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20/12/2007

Mercado ou regulação

pedro novaes, 9:40 am
Filed under: Economia,meio ambiente,Política

PET

E aí, seus liberais? O Governo de SP apresentou projeto de lei à Assembléia Legislativa propondo a proibição do uso de garrafas PET no comércio de bebidas. A justificativa é a poluição gerada. Vale a medida regulatória, neste caso, ou seria melhor esperar que a mão invisível desentupisse os rios? Abaixo a matéria da Folha de hoje.

Projeto proíbe uso e venda de bebida em garrafas PET em SP

Projeto deve ser enviado para a Assembléia no início de 2008; prazo para empresas se ajustarem à lei é de seis anos

Justificativa é preocupação com ambiente; para o presidente da associação que representa fabricantes, a lei acabará com o setor

AFRA BALAZINA
DA REPORTAGEM LOCAL

Projeto de lei do governo de São Paulo obriga as empresas que produzem e comercializam água mineral, refrigerantes e outras bebidas a abolir o uso das garrafas plásticas, conhecidas como PET, num prazo de seis anos. Fabricantes de cerveja que passarem utilizar o plástico antes de a medida entrar em vigor terão um ano para se adequarem à lei.
O polêmico documento deve ser enviado à Assembléia no início de 2008, segundo o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano. “A poluição por resinas plásticas é responsável por inúmeros prejuízos ao ambiente, à saúde e à segurança da população. Praticamente todas as áreas urbanas do país convivem com inundações, provocadas pelo assoreamento de valas, rios e canais e pelo entupimento de galerias pluviais, em muito relacionadas diretamente ao descarte irresponsável de lixo plástico”, diz o texto.
Dados da Abir (associação das indústrias de refrigerantes) mostram que o PET domina o mercado, com 79,9% das embalagens (em dezembro de 2006). O vidro tem 12,3% e a lata, 7,8%.
O consumo de plástico para embalar bebidas tem crescido ano a ano. Passou de 80 mil toneladas, em 1994, para 374 mil, em 2005 -367,5% a mais-, segundo a Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET). A reciclagem desse material foi de 18,8%, em 1994, para 51,3%, em 2006 (veja quadro).
Para o presidente da Abipet, Alfredo Sette, a lei acabará com a indústria de PET. Ele diz que o problema não é o plástico em si, que pode ser totalmente reciclado, mas a falta de educação ambiental e a coleta de lixo ineficiente. “A tendência de crescimento da reciclagem não está interrompida. Há pontos ociosos porque não se coletam garrafas suficientes.”
Segundo ele, enquanto, no Brasil, o consumo de embalagens PET é de 2,9 kg/habitante, na Bélgica, chega a 8,8.
Para o ambientalista Fábio Feldman, o uso do plástico precisa ser desestimulado. Mas ele afirma que o governo deveria instituir metas de reciclagem e usar instrumentos econômicos para priorizar os produtos que poluem menos, em vez de simplesmente proibir o uso.
“Não conheço lugar no mundo em que haja proibição tão drástica. Deveria ser feita uma análise do ciclo de vida dos produtos. Quem tiver menor impacto ambiental deveria ser beneficiado com redução de tributos, por exemplo”, diz.
Segundo o governo, a fabricação das resinas plásticas provoca grande quantidade de gases que agravam o efeito estufa. Além disso, o PET demora centenas de anos para se degradar.
Um argumento a favor do plástico é sua leveza. Para transportar um material mais pesado, como vidro, são necessários mais caminhões -e estes também poluem o ambiente.
Para o presidente da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais), o geólogo Carlos Alberto Lancia, a lei vai beneficiar “três ou quatro grandes empresas” e vai concentrar o mercado nas mãos de poucos. “Vamos voltar ao que era na década de 60. Uma fábrica para produzir embalagens de vidro custa milhões. E é preciso muito mais estrutura para coletar garrafas retornáveis.”

Novelo de Teseu

pedro novaes, 8:00 am
Filed under: cinema,livros

Gore

Embora voltado para a realidade do cinema independente americano, o “Ultimate Festival Survival Guide”, escrito por Chris Gore, traz informações bastante interessantes também para o nosso mundo aqui embaixo. Entre outras coisas, ajuda a pensar uma estratégia coerente e realista para a busca de festivais adequados a seu filme e propósitos, economizando grana e maximizando as chances de sucesso. Quem já tentou, sabe que enorme labirinto é a infinita miríade de festivais aqui no Brasil e no exterior. Catorze dólares na Amazon, fora o frete.

