10/10/2008

Entrevista com o Teólogo André Figueiredo sobre Swedenborg e a Nova Igreja

ronaldo brito roque, 4:00 am
Filed under: Religião

Introdução

Quando eu ainda morava em Belo Horizonte, o Yuri publicou no saite alguma coisa sobre Borges e Swedenborg. Na época eu já era fã de Borges e pesquisei mais sobre seu Guru na internet. Logo percebi que a despeito de ser teólogo e místico, Swedenborg tinha uma obra intelectual admirável e merecia no mínimo a atneção interessada que votamos aos grandes pensadores do ocidente, sejam eles filósofos sistemáticos ou não. Então fui estudando suas obras sem muito método, à medida que chegavam às minhas mãos, e tentando compreender minha própria realidade à luz do que ele dizia. Na época eu era um cético que começava a flertar com uma espécie de “Criastianismo Filosófico” – um cristianismo que convence mais pela explicação que pela força mística do ritual – e Swedenborg caiu como uma luva na minha cabeça cheia de contradições. Embora verse sobre assuntos de fé, ele com freqüência expõe seu pensamento numa estrutura filosófica com silogismos e premissas bastante claros. Além disso, sua Ciência das Correspondências é uma espécie de chave intelectual para a compreensão da linguagem poética, e um aspirante a ficcionista, como eu, não podia deixar de se deleitar com uma coisa dessas.

Alguns anos mais tarde me mudei para o Rio de Janeiro, e tive o privilégio de conhecer pessoalmente André Figueiredo, filósofo de formação e teólogo da Nova Igreja – Igreja fundada por Swedenborg, que tem uma sede aqui no Rio. André é uma espécie de enciclopédia viva sobre Swedenborg, pois se dedica não apenas a estudar sua Revelação, mas a colocá-la em prática como membro ativo da Igreja Nova Jerusalém. Sua inteligência rápida e apurada logo me impressionou, principalmente porque era a primeira vez que eu encontrava essa virtude junto a uma gentileza e uma paciência dignas de um monge. Nesta entrevista procurei explorar um pouco dessas qualidades, indagando a André sobre sexo, morte, casamento, religiões e outras questõezinhas que costumam atormentar as mentes em busca de respostas. Sempre quis fazer uma entrevista desse tipo, não só porque acho que Swedenborg e a Nova Igreja merecem ser divulgados num círculo mais amplo, mas também porque eu queria dividir com o pessoal do Karaloka – leitores e autores – um pouco das idéias que me ajudaram a compreender melhor o mundo da religião, das ciências, dos conflitos humanos e até da literatura de ficção. Nas linhas abaixo, acho que vocês poderão perceber que as obras de Swedenborg de fato se prestam a isso; e para no-las apresentar nada melhor que alguém que dedica a vida a compreendê-las. Então, chega de rasgação, e vamos às perguntas:

1. André, gostaria de começar esta entrevista com uma pergunta que deve ocorrer a qualquer pessoa comum, e acho que é uma questão que, de certa forma, ocupa o centro do interesse autêntico pela religião. Existe vida após a morte? E, caso exista, devemos nos preocupar com isso?

Existe sim vida após a morte. E qual a importância de se preocupar com isso? A morte é uma metamorfose, é um novo estágio do desenvolvimento humano. A morte antecede a ressurreição, e a ressurreição é uma regeneração, isto é, um novo nascimento. É algo semelhante ao que se processa com os insetos no processo da metaformose: a lagarta entra no casulo e se transforma, renasce como uma borboleta ou um inseto alado.

Da mesma forma, quando abandonamos este corpo, é como se o fizéssemos em relação a algum casulo que foi o útero de uma grande gestação e transformação, mas que é agora descartado. A metamosfose é uma imagem da regeneração e do novo nascimento. Mas há uma diferença entre a regeneração dos insetos em sua metamorfose, e a regeneração do homem para que ele de natural se torne espiritual. No caso dos insetos, este processo é espontâneo, isto é, simplesmente acontece quer o inseto queira, quer não. No caso do homem, isto não é uma fatalidade, mas depende de um esforço ativo e constante, uma decisão emanada do livre arbítrio.

