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Adeus, Bruno!

Faleceu hoje o mestre e amigo Bruno Tolentino [1], que conheci em 1998, na casa da escritora Hilda Hilst [2], no dia do meu aniversário de 27 anos. Bruno também morou ali na Casa do Sol – por cerca de oito meses – e, além de termos feito algumas feijoadas juntos, discorremos sobre todo tipo de assunto, principalmente literatura, arte, política e religião. Juntamente com a Hilda e com o escritor Mora Fuentes, costumávamos também, ao final daquelas saudosas tertúlias diárias, assistir a clássicos do cinema [3]. Nunca me esquecerei da expressão em seu rosto quando, certa tarde, apareceu em meu quarto para reclamar do CD que eu estava ouvindo e que, segundo deixou claro, o estava incomodando em seus afazeres: Passages, de Philip Glass e Ravi Shankar. “Essa composição está andando em círculos, não tem a saída da espiral! Isto não é música, é a música como idéia…”, comentou, parafraseando o título do livro que vinha finalizando, O Mundo como Idéia.

Amigo e mestre, vá com Deus e mande um beijo pra Hilda.

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Comments Disabled To "Adeus, Bruno!"

#1 Comment By Pedro Sette Câmara On 27/06/2007 @ 7:40 pm

Esta história é muito engraçada, Yuri. Você já não a tinha publicado?

#2 Comment By yuri vieira On 27/06/2007 @ 7:54 pm

É bem provável, Pedro. (Só checando aqui no blog para confirmar.) Logo mais pretendo narrar outros causos ligados a ele, como o critério que utilizou para a escolha de seu então secretário pessoal, o Antônio Ramos, outro bom amigo.
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#3 Comment By bruno On 12/07/2007 @ 8:54 pm

Seria legal reproduzir um poema dele aqui…

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