Arquivo para a categoria "Cotidiano"




30/07/2008

Urbanismo x saúde

rodrigo fiume, 5:17 pm
Filed under: Cotidiano

Interessante. Mostra como questões urbanas podem influenciar diretamente em nossa vida biológica. De fato, hoje os bairros são projetados levando-se em conta mais os automóveis do que os pedestres. Um exemplo claro são os condomínios horizontais.

Da Folha Online:

Estudo diz que bairros antigos estimulam hábitos saudáveis

da Efe, em Washington

Um estudo divulgado pela Universidade de Utah diz que locais antigos podem facilitar o combate à obesidade.

“Os bairros mais antigos foram projetados de tal forma que apresentam opções saudáveis”, disse Barbara Brown, co-autora do estudo. “Nos mais tradicionais, freqüentemente há praças arborizadas, com sombras, pequenos comércios, pontos de ônibus, lugares de trabalho e locais atraentes que estimulam os residentes a caminhar”, acrescentou.

O estudo descobriu que os bairros construídos antes de 1950 oferecem mais possibilidades para caminhar, já que freqüentemente foram projetados tendo em mente os pedestres, enquanto os bairros mais novos, em geral, são moldados pensando no tráfego de automóveis.

Brown é uma psicóloga ambiental e social na Universidade de Utah e seu estudo aparece na edição de setembro da revista “American Journal of Preventive Medicine”.

Os pesquisadores usaram informações do Escritório do Censo e do desenho das ruas, e dados sobre o índice de massa corporal (IMC) de mais de 450 mil adultos que vivem no Condado de Salt Lake, em Utah.

Para Ethan Berke, médico e epidemiologista na Escola de Medicina de Darmouth, esta pesquisa é valiosa, “já que cria a expectativa de que as pessoas caminhem mais, e ocorra um ressurgimento das cidades”.

04/07/2008

Paulo Francis

daniel christino, 9:06 pm
Filed under: Cotidiano,escritores,memória

Nunca fui fã do Paulo Francis. Mas tenho que admitir que o texto abaixo é muito bom.

O marxismo foi, por certo, uma revelação, só comparável ao valor sacrossanto que o cristianismo descobriu na pessoa humana. Mas Marx é o que Merleau-Ponty disse: um clássico. Suas verdades e erros fazem parte de um todo, onde o aplicável e o inaplicável não alteram ou destróem a grandeza geral, mas devem ser vistos à distância, com um detachment brechtiano, e jamais como uma camisa-de-força da nossa realidade, inclusive da ampliação de conhecimento da natureza humana que adquirimos a partir de 1914.

Paulo Francis. Certezas da dúvida. Paz e Terra, 1970. Graças ao Leon Rabelo.

A mentira com cara de ciência

daniel christino, 2:00 am
Filed under: Ciência,Cotidiano,Economia,Política

O governo Lula já fez muita bobagem. Algumas pura anedota, outras namorando o monstro totalitário. Mas nada foi tão idiota e perigoso quanto esconder as projeções de inflação feitas pelo IPEA. A estupidez é muito simples de entender. O IPEA é o órgão oficial do Governo para o levantamento de informações que subsidiam as tomadas de decisão dos gestores públicos. Como diz o site do instituto, sua missão é “produzir e articular conhecimento para o planejamento do desenvolvimento brasileiro”. Logo, esconder informação ou mesmo alterar uma metodologia de cálculo sem a devida justificativa pode destruir a reputação do instituto. E ele, por mais importante que seja, cairá na irrelevância. Não se joga algo assim no lixo por motivos ideológicos ou propagandísticos. É como se o Governo estivesse sabotando a inteligência do país para não ter sua imagem arranhada antes da eleição. FHC fez o mesmo e quase jogou a moeda brasileira no lixo. Mais vergonha na cara, por favor!