São poucas as doutrinas hoje em dia que enfatizam a ciência da regeneração. Mas esta é a grande obra de todas as autênticas religiões: a regeneração do gênero humano. Assim se pronuncia Swedenborg sobre este ponto:

Que o homem deva ser regenerado, a razão o mostra claramente; com efeito, por seus país êle nasce nos males de todo gênero, e êstes amores residem em seu homem natural que, por si mesmo, é diametralmente oposto ao homem espiritual; e entretanto o homem nasceu para o Céu, e não vai para o Céu a não ser que se torne espiritual, o que se faz unicamente pela regeneração; daí segue-se necessariamente que o homem natural com suas cobiças deve ser domado, subjugado e revirado, e de outro modo êle não pode se aproximar de um único passo em direção ao Céu, mas se precipita cada vez mais no Inferno. Como não ver isso, quando se acredita que o homem nasceu nos males de todo gênero, e quando se reconhece que o bem e o mal existem, e que um é oposto ao outro; e quando se acredita que há uma vida depois da morte, que há um Inferno e um Céu, e que os maus vão para o Inferno, e os bons para o Céu? O homem natural considerado em si mesmo, quanto à sua natureza, não difere em nada da natureza das bêstas, é igualmente feroz; mas é tal quanto à vontade; entretanto difere das bêstas quanto ao entendimento; êste pode ser elevado acima das cobiças da vontade, e não somente as ver, mas também as moderar; daí vem que o homem pelo entendimento pode pensar, e pelo pensamento falar, o que não podem as bêstas. Qual é o homem de nascença, e qual será se não for regenerado, pode-se ver pelas bêstas de. todo gênero; será tigre, pantera, javali, escorpião, tarântula, víbora, crocodilo, etc.; se não fosse, pois, pela regeneração transformado em ovelha, que outra cousa seria senão um diabo entre os diabos do Inferno? Então se as leis do govêrno civil não detivessem tais homens nas ferocidades nascidas com êles, não se precipitariam um contra o outro, e não se degolariam, ou não se arrancariam até suas camisas? Quantos não há no gênero humano que sejam sátiros e príapos, ou réptis ou quadrúpedes? e qual dêstes ou daqueles não se torna macaco, a menos que seja regenerado? E’ a isso que conduz a moralidade externa, que aprendem a fim de esconder seus internos.


Note que a regeneração é um processo que começa na vida natural e culmina na ressurreição, quando então o homem se despoja de seu corpo natural para então se tornar espiritual e, virtualmente, alcançar a angelitude. A Nova Geração ou Nova Criação é uma obra do Senhor só pela Caridade e pela Fé, como os dois meios, mas o homem deve fugir dos males como se fosse por si mesmo, mas sabendo que é pelo Senhor.

Por conseguinte, a lagarta não precisa pensar muito em seu estado de borboleta, pois ele virá espontaneamente, mas o homem deve sim buscar o aperfeiçoamento espiritual, a sua redenção e salvação, pois esta é a finalidade de nossa existência terrena. A vida no corpo físico, natural, é simplesmente nada diante da eternidade. É apenas um breve intervalo para nos transformarmos; para nos aperfeiçoarmos; para despertar o anjo em nós, assim como a fé e caridade, a fim de que alcancemos nossa forma final. Podemos dizer que nossa vida atual é uma preparação para a Vida Eterna, a vida depois da “morte’. Por isso, é bom sempre pensarmos nela.

