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Arquivo para October, 2008




Saturday, October 18, 2008

A razão é uma questão de fé

yuri vieira, 10:57 pm
Filed under: Religião,escritores,livros

Da Ortodoxia, de Chesterton:

Com freqüência se diz que os sábios não conseguem ver nenhuma resposta para o enigma da religião. Mas o problema dos nossos sábios não é que eles não consigam ver a resposta; é que eles não conseguem sequer ver o enigma. Como crianças, eles são tão obtusos que nada notam de paradoxal na jocosa afirmação de que uma porta não é uma porta. Os latitudinaristas modernos falam, por exemplo, acerca da autoridade na religião não apenas como se não houvesse nenhuma razão nela, mas como se nunca houvesse existido razão alguma para essa autoridade. Não vendo a base filosófica da religião, eles não conseguem ver sua causa histórica.

A autoridade religiosa sem dúvida foi muitas vezes opressora e exorbitante, exatamente como todos os sistemas legais (e especialmente o nosso sistema atual) têm sido insensíveis e cruelmente apáticos. É racional atacar a polícia. Mais que isso, é maravilhoso. Mas os críticos modernos da autoridade religiosa são como homens que atacariam a polícia sem jamais ter ouvido falar de ladrões. Pois a mente humana corre um grande perigo concreto: um perigo tão prático quanto o latrocínio. Contra esse perigo a autoridade religiosa foi erigida, certo ou errado, como uma barreira. E contra ele algo certamente deve ser erguido como uma barreira, se quisermos evitar a destruição de nossa raça.

O perigo é que o intelecto humano é livre para destruir-se. Da mesma forma que uma geração poderia impedir a própria existência da geração seguinte com todo o mundo entrando no convento ou pulando no mar, assim um grupo de pensadores pode, até certo ponto, impedir a expansão do pensamento ensinando à geração seguinte que nenhum pensamento humano tem validade alguma. É inútil falar sempre da alternativa de razão e fé. A própria razão é uma questão de fé. É um ato de fé afirmar que nossos pensamentos têm alguma relação com a realidade por mínima que seja.

Se você for simplesmente um cético, mais cedo ou mais tarde precisará perguntar-se o seguinte: “Por que ALGUMA COISA deveria dar certo, mesmo que se trate de observação ou dedução? Por que a boa lógica não seria tão enganadora quanto a lógica ruim? Ambas são movimentos no cérebro de um macaco perplexo”. O jovem cético diz: “Eu tenho o direito de pensar por mim mesmo”. Mas o velho cético, o cético total, diz: “Eu não tenho direito de pensar por mim mesmo. Não tenho absolutamente direito de pensar”.

Há um pensamento que bloqueia o pensamento. Esse é o único pensamento que deveria ser bloqueado. É o mal supremo contra o qual toda autoridade religiosa se voltou. Ele só aparece no final de épocas decadentes como a nossa; e o sr. H. G. Wells já desfraldou a sua desastrosa bandeira. Ele escreveu uma delicada obra de ceticismo intitulada “Doubts of the Instrument” [Dúvidas do Instrumento]. Nela questiona o próprio cérebro, e se esforça para eliminar toda a realidade de todas as suas afirmações pessoais, passadas, presentes e por vir. Mas foi contra essa remota destruição que todos os sistemas militares da religião foram originariamente enfileirados e comandados.

Os credos e as cruzadas, as hierarquias e as horríveis perseguições não foram organizados, como dizem os ignorantes, para suprimir a razão. Foram organizados para a difícil defesa da razão. O homem, por instinto cego, sabia que, se uma única vez as coisas fossem loucamente questionadas, a razão poderia ser questionada primeiro. A autoridade dos sacerdotes para absolver, a autoridade dos papas para definir a autoridade, e até mesmo a autoridade dos inquisidores para aterrorizar: essas são todas sombrias defesas erigidas em volta de uma autoridade central, mais indemonstável, mais sobrenatural de todas — a autoridade do homem de pensar.

