Arquivo para a categoria "teatro"




09/08/2007

Admirável Mundo Novo no teatro

yuri vieira, 9:23 am
Filed under: amigos,escritores,Imprensa,livros,teatro

Eis uma matéria no Correio Brasiliense sobre a peça que estou adaptando com a diretora teatral Miriam VirnaAdmirável Ainda – a partir do romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Hoje, em Brasília, rolará a primeira leitura pública.

18/07/2007

Admirável argumento

yuri vieira, 12:08 am
Filed under: amigos,literatura,livros,Religião,teatro

Estive ajudando Miriam Virna — diretora teatral de Brasília — a adaptar o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, para teatro. Eis um trecho bastante interessante quase ao final do livro (trata-se de um outro livro citado pelo personagem Mustafá):

“Envelhecemos, percebemos em nós aquele sentimento radical da fraqueza, da atonia, do mal-estar devido ao peso dos anos, e dizemo-nos doentes, embalamo-nos na idéia de que este estado penoso é devido a uma causa particular, de que esperamos curar-nos como nos curamos de uma doença. Vãs cogitações! A moléstia é a velhice, e ela é miserável. Precisamos de nos resignar… Diz-se que se os homens se tornam religiosos ou devotos com o avançar dos anos é porque têm medo da morte e do que a deve seguir. Mas tenho, quanto a mim, a consciência de que, sem nenhum terror semelhante, sem nenhum efeito de imaginação, o sentimento religioso se pode desenvolver à medida que avançamos em idade, porque, tendo-se acalmado as paixões, a imaginação e a sensibilidade menos excitadas ou excitáveis, a razão é menos perturbada no seu exercício, menos ofuscada pelas imagens ou afeições que a absorviam. Então Deus, Supremo Bem, sai de trás das nuvens, e a nossa alma sente-O, vê-O, voltando-se para Ele, fonte de toda a luz, porque, tudo desaparecendo no mundo sensível, a existência fenomenológica deixando de ser sustentada pelas impressões externas e internas, sentimos a necessidade de nos apoiarmos em qualquer coisa que permanece e não engane, numa realidade, numa verdade absoluta, eterna. Porque, enfim, este sentimento religioso, tão puro, tão doce de sentir, pode compensar todas as outras perdas…”

03/06/2007

Eu sou contra a meia-entrada

ronaldo brito roque, 9:28 pm
Filed under: Cotidiano,Economia,Política,teatro

Estudante paga meio prato de comida? Paga meia blusa? Paga meio par de tênis? Estudante paga meio cigarro? Então por que diabos o cara acha que tem que pagar meia entrada de teatro? O trabalho que o ator tem – que o cara da iluminação tem, que os técnicos têm – é o mesmo, seja a platéia de estudantes ou não. Por isso não entendo por que é que o maldito estudante tem que pagar meia entrada.

Sou contra a meia entrada.

E o pior ainda é a meia entrada para aposentado. Qual a finalidade disso? Aposentado paga meio prato de comida? Quando um aposentado vai comprar uma privada nova, ele paga meia privada? Quando ele vai pôr gasolina no carro para ir à casa dos filhos, ele paga meia gasolina? Paga meia corrida de táxi? Então por que é que tem que pagar meia entrada de teatro? Isso é desvalorizar o trabalhor do teatro! Temos quer ser contra a meia entrada, em qualquer situação! O trabalhador do teatro seja ator, técnico ou vendedor, está tendo o mesmo trabalho para atender a um adulto, a um aposentado ou a um estudante; portanto pagar meia entrada é
desvalorizar o trabalho desse trabalhador!

Sugiro a confecção de uns bâneres: “Eu sou contra a meia-entrada, a meia entrada desvaloriza o trabalho do profissional de teatro”. Alguma coisa assim. Vamos colocar esses bâneres nos nossos saites. Quando a idéia ganhar visibilidade, algum político vai defendê-la. Na rua, quando encontrarmos um aposentado, devemos perguntar: – Se vc não paga meio café, não paga meia cachaça, por que diabos quer pagar meia entrada?

15/02/2007

Sexo também é cultura

pedro novaes, 1:22 pm
Filed under: Arte,teatro

Do Clipping de Cinema:

Sexo também é cultura. Assim pensa o juiz holandês que decidiu que os peep shows – exibições nas quais modelos ficam nuas ou praticam sexo explícito em cabines para voyeurs – são uma forma de espetáculo teatral, motivo pelo qual os donos desses clubes são credenciados a abatimentos de impostos com base nas leis locais de incentivo à cultura. “Aceitar pessoas para assistir a peep shows é equivalente a permitir a entrada de uma pessoa num espetáculo teatral”, considerou um juiz da Corte de Apelações de Amsterdã, em decisão tomada no mês passado e tornada pública nesta terça-feira. “O erotismo dos personagens na performance não diminui sua importância”, prosseguiu. O jornal The Telegraaf informou que o dono de um clube onde ocorrem apresentações do gênero receberá uma restituição de impostos da ordem de milhares de euros por causa da decisão.

