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24/02/2008

Monstruosidade

daniel christino, 8:55 am
Filed under: Arte,baladas,Cotidiano,memória

Em 1991, quatro amigos meio entediados com o dia-a-dia do curso de Jornalismo da UFG decidiram fazer uma festa diferente de tudo quanto rolava na época (a mania era acrescentar “a festa” depois do nome, p.ex., medicina, a festa!). Ao mesmo tempo, um amigo comum – Júlio Vann – comentou sobre um bar no centro de Goiânia – Controvérsia, antigo Querelle – precisando desesperadamente de algum evento para ampliar a clientela, muito restrita e muito underground. Santa conveniência celebrou o casamento. Os amigos eram eu, Yuri, Leo Rasuk e Luis Fernando Pudim.

E não é que hoje eu leio, no Popular, que o selo musical do Leo, a Mostros Records, firmou um acordo com a Trama – do irmão da Maria Rita – e muito provavelmente será um selo escancaradamente nacional este ano. E isso 10 anos depois de começar, com a primeira edição (festa?!) do Goiânia Noise.

O Leo é um cara quieto. A fim de planejar a festa, fomos para o apartamento dele num edifício da T-9. O que me espantou não foi tanto seu empenho em nos deixar a vontade, mas a imensa aparelhagem de som que ocupava uma parede inteira da sala. Enquanto eu e o Yuri discutíamos alguma coisa, ele o Pudim conversavam sobre a lista de músicas da festa (lembro-me deles pararem a festa para tocar a introdução de Carmina Burana antes da música Losing my Religion do REM). O Leo sempre foi completamente apaixonado por música. E gostava de manter-se atualizado em relação aos lançamentos e bandas internacionais. Daí o dito pelo João Marcello Bôscoli não soar novo para mim.

Para João Marcello Bôscoli, músico, produtor e diretor artístico da gravadora paulista Trama, o fato de a Monstro estar fora do chamado eixo gravitacional do mercado cultural brasileiro (Rio-SP) foi uma dificuldade que acabou virando um diferencial. “Se você pensar em termos de mídia, de maior projeção no início, sim, estar fora do eixo é um problema. Mas a honestidade estética desses caras foi tanta que eles viraram um eixo. Não adianta tergiversar, a Monstro hoje é o maior selo de rock do País”, diz o filho de Elis Regina, comentando que “o aspecto artesanal” e o “carinho no processo de produção dos discos” são as coisas que mais o agradam no trabalho da Mostro.

Ele planejam também abrir uma editora este ano. Parabéns Leo. Você merece. Abaixo vai a programação da Mostro para o ano.

Confira a programação da Monstro para este ano, em comemoração aos dez anos do selo e produtora:

¤ 27 de março – lançamento do novo CD da banda Violins (Rendenção dos Corpos)
Local: Bolshoi Pub

¤ 10 de abril – lançamento do novo CD da Jupiter Maçã (Uma Tarde na Fruteira)
Local: Bolshoi Pub

¤ 18 de abril – show Music for Anthropomorphics, baseado no disco da Mechanics (com participação de Fabio Zimbres)
Local: Centro Cultural Goiânia Ouro

¤ 8 de maio – lançamento do CD Macaco Bong (Artista Igual Pedreiro)
Local: Bolshoi Pub

¤ 23 a 25 de maio – 10ª edição do Festival Bananada
Local: Centro Cultural Martim Cererê

¤ 19 de junho – lançamento do CD da banda Sick Sick Sinners (Road to Sin)
Local: Bolshoi Pub

¤ 5 de julho – Festa Monstro 10 Anos
Local: Ambiente Skate Shop

¤ 1º e 2 de agosto – 3ª edição do Antimúsica Rock Festival
Local: Centro Cultural Martim Cererê

¤ 19 a 21 de setembro – 4ª edição da Trash – Mostra Goiânia de Video Independente
Local: Centro Cultural Goiânia Ouro

¤ 18 de outubro – lançamento oficial da 14ª edição do Goiânia Noise Festival, com a banda Mudhoney (EUA)
Local: Centro Cultural Oscar Niemeyer

¤ 21 a 23 de novembro – 14º Goiânia Noise Festival
Local: Centro Cultural Oscar Niemeyer

12/12/2007

Com Biajoni, no Rio (II)

pedro novaes, 4:08 pm
Filed under: baladas,escritores

Biajoni e Pedro

O Biajoni – vulgo Camarão – e eu, testando a qualidade dos serviços no Rio de Janeiro.