2. Swedenborg enfatiza o papel dos “usos” da caridade no processo de regeneração. Antes das perguntas propriamente ditas, queria que vc esclarecesse o coneito de “uso” e, em seguida, pergunto: a arte seria uma forma de “uso”? A arte goza de algum status especial perante Deus ou ela é apenas um trabalho como qualquer outro? É possível que a salvação ou regeneração opere numa pessoa que não se dedique a nenhum trabalho?

Os usos são, segundo a Doutrina Celeste, os bens chamados bens da caridade. Por estes usos entende-se não somente as necessidades da vida, como alimento, vestimenta, habitação para si e para os seus, mas também o bem da pátria, o bem da sociedade e o bem do concidadão.

Fazer usos significa ser útil e prestar serviços aos outros. Mas se eles são feitos pela reputação e pelo ganho, a motivação é o amor de si. Todavia, se eles são feitos pelos usos mesmos, então o são pelo Senhor, e a motivação é o amor para com o próximo. Aquele que faz os usos pelo Senhor, é conduzido por Ele; ao passo que o que os faz por si mesmo, fá-lo pelo diabo.

O Reino do Senhor é o Reino dos Usos, e o Senhor, em Sua Divina Providência, conjunta as coisas espirituais e eternas às coisas naturais e temporais por meio dos usos. E o Senhor se conjunta aos usos por meio das correspondências. A arte é um uso que tem o seu próprio lugar na escala dos usos. Swedenborg viu companhias de teatro no céu, e viu bibliotecas também, assim como muita beleza e muita arte entre os anjos. Existem três graus dos usos, segundo sua ordem e seus fins, e por aí podemos ver o lugar da arte entre eles:

    a) Os usos para sustentar o corpo, que se referem à alimentação, vestuário, habitação, descanso, divertimento, defesa e conservação do estado.;
    b) Os usos para aperfeiçoar o racional, são as coisas que ensinam as ciências e os estudos, os quais se referem às coisas Naturais, Econômicas, Civis e Morais, hauridas dos pais e dos mestres;
    c) Os usos para receber do Senhor o espiritual, são todas as coisas que pertencem à religião e ao culto, e se referem ao conhecimento de Deus.

Swedenborg ainda acrescenta:

Estes usos, em sua extensão, podem ser descritos pelas mesmas causas pelas quaís os usos do corpo o foram; assim, pela alimentação, o vestuário, a habitação, o descanso e o divertimento, a defesa e a conservação do estado, desde que sejam aplicadas à alma, a alimentação aos bens do amor, o vestuário aos veros da sabedoria, a habitação ao Céu, o descanso e o divertimento à felicidade da vida e à alegria celeste, a defesa aos males que infestam, e a conservação do estado à vida eterna. Todas estas causas são dadas pelo Senhor, conforme se reconhece que todas as que pertencem ao corpo são dadas também pelo Senhor, e que o homem é somente como um servidor e um ministro ecônomo estabelecido sobre os bens de seu Senhor.

A regeneração não se opera em alguém que não realiza nenhum uso, mas se a pessoa realiza uso pelo amor de si, esse uso também não opera a regeneração.

3. Existem pessoas com tendência natural a um determinado uso? Ou qualquer pessoa pode assumir qualquer uso, de acordo apenas com as circunstâncias?

Existem com certeza inclinações naturais para determinados usos, mas os Escritos não falam disso aberta e declaradamente. Lemos que todo o Céu Angélico aparece diante do Senhor como um só homem, e cada sociedade Angélica é um membro deste Grande Homem que é nada menos que o Divino Humano do Senhor. Cada anjo, por suas inclinações e afeições, ocupa um lugar no Máximo Homem, e isto parece já estar pré-determinado pela Divina Providência.

