Blondie – Heart of Glass
Da seção “músicas que marcaram nossa infância”…
Uma pin-up do meu bróder, o artista plástico paulistano Wilson Neves.

Um poema de Alberto Cortez (no vídeo, a primeira voz) e Facundo Cabral (a segunda voz), dois argentinos que deveriam deixar envergonhados todos aqueles que, ao falar da Argentina, só se lembram de Che Guevara e Maradona, esses amantes de Castro. Aliás, o Facundo Cabral, a quem ouço desde 1989, e que é uma espécie de Bob Dylan da América do Sul, aceitou gravar um podcast comigo, hehe. (Algo me diz que só o Ronaldo vai curtir o poeminha…)
Tenho que concordar com o Alex Castro de que se trata do comercial mais sexy de todos os tempos.
O problema de conversar com fotógrafos profissionais pelo MSN é que eles não param de nos enviar fotos. Fica difícil de saber se estão prestando atenção ao que estamos dizendo. O mais chato é que algumas dessas fotos, em formato tif, chegam a ter 20Mb de tamanho!!

Era esse o nome do Projeto do qual fiz parte anos atrás em São Paulo: Solte Sua Imaginação. Na verdade, não foi além de um site que dividi com o fotógrafo Dante Cruz e com o VJ Alexis Anastasiou, tendo cada qual uma página para apresentar suas próprias viagens pessoais. (Hoje é apenas o site do atual estúdio do Dante.) O Dante, obviamente, pretendia incluir mais um monte de artistas, músicos, cineastas, DJs, estilistas e escritores que pudessem dar asas às suas respectivas imaginações, gente que íamos conhecendo nas raves que frequentávamos. Mas o Projeto SSi não foi pra frente. Claro que tudo teria sido muito diferente se fôssemos programadores e não um bando de artistas. Porque, quando me lembro das conversas que eu tinha com o Dante, vejo que a realização de tudo o que ele sonhava então – liberdade, criatividade, interatividade, internacionalismo – se chama hoje Second Life. Ainda não é grande coisa – e para muitos pode não passar de um vício besta e de pura perda de tempo – mas essa tal “SL”, como se costuma dizer ali dentro, já está pirando a cabeça de aproximadamente 1.790.000 pessoas.
(Senhor, não me deixeis errar pelos caminhos perversos da minha imaginação…)
Esta é pelo aniversário do meu bróder, o fotógrafo Dante Cruz.

Karina, minha irmã, apareceu por aqui com o DVD do show-tributo ao George Harrison – Concert for George – no Royal Albert Hall em Londres. Não vou nem falar das bandas que aparecem na segunda parte ou das intervenções do Monty Python durante o intervalo. Quem me enlouqueceu foi a filha do Ravi Shankar, Anoushka Shankar, que além de ser uma sitarista maravilhosa, ainda foi a regente da orquestra indiana ali presente. Foi simplesmente incrível com que graça e delicadeza ela, sem parar de reger, silenciou a platéia que teimou em aplaudir antes do final da peça. A garota é linda. Se vc tiver o celular dela, o MSN, qualquer coisa, por favor…
Minhas irmãs me disseram que ela está com os cabelos sujos. Alguém se importa?