Vai para a nossa Biblioteca do Cineasta Digital , no Olho de Vidro, blog de nossa produtora, a Sertão Filmes.

19/12/2007

Efeitos Especiais

pedro novaes, 5:21 pm
Filed under: cinema

Queimadura de Terceiro Grau

Pesquisando sobre maquiagem (cortes, tiros, etc.) para o curta que rodaremos neste domingo, descobri o MSFX, excelente site sobre efeitos especiais.

18/12/2007

Casa de Ferreiro…

pedro novaes, 7:44 pm
Filed under: cinema,Política

MS

Sou Geógrafo. Desta forma, evidentemente deveria ter lido Milton Santos durante a graduação. Para quem não o conhece, Milton Santos é o nome mais importante da Geografia no Brasil e um pensador respeitado nos meios acadêmicos do mundo todo. Santos foi o único não anglo-saxão a receber o Prêmio Vautrin Lud, uma espécie de Nobel da Geografia.

Confesso que, em meus anos de faculdade, não tinha muito saco para seus livros. Dada minha preferência pela mesa de sinuca do DCE às aulas de Metodologia e de Geografia Urbana, não posso opinar sobre a validade e importância da contribuição do Doutor Milton Santos à Ciência do espaço, mas creio poder afirmar que suas reflexões políticas não são lá grande coisa, sobretudo após assistir ao documentário “Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global visto do lado de cá”, dirigido por Silvio Tendler.

Silvio é comunista de carteirinha. Apesar disso, fez pelo menos um documentário muito bom, claro que sobre um tema menos político: o obrigatório “Glauber – Labirinto do Brasil”. (Aliás, dessas coisas risíveis, pois à época de sua morte Glauber apanhava tremendamente da esquerda por sua aproximação com a ditadura, coisas como “Golbery é gênio da raça”, etc. Davam-lhe pau que só. Foi o cara morrer e estavam todos lá no enterro dele, como aí estão até hoje a incensá-lo. Hipócritas).

Sobre Milton Santos, cabe contar uma hilária anedota verídica: meu pai, certa vez, compôs a banca de entrevistadores do programa Roda Viva, cujo centro era o professor Milton Santos. Findo o programa, hora de ir embora, calhou terminarem os dois, meu pai e Milton, no mesmo carro da TV Cultura, pois iam para a mesma direção.

Meu pai deu ao motorista a indicação de seu hotel e o geógrafo informou que morava em uma travessa da Rua São Gualter, nas proximidades da Praça Panamericana.

Passa o carro a referida Praça e começa a subir a São Gualter. Chegam ao final, e nada do professor indicar sua casa.

“Professor”, o motorista o chama olhando pelo retrovisor, “já chegamos ao final da São Gualter. O senhor não disse que sua casa era por aqui?”

O Dr. Santos parecia confuso olhando à volta o bairro de Pinheiros. Pediu que retornassem em direção à Praça, onde chegaram sem que o geógrafo localizasse sua rua. Pediu então, para espanto de meu pai e do motorista, que parassem, e desceu do carro. Durante alguns minutos, ficou olhando ao redor, tentando se localizar.

Meu pai por fim perguntou: “O senhor mora aqui há pouco tempo?”.

“Há 20 anos”, respondeu ele, e completou: “É que é minha mulher quem dirige”.

Finalmente, depois de alguns minutos, pareceu se encontrar e conseguiu, não sem mais algumas voltas, chegar à sua residência.

O grande teórico da ciência do espaço não sabia onde ficava sua casa… Casa de ferreiro, espeto de pau.

Feito o parêntese, o filme de Sílvio Tendler tem encontrado boa acolhida em festivais aqui e fora. Ganhou o Prêmio do Juri Popular, no Festival de Brasília. É o de se esperar, diante do pensamento anencéfalo de esquerda reinante.