02/07/2008

Uma burrice conveniente

diogo, 5:07 am
Filed under: Cotidiano,Política

Nessas discussões que, inevitavelmente, foram causadas pela tal da Lei Seca (11.705 CTB), andei dizendo que sempre me posicionarei contra a uma atitude estatal arrogante do tipo: “Eu sei o que é melhor para sua vida, imbecil!”. Inevitáveis, também, eram os semblantes de incompreensão voltados a mim. Afinal, a questão mais importante naqueles momentos era como voltar para casa depois de uns tragos e outros.

A discussão política no Brasil chegou a um ponto inevitavelmente cretino. Parte da obrigação, por imposição de uma Lei qualquer, de algo que tem probabilidade de estar certo e uma outra, proporcionalmente igual, de estar errado. O mesmo tipo de raciocínio – e discussão – foi proposto à iluminada probabilidade de cura através de pesquisas com células-tronco embrionárias, quando do outro lado havia a possibilidade de estar executando embriões já com vida. É aquela história de punir todos em benefício de um ou dois que, em probabilidade, poderiam ser poupados num acidente de trânsito ou voltar a andar se ainda estiverem vivos daqui a uns quarenta anos.

É claro que as pessoas devem ser responsabilizadas e punidas por guiarem alcoolizadas, colocando em risco a vida alheia. No entanto, assim já é. Quem quer que se envolva num acidente de trânsito ou é pego ao volante embriagado, sofre punições. Mas o que propõe a nova lei em questão é prevenir um acidente com base em probabilidades dele acontecer. E vai além, pretendendo, pelas mesmas razões probabilísticas, prender provisoriamente um potencial causador de acidente.

Além de partir de um raciocínio idiota, juridicamente é uma Lei que não se sustenta. Porque para atestar que alguém está embriagado é necessário produzir provas. E tais provas só podem ser produzidas com o consentimento do possível embriagado. Como a Constituição assegura o direito de não ser obrigado a produzir provas contra si mesmo, estando realmente embriagado, o melhor que se tem a fazer é negar um assopro no bafômetro e questionar a validade da punição.

Entretanto, a questão que se avoluma em meu despretensioso cérebro é quanto ao teor de burrice e estupidez de quem propõe esse tipo de coisa. Convém lembrar aquele pensamento de Joe McCarthy sobre a estupidez ser justa por errar para os dois lados. Porque quando o erro pende só para um lado o que rege é a esperteza.

28/06/2008

O amor nos tempos da Internet

yuri vieira, 5:11 pm
Filed under: Cotidiano,música,Podcast e videos

A banda Dire Straits tem essa música — dos meus tempos adolescentes — que se encaixa perfeitamente ao momento atual: So far away (vide letra mais abaixo). Basta trocar a palavra “telephone” por MSN, Google Talk, email, Skype, Second Life, Orkut, FaceBook, etc. e você verá o quão relevante ela é…

(Siga a bolinha luminosa.)

So far away

Here I am again in this mean old town
And youre so far away from me
And where are you when the sun goes down
Youre so far away from me

So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me

Im tired of being in love and being all alone
When youre so far away from me
Im tired of making out on the telephone
And youre so far away from me

So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me

I get so tired when I have to explain
When youre so far away from me
See you been in the sun and Ive been in the rain
And youre so far away from me

So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me

26/06/2008

Concertos Heineken

daniel christino, 11:29 pm
Filed under: Arte,Cotidiano

Heineken

Clássicos em papel higiênico

yuri vieira, 12:12 am
Filed under: Cotidiano,Imprensa,literatura,Podcast e videos

Eca(sorrindo): “E não é o final dos tempos? O que é o Apocalipse? Não é o Livro da Revelação? As coisas hoje estão se revelando para quem quiser ver — revelando-se em sua inconsistência e mediocridade. Nada mais é feito para durar além do tempo que dura um modismo. Você vê por exemplo essa idéia de editar clássicos da literatura em papéis higiênicos… Nada mais significativo.”