12/11/2006

Escorrendo pelo Ralo

pedro novaes, 10:06 am
Filed under: Arte,teatro

Eu definitivamente não sou um cara de teatro. Meu negócio é cinema e literatura. Conheço pouco a arte dos palcos, nunca li, nunca teorizei sobre o assunto e tenho medo. Acho o teatro – evidentemente um preconceito estúpido – campo de excessivos experimentalismos pobres e baratos, de construtos intelectuais soníferos, de elaborações rebuscadas e incompreensíveis que disfarçam absoluta ausência de conteúdo e emoções verdadeiras.

Arte é emoção e ponto final. A porta de entrada de qualquer trabalho artístico não pode ser o racional. Tem que emocionar. Se não emocionou, já fodeu. A razão tem que vir depois. Após nos emocionarmos, a gente pensa o que quis dizer, relaciona com outras coisas, outras obras, episódios da vida, etc, etc. Mas se tem que pensar de saída, está errado.

Felizmente, mais uma vez esta minha estúpida expectativa negativa não se sustentou. Juliana, Paulo, Andrea e eu fomos assistir ontem a “Adubo ou a Sutil Arte de Escorrer pelo Ralo”, peça encenada pelo Grupo Tucan, de Brasília, com direção do uruguaio radicado no Distrito Federal Hugo Rodas. (Continua…)

12/07/2006

Alemanha X Grécia

yuri vieira, 8:19 am
Filed under: cinema,Humor,teatro

Outro dia comentei por alto – no texto A Culpa é da Sociedade – sobre o filme Monty Python Live at the Hollywood Bowl. Esqueci de dizer que, entre os atos da apresentação, o grupo humorístico inglês projetava alguns curtas-metragens impagáveis. O Márcio Santana Sobrinho me enviou o link de um deles, veja:

16/06/2006

A culpa é da sociedade

yuri vieira, 1:33 am
Filed under: Cotidiano,Humor,Política,teatro

Um filme que vezenquando costuma voltar à minha mente é o Monty Python Live at the Hollywood Bowl. Trata-se da filmagem duma série de esquetes apresentados num teatro da Califórnia pelo engraçadíssimo grupo inglês. Na verdade, a cena que interessa aqui é a do assassinato do Bispo de Leicester, reconhecido graças a uma tatuagem na nuca. Enquanto o casal que o encontra discute se é melhor chamar a polícia ou a Igreja, o filho intervém: “Chame a Polícia da Igreja”. Dito e feito, vem ao palco um par de policiais em trajes eclesiásticos em busca de indícios que possam delinear ao menos um suspeito. Interrogam, pois, diversas testemunhas – da forma mais gaiata possível – e, incapazes de descobrir qualquer prova mais substancial, caem de joelhos e pedem a Deus que lhes dê uma luz, que lhes aponte o assassino. Então, diante do estupor dos demais personagens e das gargalhadas da platéia, surge do alto do proscênio uma mão enorme com o indicador em riste a apontar para a cabeça do homicida: “FOOOI EEELE!!!”, brada uma voz profunda e cavernosa. Num átimo, a Polícia da Igreja voa sobre o culpado que, à guisa de defesa, não diz senão que sempre foi um injustiçado e que “a culpa é da sociedade”. Os dois Policiais da Igreja, convencidos de que ele tem razão, passam a interrogar os demais: “Você faz parte da sociedade? Sim? Então está preso. E a senhora? Também é um membro da sociedade? É? Está presa. E você garoto?” E, assim, toda a sociedade vai parar na cadeia…

Bem, os últimos acontecimentos aqui no Brasil apenas corroboram o fato de que é exatamente este o processo pelo qual estamos passando. (Continua…)

07/05/2006

Natalie Portman

yuri vieira, 2:34 am
Filed under: cinema,Podcast e videos,teatro

Eis a entrevista da linda, talentosa, inteligente, cheia de humor e sortuda Natalie Portman no Inside the Actors Studio.

Veja abaixo a segunda e a terceira parte.
(Continua…)

17/04/2006

Estréia de “A Obscena Senhora D”

yuri vieira, 10:50 am
Filed under: amigos,Avisos,teatro

Minha amiga Catarina Accioly e o diretor William Ferreira convidam para a estréia da peça “A Obscena Senhora D”, adaptação do livro homônimo de Hilda Hilst. Será dia 21 de Abril – aniversário de nascimento da Hilda – às 21:15h, no Teatro Goldoni, Casa D’Itália (Brasília, 208/209 sul). As apresentações subseqüentes ocorrerão de quinta a domingo, sempre às 21:15, até o dia 07 de Maio. Vale a pena!