Para não me alongar, cito a frase de um amigo à saída do cinema: “Entre um delírio e outro fico com ‘Estamira’“, refererindo-se ao ótimo documentário de Marcos Prado sobre a psicótica habitante do lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense, todo construído em cima do discurso esquizofrênico da mulher. O filme de Silvio Tendler é um panfleto delirante. Não perca seu tempo. Só o Yuri aguentou até o fim a enfiada interminável de imagens de protestos na Bolívia, em Davos, em Seattle, e as inserções do finado Dr. Milton desfiando seu catecismo sobre a perversidade da globalização.

Ou há algo muito errado com a Geografia, ou o homem era esquizofrênico: brilhante pra falar do espaço, delirante pra falar de política. Que Deus o tenha.

17/12/2007

Venezuela e as FARC

pedro novaes, 11:22 am
Filed under: Política

Do Ex-Blog do César Maia:

NARCO-CONEXÃO VENEZUELA!

EL PAÍS
El narcosantuario de las FARC

La guerrilla colombiana de las FARC ha encontrado su santuario en La Venezuela de Hugo Chávez. Cuatro desertores y varias fuentes de los servicios de inteligencia y diplomáticos detallan a EL PAÍS la extensa y sistemática cooperación que determinadas autoridades venezolanas brindan a las FARC en sus operaciones de narcotráfico. Las autoridades venezolanas dan protección al menos a cuatro campamentos de La guerrilla colombiana. “La Guardia Nacional y el Ejército ofrecen sus servicios a cambio de dinero”. “Todo eso es verdad”. “El Ejército colombiano no cruza la frontera, y la guerrilla tiene un pacto de no agresión con los militares venezolanos. El Gobierno venezolano deja a las FARC operar libremente porque comparten el mismo pensamiento bolivariano, y también porque las FARC pagan sobornos a su gente”. Se trata de un negocio ilegal gigantesco. Transita por Venezuela el 30% de las 600 toneladas de cocaína que se mueven anualmente por el mundo, y con un valor de mercado en las calles europeas por encima de los 10.000 millones de euros al año. Un caso notable fue el del pesquero venezolano Zeus X, que fue interceptado por la Agencia Tributaria española en septiembre, a 1.050 millas de Las Palmas, con seis venezolanos a bordo y un cargamento de 3.200 kilos de cocaína com precio de venta en Europa estimado en 190 millones de euros.

15/12/2007

O cinema americano, do Vietnã ao Iraque

pedro novaes, 11:06 am
Filed under: cinema

Interessante artigo de Amir Labaki no Valor desta semana mostrando a diferença na resposta do cinema americano à guerra no Iraque, quando comparada à dificuldade em aceitar e retratar a derrota e tragédias no Vietnã no passado.

Neste caso, segundo ele, o primeiro documentário de peso veio apenas em 1974. O cinema de ficção demoraria ainda um pouco mais a tratar seriamente do tema. Hoje, diferentemente, com a ocupação em pleno curso, grande parte dos filmes que disputaram a indicação ao Oscar de melhor documentário deste ano tinham como foco o Iraque, e a coisa para o ano que vem não deve ser diferente. As obras de ficção não têm ficado atrás.

A grande dica, entretanto, segundo ele, é “No End in Sight” (veja o trailer aí acima), dirigido por Charles Ferguson, um documentário de US$ 2 milhões que reconstitui minuciosamente todo o processo entre a guerra de Bush pai e a de Bush filho, acompanhando a última invasão e o processo de reconstrução do país. Tomara que chegue por aqui.

14/12/2007

Porque eu não escreveria Virgínia Berlim

pedro novaes, 3:29 pm
Filed under: escritores,literatura,livros

VB

Conforme prometido, li anteontem o Virgínia Berlim, último livro do Biajoni, autor do já incensado Sexo Anal. Servi-me de um copo de uísque e deitei no sofá. O primeiro detalhe bacana é o CD que acompanha o livreto, que conta ainda com as letras, originais e traduzidas, das canções prensadas no disco: uma trilha sonora para a própria história, que tem Bing Crosby, Lou Reed e outros. Uma linda seleção, perfeita para acompanhar o affair de um camarada imobilizado em seu apartamento por um pé cortado e a escriturária Virgínia que irrompe em sua vida e dá título ao livro.