Gazeta Uenebense
: “Mas se não fosse essa idéia eu jamais teria lido Joyce e Maupassant.”

Austris: “E também jamais teria cagado na obra de ambos.”

As declarações acima foram emitidas por Roberto Eca e Mauro Austris — personagens do meu conto “Paralíticos e Desintegrados” — em 1997, ano em que foi escrita A Tragicomédia Acadêmica. Tal como outras previsões malucas encontradas nos contos do mesmo livro, segue-se mais esta, anunciada como grande novidade pelo próprio Jornal Nacional. (Veja no G1.) Se eu cobrasse royalties por invenções desse tipo, estaria bem de vida. (Sim, William Bonner, eu já tinha inventado isso 11 anos atrás.)

23/06/2008

A ciência e sua sombra

daniel christino, 10:06 am
Filed under: Cotidiano

Dentre todos os objetos disponíveis ao escrutínio da razão nenhum é mais interessante do que o próprio homem. Há muito o intelecto humano se diverte com esse movimento de virar-se sobre si mesmo. Somos, neste aspecto, bastante diferentes dos animais. Segundo Rilke, ao contrário de nós, os animais conseguem “vislumbrar o aberto”. Não estão obrigados a olhar sempre sobre o próprio ombro. Não são capazes de perceber sua sombra como um índice de si mesmos.

Dentre os possíveis discursos que escolhemos para falar de nós mesmos dois se destacam. O primeiro encontra-se no domínio das religiões e podemos defini-la, grosso modo, como categoria moral. O Bem e o Mal. Via de regra tal discurso aponta para uma dimensão transcendental da qual é possível colocar a natureza humana sob perspectiva. Seu pressuposto é o de que precisamos ir além do homem para poder pensá-lo. O contrário seria equivalente a “saltar a própria sombra”. O segundo pertence ao âmbito da ciência, e afirma ser possível compreender o homem a partir da própria condição humana, isto é, como ele se dá enquanto fenômeno material e finito, sem o auxílio de uma perspectiva transcendental de tipo religioso. Segundo esta vertente supor que esteja aberto ao homem uma perspectiva não humana é simplesmente absurdo. Ao homem só é possível o que está dentro dos limites de sua humanidade. Ambos são, como dizia Cassirer, “construções simbólicas”, derivadas da capacidade de enunciação da nossa linguagem e, neste aspecto, limitados por ela.

A ferramenta teórico-epistemológica que o discurso cientí­fico desenvolveu para pensar o problema do homem e sua sombra foi a dúvida. Obviamente não meramente a dúvida hiberbólica cartesiana, embora esta esteja, de fato, no centro da questão, mas a dúvida metodológica, integrada às próprias condições de exercício do discurso científico. Isto se dá porque ciência é método e não a confiança cega no método. Este é um erro que se comete amiúde, pensar a ciência como se fosse uma crença na verdade ou na capacidade do homem de encontrar uma verdade universal racionalmente justificável. Este valor ideológico do Iluminismo não sobreviveu ao próprio desenvolvimento científico, em última análise. A razão tornou-se muito mais humilde em sua busca pela verdade e abraçou, em seu método, a incompletude e o raciocínio aproximativo. Quem melhor exemplificou este frescor intelectual e esta dinâmica epistemológica foi Richard Feynman. Numa conferência em 1966 ele elabora esta posição metodológica numa fórmula genial: “Science is the belief in the ignorance of the experts”.

Obviamente cada ramo científico determina suas condições de verdade, mas elas não são mais universais e absolutas e têm validade provisória. O que, entretanto, dispara o processo de superação ou substituição destas condições de verdade é a dúvida, ou melhor, as consequências rigorosas do fato de que se pode duvidar, desde que metodologicamente embasado, das próprias condições de verdade de um determinado campo ou subcampo científico. O importante é perceber que a historicidade do conhecimento científico não significa uma relativização de seus princípios fundamentais, mas um aprofundamento. Eis aí a ciência diante de sua sombra.

