Arquivo para a categoria "escritores"




11/04/2003

Swedenborg e o Livro de Urântia

yuri vieira (SSi), 2:26 am
Filed under: escritores,extraordinárias,Livro de Urântia

Coloquei em meu site a conferência de Jorge Luis Borges sobre Emanuel Swedenborg, o cientista e político sueco que, em pleno século XVIII, afirmava ter visitado os “céus” e os “infernos” em projeções astrais, tendo escrito, nos seus últimos vinte e cinco anos de vida, uma série de livros com seus relatos. No mesmo texto o leitor ainda encontrará notas que escrevi, cotejando as experiências de Swedenborg com o conteúdo do Livro de Urântia. Caso alguém prefira, o texto pode ser baixado para leitura no Acrobat Reader.

13/03/2003

Deus tem um Plano

yuri vieira (SSi), 3:41 pm
Filed under: escritores,Livro de Urântia,Religião

Leia este texto extraído do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa – sob o heterônimo Bernardo Soares -, e veja o que ele diz a respeito do mal e da existência mais que lógica de um Plano Divino.

(Tal texto encontra-se na quarta parte do livro: “O sonho tem grandes cinemas”.)

Ah, claro, é preciso levar em consideração a fina ironia de Pessoa quando equipara os homens aos animais: é como se dissesse que a vida do homem ignorante, do bruto, apenas agrega experiências ao Ajustador da Presença Divina, sem guardar nada para si mesma. E mais: o corolário de todo esse texto é, percebemos claramente, a necessidade de uma Revelação para não cairmos na sandice de negar, apenas por estar fora de nosso alcance, aquilo que ainda não conhecemos.

(Continua…)

24/11/2002

Cru-ci-fi-ca-ram?!

yuri vieira (SSi), 6:55 am
Filed under: escritores,Religião

Encontrei a anedota abaixo nas minhas, digamos, “notas da Casa do Sol 1998-2000“. Não há qualquer referência a se a Hilda Hilst ma contou pessoalmente ou se a li em algum de seus livros. Pouco importa. Parece mesmo ser uma história fadada a viajar de escritor em escritor.

“…a anedota que Paulo Mendes Campos me contou. Um ser perfeito, lindíssimo, civilizadíssimo, desceu de um disco voador e o terráqueo, embasbacado, perguntou: ah, vocês evoluíram assim foi depois do caos, é? É, respondeu o outro, surgiu lá no nosso planeta um homem chamado Jesus, que pregava o amor ao próximo e até aos inimigos. O habitante da Terra observou: é, aqui também, e nós o crucificamos. O extraterrestre achou inacreditável: cru-ci-fi-ca-ram?! Pois no planeta dele tinham seguido Jesus e por isso tinham se tornado perfeitos todos os habitantes de lá…”

[Ouvindo: Flores Astrais – Secos e Molhados]

10/10/2002

Saudades do Chico

yuri vieira (SSi), 10:17 am
Filed under: Cotidiano,escritores,memória

Não, não é o Buarque, é o das Chagas mesmo, o caseiro da Casa do Sol. Claro que estou, meses e meses após ter saído de lá, com saudades das conversas malucas com a Hilda Hilst. Mas é que o Chico fazia um contraponto excelente a esses papos mirabolantes. Bem humorado, cheio de ditados populares, a mente ágil, o geminiano Chico sempre teve o dom de levantar o astral à sua volta. A Hilda, divertida, estava sempre recorrendo ao dicionário para compreendê-lo totalmente, como quando ele disse estar com “estalicídio”, que descobrimos ter origem no latim stillicidiu e que não era outra coisa senão “coriza”. Uma vez, enquanto eu estava no computador, o Chico veio me trazer um recado e me perguntou se aquilo era a famosa Internet. Sim, respondi, e lhe expliquei mais ou menos o que significa e como funciona este meio de comunicação revolucionário, o qual tem prendido a atenção de milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo. Em seguida, tendo o computador travado em meio ao blablablá – era um 486 DX100 – ele me sugeriu que eu fizesse a “reza da cabra preta” cada vez que fosse ligá-lo. Dei risada e lhe disse que isso talvez funcionasse lá na cidade dele, no interior do Rio Grande do Norte. E ele:
(Continua…)