A leitura transcorre fácil, menos de 50 páginas, ao longo de meia hora ou pouco mais. Que não se espere outro Sexo Anal porque VB é bem diferente. Como já se disse por aí, é como se nos fosse permitido espiar um fragmento de uma vida durante algum tempo. É bonito e impactante. Termina-se a leitura com uma tristezinha. Enquanto o Sexo Anal mexe com a gente pelo que tem de cru, violento e libidinoso, Virgínia Berlim emociona de verdade por uma outra crueza, relacionada ao sentido e à banalidade de nossas vidas e das vidas dos outros, e por falar de arrependimento e de falta de respostas. Sexo Anal é irônico e de um excelente humor negro. VB é composto de notas tristes e meio perplexas.

Eu não escreveria VB porque sou idiota e volta e meio tenho uma estúpida tendência à idealização e ao melodramatismo, à autocomiseração e para colocar nos personagens a pena que sinto de mim mesmo, vítima do mundo. O Bia, ao contrário, não tem pena dos seus personagens: eles são feios, têm espinhas e hemorróidas, estrias, peitos caídos, trabalham em repartições e têm vidas comuns e tacanhas. Se isso soa meio Bukowiskiano, o Biajoni se separa do mestre californiano porque suas histórias não passam qualquer rancor. Não há ressentimento com a humanidade. Estão mais pra Almodóvar.

Compra lá.

13/12/2007

A cordialidade do garção carioca

pedro novaes, 7:00 am
Filed under: Educação

Waiter

Nasci no Rio e me mudei pra Goiânia com oito anos. Com orgulho, sou mezzo carioca, mezzo goianiense. E amo de paixão o Rio de Janeiro, apesar das balas perdidas, do mau cheiro de certos locais e do chiqueiro que vira o Baixo Gávea em dia de agito. (Aliás, o Meirelles nem precisava de cenografia pra fazer o filme do “Ensaio sobre a Cegueira”, se o pessoal da O2 tivesse lembrado do BG nos domingos de madrugada. Era só ligar as câmeras e filmar. O odor também remete ao livro de Saramago).

O Rio é maravilhoso e eu volto pra lá sem qualquer crise de consciência se as circunstâncias profissionais conspirarem para tanto, apesar da merda que é a qualidade do atendimento, consequência, ao menos em parte, me parece, da falta de civilidade generalizada. No Rio, não existe bom dia, boa tarde, nem boa noite. A resposta a qualquer desses cumprimentos é invariavelmente um muxoxo ou um olhar confuso. Na melhor das hipóteses, um “e aí?” ou “beleeeza?”. O ápice – ou fundo do poço – são os garçons. Em lugares chiques, a coisa é um pouquinho melhor, mas nos bares e restaurantes comuns, o serviço é um lixo: garçons mal humorados, demora, desatenção e cara feia. São Paulo, neste quesito, é outro universo.

Falo isso pros meus conterrâneos e quase todos me olham espantados. Minha hipótese é a de que o Rio é tão bonito que as pessoas nem notam ou, pior, já se acostumaram.

Na verdade, tem um jeito de ser melhor atendido no Rio. O negócio é, de saída, você já tirar um sarro da cara do garçom e demonstrar que tem malandragem no sangue. Via de regra (tinha um velho editor que sempre repetia pro me pai que “via de regra é boceta”), o cara dá logo uma risada e aí já se formam aquela intimidade forçada e camaradagem tão típicas de nossa cordialidade tropical. Não se consegue nada pela via da civilidade e pelas regras comuns, só forjando uma relação de cunho privado. Assim o explicava Sérgio Buarque de Holanda. De “Raízes do Brasil” para os botecos e ruas cariocas. Verdadeira sociologia de botequim, nevertheless true.

12/12/2007

Com Biajoni, no Rio (II)

pedro novaes, 4:08 pm
Filed under: baladas,escritores

Biajoni e Pedro

O Biajoni – vulgo Camarão – e eu, testando a qualidade dos serviços no Rio de Janeiro.

No Rio, com o Biajoni

pedro novaes, 11:18 am
Filed under: baladas,escritores,literatura

SA

Domingão, umidade a 105% e calor de 57 graus, tive o enorme prazer de desfrutar do excelente serviço dos bares cariocas (post sobre isso brevemente) na companhia de ninguém mais, ninguém menos, que o Luiz Biajoni, autor do imperdível Sexo Anal – Uma Novela Marrom, sobre o qual já falei aqui, e agora de Virgina Berlim que, se nenhum chato vier me pentelhar, vou ler hoje à noite, tomando um whiskey e ouvindo o CD de trilha sonora que o acompanha. Todo o mundo que leu, diz que é do caralho. Aliás, se você não baixou Sexo Anal, meio que se ferrou porque o livro não está mais disponível pra daunloudi. Em comemoração aos 10 mil daunloudis e 16 recusas por editoras, a Os Viralata vai lançar uma edição comemorativa de bolso. Corre lá e encomenda o seu (são só 100 exemplares): excelente presente pro Natal em família.

