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Thursday, December 27, 2007

Top 10 Filmes Brasileiros

pedro novaes, 4:27 pm
Filed under: cinema

Taí a lista mais importante do ano: meu ranking pessoal dos 10 melhores filmes brasileiros lançados este ano. Evidentemente que só se incluem os que eu vi, mas se eu eu não vi, não deve prestar.

1 – A Via Láctea, de Lina Chamie;
2 – Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho;
3 – Mutum, de Sandra Kogut;
4 – Tropa de Elite, de José Padilha;
5 – Person, de Marina Person;
6 – Antonia, de Tata Amaral;
7 – Cão sem Dono, de Beto Brant;
8 – Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda, de Andrucha Waddington;
9 – Aboio, de Marilia Rocha;
10 – Santiago, de João Moreira Salles.

Wednesday, December 26, 2007

Como acabar com a pirataria?

ronaldo brito roque, 11:41 pm
Filed under: Cotidiano,cinema,tecnologia
Resposta a uma questão atual

Como acabar com a pirataria?

Antes de responder essa pergunta, precisamos responder outras.

Você quer acabar com a pirataria? Existe vantagem na pirataria?

Não sou cineasta, nem produtor de cinema, por isso gosto muito da pirataria. Adoro poder ir à esquina ao lado e comprar alguns dos meus filmes favoritos. Na locadora eu pagaria mais caro e ainda teria o trabalho de devolver. No pirata eu pago mais barato e não preciso me preocupar com o dia da devolução. E o que é melhor: o filme vem sem aquelas capinhas ridículas. Sempre achei as capinhas desnecessárias, porque (1) fazem o DVD ocupar mais lugar e (2) toda informação que vem nelas pode muito bem vir dentro do DVD. Compro um DVD interessado no filme que está lá dentro, a capinha não me interessa. Se ela for substituída por um envelopinho de plástico, tanto melhor. Menos matéria e menos espaço a ocupar.

Então eu pergunto: você quer acabar com a pirataria? A resposta é não. Queremos um DVD mais barato e não queremos voltar para devolver.

O pirata nos presta um bom trabalho, e queremos lhe pagar pelo trabalho, como fazemos a qualquer profissional. Não queremos que o pirata acabe. Se as pessoas se preocupassem mais em criar e menos em perseguir, o mundo estaria melhor.

Por outro lado, queremos que o cineasta ganhe algum dinheiro, do contrário ele não poderá sobreviver e fazer mais filmes legais. Também queremos que os donos de locadora sobrevivam de alguma forma. Eles são nossos amigos e estamos cansados de ouvir suas lamentações.

Então surge a solução total!

Vamos transformar as locadoras em centros de distribuição de filmes. Você vai lá com um DVD e eles copiam para você! Assim os dois saem ganhando. Ele ganha porque vai poder cobrar pelo trabalho, e você ganha porque não precisará voltar para devolver. Ele também pode vender o DVD virgem, o que o levaria a ganhar um troquinho a mais.

Depois o estado vai lá e cobra os direitos autorais dos donos de locadoras! Notem que isso é infinitamente mais fácil e viável, pois é mais fácil fiscalizar e punir um sujeito que está sempre no mesmo lugar que um nômade. A fiscalização só existe sobre um determinado espaço, é por isso que os ciganos não querem ter um lugar fixo. Se um sujeito tem um lugar fixo, você pode reunir um grupo e puni-lo (esse grupo, na modernidade, se chama polícia). Se um sujeito não tem lugar fixo, fica mais difícil puni-lo. Assim fica dada a solução. Não se deve acabar com a pirataria, pois gostamos do bem que ela nos faz. Devemos é legalizar a pirataria, ou seja, cobrar os direitos autorais depois que o sujeito fez a cópia. E o melhor jeito de fazer isso é nomeando o sujeito que faz a cópia, sabendo onde é o lugar que ele trabalha, onde é a casa dele, etc.

O estado não existe para proibir a atividade criativa, ele existe para cobrar um troquinho do cara depois que ele criou.

Se eu fosse dono de locadora, lutaria pela implementação desse sistema.