01/10/2002

O Céu e o Inferno

yuri vieira (SSi), 11:05 am
Filed under: escritores,extraordinárias,Religião

Quem quiser ler a conferência de Jorge Luis Borges sobre o livro Céu e Inferno de Emanuel Swedenborg, clique aqui . (Também é possível baixar o arquivo em PDF.) Incluí ainda algumas notas de rodapé que cotejam certos temas, levantados ou por Borges ou por Swedenborg, ao conteúdo do Livro de Urântia. Espero que agradem.

Caso vc nunca tenha ouvido falar de Swedenborg antes, clique aqui e leia uma introdução ao texto acima.

[Ouvindo: Armoured D – Dillinja]

04/08/2002

O fantasma de Dante Alighieri

yuri vieira (SSi), 2:05 am
Filed under: escritores,extraordinárias,livros

Dante AlighieriO texto abaixo foi extraído de um dos livros de cabeceira da minha infância: “O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico” (Seleções do Reader’s Digest).

“Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito da sua obra-prima, A Divina Comédia. Durante meses, os seus filhos, Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papéis do pai.

“Tinham desistido da busca quando Jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto.

Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho. Por detrás de um pequeno cortinado fixado na parede encontraram um postigo.

“No interior do esconderijo havia alguns papéis cobertos de bolor. Retiraram-nos cuidadosamente, limparam-nos com uma escova e conseguiram ler as palavras de Dante. Assim se completou A Divina Comédia. Se não fosse uma visão fantasmagórica surgida num sonho, um dos maiores poemas do mundo teria provavelmente permanecido incompleto.”

P.S.: Leia A Divina Comédia, aqui.

[Ouvindo: Endorphin – Satie 1]

07/07/2002

Crítica literária

yuri vieira (SSi), 9:10 am
Filed under: escritores,literatura

A quem interessar a leitura de ótimos textos de crítica literária sugiro os seguintes: O construtor do labirinto: Machado Inconstruído, de Pedro Sette Câmara; A Loucura Perpétua de Mario Vargas Llosa, O Sol Negro (sobre Ernesto Sábato), Elegia ao Fim de um Mundo (sobre J.R.R. Tolkien), As Veredas da Graça (sobre Guimarães Rosa) e O Construtor de Labirintos (sobre James Joyce), estes últimos de autoria de Martim Vasques da Cunha.

07/06/2002

Liga contra o futebol

yuri vieira, 8:23 am
Filed under: Arte,escritores,Esportes,literatura

Um escritor pode tratar de todos os assuntos. E pode ser falível em boa parte deles. Lima Barreto, por exemplo, foi um grande escritor, mas não deixou de dizer umas coiselhas a respeito do futebol em si que – por mais que ainda concordem com ele certos inimigos desse esporte – hoje, após o pentacampeonato, soam cômicas, quase patéticas. Porém, como disse, era um grande escritor e não pôde deixar de prever grande parte do que hoje desembocou na CPI do futebol. Veja por si mesmo.

06/06/2002

O guru ocidental

yuri vieira (SSi), 11:23 pm
Filed under: escritores,interiores,livros

Jiddu KrishnamurtiLi recentemente o livro El Mandril de Madame Blavatsky – Historia del Guru Occidental, de Peter Washington, e reforcei minha impressão de que essa onda de grupos “esotéricos” e de sociedades mais-ou-menos-secretas é bem mais que uma moda surgida de tempos em tempos nesse mundinho. Trata-se antes de verdadeiras batalhas – travadas mais por homens de grande vontade que por homens de grande espírito – pelo domínio das consciências de determinados grupos. Poucas são as exceções, tais como um Krishnamurti, por exemplo (foto). E é incrível como, ao tentar se isolar dos males do mundo externo, quase todo grupo ou comunidade se esfacela em mil e um conflitos internos, refletindo em seu microcosmos o drama macrocósmico exterior. Como já concluía o Riobaldo no Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa):

“Às vezes eu penso: seria o caso de pessoas de fé e posição se reunirem, em algum apropriado lugar, no meio dos gerais, para se viver só em altas rezas, fortíssimas, louvando a Deus e pedindo glória do perdão do mundo. Todos vinham comparecendo, lá se levantava enorme igreja, não havia mais crimes, nem ambição, e todo sofrimento se espraiava em Deus, dado logo, até a hora de cada uma morte cantar. Raciocinei isso com compadre meu Quelemém, e ele duvidou com a cabeça: – ‘Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho…‘ – ciente me respondeu.”