22/06/2008

Viver está ficando perigoso demais…

daniel christino, 2:54 pm
Filed under: Ciência,Cotidiano,especulativas,memória

Quando eu era menino o final de junho geralmente significava duas coisas muito boas: festa junina e férias. As férias, por sua vez, desdobravam-se em vários subtemas (futebol, viagens, brincadeiras de rua, etc.). Dentre estes, o mais desejado e esperado era soltar raia (ou pipa, dependendo do modelo aerodinâmico em questão).

A expressão em si já é deliciosa. “Soltar raia”. Soltar. Deixar ir, liberar. Não eram tanto os constructos de papel e taboca, mas nós mesmos que nos liberávamos na brincadeira. Sujos, soltos e barulhentos corríamos pelas ruas do setor Fama.

A logística da brincadeira era a seguinte: acordávamos lá pelas nove horas da manhã e começávamos a juntar as peças. Papel impermeável, linha, taboca (apanhada às margens do Anicuns ou do Capim Puba), cola, vidro (lâmpadas fluorescentes ou, quando não dava, garrafas de vidro transparente) e plástico para as rabiolas. Depois do almoço nos dividíamos. Um grupo construía a raia ou pipa e outro preparava o cerol.

Fazer o cerol era mais uma questão de força e persistência do que talento. Com uma barra de ferro amassávamos incansavelmente o vidro numa lata de óleo de soja até que não sobrasse nada além de um pó fino – tão parecido com açúcar refinado que o irmão mais novo de um dos moleques adoçou um copo de leite com ele, felizmente tomou apenas um gole antes de perceber que o pó não era nada doce. O cerol era então misturado com cola tenaz e um pouco de água. Aí vinha a parte onde era necessária alguma habilidade. A mistura era feita na palma da mão e aplicada na linha (10) esticada entre dois postes. Era importante dar entre dois ou três “toques” para que a camada de cerol não ficasse muito grossa, dificultando o manejo da raia durante uma “guerra”. O número de toques variava de acordo com a composição do cerol. Eu era bom nisso, apesar de ser uma negação em engenharia de pipas. Meu amigo Gláucio era um construtor muito mais habilidoso.

(Continua…)

20/06/2008

Bolsa: melhor do que pensava

yuri vieira, 7:30 pm
Filed under: Cotidiano,Economia,sites

Eu comecei no InvestidorVirtual.com dia 17 de Maio. De lá pra cá, já tive um prejuízo de R$ 4.518,00, ou seja, de 4,5%. Entrei com R$ 100.000,00. Já estava achando que não sou um bom surfista dos gráficos da bolsa de valores, mas hoje li esta notícia:

* Perda da Bolsa em junho é a maior desde abril de 2004 iG Ultimo Segundo – 20/06/2008, 19:01
Se junho encerrasse hoje, as perdas acumuladas pela Bolsa de Valores de São Paulo no mês seriam as maiores desde abril de 2004. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registra queda de 10,99% em junho até o pregão desta sexta-feira (que foi encerrado com declínio de 2,97%).

Enfim, entrei no mercado justamente quando se iniciaria o mês de maior baixa desde Abril de 2004. E detalhe: minha perda não foi de 10,99%, mas apenas de 4,5%, o que significa que me agarrei com unhas e dentes e não fui pior que a IBOVESPA como um todo.

Um dia, eu chego lá. 🙂

Morre o Visconde de Sabugosa

daniel christino, 1:20 pm
Filed under: Arte,Cotidiano,memória,Mídia

Se você tem mais de 35 anos provavelmente assistiu, lá pelo meio da década de 80, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo, série de TV inspirada na obra de Monteiro Lobato. Se você, além disso, era um garoto meio nerd apaixonado por tecnologia, ciência e filosofia, seu personagem preferido deve ter sido, certamente, o Visconde de Sabugosa (além, é claro, do Pedrinho, dotado de uma inteligência pragmática realmente genial).