Enfim, o Biajoni é uma besta: depois de 51 chopps (uma vitória conseguir esta marca com o mau humor e excelente serviço dos garçons cariocas), tínhamos tudo tramado para dominar o mundo, mas nem minha prima doida conseguiu convencer o Bia a dar o rabo, pois ela tem certeza de que a fixação dele com a Analtomia dos outros significa que, no fundo, ele quer doar o seu.

Furthermore, atesto, conforme já dito por aí pelo Alex Castro, que o Bia, decepção geral, é o cara mais normal do mundo, a despeito das evidências contrárias. Uma figuraça. Agora, sempre que for a São Paulo, vou ter que dar um jeito de parar em Americana.

14/11/2007

Bolsa de Apostas

pedro novaes, 9:17 am
Filed under: cinema

Encerrou-se ontem à noite, a mostra competitiva do III Festcine, de ótimo nível, conforme afirmado no post anterior. Abaixo minhas apostas para a premiação a ser anunciada logo mais à noite:

LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

– Melhor Filme de ficção – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Via Láctea
– Melhor Direção – R$ 20.000,00 (vinte mil reais): Sandra Kogut, por Mutum
– Melhor Ator –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): o menino Thiago da Silva Mariz, em Mutum
– Melhor Atriz –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Tainá Muller, em Cão sem Dono
– Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Contreras, o Lárcio, de Cão sem Dono
– Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Janaína Kaemer, a Ana, de Cão sem Dono
– Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Aleksei Abib e Lina Chamie, por Via Láctea
– Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Walter Carvalho, por Baixio das Bestas
– Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Pedroso, por Mutum
– Melhor Música ou Trilha Sonora Original – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Siba Veloso e Fuloresta do Samba, em Baixio das Bestas
– Melhor som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Louis Robin e Beto Ferraz, por Via Láctea
– Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): André Finotti, por Via Láctea

LONGA METRAGEM DOCUMENTÁRIO ( 35MM OU DIGITAL)

– Melhor Longa-metragem Documentário – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Jardim Angela
– Melhor Direção – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Marina Person, por Person
– Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marina Person, por Person
– Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): José Roberto Eliezer, por Person
– Melhor Som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Rita Cadillac, a Lady do Povo
– Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcelo Moraes, por Jardim Angela

CURTA METRAGEM GOIANO

Melhor Curta Goiano – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Espelho, do nosso Yuri em parceria com a Cássia Queiroz
Melhor Direção – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Amarildo Pessoa, por “Última Clareza” (aposto que vão dividir os prêmios)
Prêmio Estímulo Secretaria Municipal da Cultura à Produção de Curta-Metragem – R$ 10.000,00 (dez mil reais): 14 Bis

A boa safra do cinema nacional

pedro novaes, 8:58 am
Filed under: cinema

Dá a sensação de que a safra recente do cinema nacional está de ótimo nível. Assisti a quase todos os longas – documentários e ficções – selecionados para o 3º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia e gostei muito do que vi. Achei o nível geral dos longas excelente. Não há nenhum lançamento, mas são todos filmes que estrearam no circuito de festivais ou comercial de um ano pra cá, alguns bem recentemente.

Já disse aqui neste blog em outra ocasião que acho os brasileiros muito bons documentaristas, mas ficcionistas apenas medianos. Teorizei inclusive que isso poderia se dever a algum traço cultural que nos torna mais propensos a dar tapas na cara do espectador, enquanto nossos amigos argentinos teriam a sutileza requerida para a ficção.

Os filmes que andei vendo confirmam nossa boa veia documental, mas desmentem a idéia de que ótimas ficções seriam exceções bissextas a confirmar a regra. Abaixo o que vi nestes últimos dias e comentários ligeiros. Tentarei escrever mais detidamente sobre pelo menos alguns deles.

