Arquivo para August, 2007




30/08/2007

Reinaldo fala do Foro de SP

yuri vieira, 3:57 pm
Filed under: Política

Olha o Reinaldo Azevedo falando mais uma vez sobre o Foro de São Paulo e destacando um discurso do Lula a respeito do dito cujo carcará sanguinolento.

P.S.: No final das contas, o Reinaldo é fodinha. Foda mesmo é o Olavo de Carvalho

28/08/2007

Fetiche por película

yuri vieira, 4:48 pm
Filed under: cinema,tecnologia

Você acaba de rodar seu curta-metragem com a avançadíssima Sony HVR-Z1 e, então, após queimar seus olhos semanas seguidas na ilha de edição (um Mac, obviamente), descobre que praticamente todos os festivais brasileiros de cinema importantes não aceitam inscrições de filmes digitais. (Eu sei, em sentido estrito, não existe “filme digital” mas apenas “vídeos”. Ok. E daí?) “F…-se”, você pensa. E, ao investigar, descobre que ainda há muitos dinossauros que desconsideram a produção digital como sendo cinema de verdade… (!) Ora, será que quando criaram a brochura os defensodres do códice saíram por aí a dizer que aquele objeto não correspondia a um livro de verdade e, por conseguinte, tampouco era literatura? Claro que não, trata-se de um falso problema. A grande e irônica prova disso é que 90% dos leitores de hoje jamais saberiam apontar a diferença entre um códice e uma brochura. Você sabe? (Se eu não tivesse escrito, em 1994, na Universidade de Brasília, um trabalho sobre a história do livro, é provável que eu tampouco conheceria tal distinção.)

Em 1992, Coppola lançou Dracula, o primeiro longa-metragem de um grande estúdio editado não-linearmente, isto é, digitalmente. Coppola… Não-linear… Drácula… Correto. Foi gravado em formato digital? Não, foi captado em película, mas já era então possível processar, em computadores, os dados registrados por películas. Para os entendidos: já era possível “renderizar” um filme de alta definição. Logo, o problema nunca foi a capacidade de processamento dos computadores, nunca foi a idéia de que um computador jamais conseguiria trabalhar com toda a informação contida numa película, do contrário não assistiríamos a nenhum filme hoje, haja vista que todos sem exceção são editados não-linearmente. Até o Spielberg, que torce o nariz para as câmeras digitais de alta definição do seu amigo George Lucas, edita digitalmente. O cara filma em película, transfere tudo para o computador, edita e, por fim, devolve o produto final para película. É este o procedimento. Enfim, o único e verdadeiro problema sempre foi este aqui: as câmeras digitais são capazes de captar imagens com a mesma qualidade da película? Resposta: já estão praticamente cabeça com cabeça. Em dez anos, quem quiser continuar preso ao alto preço da película só terá uma justificativa para isto: puro fetiche. Melhor faria se todas as noites ficasse nu e se masturbasse em sua própria cama enrolado em 60 metros de película virgem…

Como eu dizia, você procura um bom festival brasileiro que aceite filmes digitais e não encontra mais que três ou quatro. Gramado? Brasília? Não, não aceitam. Pedem um DVD apenas para apreciar a obra e, caso selecionada, exigem a presença da famigerada e nobre película. Sim, para exibição só recebem películas de 16mm ou 35mm, uma coisa super glamurosa. (Sacou a contradição? Se eles defendem tanto a qualidade da película contra a do digital, por que usam o DVD para avaliar previamente a qualidade dos trabalhos? Na verdade, a questão é outra…) E a piada de humor-negro por trás disso tudo é que a transferência de vídeo digital para película não sai por menos de R$1000 o minuto, uma coisa linda que o faz pensar se vale a pena vender a casa da sua mamãezinha apenas para satisfazer seu ego de artista. Como você é filho duma geração muito bacana e por isso ainda curte sua mãe, passa alguns dias melancólico, imaginando o quão diferente sua vida seria hoje se sua mãe tivesse sido uma louca espancadora de crianças…