Friday, December 21, 2007

De volta à infância

pedro novaes, 5:00 am
Filed under: cinema

Depois do jantar, eu e a patroa fomos testar nossos recém-adquiridos conhecimentos no campo da maquiagem cênica. Pra primeira tentativa, até que não ficou ruim. O principal problema é que a base não é do tom da minha pele. Segundo, as pontas do corte têm que ficar mais agudas e menos arredondadas, e, por fim, a cor do sangue deve ser um pouco mais viva. De relance, até dá pra enganar.

A receita dos cortes está aqui.

Perdeu a cabeça!
Ahhh!
Bloood!

Thursday, December 20, 2007

Novelo de Teseu

pedro novaes, 8:00 am
Filed under: cinema,livros

Gore

Embora voltado para a realidade do cinema independente americano, o “Ultimate Festival Survival Guide”, escrito por Chris Gore, traz informações bastante interessantes também para o nosso mundo aqui embaixo. Entre outras coisas, ajuda a pensar uma estratégia coerente e realista para a busca de festivais adequados a seu filme e propósitos, economizando grana e maximizando as chances de sucesso. Quem já tentou, sabe que enorme labirinto é a infinita miríade de festivais aqui no Brasil e no exterior. Catorze dólares na Amazon, fora o frete.

Vai para a nossa Biblioteca do Cineasta Digital , no Olho de Vidro, blog de nossa produtora, a Sertão Filmes.

Wednesday, December 19, 2007

Efeitos Especiais

pedro novaes, 5:21 pm
Filed under: cinema

Queimadura de Terceiro Grau

Pesquisando sobre maquiagem (cortes, tiros, etc.) para o curta que rodaremos neste domingo, descobri o MSFX, excelente site sobre efeitos especiais.

Tuesday, December 18, 2007

Casa de Ferreiro…

pedro novaes, 7:44 pm
Filed under: Política,cinema

MS

Sou Geógrafo. Desta forma, evidentemente deveria ter lido Milton Santos durante a graduação. Para quem não o conhece, Milton Santos é o nome mais importante da Geografia no Brasil e um pensador respeitado nos meios acadêmicos do mundo todo. Santos foi o único não anglo-saxão a receber o Prêmio Vautrin Lud, uma espécie de Nobel da Geografia.

Confesso que, em meus anos de faculdade, não tinha muito saco para seus livros. Dada minha preferência pela mesa de sinuca do DCE às aulas de Metodologia e de Geografia Urbana, não posso opinar sobre a validade e importância da contribuição do Doutor Milton Santos à Ciência do espaço, mas creio poder afirmar que suas reflexões políticas não são lá grande coisa, sobretudo após assistir ao documentário “Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global visto do lado de cá”, dirigido por Silvio Tendler.

Silvio é comunista de carteirinha. Apesar disso, fez pelo menos um documentário muito bom, claro que sobre um tema menos político: o obrigatório “Glauber – Labirinto do Brasil”. (Aliás, dessas coisas risíveis, pois à época de sua morte Glauber apanhava tremendamente da esquerda por sua aproximação com a ditadura, coisas como “Golbery é gênio da raça”, etc. Davam-lhe pau que só. Foi o cara morrer e estavam todos lá no enterro dele, como aí estão até hoje a incensá-lo. Hipócritas).

Sobre Milton Santos, cabe contar uma hilária anedota verídica: meu pai, certa vez, compôs a banca de entrevistadores do programa Roda Viva, cujo centro era o professor Milton Santos. Findo o programa, hora de ir embora, calhou terminarem os dois, meu pai e Milton, no mesmo carro da TV Cultura, pois iam para a mesma direção.

Meu pai deu ao motorista a indicação de seu hotel e o geógrafo informou que morava em uma travessa da Rua São Gualter, nas proximidades da Praça Panamericana.

Passa o carro a referida Praça e começa a subir a São Gualter. Chegam ao final, e nada do professor indicar sua casa.

“Professor”, o motorista o chama olhando pelo retrovisor, “já chegamos ao final da São Gualter. O senhor não disse que sua casa era por aqui?”

O Dr. Santos parecia confuso olhando à volta o bairro de Pinheiros. Pediu que retornassem em direção à Praça, onde chegaram sem que o geógrafo localizasse sua rua. Pediu então, para espanto de meu pai e do motorista, que parassem, e desceu do carro. Durante alguns minutos, ficou olhando ao redor, tentando se localizar.