DOCUMENTÁRIOS:

Person: o documentário de Marina Person sobre seu pai, o cineasta Luis Sérgio Person, é maravilhoso: sensível, inteligente e emocionante – uma homenagem nada superficial que só uma filha poderia fazer.

Encontro com Milton Santos, de Silvio Tendler: um panfleto esquerdista que sequer faz jus ao pensamento do grande geógrafo. Um engodo que evidentemente tem recebido aplausos em vários festivais. É a exceção negativa da ótima seleção do festival. Não faz jus à obra do próprio Tendler – perdoe-se seu comunismo -, diretor, por exemplo, do ótimo “Glauber Labirinto do Brasil”.

Rita Cadillac – a Lady do Povo, de Toni Venturi: belo tributo à eterna chacrete, hoje também atriz pornô. É um documentário muito bom, mas que não está à altura de seus concorrentes.

Jardim Angela, de Evaldo Mocarzel: grande surpresa. Feito com pouquíssimos recursos e nenhuma mise-en-scéne, sustenta-se na força dos depoimentos de seus personagens, jovens moradores do Jardim Angela, região paulistana que no passado esteve entre as áreas mais violentas do mundo. É espetacular. Merece compor uma tríade dos melhores documentários sobre o tema da violência urbana no Brasil com “Notícias de uma Guerra Particular” e “Ônibus 174”.

FICÇÃO

Via Láctea, de Lina Chamie: sua seleção para a mostra “Un Certain Regard”, em Cannes, este ano, já era evidência de se tratar de um filme incomum. Foi outra surpresa. Imperdível. Lindo.

Mutum, de Sandra Kogut: baseado no conto “Campo Geral”, de Guimarães Rosa, o filme consegue, mais que contar uma história, fazer o espectador mergulhar na atmosfera da fazenda no sertão mineiro. Os papéis infantis, todos com crianças selecionadas em escolas na região do norte de Minas, onde se realizou a filmagem, são incríveis. Todas as crianças dão um show de interpretação. “Mutum” também esteve em Cannes, na quinzena dos realizadores, além de ter sido o grande vencedor do Festival do Rio deste ano. Imperdível.

Cão sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca: como o último filme de Brant foi muito fraco (“Crime Delicado”), eu não tinha expectativas em relação a este, sobretudo também porque a crítica foi fria. Fiquei entretanto muito positivamente surpreso. O elenco está excelente. As interpretações são tão naturalistas que, volta e meia, dá a sensação de se estar em um documentário. Além de que Tainá Muller, a protagonista, é uma deusa…

Baixio das Bestas, de Cláudio Assis: achei bobo, um filme feito por um adolescente revoltado, que está muito abaixo do nível do belo e forte “Amarelo Manga”, do mesmo diretor. Salva-se a impecável fotografia do mestre Walter Carvalho.

09/11/2007

Depois do Sucesso da Tropa…

pedro novaes, 7:26 am
Filed under: Imprensa

Na Folha de hoje:

Major do Bope ironiza morte de seqüestrador do 174

“Eu não fiz questão realmente de ressuscitá-lo muito, não; foi embora!”, afirmou

Em palestra, oficial absolvido em processo que apurou morte de Sandro Nascimento conta como apertou o pescoço do rapaz

RAPHAEL GOMIDE
ENVIADO A PORTO ALEGRE

Absolvido pela Justiça da acusação de assassinato, o major do Bope Ricardo Soares narrou em palestra a cerca de 130 policiais de todo o país como o seqüestrador do ônibus 174, Sandro do Nascimento, 21, morreu dentro de um camburão no Rio, em junho de 2000. O relato foi feito no fim de semana, em Porto Alegre.
“Eu não fiz questão realmente de ressuscitá-lo muito, não. Foi embora!”, declarou, provocando risos na platéia. “Vou ser sincero: entre ele e eu, vai ele, porque tenho muita vida pela frente, se Deus quiser”, disse. (Continua…)

08/11/2007

Versão Paquistanesa de Fábula Tradicional

pedro novaes, 10:11 am
Filed under: Humor,Política

Enviada por um amigo Pakistani. Quem sabe ajude a compreender um pouco a situação daquele país. Ademais, dá pra pensar a versão nacional também.

Ant & Grasshopper

Traditional Version

The Ant works hard in the withering heat all summer building its house and laying up supplies for the winter.