Passada a decepção, você inicia uma peregrinação virtual pelos sites dos mais diversos festivais internacionais e descobre que até o Oscar aceita filmes digitais. (!) E não é só: Festival de Berlim? Aceita. De Biarritz? Aceita. De Clermont-Ferrand? Aceita. De Sundance? Aceita – assim como mais algumas centenas de outros festivais espalhados pelo mundo, o que você poderá verificar tranqüilamente através do site Withoutabox.com. No fundo, creio que tudo não passa mesmo de pura e simples pobreza de terceiro-mundistas. Não, pobreza mental não: pobreza material. Se os vídeos digitais tornam a produção de um filme muito mais barata, por outro lado exigem que o exibidor adquira um novo e esfuziante projetor digital, que, com o passar de dois ou três anos, deverá ser novamente trocado por outro projetor digital ainda mais esfuziante e ainda mais capaz. Quem tem dinheiro para isso num país onde se trabalha quatro meses apenas para pagar impostos? No final das contas, a culpa não é dos organizadores de festivais e de seu suposto fetiche por película: é dureza mesmo. Daí meu conselho: se você acredita no seu filme digital, gaste dinheiro com a tradução e a legendagem e o envie para festivais internacionais. Afinal, para que servem esses festivais? Não é para garimpar talentos? E quem disse que o talento depende do suporte material da obra artística?

Fidelidade

ronaldo brito roque, 1:44 pm
Filed under: interiores,literatura

Hoje eu sei que aquilo se chamava barriga. Mas na época, mesmo que conhecesse a palavra, talvez eu preferisse não usá-la. Não seria exato falar em “dor de barriga”. A sensação nascia no centro mesmo do meu ser e se irradiava pelo corpo, com tal velocidade, que eu me debatia, esticava as mãos e gritava, mesmo antes de distinguir o que eram mãos, braços, pernas, laringe e cordas vocais. Eu era um corpo vibrátil, quase um fluido. Qualquer ponto estimulado levava instantaneamente à resposta de algum outro ponto distante e insuspeitado. Lembro, por exemplo, que um tipo particular de excitação nas minhas extremidades inferiores causava um som suave e ritmado que eu já quase identificava como riso. Pequenos toques na minha cabeça e na sobrancelha me faziam relaxar e ter vontade de fechar os olhos. Sons agudos na minha direção me deixavam atento e silencioso, com um pouco de medo. Às vezes minha respiração era interrompida e, mesmo que não quisesse, eu era forçado a fechar os olhos, porque minha boca crescia de forma a quase não caber no rosto: era um bocejo. Também acontecia de minhas nádegas vibrarem e eu me livrar de uma pressão incômoda e insistente logo abaixo do peito.

Mas naquele dia, minhas nádegas não vibraram. Alguma coisa atrás do meu umbigo exigia uma atenção urgente e decisiva. Sem saber o que fazer, eu me remexia e emitia os sons que me pareciam melhor traduzir aquela urgência.

Até que alguém soube me compreender. Senti primeiro um certo calor envolvendo minha pele, depois uma voz suave e constante que indicava a presença de uma pessoa humana e caridosa. Meus lábios identificaram alguma coisa quente e pontuda, um objeto nítido, consistente, seguro, que eu mordi com convicção, ou simplesmente pressionei entre os lábios, já que não tinha dentes. O líquido veio quente, abundante e grosso. Eu não tinha dificuldade em engolir, depois que um tantinho fazia volume na minha boca. Aquele ato de alguma forma já estava em mim, e eu apenas o descobria silenciosamente. Eu me entregava confiante, como um peixe se entrega à enormidade plácida e invencível da água. Meu corpo foi aos poucos sossegando e fui compreendendo os conceitos que mais tarde se traduziriam em prazer, satisfação, felicidade. Abri os olhos e vi um rosto humano, arredondado, os olhos nítidos e serenos, brilhando por trás da sombra dos cabelos. Intuí que aquilo era uma espécie de música angelical, a sensação mais sagrada que eu teria nesta vida. Então, sem hesitar um mínimo segundo, eu jurei, prometi silenciosamente, sem tirar os olhos dela, que nunca na minha vida, nem que eu vivesse cem anos, nem que eu voltasse à infância, nem que eu descobrisse uma alma imortal e vivesse eternamente, eu nunca na minha vida tomaria o leite de outra.

No que tange a mulheres, foi de fato o único juramento que nunca quebrei.