Aproveitando e explicitando a onda (re)introduzida pelo Fiume, voltamos a implorar por maior presença feminina neste blog. Eu nem ia falar nada sobre isso, mas quando me deparei com este ensaio da sempre número um no meu ranking de mulheres lindas Fernanda Lima, não resisti. No Paparazzo.
Chega. Cansei de ser uma mulher bonita e gostosa. Voltarei a ser o escritor macho e tarado por uma mulher bonita e inteligente de sempre. Credo, foi uma experiência quase traumática. Não consegui entrar mais que cinco ou seis dias, com um belíssimo avatar feminino esculpido por mim, no Second Life. (Poxa, o Second Life, lembra? Aquela realidade virtual online com milhares de participantes mundo afora.) A quantidade de zé-manés que abordam as mulheres bonitas e gostosas é tão asfixiante, que até estou com pena da Gisele Bündchen. É horrível, quase um filme de terror: A Volta dos Manés Vivos! Cruzes. Você ali a fazer compras, olhando um vestidinho ou um sapato de salto bem sexy, descontraído, quero dizer, descontraída, e os caras a puxar conversa da forma mais descerebrada do planeta: “How you doing, baby? What a nice body you have! Wanna have some fun?” Só faltava escreverem em suas testas: “I wanna fuck you right now, bitch!” Pior ainda são os brasileiros: “E aí? Que é que vc manda, hem? Pô, maior corpo bonito vc tem, gata. Quer andar no meu helicóptero?” Caramba: “maior corpo bonito vc tem”? Andar de helicóptero num lugar onde as pessoas voam? Neguinho acha que ficar empurrando os brinquedos e passatempos dele pra cima da mulher é algo super sedutor. Que papo mais mané. Só respondi à segunda pergunta — a esse “o que é que vc manda?” — e o mandei catar coquinho. Poxa, e a minha beleza interior cheia de pelos no peito? E o meu interesse barbudo por assuntos filosóficos, artísticos, religiosos e políticos? Isso não vale nada? Ok, ok. Ao me apresentar como uma mulher linda e gostosa, o que eu poderia esperar desse estudo antropológico informal? Atrair um gênio? O Woody Allen? Os gênios costumam ser tímidos e certamente devem morrer de medo de serem rejeitados por uma mulher linda e gostosa, sobretudo se for uma que não tenha nada na cabeça. Imagine que coisa terrível para eles: a beleza a vencer a inteligência! E, se a mulher linda e gostosa for também inteligente, mais fácil será ela dar atenção ao gênio do que o inverso, mas… enfim. O fato é que fiz um avatar tencionando criar a garota “fisicamente” perfeita, a garota dos meus sonhos, e acabei criando a garota dos sonhos de um bando de marmanjos. Logo eu que imaginei ter um gosto diferenciado… Será que não passa pela cabeça dessa gente que pode haver um antropólogo por trás da avatar fêmea? Que moçada mais doida.
A experiência toda me lembrou uma conversa que tive, durante uma rave em São Paulo, com uma amiga, a modelo paulistana Jennifer Vaz, que já enfeitou a capa da revista Trip uma vez. (Sim, as diáfanas “vantagens” de ter sido sócio dum estúdio fotográfico. No fundo é tudo “vaidade, vaidade das vaidades.”) A garota — linda e divertida, uma geminiana — me dizia que as raves estavam se tornando insuportáveis devido à quantidade de cantadas babacas e assédios inconvenientes que vinha sofrendo. E eu lá, dançando ao lado dela, sutilmente demarcando um território que não me pertencia, me sentindo um privilegiado. Exato! Nada mais nada menos que um imbecil disfarçado, um mané, um agente inimigo infiltrado. Sim, é preciso orar e vigiar muito para não cair em armadilhas egóicas desse gênero. Contudo, apenas esta semana fui sentir na minha pele virtual feminina o drama da coisa toda. Como os homens somos chatos e nojentos quando pensamos apenas com a cabeça de baixo! Pobres mulheres lindas… Um inglês, por exemplo, depois de um papo interessante sobre a situação no Iraque — ele contava fatos vividos por amigos pertencentes às tropas inglesas –, passou a botar o pinto para fora cada vez que me reencontrava, como se isso fosse um ato extremamente sedutor. É difícil evitar um comportamento maquiavélico e sádico nesses momentos, usando e abusando de idiotas desse tipo. São muitos os presentes que se pode ganhar de um otário apaixonado, tantos quanto as deusas certamente recebiam em seus altares pagãos. Mas a consciência, mesmo numa realidade virtual, começa a falar mais alto e fica difícil prosseguir com a tortura e a manipulação. Sobretudo quando finalmente aparece um cara legal — do tipo que poderia ser seu amigo no mundo real — e estraga seu disfarce, obrigando a gente a evitá-lo. Só que aí — quem diria? — o cara fica enlouquecido e passa a agir como um babaca qualquer. Fueda, é de dar dó. Em suma, a situação ficou tão apremiante que o único recurso válido foi mesmo o lesbianismo, já que ao menos as mulheres queriam ter comigo uma conversa edificante. Se bem que, pensando melhor, o lesbianismo é que foi o ponto de partida da coisa toda. Sim, foi para conseguir entrar numa área de lésbicas — não duvidaria nada se alguém me dissesse que as lésbicas ali são todas homens no mundo real — foi para entrar ali que uma amiga me aconselhou a criar um avatar mulher. Mas disso eu já falei…
Enfim, o negócio é o seguinte: o poder, seja lá qual for — o poder da força, da beleza, do dinheiro, da inteligência, etc. — traz em si ou uma benção ou um terror. No meu caso, ser uma mulher virtual gatíssima foi muito interessante, uma vez que a beleza abre mil portas (fui convidado a conhecer várias residências e áreas privativas, meu inglês melhorou bastante, um belga teve paciência para ouvir o tatibitate que sobreviveu das minhas aulas de francês e até um alemão quis me ensinar sua língua), mas — puta que o pariu! — há coisa pior nesse mundo do que homens estúpidos? Os piores são aqueles caras sarados, com cem músculos até no dedinho do pé, e apenas vinte palavras no vocabulário. Eu pergunto: de que vale ser um cara marombado num mundo virtual? Mulheres, por favor, me respondam: haverá algo mais broxante do que um cara mais sarado que o Rambo, mas sem um pingo de inteligência, imaginação e senso de humor? Sim, eu sei, a recíproca é verdadeira. Mas estou tratando dos coitados que vinham cantar minha falecida avatar. Com meia dúzia de palavras eu facilmente destruía cada um deles. (Segundo os hindus, além de a vida neste mundo concreto também ser uma ilusão, as batalhas no céu teriam sido travadas com mantras, isto é, com palavras.) E não adianta dizer que eram provavelmente todos moleques. A média de idade no Second Life é de 30 anos! Cada otário! Cheguei ao ponto de virar puta, afinal, se os caras queriam tanto me comer que pelo menos pagassem. Sim, o horror! o horror!, vida de puta, mesmo virtual, é o fim da picada. Um absurdo ter de dizer o que não se quer dizer, gemer quando não se quer gemer, apenas para conseguir uma grana para comprar aquele vestido lindo! Que deprimente! Pobres mulheres lindas, a que riscos e tentações estão submetidas! Que Deus as proteja. Estou morrendo de dozinha de vocês. Se precisarem dum ombro amigo, falem comigo, ok? Muah hahaha!
P.S.: Qualquer dia narrarei as experiências em seus pormenores…