The Grasshopper thinks the Ant is a fool and laughs & dances & plays the summer away.

Come winter,the Ant is warm and well fed. The Grasshopper has no food or shelter so he dies out in the cold.

Modern Version

The Ant works hard in the withering heat all summer building its house and laying up supplies for the winter.

The Grasshopper thinks the Ant’s a fool and laughs & dances & plays the summer away.

Come winter, the shivering Grasshopper calls a press conference and demands to know why the Ant should be allowed to be warm and well fed while others are cold and starving.

Geo TV, BBC, ARY, CNN show up to provide pictures of the shivering Grasshopper next to a video of the Ant in his comfortable home with a table filled with food.

The World is stunned by the sharp contrast. How can this be that this poor Grasshopper is allowed to suffer so?

Asma Jahangir stages a demonstration in front of the Ant’s house.

Imran Khan goes on a fast along with other Grasshoppers demanding that Grasshoppers be relocated to warmer climates during winter.

Amnesty International and Chief Justice Iftikhar criticizes the Pakistan Government for not upholding the fundamental rights of the Grasshopper.

The Internet is flooded with online petitions seeking support to the Grasshopper (many promising Heaven and Everlasting Peace for prompt support as against the wrath of God for non-compliance) .

Opposition MPs stage a walkout. Islamic parties call for “Hartal” in Frontier and Baluchistan demanding a Judicial Enquiry.

MQM Coalition in Sindh immediately passes a law preventing Ants from working hard in the heat so as to bring about equality of poverty among Ants andGrasshoppers.

Sheikh Rasheed allocates one free coach to Grasshoppers on all Pakistan Railway Trains, aptly named as the ‘Grasshopper Shalimar’.

Finally, the President drafts an ordinance “Anti State Terrorism Against Grasshoppers Act” [ASTAGA], with effect from the beginning of the winter. Mobilizes state agencies.

Punjab Govt. makes “Special Reservation” for Grasshoppers in Educational Institutions & in Government Services.

The Ant is fined for failing to comply with ASTAGA and having nothing left to pay his retroactive taxes, it’s home is confiscated by the NAB and handed over to the Grasshopper in a ceremony covered by PTV.

Nawaz Sharief calls it “A Triumph of Justice”.

Benazir calls it “Democratic Justice”.

MQM calls it the “Revolutionary Resurgence of the Downtrodden”.

Prime Minister Shaukat Aziz invites the Grasshopper to address the National Assembly.

As a result of loosing lots of hard working Ants and feeding the Grasshoppers, Pakistan is still a developing country !!!

07/11/2007

Blackle

pedro novaes, 8:53 am
Filed under: internet,meio ambiente,sites,tecnologia

Estudos mostram que um monitor, quando sua tela está inteiramente branca, consome 70W, e que, quando está inteira preta, consome 50W.
Segundo o Google Trends (site de estátistica do Google), em média 3.750.000 pessoas acessam o site do Google simultaneamente.
Desta forma, se a tela do Google fosse preta, haveria uma economia mundial de cerca de 750 Megawatts/hora.

1 kWatt = R$ 0,02 => 750 000 kWatt = R$ 15.000,00

Portanto, se a tela do Google fosse preta, haveria uma economia mundial de cerca de R$ 15.000,00 por hora.
Pensando nisto, a Heap Technology criou o Blackle, um site igual ao Google e ligado ao mecanismo do Google, porém preto. O Blacke, além de tudo, conta quantos usuários estão logados no momento e mostra o que isso significa em kilowatts/hora de energia economizada.

UPDATE:
Não se trata exatamente de um hoax, mas como tem muito nego com tempo no mundo, parece que esta história do Blackle já andou gerando polêmica. No Techlogg há um teste definitivo que contesta algumas das alegações de economia de energia feitas pelo site da Heap Technology. Segundo eles, em monitores CRT de fato há redução no consumo, mas longe da escala mencionada pelo Blackle, conforme cálculo acima. Por outro lado, segundo o Techlogg, nos monitores LCD, que brevemente serão maioria, pode na verdade haver um aumento de consumo com a tela preta.

09/10/2007

Renan inchado de orgulho

pedro novaes, 3:08 pm
Filed under: Cotidiano,Política

Do UOL:

“Banca do Congresso vende 40 revistas de Mônica em duas horas”



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