No Rio, com o Biajoni

pedro novaes, 11:18 am
Filed under: baladas,escritores,literatura

SA

Domingão, umidade a 105% e calor de 57 graus, tive o enorme prazer de desfrutar do excelente serviço dos bares cariocas (post sobre isso brevemente) na companhia de ninguém mais, ninguém menos, que o Luiz Biajoni, autor do imperdível Sexo Anal – Uma Novela Marrom, sobre o qual já falei aqui, e agora de Virgina Berlim que, se nenhum chato vier me pentelhar, vou ler hoje à noite, tomando um whiskey e ouvindo o CD de trilha sonora que o acompanha. Todo o mundo que leu, diz que é do caralho. Aliás, se você não baixou Sexo Anal, meio que se ferrou porque o livro não está mais disponível pra daunloudi. Em comemoração aos 10 mil daunloudis e 16 recusas por editoras, a Os Viralata vai lançar uma edição comemorativa de bolso. Corre lá e encomenda o seu (são só 100 exemplares): excelente presente pro Natal em família.

Enfim, o Biajoni é uma besta: depois de 51 chopps (uma vitória conseguir esta marca com o mau humor e excelente serviço dos garçons cariocas), tínhamos tudo tramado para dominar o mundo, mas nem minha prima doida conseguiu convencer o Bia a dar o rabo, pois ela tem certeza de que a fixação dele com a Analtomia dos outros significa que, no fundo, ele quer doar o seu.

Furthermore, atesto, conforme já dito por aí pelo Alex Castro, que o Bia, decepção geral, é o cara mais normal do mundo, a despeito das evidências contrárias. Uma figuraça. Agora, sempre que for a São Paulo, vou ter que dar um jeito de parar em Americana.

11/03/2007

Goiânia Mostra Curtas – making of

yuri vieira, 2:10 pm
Filed under: amigos,baladas,cinema,Podcast e videos

Eis o making of, que dirigi, da 6a. Goiânia Mostra Curtas, mais conhecido entre nós como “Onde está o Paulo Paiva?”, hehehe.

Vale lembrar que a cena onde Paulo César Peréio aparece com o dedo em riste foi excluída por motivos bastante claros – bastante claros para quem viu em que trecho tal cena aparecia…

Gosto muito da entrevista com o Juliano Moraes, durante os créditos finais. 🙂

Mais detalhes, logo abaixo do vídeo.

Making of da sexta edição da Goiânia Mostra Curtas – que inclui a 5.a Mostrinha (infantil) e a Mostra Cinema nos Bairros (exibições ao ar livre) – ocorrida entre 10 e 15 de Outubro de 2006, sob coordenação de Maria Abdala (ICUMAM). O tema da mostra foi o cinema experimental, tendo contado com as presenças de Edgar Navarro, Joel Pizzini, Jomard Muniz de Britto, Christian Saghaard e José Eduardo Belmonte. Estes dois últimos, juntamente com o compositor André Abujamra, foram os responsáveis pelas oficinas de Cinema Experimental, Direção Cinematográfica e Música para cinema, respectivamente. Dos 590 curtas-metragens inscritos, 127 foram selecionados e distribuídos em 5 mostras competitivas. Além destes, foram exibidos 19 filmes convidados dentro da mostra Cinema Experimental. A direção do making of e as entrevistas são de Yuri Vieira, com imagens de Eduardo Castro, produção de Paulo Paiva e Cássia Queiroz, e edição de Aline Nóbrega, pela Cora Filmes. A produção executiva é de Pedro Novaes.