Sabemos agora que isso é assim mesmo; não temos desculpa para não sabê-lo. Pois podemos ouvir o ceticismo invadir violentamente o antigo espaço das autoridades, e ao mesmo tempo podemos ver a razão oscilando em seu trono. Na medida em que a religião já desapareceu, a razão vai desaparecendo. Pois ambas têm a mesma natureza primária e autoritária. Ambas são métodos de comprovação que não podem elas mesmas ser comprovadas. E no ato de destruir a idéia da autoridade divina nós já destruímos em boa parte a idéia daquela autoridade humana pela qual efetuamos uma longa conta de dividir. Com um puxão demorado e constante, tentamos tirar a mitra da cabeça do pontífice; e a cabeça dele veio junto com a mitra.

Ortodoxia, G. K. Chesterton, tradução de Almiro Pisetta, Mundo Cristão, 2008.

Thursday, October 16, 2008

Lula x ricos

rodrigo fiume, 1:58 pm
Filed under: Economia,Política

Até que eu apoio isso. A hora é boa pra criticar os grandes… Ele já tinha feito isso na ONU.

Da Bloomberg:

Brazil’s Lula Says Rich Countries to Blame for Financial Crisis

By Bibhudatta Pradhan

Oct. 15 (Bloomberg) — Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said emerging markets have become victims of a global financial crisis that has been caused by rich nations.

“It’s unacceptable that we will pay for the irresponsibility of speculators that transformed the world into a gigantic casino and at the same time they give us lessons on how we should govern our countries,” Lula said in New Delhi today. “We are the victims of a financial crisis generated by the rich countries.”

Lula spoke at a summit of leaders from Brazil, India and South Africa that concluded in New Delhi today. (Continua…)

Tuesday, October 14, 2008

Visões do Second Life 4

yuri vieira, 6:02 am
Filed under: Arte,Second Life

Por Distressed Jewell.

Sunday, October 12, 2008

Falta de sorte.

daniel christino, 11:48 pm
Filed under: Economia,especulativas

O jogador de roleta não terá dúvida alguma em reconhecer que está jogando, mas já o mesmo não sucederá com o corretor de valores. Este último sustentará que a compra e venda ao sabor das altas e baixas da Bolsa fazem parte das coisas sérias da vida, ou pelo menos da vida dos negócios, e constitui uma função econômica da sociedade. Em ambos os casos o fator operante é a esperança do lucro. Mas, enquanto no primeiro caso o caráter puramente fortuito da coisa é geralmente reconhecido (não obstante todos os “sistemas”); no segundo, o jogador ilude-se a si mesmo com a idéia de que é capaz de prever a tendência futura do mercado. Seja como for, é ínfima a diferença de mentalidade entre ambos os casos.

Johan Huizinga, historiador e filósofo holandês, em 1938.

Friday, October 10, 2008

Bruni

rodrigo fiume, 10:44 pm
Filed under: música


Anyone Else But You, que andou bombando depois de Juno

Serra à frente de Aécio, segundo The Economist

rodrigo fiume, 2:26 pm
Filed under: Política

Brazil

Oct 9th 2008 | SÃO PAULO
From The Economist print edition

Pointers to the presidency

A good day for São Paulo’s governor

Serra hopes for the next clap after LulaFOR the past few weeks cars, motorbikes and even fishing boats across Brazil have been decorated with flags and stickers bearing the name of a candidate and the number of a party list. This visual bombardment has been backed up by jingles of maddening repetitiveness, blared out from lorries and cars, designed to hypnotise voters before they cast their ballot in the first round of municipal elections, which took place on October 5th. (Continua…)

Todos estão surdos

yuri vieira, 5:23 am
Filed under: Religião,música

Siga a bolinha luminosa:

(Continua…)

The game is over

yuri vieira, 5:07 am
Filed under: Cotidiano,Economia,Política

Do José Nivaldo Cordeiro:

(…) Eu me pergunto o que acontecerá politicamente nos Estados Unidos quando essa imensa classe média, que vivia ricamente, sem trabalhar, comprando e vendendo ações de seu computador pessoal, instalado em sua poltrona, descobrir que a brincadeira acabou. The game is over. Quando ela, a classe média, descobrir que seu imóvel não vale nada, que não tem comprador para ele, mas a sua hipoteca continua valendo. Essa gente vai entrar em desespero e toda vez que a classe média entra em desespero temos o caminho semeado para as tentações totalitárias. Nada de bom acontece quando a classe média se desespera e ela só pode escapar ao desespero quando os demagogos são desacreditados e os verdadeiros líderes assumem o comando da situação. A democracia só poderá sobreviver sob a liderança de gente moralmente superior. Onde estão esses líderes? Onde estão os homens egrégios? Não os vejo, vejo apenas demagogos falar à multidão. (…)

Entrevista com o Teólogo André Figueiredo sobre Swedenborg e a Nova Igreja

ronaldo brito roque, 4:00 am
Filed under: Religião

Introdução

Quando eu ainda morava em Belo Horizonte, o Yuri publicou no saite alguma coisa sobre Borges e Swedenborg. Na época eu já era fã de Borges e pesquisei mais sobre seu Guru na internet. Logo percebi que a despeito de ser teólogo e místico, Swedenborg tinha uma obra intelectual admirável e merecia no mínimo a atneção interessada que votamos aos grandes pensadores do ocidente, sejam eles filósofos sistemáticos ou não. Então fui estudando suas obras sem muito método, à medida que chegavam às minhas mãos, e tentando compreender minha própria realidade à luz do que ele dizia. Na época eu era um cético que começava a flertar com uma espécie de “Criastianismo Filosófico” – um cristianismo que convence mais pela explicação que pela força mística do ritual – e Swedenborg caiu como uma luva na minha cabeça cheia de contradições. Embora verse sobre assuntos de fé, ele com freqüência expõe seu pensamento numa estrutura filosófica com silogismos e premissas bastante claros. Além disso, sua Ciência das Correspondências é uma espécie de chave intelectual para a compreensão da linguagem poética, e um aspirante a ficcionista, como eu, não podia deixar de se deleitar com uma coisa dessas.

Alguns anos mais tarde me mudei para o Rio de Janeiro, e tive o privilégio de conhecer pessoalmente André Figueiredo, filósofo de formação e teólogo da Nova Igreja – Igreja fundada por Swedenborg, que tem uma sede aqui no Rio. André é uma espécie de enciclopédia viva sobre Swedenborg, pois se dedica não apenas a estudar sua Revelação, mas a colocá-la em prática como membro ativo da Igreja Nova Jerusalém. Sua inteligência rápida e apurada logo me impressionou, principalmente porque era a primeira vez que eu encontrava essa virtude junto a uma gentileza e uma paciência dignas de um monge. Nesta entrevista procurei explorar um pouco dessas qualidades, indagando a André sobre sexo, morte, casamento, religiões e outras questõezinhas que costumam atormentar as mentes em busca de respostas. Sempre quis fazer uma entrevista desse tipo, não só porque acho que Swedenborg e a Nova Igreja merecem ser divulgados num círculo mais amplo, mas também porque eu queria dividir com o pessoal do Karaloka – leitores e autores – um pouco das idéias que me ajudaram a compreender melhor o mundo da religião, das ciências, dos conflitos humanos e até da literatura de ficção. Nas linhas abaixo, acho que vocês poderão perceber que as obras de Swedenborg de fato se prestam a isso; e para no-las apresentar nada melhor que alguém que dedica a vida a compreendê-las. Então, chega de rasgação, e vamos às perguntas:

1. André, gostaria de começar esta entrevista com uma pergunta que deve ocorrer a qualquer pessoa comum, e acho que é uma questão que, de certa forma, ocupa o centro do interesse autêntico pela religião. Existe vida após a morte? E, caso exista, devemos nos preocupar com isso?

Existe sim vida após a morte. E qual a importância de se preocupar com isso? A morte é uma metamorfose, é um novo estágio do desenvolvimento humano. A morte antecede a ressurreição, e a ressurreição é uma regeneração, isto é, um novo nascimento. É algo semelhante ao que se processa com os insetos no processo da metaformose: a lagarta entra no casulo e se transforma, renasce como uma borboleta ou um inseto alado.