Mas o Visconde era uma enciclopédia de erudição. Inspirado na elite científica britânica (Royal Academy) formava o par oposto com a boneca Emília, fruto da intuição pura. Eu adorava o Visconde pelo seu porte nobre, um tanto didático e professoral (para um moleque de 5ª série, perfeito) e pelo modo como acessava os problemas de modo analítico e racional. Visconde de Sabugosa foi o primeiro intelectual que conheci.

Crianças geralmente confundem ator e personagem e comigo não foi diferente. Quando, mais tarde, decidiram mudar o ator perdi o entusiasmo com a série. Estava crescendo, também. Minha memória afetiva, entretanto, plasmou a figura do personagem em André Valli. Para mim não há outro Visconde, apenas aquele feito pelo André. O original.

Diz a matéria do G1 que ele foi diagnosticado com câncer há apenas um mês. Como teria reagido Visconde? Teria procurado informações na enciclopédia, analisado a situação e partido em mais uma aventura, agora em busca de uma salvação? Como reagiu o ator? Não sei. Deve ter sido difícil. Quem dera pudéssemos apanhar uma outra espiga de milho e devolver-lhe, num passe de mágica deliciosamente anticientífico, a vida. Descance em paz, Visconde/André. As sementes que Lobato lhe colocou na boca – e para as quais você foi forma e adubo – ainda estão a germinar por aqui. Num vasto milharal…

02/06/2008

O ataque do clone

yuri vieira, 4:39 pm
Filed under: Avisos,Cotidiano,internet

Dia desses recebi um pedido estranho via Orkut: uma leitora do meu blog queria meu telefone para confirmar se eu era eu mesmo. “Como assim?”, perguntei, “é claro que eu sou eu”. Sim, algo estranho devia estar acontecendo, mas eu tive de especular com ela um pouco mais para entender o estranho pedido. Na minha vaidade, já que ela era uma garota bonita, pensei que se tratava de algum tipo de cantada, mas, na verdade, a coisa era mais bizarra: ela vinha conversando no MSN com um sujeito que dizia ser eu. Ou melhor: ele nunca usava meu nome, mas apenas minhas experiências, meus relatos e minhas idéias. Parece que tudo começou numa conversa sobre Hilda Hilst em algum bate-papo UOL, conversa essa que continuou no Second Life, e o cara, segundo consta, dizia ter morado com a escritora na Casa do Sol, tal como eu morei, e vinha utilizando informações retiradas — segundo a garota pôde descobrir ao pesquisar no Google — do meu blog, dos meus textos, podcasts e assim por diante. (Impressionante como o assunto “Hilda Hilst” atrai gente maluca…) Ou seja: esse cara deve ser uma espécie de fã número 1 (vide o filme Uma Louca Obsessão), um psicopata que sabe tudo sobre mim e tenta me usar para se dar bem por aí. E o pior de tudo é que, segundo ela, a voz dele até se parece com a minha e, na webcam, tem o mesmo tipo físico. (Se bem que, no momento, não estou usando cavanhaque e ele, sim — mas eu postei fotos de cavanhaque no Orkut faz pouco tempo…) Enfim, esse não é meu primeiro “clone” a aparecer por aí — eu tinha sósias até na Universidade, e meus colegas costumavam me zoar por isso –, mas este é o primeiro a não apenas se parecer comigo mas a também querer se fazer passar por mim. A coisa acabou assim: enviei meu telefone para a figura e ela me telefonou no momento em que conversava com o cara na webcam do MSN. (Na ocasisão, eu estava no Glória cercado de gente, enquanto ele estava num quarto silencioso.) E, assim, ela o desmascarou.

Sempre soube dos riscos de se abrir a própria vida na internet e nos livros, mas essa situação me deixou bastante apreensivo. Imagine se nego comete algum crime enquanto se faz passar por mim! Tá louco. Se bem que a idéia daria uma boa história policial…

E já que você deve acompanhar meu blog, caro clone, fique sabendo que já estou a par de suas atividades. Cuidado!