26/12/2006

“You say you want a revolution”

daniel christino, 11:52 pm
Filed under: baladas,Cotidiano,música,Política

Flanando pelo Goiânia Shopping antes do natal dou de cara com o Álbum Branco dos Beatles. “Well, you know”, duplo e importado. Comprei, mesmo não podendo. Musicalmente, é o melhor álbum dos caras. Rock, blues, folk, heavy metal (é, você leu direito), experimentalismo prepotente e inútil e os caminhos que o rock iria seguir, desde o progressivo até o referido metal. Beatles é – na falta de uma expressão melhor – foda. Para se ter uma idéia, o álbum é de 1968 e vai abaixo a letra da música Revolution 1:

You say you want a revolution
Well you know
We all want to change the world
You tell me that it’s evolution
Well you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don’t you know you can count me out in

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

You say you got a real solution
Well you know
We don’t all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well you know
We’re doing what we can
But if you want money for people with minds that hate
All I can tell you is brother you have to wait

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

You say you’ll change the constitution
Well you know
We all love to change your head
You tell me it’s the institution
Well you know
You better free your mind instead
But if you go carrying pictures of Chairman Mao
You ain’t going to make it with anyone anyhow

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

Está tudo aí.

05/12/2006

Second Life: Solte Sua Imaginação

Era esse o nome do Projeto do qual fiz parte anos atrás em São Paulo: Solte Sua Imaginação. Na verdade, não foi além de um site que dividi com o fotógrafo Dante Cruz e com o VJ Alexis Anastasiou, tendo cada qual uma página para apresentar suas próprias viagens pessoais. (Hoje é apenas o site do atual estúdio do Dante.) O Dante, obviamente, pretendia incluir mais um monte de artistas, músicos, cineastas, DJs, estilistas e escritores que pudessem dar asas às suas respectivas imaginações, gente que íamos conhecendo nas raves que frequentávamos. Mas o Projeto SSi não foi pra frente. Claro que tudo teria sido muito diferente se fôssemos programadores e não um bando de artistas. Porque, quando me lembro das conversas que eu tinha com o Dante, vejo que a realização de tudo o que ele sonhava então – liberdade, criatividade, interatividade, internacionalismo – se chama hoje Second Life. Ainda não é grande coisa – e para muitos pode não passar de um vício besta e de pura perda de tempo – mas essa tal “SL”, como se costuma dizer ali dentro, já está pirando a cabeça de aproximadamente 1.790.000 pessoas.

(Senhor, não me deixeis errar pelos caminhos perversos da minha imaginação…)

28/09/2006

Ainda o Second Life (um esboço de artigo)

O aspecto revolucionário do Second Life está em seu potencial, não naquilo que ele já é. Há três anos, entrei num “mundinho virtual” que imagino tenha sido o próprio. Era apenas um chat com “bonequinhos”, uma chatice de tão lento e tosco. Nada além disso. Mas, conforme avança a tecnologia, conforme aumenta a capacidade de processamento dos computadores servidores e clientes, conforme aumenta a velocidade da transmissão de dados, a coisa vai assumindo proporções espantosas. Hoje, um arquiteto já pode comprar um terreno ali e reconstruir virtualmente todos os seus projetos já realizados em vida, um condomínio, com casas planejadas apenas por ele, que pode ser seu portfolio profissional, seu mostruário. “Ah, você quer conhecer meu trabalho? Visite meu bairro: ‘arquiteto fulano (123, 87, 67)'”. E pronto. Um decorador pode se associar ao arquiteto e botar mãos à obra. Artistas plásticos (olha a chance dos escultores) e fotógrafos expõe seus trabalhos. Salas de cinema virtuais exibem filmes de verdade. (Já imaginou? Um festival de cinema ali dentro? Com entrega de prêmios e tudo mais?) A exposição de trabalhos em 2D pode parecer redundante, afinal, a internet já tem tudo desse campo. Mas o louco do Second Life é que ele reforça a ação do acaso no relacionamento virtual. Na internet, em geral, as pessoas saem pesquisando o perfil uma das outras no Orkut, ou através de blogs, e já entram em contato com o próximo condicionadas por aquilo que acreditam saber dele. No Second Life, não. Você encontra os demais como quem se esbarra na rua com um desconhecido e, sem qualquer razão que não seja a pura cortesia, troca com ele uma idéia. Amizades podem sair daí. Sociedades. Parcerias. “Ei, vai rolar um vernissage agora, vamos?” E vocês saem voando juntos.