Da mesma forma, quando abandonamos este corpo, é como se o fizéssemos em relação a algum casulo que foi o útero de uma grande gestação e transformação, mas que é agora descartado. A metamosfose é uma imagem da regeneração e do novo nascimento. Mas há uma diferença entre a regeneração dos insetos em sua metamorfose, e a regeneração do homem para que ele de natural se torne espiritual. No caso dos insetos, este processo é espontâneo, isto é, simplesmente acontece quer o inseto queira, quer não. No caso do homem, isto não é uma fatalidade, mas depende de um esforço ativo e constante, uma decisão emanada do livre arbítrio.

São poucas as doutrinas hoje em dia que enfatizam a ciência da regeneração. Mas esta é a grande obra de todas as autênticas religiões: a regeneração do gênero humano. Assim se pronuncia Swedenborg sobre este ponto:

Que o homem deva ser regenerado, a razão o mostra claramente; com efeito, por seus país êle nasce nos males de todo gênero, e êstes amores residem em seu homem natural que, por si mesmo, é diametralmente oposto ao homem espiritual; e entretanto o homem nasceu para o Céu, e não vai para o Céu a não ser que se torne espiritual, o que se faz unicamente pela regeneração; daí segue-se necessariamente que o homem natural com suas cobiças deve ser domado, subjugado e revirado, e de outro modo êle não pode se aproximar de um único passo em direção ao Céu, mas se precipita cada vez mais no Inferno. Como não ver isso, quando se acredita que o homem nasceu nos males de todo gênero, e quando se reconhece que o bem e o mal existem, e que um é oposto ao outro; e quando se acredita que há uma vida depois da morte, que há um Inferno e um Céu, e que os maus vão para o Inferno, e os bons para o Céu? O homem natural considerado em si mesmo, quanto à sua natureza, não difere em nada da natureza das bêstas, é igualmente feroz; mas é tal quanto à vontade; entretanto difere das bêstas quanto ao entendimento; êste pode ser elevado acima das cobiças da vontade, e não somente as ver, mas também as moderar; daí vem que o homem pelo entendimento pode pensar, e pelo pensamento falar, o que não podem as bêstas. Qual é o homem de nascença, e qual será se não for regenerado, pode-se ver pelas bêstas de. todo gênero; será tigre, pantera, javali, escorpião, tarântula, víbora, crocodilo, etc.; se não fosse, pois, pela regeneração transformado em ovelha, que outra cousa seria senão um diabo entre os diabos do Inferno? Então se as leis do govêrno civil não detivessem tais homens nas ferocidades nascidas com êles, não se precipitariam um contra o outro, e não se degolariam, ou não se arrancariam até suas camisas? Quantos não há no gênero humano que sejam sátiros e príapos, ou réptis ou quadrúpedes? e qual dêstes ou daqueles não se torna macaco, a menos que seja regenerado? E’ a isso que conduz a moralidade externa, que aprendem a fim de esconder seus internos.

(Continua…)

Wednesday, October 8, 2008

Visões do Second Life 3

yuri vieira, 7:00 am
Filed under: Arte,Second Life

Por Distressed Jewell.

Tuesday, October 7, 2008

Pessoas esquisitas e pessoas comuns

yuri vieira, 7:50 pm
Filed under: escritores,especulativas,literatura,livros

Da Ortodoxia, de Chesterton:

“As esquisitices chocam apenas as pessoas comuns. É por isso que as pessoas comuns têm uma vida muito mais instigante; enquanto as pessoas esquisitas sempre estão se queixando da chatice da vida. É por isso também que os novos romances desaparecem tão rapidadmente, ao passo que os velhos contos de fada duram para sempre. Os velhos contos de fada fazem do herói um ser humano normal; suas aventuras é que são surpreendentes. Elas o surpreendem porque ele é normal. Mas no romance psicológico moderno o herói é anormal; o centro não é central. Conseqüentemente, as mais loucas aventuras não conseguem afetá-lo de forma adequada, e o livro é monótono. Pode-se criar uma história a partir de um herói entre dragões, mas não a partir de um dragão entre dragões. O conto de fadas discute o que o homem sensato fará num mundo de loucura. O romance realista sóbrio de hoje discute o que um completo lunático fará num mundo sem graça.”