Sobre o mundo cintilante

diogo, 5:00 am
Filed under: Cotidiano

É interessante ver quem defende a liberação das pesquisas com as células-tronco como uma vitória da racionalidade. É mesmo muito racional jogar a vida em potência no lixo para celebrar a pesquisa também em potência. Porque se não há definição para o que é e quando se inicia a vida, se é algo polissêmico, a pesquisa, que busca curas também em potência, não é nada diferente. Fuzzy por fuzzy, é preferível saber antes se para promover curas é preciso cometer assassinatos.

Mas a questão nem é saber o que estamos dispostos a fazer em busca de curas em potência. Mas o quanto estamos dispostos a discutir as coisas sem falsificações. O apelo cientivista de que tais pesquisas levarão à cura de doenças – sem informar que a cura pode não ser encontrada – inunda o debate com um fanatismo cretino e alheio à razão. Além disso, a única coisa que essa empáfia cientivista iluminou foi a cabeça de megalômanos para a instituição de regimes totalitários e homicidas (o socialismo científico de Marx e o nazismo da raça superior), além de consensos equivocados, tratamentos inúteis e dietas que não levam a nada.

A coisa é importante demais para ser relegada a um simples embate entre Ciência e Religião.

21/05/2008

O Governo Britânico e os OVNIs

yuri vieira, 3:31 am
Filed under: Cotidiano,extraordinárias,Política

Não, não é um link para o site da revista Planeta ou quejandos. É o site do National Archives, o órgão oficial britânico responsável por guardar e preservar todos os documentos do governo. Eles agora abriram os arquivos oficiais sobre o avistamento de OVNIs nesses últimos anos.

Pronto. Isto é pelo meu pai, que adora o assunto, e pela Hilda Hilst, que também adorava.

06/05/2008

Joss Stone – “Son of a Preacher Man”

yuri vieira, 6:05 pm
Filed under: colírio,música,Podcast e videos

Oh, my God!!!

02/05/2008

Carta a uma jovem suicida

yuri vieira, 7:53 pm
Filed under: Cotidiano,este blog,interiores,Religião,Umbigo

O texto que virá mais abaixo é minha resposta ao seguinte comentário:

A new comment on the post #3306 “Amigos suicidas” is waiting for your approval:

Author : Jane (IP: 189.94.67.32 , 189.94.67.32)
E-mail : minina_jane@[XXXXXXX]
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Comment:
Há alguns dias, me acometi de uma tristeza imensa…
Domingo dia 27 de abril eu resolvi, me vi com minha família completa e quis levar aquela imagem feliz, tomei uns anti-depressivos muito fortes, ouvindo uns flash backs, com copos e mais copos de um bom vinho, me senti leve e fui adormecendo e achei que seria o fim, em minhas mãos só escrevi tudo em letras maíusculas, pedindo PERDÃO a meus pais, na tarde do dia seguinte, me vi em um hospiral com minha mãe com o mesmo sorriso que creio eu que tenha sido o mesmo ao qual ela me viu pela primeira vez, hoje me sinto melhor, estou na minha casa meu pai reagiu de uma forma calma, só que não sei se ainda tenho certeza que vou continuar com minha vida !!!

Carta a uma jovem suicida

Cara Jane, eu tenho andado com uma preguiça de rachar o chão tanto no que se refere a escrever neste blog quanto a responder a comentários em geral e a provocações bobas de listas de discussão. Mas este seu comentário no blog — assimilado junto com o café forte que acabo de fazer — me causou um sentimento de urgência pungente. Talvez eu até precise dar uma pausa para ir ao banheiro, entende?, mas… enfim. Você está realmente pensando em se matar? Quer mesmo tentar de novo? Bom, tenho então algumas coisas a lhe dizer:
(Continua…)



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