Uma das coisas mais interessantes no Second Life é sua semelhança com os sonhos e projeções astrais. Para quem não vê o mundo como eu vejo, isso pode soar como uma grande besteira. Então apenas esqueça tudo o que já ouviu a respeito desses “esoterismos” e entenda: agora você poderá experimentar, em grau menor, o que certos místicos afirmam experimentar, a saber, o relacionamento com pessoas reais num ambiente onde tudo o que é imaginável é também possível. Sim, é virtual, é ilusão, a maya da Maya, mas as pessoas são reais e também as reações delas a suas ações. O sentimento de vergonha existe ali dentro, você se sente embaraçado ao cometer uma gafe em público e há aquela mesma timidez de sempre ao se aproximar duma “mulher bonita” pra puxar conversa. Retorna aqui toda aquela metáfora do mundo da Matrix no tocante a esse mundo real. Tal como num RPG, ou num simulador de vôo, é possível ter experiências ali dentro que nos aprimorem. Não importa se o mundo é feito da mesma matéria dos sonhos ou da mesma matéria dos pixels, os espíritos são os mesmos e não importa o meio que usam para se manifestar. Sem falar que Freud está ali o tempo todo: você pode expressar seus desejos mais recalcados. Daí toda a perversão que também existe no Second Life. Tal como colocou Swedenborg ao falar da vida após a morte, nessa realidade virtual cada qual se encaminha até as regiões com a qual se sente mais afim. Você pode ter ótimos diálogos, aprender outras línguas, ir a saraus de poesia, passar a tarde inteira fazendo compras, procurar um “emprego” ou expor seu trabalho, explorar sozinho ou acompanhado as curiosidades daquele mundo ou simplesmente ficar num inferninho de sexo explícito. Você é quem sabe.

Enfim, há muito o que falar sobre mais esse “fenômeno da internet”. Mas deixarei isso a cargo do meu avatar no sistema, uma mistura daquelas coisas lindas que eu imagino ser com aquelas horríveis que trago em mim, o meu Mister Hyde pessoal.

26/04/2006

Daniela Mercury contra Lula

yuri vieira, 8:26 pm
Filed under: baladas,Cotidiano,Política

E a Daniela Mercury desceu a lenha no Lula, durante show em Portugal:

Com uma alegria electrizante cantou, dançou e levou a plateia ao rubro durante duas horas e meia. No final do espectáculo, em exclusivo ao CM, a baiana reafirmou o que dissera no palco, quando exclamou que os brasileiros devem castigar Lula da Silva.

“Eu sei que estavam na minha frente milhares de brasileiros, que têm direito de votar e eleger. O Brasil precisa de alternância, porque o segundo mandato de cada governação tem sido frustrante. Veja-se o exemplo de Fernando Henrique Cardoso e agora o exercício do poder pelo PT, liderado pelo presidente Lula – que eu nem quero entrar em detalhes. Estamos desapontados com a fragilidade de algumas pessoas que tinham obrigação de dar o exemplo”, disse.

Sem se deter, Daniela Mercury, defendeu ainda a punição dos responsáveis pela situação no seu país: “O Brasil precisa de punir as pessoas pela impunidade que grassa no país, que é prejudicial para a democracia e para o povo brasileiro. Estamos cansados da violência e do exemplo que os políticos dão, desta democracia da corrupção. Realmente, é muito importante que os brasileiros não votem em Lula da Silva, como punição por tudo o que aconteceu nos últimos anos. Não me cansarei de o pedir aos meus conterrâneos, em todos os meus ‘shows’”, explicou.

Fonte: Correio da Manhã.

31/03/2006

Eu sou bobo

yuri vieira, 2:04 pm
Filed under: baladas,memória

Já fiz uma confissão anteriormente, mas não posso deixar de assumir que durante um bom tempo fiz papel de bobo. Eis uma prova, no site da Zuvuya-Rave On, onde apareço com meus trajes costumeiros (o “boné” foi um presente da Hilda Hilst), na EarthDance 2000, em Carrancas-MG. O fotógrafo Dante, meu ex-sócio, também estava por lá. As fotos são da Lisa e do André Ismael.

Ce perdeu um pirulitão, hem…

yuri vieira, 1:15 am
Filed under: Avisos,baladas

…mastiguei ele inteirinho e não deixei nada pra vc. 😎

[Caverna, 31/03, sexta-feira, 21h, “Bêbado Groove” – com Mundo Livre S/A + Grace Carvalho + DJ set Mustang Cor de Sangue.]

Obs.: Mensagem pessoal mais ou menos cifrada, galera.