06/12/2005

Robin Williams no Actors Studio

yuri vieira, 9:43 am
Filed under: cinema,Humor,teatro

Comentei ano passado sobre a entrevista dada por Robin Williams ao James Lipton no Inside Actors Studio. Foi fenomenal, nunca ri tanto na minha vida, as lágrimas correram. Mas o que eu não sabia é que um membro do público teve de sair de ambulância daquele teatro: deu tanta risada que lhe acometeu uma hérnia, isto é, quase morreu de rir – literalmente. Preciso dizer algo mais?

30/08/2005

Paulo Hecker Filho

yuri vieira, 3:30 am
Filed under: literatura,teatro

Caramba, fiquei impressionado com o Walmor Chagas interpretando o texto “Oração da Noite”, de Paulo Hecker Filho, sob direção de Eder Santos, na TV Cultura. Acabou de passar. E foi uma beleza. Triste, profundo, patético, tendo lembrado muito minha própria avó que faleceu há pouco mais de um mês. (Eu costumava ouvir suas orações clamorosas no meio da noite, ela, surda, sem perceber que alguém além de Deus a ouvia.) E eu não me lembrava desse Paulo Hecker Filho, que até escreveu telenovelas. Muito bom. Assim como o ator e a direção.

16/08/2005

A Bacante na Boca do Lixo

yuri vieira, 11:10 am
Filed under: Avisos,Cotidiano,literatura,teatro

Amigos, eis um conto que acabo de publicar no meu site principal. É autobiográfico e nele falo de certa experiência vivida na noite paulistana, mais exatamente na Boca do Lixo, e do dia em que assisti à peça As Bacantes, no Teatro Oficina, sob direção de Zé Celso.

13/08/2005

Do meu, não!

yuri vieira, 5:53 am
Filed under: este blog,teatro

Caramba, estou escrevendo um conto em que cito o Zé Celso e, ao pesquisar certo fato na Internet, dou com o ensaio da minha amiga Míriam Virna, diretora de Brasília, publicado em meu próprio site, cujo título é “Zé Celso, o Guru do Cu”. Bom, isso, claro, não é novidade para mim, mas, graças à configuração do meu gerenciador de conteúdo, o título da página, no topo do navegador, ficou assim: “Zé Celso, o Guru do Cu de Yuri Vieira Santos”. Porra, do meu, não!!! (Confira.)

09/12/2004

Tennessee Williams

yuri vieira (SSi), 3:55 pm
Filed under: amigos,teatro

Convite da Miriam Virna: “Estréia nesta sexta feira (10 de dezembro) o espetáculo UM BAR CHAMADO DESEJO. Dirigido por mim, este trabalho é resultado de projeto de intepretação com alunos da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Adaptamos o clássico de Tennessee Williams “Um bonde chamado desejo” que, nesta montagem, recebe os personagens dentro de um bar muito pouco elegante.
Blanche DuBois continua perturbada e agora viciada em sessões de hipnose para acalmar os nervos.
Stanley Kowalski cada vez mais tosco.
Stella anda subindo pelas paredes.
E Mitch… ainda um grande pusilânime.
Aguardo vocês.”
10 a 13 de dezembro (de sexta à segunda) sempre às 21:30. No anexo da Sala Conchita de Moraes. (Subsolo da Faculdade Dulcina, CONIC, Brasília.)

30/11/2004

Robin Williams

yuri vieira (SSi), 2:02 am
Filed under: Arte,Humor,teatro

Assisti a uma entrevista do Robin Williams no programa Inside the Actors Studio e quase travei o maxilar: não pensei que o cara fosse tão pirado, tão espantosamente engraçado. Ele é capaz de dançar alucinadamente sobre o fio de navalha da sanidade sem despencar no abismo real da loucura. Foram necessários dois programas para que conseguissem realmente entrevistá-lo. A cada pergunta o cara delirava mais de cinco minutos e, sendo um ator, fazia-o não apenas com a mente mas também com o corpo. Sua caricatura de dança moderna – no primeiro “episódio” – quase me matou, cheguei a chorar. Fiquei de cara com o figura. A caretice hollywoodiana ainda não conseguiu aproveitar – sem censuras – todo aquele potencial.

10/11/2004

O’Neil, dramaturgo

yuri vieira (SSi), 2:39 pm
Filed under: literatura,Religião,teatro

“A maioria das peças modernas se refere às relações de homem para homem, porém isso não me interessa absolutamente. Estou interessado apenas nas relações entre o homem e Deus.”



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