28/05/2002

Si hay gobierno…

yuri vieira (SSi), 4:56 pm
Filed under: escritores,Política

Ao maxsan@ que, após ler meu texto sobre o desarmamento civil, me pergunta – pelo que pude perceber, cheio de espanto – qual é afinal meu “posicionamento político”, devo dizer que hoje penso mais ou menos como o meu pai: seja de esquerda, seja de direita, “si hay gobierno, soy contra”. Mas atenção, isto não quer dizer que eu seja anarquista. Como Lao Tsé, acredito simplesmente que o melhor governo é aquele que menos aparece, aquele que menos enche o saco (o meu, de pentelhações, o dele, com nosso dinheiro). Aliás, sua única função é garantir a paz, nada além disso. Caridade é coisa do coração e deve ser exercida em primeira pessoa, por nós, narradores de nossas próprias vidas individuais e não em terceira pessoa – ou terceira via – pelo papai Estado. Já tenho um pai carnal e outro espiritual, não preciso de um político, uma vez que esse costuma tratar a seus supostos filhotes mais como o rústico dono da gata do que como a própria gata: afogando-os se são “demais”.

Acho que estes trechos de editoriais escritos pelo poeta Walt Whitman (em 1846/47) – citados por Gary M. Galles – resumem a parada:
(Continua…)

27/05/2002

As Cartas de Lewis

yuri vieira (SSi), 12:34 am
Filed under: escritores,Religião

Seguem as cartas do escritor C.S. Lewis prometidas na nota anterior. (Em ingrêis, mano.)

The following letters by C. S. Lewis were written to Sheldon Vanauken, who ultimately wrote the best-selling book A Severe Mercy. Mr. Vanauken asked Lewis for the right to use the letters in his booklet “Encounter with Light,” and Lewis gave permission. Mr. Vanauken subsequently put the letters in the public domain.
(Continua…)

26/05/2002

C.S.Lewis e Tolkien

yuri vieira, 10:30 pm
Filed under: escritores,Religião

Seguem os textos que prometi ao P. Paiva sobre o escritor C. S. Lewis, que foi professor em Oxford na mesma época que Tolkien, de quem ele foi amigo. O primeiro é um excerto da biografia dele, Lewis – em espanhol, desculpe – onde há a interessante informação de que Tolkien foi imprescindível para sua conversão ao cristianismo. (Pelo jeito é necessária muita imaginação – uma imaginação tolkiana – para acreditar que Deus experimentou a vida como “filho do homem”, como filho da humanidade. Mas, olhe lá, não pense que estou condicionando a fé à imaginação, pelo amor de Deus. Esta está muito aquém daquela.) Já os textos seguintes – em ingrêis – são cartas do Lewis a um outro escritor, tratando – digamos assim – do lugar da fé e da razão em nossa vida.
(Continua…)

24/05/2002

Blog do Lima Barreto

yuri vieira, 12:28 pm
Filed under: cinema,Cotidiano,escritores,literatura

Outro dia assisti a um filme com o Antony Hopkins sobre o C.S.Lewis. Um filme de lágrimas, muitas lágrimas. Bem, o enredo dele não vem ao caso. mas é que agora, lendo um trecho do “diário íntimo” do Lima Barreto, lembrei de uma frase do filme: “lemos para não nos sentirmos sós“. Claro que reduzir a leitura a isto é um exagero. E hoje, lendo esse cara, penso no contrário: escrevemos para não nos sentirmos sós. O Lima Barreto fazia isto com toda certeza. Pelo menos em seu diário. O engraçado é como a solidão escrita de um faz companhia a outro. Leia abaixo:
(Continua…)



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