Meu pai por fim perguntou: “O senhor mora aqui há pouco tempo?”.

“Há 20 anos”, respondeu ele, e completou: “É que é minha mulher quem dirige”.

Finalmente, depois de alguns minutos, pareceu se encontrar e conseguiu, não sem mais algumas voltas, chegar à sua residência.

O grande teórico da ciência do espaço não sabia onde ficava sua casa… Casa de ferreiro, espeto de pau.

Feito o parêntese, o filme de Sílvio Tendler tem encontrado boa acolhida em festivais aqui e fora. Ganhou o Prêmio do Juri Popular, no Festival de Brasília. É o de se esperar, diante do pensamento anencéfalo de esquerda reinante.

Para não me alongar, cito a frase de um amigo à saída do cinema: “Entre um delírio e outro fico com ‘Estamira’“, refererindo-se ao ótimo documentário de Marcos Prado sobre a psicótica habitante do lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense, todo construído em cima do discurso esquizofrênico da mulher. O filme de Silvio Tendler é um panfleto delirante. Não perca seu tempo. Só o Yuri aguentou até o fim a enfiada interminável de imagens de protestos na Bolívia, em Davos, em Seattle, e as inserções do finado Dr. Milton desfiando seu catecismo sobre a perversidade da globalização.

Ou há algo muito errado com a Geografia, ou o homem era esquizofrênico: brilhante pra falar do espaço, delirante pra falar de política. Que Deus o tenha.

Saturday, December 15, 2007

O cinema americano, do Vietnã ao Iraque

pedro novaes, 11:06 am
Filed under: cinema

Interessante artigo de Amir Labaki no Valor desta semana mostrando a diferença na resposta do cinema americano à guerra no Iraque, quando comparada à dificuldade em aceitar e retratar a derrota e tragédias no Vietnã no passado.

Neste caso, segundo ele, o primeiro documentário de peso veio apenas em 1974. O cinema de ficção demoraria ainda um pouco mais a tratar seriamente do tema. Hoje, diferentemente, com a ocupação em pleno curso, grande parte dos filmes que disputaram a indicação ao Oscar de melhor documentário deste ano tinham como foco o Iraque, e a coisa para o ano que vem não deve ser diferente. As obras de ficção não têm ficado atrás.

A grande dica, entretanto, segundo ele, é “No End in Sight” (veja o trailer aí acima), dirigido por Charles Ferguson, um documentário de US$ 2 milhões que reconstitui minuciosamente todo o processo entre a guerra de Bush pai e a de Bush filho, acompanhando a última invasão e o processo de reconstrução do país. Tomara que chegue por aqui.

Friday, December 7, 2007

A lista dos leitores

rodrigo fiume, 8:43 pm
Filed under: cinema

Os leitores do Blog do Bonequinho, do Globo Online, opinaram e opinaram sobre a tal lista de melhores cenas de morte, que citei no post. O resultado é que os autores do blog incluíram um post com os mais citados pelos internautas. Em primeiro, aparece Bonnie e Clyde, mas citaram até a morte do Baiano em Tropa de Elite, o que, convenhamos, é algo beeemm forçado. Veja a lista dos leitores.

Thursday, December 6, 2007

A cena de Cortina

rodrigo fiume, 3:19 pm
Filed under: cinema

rasgada.jpgO Blog do Bonequinho, do Globo Online, fez uma daquelas listinhas comuns, sobre
As melhores cenas de morte no cinema“. É uma escolha da autora do post. Longe de mim criticar a primeira da lista dela, a do chuveiro em Psicose, mas particularmente gosto muito de uma bem pouco comentada, acho até que jamais estaria em alguma destas listas — nesta não estava. É a de Cortina Rasgada, outro filme de Alfred Hitchcock (1966). Alguém se lembra? Paul Newman e o forno? Sensacional!