A pedido não direi seu primeiro nome, mas posso dizer que finalmente conheci uma brasileira boa de papo no Second Life: signorina Corleone. Ela é cheia de viagens mirabolantes e, sendo filha de argentinos, me pediu para conversamos apenas em espanhol. Quando comentei que fui convidado a me retirar de uma região porque tratava-se duma área para lésbicas, me disse: “Uê, registra outro nome no site do Second Life, entra como mulher e vai lá”. Tão óbvio… Por que eu não pensara nisso antes? Aliás, já comecei meu laboratório como mulher. Criei uma avatar de forma a me deixar… hmmmm… excitado. Sim, o efeito é devastador. Os homens se jogam aos pés da minha personagem. Muitas mulheres também. (Sou uma mulher linda, inteligente, irônica e fatal, hehe.) Um londrino chegou a se oferecer como professor particular para ajudar a melhorar meu inglês, o que aceitei de pronto. Muito louco estar pela primeira vez “do lado de lá”, do lado da “coisa mais linda que eu já vi passaaaaar”. A beleza feminina, mesmo a virtual, deixa a todos completamente retardados. Tudo bem, eu também fico pasmado frente à beleza real delas, mas me cuidarei mais no mundo do Second Life. Vai saber se a linda garota aí no monitor, lá do outro lado da rede, não tem um peito mais cabeludo que o deste maquiavélico escritor…
Não direi o nome da minha avatar nem mostrarei sua foto porque quero sacanear alguns amigos. Imagine que engraçado se ela seduzisse o Daniel Ahmed, por exemplo, e o fizesse transar virtualmente. Seria a “Brincadeira do Copo II – a Missão”… Rindo, contei meus planos diabólicos à bela signorina Corleone. A figura, mais que depressa, começou a me presentear com alguns vestidos sedutores. Apenas uns três ou quatro, claro, ela não pretende me encontrar por aí usando a mesma roupa. Ganhei um igual ao que ela usa nesta foto no Santuário do Rock. (Continua…)
Uma das maiores dificuldades que um anjo enfrenta – principalmente quando é um anjo caído – são as missões periódicas no Inferno. Sei que preciso orientar essa gente para que eu mesmo volte a ascender. Mas a força da gravidade nesses abismos é muito forte…

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