Todavia, embora a Doutrina Celeste afirma que o acaso é uma palavra vazia, ainda assim nega a idéia calvinista de predestinação. O homem é reformado pelo livre segundo a razão, portanto não há predestinação. Mas há, sim, Providência, e essa noção, segundo Swedenborg mesmo, se aproxima muito da idéia dos romanos de fortuna. A Providência é o governo de Deus conduzindo todas as coisas ao que é bom, segundo o propósito eterno do Ser Divino.
É que todo homem é guiado somente pelo Senhor por sua Divina Providência. Mesmo a igreja aqui nas terras é parte deste Grande Homem, sendo que faz a cintura e as pernas dele. Quanto mais o homem recebe o Divino Amor e a Divina Sabedoria, mais ele se torna homem-anjo. O anjo é aquele que está em algum uso pelo amor a Deus e o amor ao Próximo.

Eis um trecho de uma obra de Swedenborg que elucida bem esta questão:

Mas isto, sendo um arcano da Sabedoria angélica, não pode ser compreendido senão pelo homem cuja mente espiritual foi aberta, pois este pela conjunção com o Senhor é um anjo; este homem, pelas proposições que precedem, pode compreender as que seguem: 1º Que todos, tanto os homens como os anjos, estão no Senhor e o Senhor neles, segundo a conjunção com Ele, ou, o que é a mesma cousa, segundo a recepção do amor e da sabedoria que procedem d’Ele. 2º Que cada um deles obtém um lugar no Senhor, assim no Céu, segundo a qualidade da conjunção, ou da recepção do Senhor. 3º Que cada um em seu lugar tem seu estado distinto dos outros, e tira do comum sua tarefa segundo sua situação, sua função e sua necessidade, absolutamente como cada parte no corpo humano. 4º Que cada homem é iniciado em seu lugar pelo Senhor segundo sua vida. 5º Que cada homem desde a infância é introduzido neste Divino Humano, cuja alma e a vida é o Senhor, e que é conduzido e ensinado pelo seu Divino Amor segundo sua Divina Sabedoria, n’Ele e não fora d’Ele; mas que, o Livre não sendo tirado do homem, o homem não pode ser conduzido e ensinado senão segundo a recepção como por si mesmo. 6º Que os que recebem são levados a seus lugares por voltas e circuitos infinitos, quase como o quilo é levado pelo mesentério e seus vasos lácteos à cisterna, e daí pelo conduto torácico ao sangue, e assim à sua sede. 7º Que os que não recebem são separados dos que estão no Divino Humano, como a matéria fecal e a urina são separados do homem. Estão aí arcanos da Sabedoria angélica, que podem ser um pouco compreendidos pelo homem, mas há um número muito grande deles que não podem ser compreendidos.

(Emanuel Swedenborg. Divina Providência, 164).

4. O homem e a mulher podem assumir indiscriminadamente qualquer uso, ou há usos próprios para cada um dos sexos?

Os usos da mulher e do homem não podem ser idênticos porque ambos estão em afeições diferentes. O mundo de hoje tende a se respaldar no historicismo e no relativismo culturalista (os quais estão longe de ser verdades absolutas) para negar que as diferenças entre os sexos são naturais e estabelecidas por Deus. Não existe nenhum “devir-mulher”, apesar de a Doutrina Celeste reconhecer que a natureza humana é indeterminada e aberta, justamente por ser a liberdade uma condição da hominidade.

Mas disto não resulta que as diferenças entre os sexos são apenas uma imposição da cultura. A mulher é diferente do homem por vários aspectos:

Por sua Afeição, por ser esta a afeição de amar a ciência, a inteligência e a sabedoria, entretanto, não nela mesma, mas no homem, e assim amar o homem; pois o homem (vir) não pode ser amado por causa da forma só que faz com que apareça como homem (homo), mas é amado por causa da qualidade que está nele, a qual faz que ele seja homem. Por sua Aplicação, por que é levada para as cousas que são obras das mãos, e são chamadas filé, bordados, e diversos outros nomes, servindo para ornamentos, e a se enfeitar, e a realçar sua beleza; e, além disso, para diversos deveres, chamados domésticos, que se adjuntam aos deveres dos homens, os quais, como foi dito, são chamados afazeres fora de casa; as mulheres são levadas a estas ocupações pela inclinação ao Casamento, a fim de se tornarem esposas, e ser assim um com os maridos. Que a mesma cousa se manisfesta também pelos Costumes e por sua Forma, vê-se sem explicação. (O Amor Conjugal, 91.)