27/08/2007

Joel Silveira

rodrigo fiume, 11:11 pm
Filed under: escritores,Imprensa

Para muitos e muitos, é considerado o maior repórter brasileiro. Da Caros Amigos:

Joel Silveira, o repórter dos presidentes, morreu no último 15 de agosto, aos 88 anos. “A víbora” , como era conhecido, viveu a história de perto, denunciava os medíocres e marcou o jornalismo. Releia entrevista concedida para a Caros Amigos em abril de 2000. Vale a a pena ler de novo! (Continua…)

zunePhone

rodrigo fiume, 10:50 pm
Filed under: Humor,Podcast e videos,tecnologia

26/08/2007

Pena eu não ter visto algo assim…

rodrigo fiume, 9:32 pm
Filed under: Podcast e videos

24/08/2007

O socialismo petista

yuri vieira, 2:09 am
Filed under: Política

Eis um vídeo para quem ainda é otário a ponto de achar que o Olavo de Carvalho é paranóico. (Veja o comentário dele.) A serpente começa a romper a casca do ovo.

22/08/2007

“Great success!!”

yuri vieira, 9:06 am
Filed under: amigos,cinema

Como já dizia aquele sábio “kazaquistanês”, Borat, great success!!! O lançamento do nosso curta-metragem – ESPELHO – superou nossas expectativas (duas sessões, muuuita gente, show de blues, etc.) e agora vamos partir para o circuito dos festivais de cinema. Quero agradecer a todos os amigos, amigos de amigos, amigos de amigos de amigos, familiares e interessados em geral pela presença e pelas risadas que pontuaram o filme. De coração, muito obrigado.

Qualquer hora escreverei sobre a experiência de escrever e dirigir um filme no nosso pobre Burajiru, e a sensação maluca que é assistir à platéia, que assiste, com visível satisfação, a um trabalho que exigiu tanto de nós.

(Feliz aniversário, Michael de Nebadon!!)

Links:

Comunidade do curta-metragem ESPELHO no Orkut.
Cartaz do filme.

16/08/2007

Lançamento do nosso curta-metragem

yuri vieira, 9:21 pm
Filed under: Avisos,cinema

Eis o cartaz/flyer do nosso curta-metragem ESPELHO. (Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.) Para conhecer o endereço, clique aqui.

espelho_cartaz.jpg

15/08/2007

Cansados 4

rodrigo fiume, 6:29 pm
Filed under: Imprensa,Mídia,Política

Do Blog do Noblat:

Enviado por Ricardo Noblat – 15.8.2007| 14h55m

Sinto muito, cansei…

Os caras ficam debochando da turma do “Cansei” – mas que mal há em um movimento desses? Quem de fato não está cansado de um monte de coisas erradas – corrupção, Renan Calheiros, imposto provisório que vira permanente, legalização pela Câmara dos Deputados da infelidade partidária, promessas vãs de combate à violência urbana, a repetição exaustiva da desculpa do “eu não sabia”, a crise da aviação, oposição parlamentar de mentirinha, e por aí vai?

Cinquenta gatos pingados do PSOL não podem vaiar Lula onde quer que ele vá? Não podem se manifestar no gramado em frente ao Congresso pedindo a cassação do mandato de Renan? E não atraem a atenção da mídia? E não têm direito o direito de dizer o que pensam? Por que a turma do “Cansei” não tem? Por que deve ser tratada como se ameaçasse as instituições? Só por que alguns dos seus líderes se vestem na Daslu? Se fosse na Daspu, tudo bem?

Como este país, sua elite, seus dirigentes e seus formadores de opinião são medíocres… Santo Deus!