Ortodoxia, G. K. Chesterton, tradução de Almiro Pisetta, Mundo Cristão, 2008.

Friday, October 3, 2008

Rave do Espírito Santo

yuri vieira, 6:05 pm
Filed under: Humor,Podcast e videos,música

Poxa, pra uma rave dessas ninguém me chama…

Visões do Second Life 2

yuri vieira, 7:47 am
Filed under: Arte,Second Life

Por Distressed Jewell.

Thursday, October 2, 2008

Arte no Second Life

yuri vieira, 5:58 pm
Filed under: Arte,HQs,Second Life,cinema,fotografia

Enquanto alguns acham que o Second Life não passa de um joguinho, jovens artistas estão usando o programa para criar histórias em quadrinhos, animações e fotos/pinturas altamente sofisticadas.
_______

Cartaz da exposição “Rinascimento Virtuale (Renascimento Virtual)” no Museu de História Natural de Florença, Itália como parte do Festival della Creatività:

Uma animação de Tracechops (machinima):

Uma HQ de Velvet Flytrap para a After Hours Magazine:

Um retrato da Olí­via Palito, de Axelia:

Pois é, onde quer que você esteja (ainda que seja num mundo virtual), Zeit ist Kunst.

O Palco e eu

ronaldo brito roque, 4:26 pm
Filed under: literatura

Papai dizia que o palco era uma fuga. Um jeito de eu me ausentar das obrigações, dos compromissos com a escola e os deveres de casa. No fundo ele achava que eu buscava o teatro porque não era boa o bastante para a matemática e a química. Queria que eu fosse engenheira, como ele. Acho que nunca superou o trauma de não ter um filho homem.

Mamãe dizia que o palco era vaidade. Era o meu jeito de ficar distante das pessoas, de olhá-las de cima, de provar que eu era melhor. Ela não faz idéia de como é difícil ser o centro das atenções, ser o tempo todo observada e julgada. Ela nem imagina o quanto o palco exige de precisão, de humildade e auto-domínio. Os orgulhosos e egocêntricos, esses são os primeiros a naufragarem no tablado; eles amam demais a própria vida, o próprio jeito de ser e falar; não conseguem se entregar com sinceridade à arte de ser outro. O palco – e isso mamãe nunca vai entender – é para quem se odeia. Quem tem orgulho de si não dura um segundo ali em cima.

E no entanto eu não posso dizer que eu ame o palco. Eu não o amo nem odeio. Eu não o escolhi. Foi ele quem me convocou, com sua escuridão, sua distância, seu espaço infinito. Quando o pisei pela primeira vez me senti em casa; me senti simplesmente como se eu estivesse encontrando meu lugar. E isso nem meus colegas entendem, eles que tanto falam em tensão e frio na barriga. Eu não sinto nem frio nem calor. Para mim, o palco é uma fatalidade: é o único lugar onde minha solidão faz sentido.

Por isso eu errei tanto em ouvi-los. Eles não queriam em orientar, não queriam de forma nenhuma que eu encontrasse o que era sagrado para mim. Mamãe falava em dinheiro, papai falava em abandonar fantasias tolas. E aos poucos foram me convencendo que o palco não era sagrado; conseguiram infestá-lo com a futilidade e a tolice que no fundo pertenciam apenas às suas próprias vidas. Eles, que já não sabiam mais o que amar, não podiam tolerar que alguém conservasse seu maior amor.
(Continua…)

Wednesday, October 1, 2008

DPReview.com

rodrigo fiume, 11:19 pm
Filed under: fotografia,tecnologia

Se você está pensando em comprar uma câmera fotográfica, vai aqui um site bem completinho para fazer pesquisas sobre recursos, especificações, etc — em inglês. Chama-se Digital Photography Review. Como disse, ele é bem completo, ou seja, você pode se perder um pouco entre câmeras, acessórios, softwares… Tente o dispositivo de busca, se você sabe exatamente qual máquina quer. Ou o Câmera Database, para procurar pela marca. Um recurso bem útil mesmo é o Buying Guide, no qual você pode mostrar as especificações que quer —ele mostra quais câmeras as têm— ou fazer uma comparação side-by-side com alguns modelos.



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