O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados…

Autor: yuri vieira (SSi) Page 20 of 72

Paranóia

Escrevi ontem que o Arinze era o cardeal com mais cara de Papa e agora a Ana Lúcia Vasconcelos me diz que, antes do apocalipse, virá o Papa Negro. Eita. Cadê o meu Prozac?

O adolescente

Eu compreendo profundamente o Presidente Mula. Quando fiz intercâmbio estudantil no Equador, eu também adorava os jantares do Rotary Club, as homenagens, as festas, as viagens e toda a atenção que recebia. Achava ótimo ser convidado a dar palestras e a falar do Brasil em escolas ou eventos do programa de intercâmbio. Nós escorpianos (eu e o Mula), quando vencemos a timidez, somos ótimos para entreter platéias. Só que, passada toda essa roda viva, fica apenas a sensação de que se sonhou e de que toda aquela gente risonha e simpática se desfez em pedaços de bocejo. Graças a Deus há o amadurecimento. Aliás, quanto será que ainda irá durar a adolescência do nosso Presidente?

Problemão

Caramba, isso está me matando. Por mais que eu pense e me martirize, não consigo aceitar o fato de que os romanos dominaram o Ocidente, montados a cavalo, por cerca de sete séculos, e nunca, nunquinha lhes passou pela cabeça a idéia de confeccionar um estribo. (!!!) Como é possível uma coisa dessas?! É apenas uma tirinha de couro e um pedaço de metal, cacête. Isto está me deixando louco. Esses livros de história devem estar errados, não é possível. Epa, peraí que tenho de ir descarregar um caminhão de pedras. Que alívio…

Charuto

Realmente, sou amador com charutos. Acendi um Partagas – que ganhei do meu amigo Pedro Novaes – e, à beira da piscina, enquanto a limpava com a peneira, fui imaginando a formação de um clube anti-atlético que se dirigiria, todos os fins de tarde, para um desses parques em que as pessoas praticam jogging. Com nossos charutos entre os lábios, caminharíamos todos juntos, emitindo, aqui e ali, pequenos comentários ingleses sobre a paisagem e o inútil de praticar esportes. Fui me empolgando com essa imaginação, acelerando a peneira, a rir comigo mesmo, o charuto na boca, até que… rapaz, me deu uma leseira. Tive de deitar ali mesmo e refazer todos esses projetos. Cazzo!

Mário Ferreira

Estou lendo um livro que deveria ser obrigatório para todo e qualquer estudante universitário: “Filosofias da afirmação e da negação”, do filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos. O cara foi capaz de fazer a biópsia do século XX e, de quebra, deste século. Muito, muito câncer mental foi por ele detectado. E a doença ainda grassa. A continuar assim, nenhum dos “homens da tarde”, que atravancam nosso caminho, verão a luz do amanhecer…

Pirâmide

É incrível como aumenta a quantidade de conhecidos, amigos e parentes a trabalhar para o governo. Hoje em dia, parece ser o único emprego certo, seguro, garantido. Mas é óbvio que esse fenômeno é uma pirâmide, uma ilusão. Mais cedo ou mais tarde não haverá iniciativa privada suficiente pra ser sugada através de impostos. Quando todos forem funcionários públicos, quem irá bancar essa gente?

A velhinha de Taubaté

Será que a velhinha de Taubaté acredita haver algo de positivo nessas viagens turísticas do Presidente Mula pelas ditaduras africanas?

Francis Arinze

De todos os cardeais sobre os quais li, acho Francis Arinze o mais, digamos, papável. (Aliás, nenhum deles tem cara de Papa, não é?)E digo isso não por ele ser negro, claro, nem por parecer apetitoso (papável?!), mas pelo espírito que deixa entrever em suas palavras. Vi uma entrevista com ele, num documentário, que muito me agradou. Bom, o Espírito Infinito, a Mente Cósmica, sabe mais do que todos nós. Espero que os cardeais consigam fazer o download das informações…

Cueca

O que eu mais curto na foto do meu perfil do Orkut é a cueca sobre a minha escrivaninha. (Há períodos em que sou bem bagunceiro.) Pena que os caras suavizam a moldura das fotos e ninguém consegue vê-la.

Comentários

Durante o processo de transposição de textos do Movable Type para o Mambo, perdi – acabo de perceber – 411 comentários de visitantes. Um ou outro dá pra recuperar, mas, de modo geral, o trabalho seria equivalente a descarregar um caminhão de cascalho pedrinha por pedrinha. “Vida de nêgo é difíiicil, é difíiiicil como o quê!”

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