13/08/2007

Jornalismo de qualidade

daniel christino, 3:21 pm
Filed under: colírio,fotografia,Imprensa

Jornalismo de qualidade

Cansaço, fadiga, lassidão

daniel christino, 2:29 pm
Filed under: Cotidiano,Educação,Política

Preguiça! Meu amigo Paulo Paiva enviou-me e-mail perguntanto se não iria à manisfestação “vaia Lula” na praça Cívica. Eu fiquei com vontade de responder com um texto sobre movimentos em cardume e coisas do tipo, mas me deu preguiça. Já esgotei minha cota de manifestações. Quando era estudante secundarista do Colégio Agostiniano, fizemos uma manifestação contra o aumento das mensalidades nas escolas particulares. Não houve aula no dia e a classe média saiu às ruas pelo valor do seu rico – e minguado – dinheirinho. Paramos também o Ateneu Dom Bosco, o Carlos Chagas, o Objetivo da Avenida Goiás e outros. Imaginem: a avenida Tocantins tomada por estudantes de escolas particulares, mobilizados por alunos destas mesmas escolas, para horror de seus pais, no final da década de 80. O que quero dizer: era um movimento sem malícia. Lembro-me de comentar com o Leon, meu amigo, o quão excitante era fazer parte daquilo tudo, daquela idéia de construir um sonho em conjunto. Mas não tínhamos carro de som. E o problema começou quando conseguimos arranjar um.

Dentre as lideranças dos colégios particulares mobilizados estava a filha de um famoso político da cidade. Sem que soubéssemos, ela “vendeu” nossa causa para o movimento sindical e para políticos de esquerda. Como não tínhamos o tal carro de som, tomamos um emprestado ao Sindicato dos Professores e, com ele, vieram reinvidicações externas ao movimento. Em palavras menos polidas: botaram uma canga na gente. Um punhado de gente falou um punhado de coisas alheias à manifestação. Professores, políticos, sindicalistas. Ao final, lá na Praça Cívica, a futura elite goiana assistiu ao gozo pleno e mesquinho da esquerda do pequi. Gente que poderia ter sido ganha para o debate político ouviu a então vereadora, Denise Carvalho, encher a voz de orgulho ao pronunciar “Nós”. “Nós” estamos mobilizados; “Nós” protestamos contra o capitalismo; “Nós” resistimos. “Nós quem, cara pálida?” pensávamos. Alguns amigos perguntaram se eu não queria discursar. Se fosse o caso, me colocariam no caminhão a marra. Disse que não. Afinal, para quê? Nada daquilo era nosso mais. Talvez nunca tivesse sido, na verdade.

A quem pertence, de fato, o movimento “Cansei”? Não tenho idéia. Meu ele não é.

12/08/2007

Dia dos pais

ronaldo brito roque, 8:14 pm
Filed under: Cotidiano

Eu odeio datas em geral. Dia dos pais, dia das mães, natal, tudo isso é tolice. Não gosto nem do meu aniversário. Mas eu gosto do meu pai, então acabei escrevendo uma coisa para ele.

Olha aí.

Herói Pessoal

Para Lourival Roque

Ele não fez o gol do milênio,

Não inventou o celular,

Não venceu dezoito guerras

Contra dezoito inimigos invencíveis.

Ele acordou cedo, fez a barba e foi trabalhar.

Ele pagou o seguro do carro,

Depois me ensinou a ir soltando a embreagem devagarinho.

Nos dias de sangue e bronquite alérgica,

Ele correu comigo para o médico.

Nos corredores escuros da enfermaria,

Ele reaprendeu a rezar.

Nas madrugadas de sábado,

Quando eu não chegava em casa,

Ele descobria que tinha medo.

No dia seguinte,

Seu medo se traduzia em palavras duras.

Palavras que, no fundo, eram de amor.

Esse amor que também transborda no seu silêncio,

No seu olhar preocupado,

No seu carinho desajeitado de homem.

Pai,

Eu também não fiz o gol do milênio,

Não inventei o celular,

Não venci dezoito guerras,

Contra inimigos intratáveis.

Mas eu quero que meus filhos,

Se lembrem de mim,

Como eu me lembro de você:

Um homem certo e sereno.

Um homem cuja maior vitória

Não se vê estampada na galeria da fama,

Mas no brilho tranqüilo

Do riso sincero

De um filho feliz.

09/08/2007

No metrô

rodrigo fiume, 3:26 pm
Filed under: amigos

xingu.jpg (Continua…)

Admirável Mundo Novo no teatro

yuri vieira, 9:23 am
Filed under: amigos,escritores,Imprensa,livros,teatro

Eis uma matéria no Correio Brasiliense sobre a peça que estou adaptando com a diretora teatral Miriam VirnaAdmirável Ainda – a partir do romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Hoje, em Brasília, rolará a primeira leitura pública.

07/08/2007

Imprensas

rodrigo fiume, 9:55 pm
Filed under: Imprensa

Do Globo:

A grande imprensa

por Ali Kamel

Agrande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados.

(Continua…)



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