Os homens se inclinam mais para os assuntos de fora da casa, isto é, os assuntos forenses, os quais concernem à República, ao passo que a mulher se inclina para os assuntos de dentro de casa, isto é, os assuntos domésticos, que concernem à vida no lar. Isto pode ser facilmente verificado pela ligação que a mulher tem com a prole. Repare na reação das moças e madames quando vêem uma criança.

Consideramos que o ponto de vista de que os assuntos domésticos são de ordem inferior, e de que, portanto, o “bonito” é só se ocupar da república numa tentativa de arrastar a mulher para o que é masculino, uma forma de machismo sem escrúpulos, fruto de uma sociedade patriarcalista que afirma que a mulher “liberada’ é a mulher desfeminilizada.

5. Hoje muitas mulheres ocupam cargos de gerência e chegam até a pleitear altos cargos na administração da república. Também tivemos grandes rainhas no ocidente. O que vc acha que Swdenborg diria sobre isso?

Sem dúvida que hoje as mulheres estão ocupando cargos de liderança, mas isto já acontecia muitas vezes no passado também. A Doutrina celeste afirma que a Realeza (ou o poder temporal) é uma correspondência das coisas da Divina Verdade, ao passo que o Sacerdócio (o poder sagrado) é uma correspondência do Divino Bem. Isto é assim porque a administração dos assuntos da república exige frieza, objetividade e abstenção de juízos emocionais. Quero dizer que é preciso mais razão e menos emoção, ou, na linguagem de Swedenborg, mais entendimento e menos vontade. Ora, sabemos que a mulher é afeição, e isto é assim para contrabalançar com o homem a fim de impedir os excessos da frieza e calculismo da inteligência masculina.

A mulher modera o homem em seu calculismo, sem dúvida, pois a mulher é amor, ao passo que o homem é sabedoria. Uma mulher pode ocupar altos cargos, mas ela por natureza leva tudo para o lado pessoal, não consegue agir com frieza e objetividade, e é bom que seja assim, pois a verdade sem o bem não é verdade. Até há mulheres que conseguem aprender a ter um comportamento semelhante ao masculino, mas ela sempre precisará pedir algum conselho a algum homem, tal como é mencionado na obra O Amor Conjugal:

Muitos acreditam que as mulheres podem desempenhar os deveres do homem, uma vez que desde a primeira idade elas sejam iniciadas neles como os rapazes; elas podem, é verdade, ser iniciadas no seu exercício, mas não no julgamento, de que depende interiormente a retidão dos deveres; é por isso que as mulheres que foram iniciadas nos deveres dos homens, são obrigadas nas coisas do julgamento a consultar os homens, e então, segundo seus conselhos, se são livres para agir, elas escolhem o que é favorável a seu amor. (O Amor Conjugal, 175.)

Esta declaração não encerra nenhum machismo, pois chamar a isto de machismo é o mesmo que dizer que um ser só é livre se tiver o direito de ser calculista, isto é, só é livre se tiver características masculinas. Como se as características específicas do feminino não fossem tão nobres quanto as masculinas. Dizer que a sabedoria é preferível e superior em qualidade ao amor é que é machismo. A Doutrina Celeste apenas está ressaltando a importância de compreender a diferença entre os sexos para que haja o equilíbrio universal entre a Verdade (da qual os homens são a efígie) e o Bem (do qual as mulheres são a efígie).

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1 Comment

  1. filipe escreveu:

    muito bom ronaldo.
    ademais, ainda dei uma lida nas notas do yuri sobre a palestra do borges.
    valeu
    abraçao

    Comentário de 13-10-2008 @ 8:32 pm

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