23/03/2006

Eu curto trance

yuri vieira, 4:28 am
Filed under: baladas,memória,música,Podcast e videos

Já que o Paulo assumiu que é liberal democrata e o Pedro que é flamenguista, eu também assumo: sou raver, eu curto mesmo é trance, psytrance, goatrance et cetera et al. Podem perguntar ao Bruno Tolentino, que também morou lá na Hilda Hilst. Ele ficava louco com os meus CDs. Aliás, fui à minha primeira rave em 1996, em Maresias-SP, quando então conheci e fiz amizade com o DJ Rica Amaral (organizador da XXXperience, na época ainda um odontólogo que implantava diamantes nos dentes das menininhas), sou bróder do DJ Swarup de Brasília, cruzei mil vezes com o sitarista Alberto Marsicano, com o Edgard Scandurra (aliás, já dormimos um ao lado do outro – ele com a namorada dele, eu com a minha, claro – numa casa de praia mutcho loca), sem falar nos meus bróders Dante, que fotografou ene raves, André e Lisa Ismael, da Rave On. De lá pra cá já fui a montes de raves, talvez umas quarenta (umas 30 só entre 96 e 98), o que é pouco se vc distribuir a diferença pelos últimos sete anos. (Na verdade, faz uns dois anos que não vou a uma festa dessas, neguinho perdeu o rumo da brincadeira, a coisa literalmente vulgarizou. Boas raves são essas para 200, 300, no máximo 800 pessoas. Boas eram as raves “secretas”, apenas para os iniciados. Mas ainda voltarei.) Enfim, se para meditar eu ouço Bach, Maller, Sainte-Colombe, Villa-Lobos, Ravi Shankar e Miles, eu só consigo escrever mesmo é com trance, esse som que abre um túnel a partir do terceiro olho, estendendo todo um caminho a ser percorrido em direção ao infinito. Pronto, confessei!

Como amostra, eis uma mixagem que fiz no Audacity de duas músicas que costumo ouvir ao escrever (se não estiver escrevendo, dance, isto não é música de se ouvir parado):

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Sobre raves leia ainda este post.

02/03/2006

Nostradamus na avenida

yuri vieira, 2:58 pm
Filed under: baladas,fotografia,memória

Durante minha infância e pré-adolescência, passei praticamente todos os feriados de carnaval no Rio de Janeiro, na casa dos meus avós paternos. Mas eu nunca ia aos desfiles das escolas de samba. Meu carnaval se limitava às brincadeiras de rua e a fugir do Clóvis, o famigerado bate-bola. Além, é claro, de jogar futebol de botão com meu primo André – ele era sempre Flamengo e eu tinha de me contentar em ser Botafogo (nunca havia São Paulo) – e de comparar gírias e costumes paulistas com os cariocas. Era bom à beça
(Continua…)

18/02/2006

Brincando com fogo

yuri vieira, 4:10 am
Filed under: baladas,cinema,música

Imagine a cena: um sedutor Mestre de Cerimônia de ar andrógino e cabotino sobe no palco duma região distante e – protegido por anjos do inferno que se põem à sua volta – berra à assistência formada por milhares e milhares de pessoas, algumas pra lá de Bagdá, outras pra lá de Psychedelic Land, algumas nuas de corpo, outras de cérebro, berra a toda essa gente que ele, o beiçudo e sexy Mestre de Cerimônicas, morre de simpatias pelo demônio. Qual o resultado? Ora, um sacrifício humano, é óbvio, providenciado por um dos anjos do inferno que ocultava uma oportuna adaga em seu casaco de couro. Toda a cena é real. E o pior: foi devidamente registrada no documentário Gimme Shelter, de 1970.
(Continua…)

05/01/2006

Vamos votar!

yuri vieira, 3:14 pm
Filed under: baladas,Cotidiano,Política

A escola de samba carioca Renascer de Jacarepaguá está preparando um desfile baseado na Divina Comédia de Dante Alighieri. Embora eu não veja lá muita graça em desfiles carnavalescos – em São Paulo conheci gente que tomava ácido ou ecstasy para simular essa “graça” e conseguir desfilar – embora não seja chegado, gostei da idéia: os caras estão promovendo um concurso para escolher os personagens que abraçarão o capeta lá nos quintos do Inferno. Para votar, basta enviar um email para contato@gresrenascer.com.br

Entre outros votei no José Dirceu e no Lula, é claro.

