. “Ó espelho meu, o que de mim neste morto morreu?”

Meus mortos aumentaram este ano. Por isso este post. Uma vela para os meus mortos, simbólica, cibernética.

Estou ouvindo uma missa composta por Palestrina. Como são belos os meus mortos, congelados em lembranças alegres ou graves. Acompanho-lhes os movimentos em detalhe, acompanho-lhes a precisão dos gestos. Meus mortos não se perdem, nem fazem o que não deviam. Quando me olham, que doçura!!, estão em paz. Hoje é o dia no qual converso com todos.

“Como vão as coisas?”, “O que o senhor tem feito, meu Tio? Continua fechado em si mesmo? É a morte para o senhor tão solitária quanto foi a vida?”.

“Vó, aprendeu mais algum ponto sofisticado no crochê? Há sapos por aí? Sei que senhora não os suporta. Olha, estou morando na sua casa, seu bisneto foi visitar-lhe o túmulo hoje, viu como está grande?”.

“Tio, How are you? Sentimos sua falta na mesa de pôquer”.

“Jordino, como estás rapaz? Sinto falta dos seus conselhos, do seu humor capenga, da sua silhoueta torta pelos corredores da faculdade.”

O meu olhar não pode mais alcançar sua diáfana existência. Apenas a memória persiste. Nela fico atrás da porta, logo após a curva, para tentar alcançá-los desprevenidos, surpreendê-los com um susto ou num gesto inédito, espontâneo. Mas nunca. Sempre os mesmos movimentos, a mesma doçura e a mesma paz. Sempre no museu de cêra dos meus pensamentos.

Sobre o livro “O Jardim das Aflições”

yuri vieira, 4:39 pm
Filed under: escritores,livros,Podcast e videos,Política,Religião

Eu sei que esta semana anda muito “olaviana”, mas eu não esperava outra coisa como conseqüência dos podcasts gravados com o Olavo de Carvalho. Com relação a eles, tenho recebido muitos emails, como já disse, ou muito positivos ou muito agressivos. Dentre estes últimos, a maior parte tenta ironizar a qualificação de filósofo que uso, na introdução, ao me referir ao Olavo. Mas quantos de seus autores leram ao menos um livro dele? Nenhum, obviamente. Logo, faço pouco caso desse gênero de manifestação. O que me chateia mesmo é quando muita gente inteligente (com ou sem aspas) aparece para acusar o cara de teórico da conspiração. É para finalizar com esse debate bobo, esse que tenta equiparar a visão de mundo dele a uma simples “Teoria Conspiratória”, que publico agora o artigo de José Maria e Silva (do jornal Opção, de Goiânia), a respeito do excelente livro “O Jardim das Aflições: De Epicuro à Ressurreição de César. Ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil“. Como disse no comentário ao post do Daniel, foi o Bruno Tolentino quem, na casa da Hilda Hilst, me emprestou esse livro dizendo: “Essa obra é imprescindível, é fundamental para entender o mundo de hoje”. Se você, leitor, ainda não consegue discernir o fundo sobre o qual o Olavo organiza suas figuras retiradas da realidade, saiba que está nesse livro a chave de tal compreensão. Se você é preguiçoso ou preconceituoso, azar o seu. Será – sim, vou repetir – mais uma “mulher do padre”, mais um a chegar por último. Se você ler esta ótima e muito bem escrita resenha do José Maria – e ainda assim não se interessar pelo livro – é porque você certamente é do tipo que se une a “outras” de sua espécie para reclamar: “Você viu? Esse aí está a dizer que nossos maridos são padres!”

