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10/01/2006

Libertários vs. Libertários

pedro novaes, 4:49 pm
Filed under: amigos,Política

Eu não tenho dúvida de que aprender a julgar as pessoas com base em seus atos, e não em suas idéias, é um dos grandes desafios que todos nós temos. Possuímos toda uma retórica sobre a importância e o valor da democracia, mas, infelizmente, e aqui me incluo, somos virtualmente incapazes de verdadeiro respeito pelas opiniões e preferências das pessoas. Julgamos e condenamos, muitas vezes perpetuamente, com base em duas palavras e, pior, mas nessa não me incluo, volta e meia estamos prontos a querer calar o outro, cerceá-lo em suas idéias.

É muito difícil manter uma postura realmente aberta e de genuína curiosidade diante das pessoas e do mundo porque isso pressupõe, em alguma medida, manter sempre em questão nossos valores e nossas próprias idéias, o que dá um medão. Mas é um trabalho que vale à pena. Aliás, talvez o único que realmente o valha porque fora dele é pura perdição. Não é à toa que nosso mundo ande tão mal das pernas, eternamente de TPM.
(Continua…)

09/01/2006

Coceira Política

pedro novaes, 11:27 am
Filed under: Política

Ai, ai, ai…
Eu aqui trabalhando como louco e vocês começam a expor seus cacoetes políticos. Meus dedos ficam coçando, mas eu PRECISO terminar essa porcaria desse paper que já me consome há três semanas.
Eu juro que só vou postar depois que acabar e que vou ser muito fino…

07/01/2006

Meus Amigos e Deus

pedro novaes, 10:53 pm
Filed under: amigos

Já que enveredamos pelo tema da amizade, acho que cabe acrescentar esse texto que escrevi há algum tempo:

“Meus amigos são o que me dá certeza da existência de Deus. Pensem nele como quiserem: como um velho senhor de barba sentado em seu trono, como várias figuras que encarnam várias faces do divino, como o poder da natureza, como uma inteligência que a tudo envolve e de que cada coisa, incluindo nós mesmos, somos manifestações. Pouco importa.
(Continua…)

Ainda a Amizade

pedro novaes, 1:32 pm
Filed under: Cotidiano

Seja bem-vindo, Daniel.
Ainda sobre amizade, percorrendo a rede atrás de outros textos dos quatro mineiros, topei com esse também do Hélio Pellegrino, onde ele, já com 60 anos, reformula, de certa maneira, aquele outro da epígrafe d’ “O Encontro Marcado”:
“Quando você faz 20 anos está de manhã olhando o sol do meio dia. Aos 60 são seis e meia da tarde e você olha a boca da noite. Mas a noite também tem seus direitos. Esses 60 anos valeram a pena. Investi na amizade, no capital erótico, e não me arrependo. A salvação está em você se dar, se aplicar aos outros. A única coisa não perdoável é não fazer. É preciso vencer esse encaramujamento narcísico, essa tendência à uteração, ao suicídio. Ser curioso. Você só se conhece conhecendo o mundo. Somos um fio nesse imenso tapete cósmico. Mas haja saco!”

O texto e outros de Hélio e dos outros três mineiros estão no Releituras.

06/01/2006

Farinha do Mesmo Saco

pedro novaes, 7:22 pm
Filed under: Imprensa,internet,Mídia,Política

Nada como o cruzamento do pior do capitalismo com o totalitarismo. O New York Times noticia a retirada do ar de um conhecido blog chinês pela Microsoft a pedido do governo chinês. O site noticiava uma greve de jornalistas em protesto contra a demissão de um editor do Beijing News por discordar do PC Chinês. O Blog do China comenta o assunto.

As Minas dos 4 Mineiros

pedro novaes, 3:40 pm
Filed under: escritores,extraordinárias,literatura,Viagens

Eu e os 4 Mineiros

Há algumas semanas, eu e Juliana, minha mulher, fizemos uma bela viagem pelas Minas Gerais dos quatro amigos. Fui correr a Volta da Pampulha, tradicional prova de corrida de rua em Belo Horizonte, e depois relaxamos por uma par de dias nos mil becos de Ouro Preto, seguindo então para a paisagem espetacular do Caraça.

Hoje uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, o Caraça foi, até a década de 1960, um rigoroso internato católico, tradicional escola das Minas Gerais. (Continua…)

05/01/2006

O Encontro com o Outro

pedro novaes, 4:51 pm
Filed under: amigos,escritores,literatura,livros

A amizade é, para mim, meio e fim da condição humana. É no seu exercício, exemplo maior da doação ao outro, que nos fundamos como merecedores da designação “humano”. Tudo o mais é anterior, é perdição narcísica. Espero que esse blog conjunto possa ser um humilde, porém eloqüente, exemplo das possibilidades do exercício da amizade. E para falar de amizade, nada melhor que invocar e homenagear os quatro mineiros – Hélio Pellegrino, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Rezende -, grandes provas precisamente de que a amizade é o centro de tudo e de que a doação a ela desvela e liberta o potencial mais bonito das pessoas. Afinal, os quatro eram amigos desde jovens (no caso de Hélio e Fernando, companheiros de jardim de infância), não se cansaram de exercer esse vínculo e de se dedicar a ele – inclusive em textos belíssimos – e o resultado foram quatro dos maiores talentos literários e intelectuais do século passado em nosso país. (Continua…)

Oito Mãos

pedro novaes, 12:47 pm
Filed under: amigos,este blog

Pois é, não se assustem. O Garganta de Fogo não foi hackeado. E eu fiz questão de não começar me apresentando, e sim com o post mais abaixo, justamente porque o ter que me apresentar, pensar um post em que falasse do porquê de um blog e, sobretudo, a dificuldade de me contentar com um nome que sintetizasse algo sempre foram motivos pelos quais eu até hoje não tinha um blog. Acho que essa experiência coletiva vai ser interessante, sobretudo pela diversidade dos perfis, com convergências legais e especialmente divergências grandes entre as oito mãos (nem minha mão esquerda concorda com a direita) que, por enquanto, passam a compor essas linhas. Vai dar um caos interessante.

Por Baixo da Correnteza

pedro novaes, 11:47 am
Filed under: Cotidiano,interiores,Viagens

Foi quando descobriu que havia sempre uma outra conexão com as coisas acontecendo. Uma segunda troca por baixo da primeira, cotidiana, com os olhos e a fala. E era uma corrente febril, tormentosa – como rio inchado depois da tempestade, que ruge e tropeça em paus e folhas num afã descontrolado de seguir em frente. Dava medo submergir nessa corrente ruidosa e violenta, mas lá embaixo reinava uma paz grande porque se deu conta de que podia ser observador de si mesmo sob a corrente febril, onde tocava, envolvia as coisas e se deixava envolver por elas com o corpo – uma corda lhe saía do estômago e do intestino. Arqueado, a barriga espichada, ele subia como um balão no meio da correnteza, que era calma lá embaixo, puxava as coisas e era puxado por elas. E, súbito, individualidade dissolvida, só havia o meio, o turbilhão tranqüilo, o encontro, o interagir.



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