(Dica da Carol GataLôca.)

02/12/2005

Na festa do Digestivo Cultural

yuri vieira, 2:23 pm
Filed under: amigos,baladas,sites


Yuri e Julio
Eu e Julio Daio Borges

Claudinei, Yuri, André, Chun, Ana e Wilson
Claudinei, Yuri, André, Chun, Ana e Wilson

Em Outubro, para variar, juntamente com amigos, fechei (fechamos) o bar, aliás, o Public Pub. Fui com o Sunami Chun (Monkey) e com a Ana Raquel (xará astrológica do Nietzsche, isto é, libra ascendente escorpião) e, lá, reencontrei o Rogério Franco (Editora Price) e conheci, entre outros, o Julio Daio Borges (editor do Digestivo Cultural), os colunistas Fabio Silvestre Cardoso e Guilherme Conte (ambos do mesmo site), o podcaster Ricardo Senise (do 5 a 1) e, claro, os demais colegas de fechamento de pub Claudinei Vieira (escritor), Wilson Neves (ilustrador e programador) – ambos do site Desconcertos – e André Muinhos Pôrto, da locadora de livros e revistas Núcleo Cultural Continental. Ótimas conversas, ótima música, ótimo chope. Sem falar das muitas risadas, especialidade do Wilson.

Longa vida ao Digestivo, que ele continue nos brindando com mais informações e discussões culturais e, claro, com mais chope…

08/09/2005

Raves

yuri vieira, 6:41 am
Filed under: baladas

Recebi o email de um amigo me indagando por que nunca falo sobre raves. Sim, ele sabe que apenas entre 1996 e 1998 fui a mais de trinta festas, uma média de 1,25 por mês. Raves em São Paulo, no litoral norte, na Bahia, em Minas Gerais, na Chapada dos Veadeiros, em Brasília e Goiânia. Sim, altas baladas. Mas não vou simplesmente dizer que ando desiludido com a “cena”, já que agora tudo o que vemos são megaraves infestadas de traficantezinhos e neguinhos travados de tanto a, e, i, o, u… Claro, ainda rolam boas festas aqui e ali, algumas muito bem organizadas. (Pra ser sincero, tenho saudades das private parties com menos de 300 pessoas.) Sim, também é verdade que fiquei um tanto traumatizado depois que uma ex-namorada minha (e também ex do Raul Seixas, imagine), mais velha que eu doze anos, numa rave em São Paulo (não me lembro qual), misturou cerveja com ecstasy e sofreu uma parada cardíaca nos meus braços. Ah, como poderia esquecer? Uma linda manhã de céu muito claro, sol brilhante de inverno, árvores agitadas por uma aragem fria e eu na beira da estrada de terra fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca na minha branco-arroxeada companheira… Foi foda. As pessoas passavam, cochichavam e deviam acreditar que aquele era o casal mais louco e azarado da noite. Talvez tivessem razão. Ao menos ela não morreu e o médico receitou lá seu remédio, proibindo-a de fumar, entre outras coisinhas mais. Isso foi em 1998. (Ainda bem que fiz um curso de socorrismo em 1990.) Nunca mais quis viajar numa dessas festas. Mas também não é por isso que não tenho escrito sobre raves. Qualquer dia contarei causos tais como o dia em que a polícia parou a mim, ao Dante Cruz, ao DJ Rica Amaral (criador da XXXperience) e à sua então namorada, Jennifer Vaz (que foi capa da revista Trip), quando nos encaminhávamos à rave da Arte Cidade, organizada pela Érika Palomino nas ruínas da fábrica Matarazzo. A polícia agiu de forma tão apavorante que fiquei calmíssimo, afinal, estávamos limpos e não devíamos nada a ninguém. Desmontaram o carro do Rica inteirinho, no fundo no fundo, apenas para sacaneá-lo diante da linda namorada. Aliás, o Rica sempre foi o cara mais CDF das raves. Odontólogo por formação, capoeirista de coração, a droga mais forte que ele costuma consumir é xarope de guaraná e água. Existem ravers e ravers… E sobre isto falarei mais em meus contos do LSDeus, para os quais, enfim, estou reservando essas histórias.



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