O Império e a Globalização

(Texto sobre o Livro “O Jardim das Aflições”)

A metalinguagem do colonialismo

Deslumbrados com o conceito de “Império” que acabam de importar dos Estados Unidos, intelectuais brasileiros desconhecem – ou fingem desconhecer – que o filósofo Olavo de Carvalho já o criara no Brasil há cinco anos.

por José Maria e Silva
silvajm@uol.com.br

Opção (Goiânia), 1° de outubro de 2000

Como os índios e escravos do período colonial, que por força da sobrevivência batizavam seus deuses com nomes de santos, os intelectuais brasileiros rendem-se ao imperialismo com um despudor de espantar. (Continua…)

Ah, este povo estúpido!!!

daniel christino, 12:30 am
Filed under: Cotidiano

Durante a época de avaliações na Universidade, uma conhecida piada volta a freqüentar os corredores e salas de professores. A piada diz o seguinte: “aqui é o melhor lugar do mundo para se trabalhar, o problema são os alunos”. Politicamente incorreta? Eu sei. Dá até para sentir um cheiro de autoritarismo, se não fosse piada, se não fosse o humor. Acontece que numa enquete feita aqui mesmo no blog sobre a razão do Lula estar à frente nas pesquisas, a opção mais votada era “porque o povo não sabe votar”. Pensamento perigoso numa democracia. Explico. (Continua…)

Monte sua própria teoria conspiratória

daniel christino, 12:04 am
Filed under: Cotidiano,especulativas,extraordinárias

Toda teoria conspiratória é um fetiche da verdade. Ela não é uma mentira pura e simples, não ignora fatos, apenas os interpreta numa chave bastante particular.

Exemplo: Jesus Cristo andou sobre a Terra e era humano, teve filhos com Maria Madalena e a Igreja Católica, numa série de conchavos políticos (os concílios) estabeleceu um cânone cujo interesse não era a verdade, mas a saúde de uma instituição que, ao longo do tempo, especializou-se em cobrar uma taxa regular pela paz de espírito e, claro, por um terreninho no céu. O cristianismo, em toda sua pompa e circunstância, nada mais é do que uma estratégia de marketing bem montada sobre bases filosóficas greco-romanas e alguns devaneios monoteístas de uma religião tribal. Seu objetivo é vender perdão e garantir o poder simbólico do Vaticano. São capazes até de assassinar um Papa, se por acaso ele desenvolver uma consciência. (Continua…)

01/11/2006

Los locos también matan

yuri vieira, 4:49 pm
Filed under: Imprensa,Política

Reproduzo letra por letra o artigo de Carlos Alberto MontanerLos locos también matanpublicado no site Firmas Press. A maior parte dos leitores deste blog irá compreendê-lo facilmente, com exceção do nosso colaborador Daniel, a quem repito: a percepção da tal, em suas próprias palavras, “conspiração esquerdista maligna para tomar o poder no Brasil ou no mundo” está fundada em dados da realidade, não em imaginação paranóica. Aliás, tenho certeza de que o Primeiro Ministro inglês Neville Chamberlain também achava paranóicos aqueles que lhe diziam que Hitler era perigoso. Cada época com seus bobos. (E vale lembrar que Evo Morales e Hugo Chávez são amiguinhos do presidente Mula.)

Los locos también matan

Carlos Alberto Montaner

Hugo Chávez construirá 20 bases militares en Bolivia. Las bases estarán situadas en las cinco fronteras de que dispone el país: Chile, Perú, Paraguay, Argentina y Brasil. Esas instalaciones quedarán bajo el control de militares venezolanos y cubanos en complicidad con los soldados bolivianos. Seguramente los cubanos tendrán pasaporte e identidad de Venezuela. No es fácil distinguirlos. Son parecidos hasta en las virtudes y defectos. El costo de los nuevos armamentos venezolanos ascenderá a treinta mil millones de dólares. Venezuela se ha convertido en el primer comprador internacional de armas y equipos militares.

El plan recoge un viejo sueño y una antigua concepción estratégica de Fidel Castro y Che Guevara: convertir a Bolivia, situada en el corazón de América Latina, en el bastión subversivo de Sudamérica. Esa convicción le costó la vida al Che en 1967. Es un país desde el que se puede desestabilizar toda la región andina alentando los conflictos étnicos. Es un país –pronto con bases adecuadas– desde el que podrán operar los nuevos aviones de combate adquiridos por Chávez en Rusia. Supongo que los chilenos, primer blanco en la mirilla del coronel venezolano dispuesto a ”bañarse en el mar boliviano”, habrán tomado nota del enorme peligro que a medio plazo se cierne sobre ellos.
(Continua…)



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