Carlos Reichenbach e grande elenco

yuri vieira, 10:31 am
Filed under: Podcast e videos,Umbigo,cinema

Olha só quem aparece nesse vídeo do cineasta Carlos Reichenbach, gravado durante o encerramento do III FestCine Goiânia: Cecil Thiré, John Herbert, Rubens Ewald Filho, Vladimir Carvalho, Adilson Ruiz, Vivian Golombeck, Cláudia Librah, André Finotti, Lazzarini, Pimentel e… nóis, qui ganhemu u prêmi di mió direção em curta-metragem!! Eu apareço no décimo oitavo segundo (em primeiro plano, de camiseta verde e óculos, conversando com a Cássia), o Pedro aparece no décimo sexto segundo (com a Ju) e, novamente, eu e a Cássia (2min4seg), sentados na mesma fileira do John Herbert. (Nosso momento Robert…)

Monday, November 26, 2007

7º bate-papo com Olavo – lado B

yuri vieira, 6:23 am
Filed under: Educação,Imprensa,Podcast e videos,Política,Religião,cinema

Agora, meu sétimo bate-papo com o Olavo de Carvalho, já publicado aqui, também está no You Tube.

Saturday, November 24, 2007

Melhor direção no 3º FestCine Gyn

yuri vieira, 1:52 am
Filed under: Avisos,Umbigo,cinema

12.jpgEu tenho andado tão “anti-blog” ultimamente – temos gastado proveitosamente nossas palavras no grupo de discussão dos colaboradores do Garganta - que sequer me dei ao trabalho de dizer que eu e a Cássia ganhamos, no III FestCine Goiânia, o prêmio de Melhor Direção em curta-metragem por nosso filme ESPELHO. O juri era formado por Neuza Borges, Cecil Thiré, Germano Pereira, Guilherme de Almeida Prado, Telma Reston e Anselmo Pessoa Neto. Recebemos o prêmio das mãos do ator e diretor Cecil Thiré, que tem um olhar azul aparentemente cheio de histórias pra contar. Não pude deixar de mandar lembranças pra mãe dele, a atriz Tônia Carrero.

Enfim, foi nosso primeiro prêmio com o ESPELHO. Agora veremos o que rola nos próximos festivais.

Wednesday, November 14, 2007

Bolsa de Apostas

pedro novaes, 9:17 am
Filed under: cinema

Encerrou-se ontem à noite, a mostra competitiva do III Festcine, de ótimo nível, conforme afirmado no post anterior. Abaixo minhas apostas para a premiação a ser anunciada logo mais à noite:

LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

- Melhor Filme de ficção – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Via Láctea
- Melhor Direção – R$ 20.000,00 (vinte mil reais): Sandra Kogut, por Mutum
- Melhor Ator –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): o menino Thiago da Silva Mariz, em Mutum
- Melhor Atriz –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Tainá Muller, em Cão sem Dono
- Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Contreras, o Lárcio, de Cão sem Dono
- Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Janaína Kaemer, a Ana, de Cão sem Dono
- Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Aleksei Abib e Lina Chamie, por Via Láctea
- Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Walter Carvalho, por Baixio das Bestas
- Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Pedroso, por Mutum
- Melhor Música ou Trilha Sonora Original – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Siba Veloso e Fuloresta do Samba, em Baixio das Bestas
- Melhor som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Louis Robin e Beto Ferraz, por Via Láctea
- Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): André Finotti, por Via Láctea

LONGA METRAGEM DOCUMENTÁRIO ( 35MM OU DIGITAL)

- Melhor Longa-metragem Documentário – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Jardim Angela
- Melhor Direção – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Marina Person, por Person
- Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marina Person, por Person
- Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): José Roberto Eliezer, por Person
- Melhor Som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Rita Cadillac, a Lady do Povo
- Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcelo Moraes, por Jardim Angela

CURTA METRAGEM GOIANO

Melhor Curta Goiano – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Espelho, do nosso Yuri em parceria com a Cássia Queiroz
Melhor Direção – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Amarildo Pessoa, por “Última Clareza” (aposto que vão dividir os prêmios)
Prêmio Estímulo Secretaria Municipal da Cultura à Produção de Curta-Metragem – R$ 10.000,00 (dez mil reais): 14 Bis

A boa safra do cinema nacional

pedro novaes, 8:58 am
Filed under: cinema

Dá a sensação de que a safra recente do cinema nacional está de ótimo nível. Assisti a quase todos os longas – documentários e ficções – selecionados para o 3º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia e gostei muito do que vi. Achei o nível geral dos longas excelente. Não há nenhum lançamento, mas são todos filmes que estrearam no circuito de festivais ou comercial de um ano pra cá, alguns bem recentemente.

Já disse aqui neste blog em outra ocasião que acho os brasileiros muito bons documentaristas, mas ficcionistas apenas medianos. Teorizei inclusive que isso poderia se dever a algum traço cultural que nos torna mais propensos a dar tapas na cara do espectador, enquanto nossos amigos argentinos teriam a sutileza requerida para a ficção.

Os filmes que andei vendo confirmam nossa boa veia documental, mas desmentem a idéia de que ótimas ficções seriam exceções bissextas a confirmar a regra. Abaixo o que vi nestes últimos dias e comentários ligeiros. Tentarei escrever mais detidamente sobre pelo menos alguns deles.

DOCUMENTÁRIOS:

Person: o documentário de Marina Person sobre seu pai, o cineasta Luis Sérgio Person, é maravilhoso: sensível, inteligente e emocionante – uma homenagem nada superficial que só uma filha poderia fazer.

Encontro com Milton Santos, de Silvio Tendler: um panfleto esquerdista que sequer faz jus ao pensamento do grande geógrafo. Um engodo que evidentemente tem recebido aplausos em vários festivais. É a exceção negativa da ótima seleção do festival. Não faz jus à obra do próprio Tendler – perdoe-se seu comunismo -, diretor, por exemplo, do ótimo “Glauber Labirinto do Brasil”.

Rita Cadillac – a Lady do Povo, de Toni Venturi: belo tributo à eterna chacrete, hoje também atriz pornô. É um documentário muito bom, mas que não está à altura de seus concorrentes.

Jardim Angela, de Evaldo Mocarzel: grande surpresa. Feito com pouquíssimos recursos e nenhuma mise-en-scéne, sustenta-se na força dos depoimentos de seus personagens, jovens moradores do Jardim Angela, região paulistana que no passado esteve entre as áreas mais violentas do mundo. É espetacular. Merece compor uma tríade dos melhores documentários sobre o tema da violência urbana no Brasil com “Notícias de uma Guerra Particular” e “Ônibus 174″.

FICÇÃO

Via Láctea, de Lina Chamie: sua seleção para a mostra “Un Certain Regard”, em Cannes, este ano, já era evidência de se tratar de um filme incomum. Foi outra surpresa. Imperdível. Lindo.

Mutum, de Sandra Kogut: baseado no conto “Campo Geral”, de Guimarães Rosa, o filme consegue, mais que contar uma história, fazer o espectador mergulhar na atmosfera da fazenda no sertão mineiro. Os papéis infantis, todos com crianças selecionadas em escolas na região do norte de Minas, onde se realizou a filmagem, são incríveis. Todas as crianças dão um show de interpretação. “Mutum” também esteve em Cannes, na quinzena dos realizadores, além de ter sido o grande vencedor do Festival do Rio deste ano. Imperdível.

Cão sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca: como o último filme de Brant foi muito fraco (“Crime Delicado”), eu não tinha expectativas em relação a este, sobretudo também porque a crítica foi fria. Fiquei entretanto muito positivamente surpreso. O elenco está excelente. As interpretações são tão naturalistas que, volta e meia, dá a sensação de se estar em um documentário. Além de que Tainá Muller, a protagonista, é uma deusa…

Baixio das Bestas, de Cláudio Assis: achei bobo, um filme feito por um adolescente revoltado, que está muito abaixo do nível do belo e forte “Amarelo Manga”, do mesmo diretor. Salva-se a impecável fotografia do mestre Walter Carvalho.

Monday, November 12, 2007

Salles, no NYT

rodrigo fiume, 11:53 am
Filed under: cinema

Notes for a Theory of the Road Movie

By WALTER SALLES
Published: November 11, 2007

What is the origin of road movies? A year ago, I interviewed Wim Wenders on this topic for a documentary about “On the Road,” Jack Kerouac and the legacy of the Beat generation.

(Texto original)

Sunday, November 11, 2007

As mulheres em “Tropa de Elite”

yuri vieira, 1:22 am
Filed under: Podcast e videos,cinema

As atrizes Maria Ribeiro e Fernanda Machado falam sobre suas personagens no filme do José Padilha.



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