Arquivo para a categoria "Economia"




14/11/2008

Change?

diogo, 5:04 pm
Filed under: Economia,Política

É exatamente isto que representa a mudança de Obama. Mudança para mais intervenção estatal, mais centralização de poder. Este é o verdadeiro socialismo do século XXI, não aquela coisa amadora do Chávez.

E, na realidade, é o governo federal – mais do que qualquer coisa – quem nos divide de acordo com raça, classe, religião e gênero. O governo, através de seus impostos progressivos, de suas regulamentações restritivas, de seus subsídios corporativos, de suas cotas raciais e de seus programas assistencialistas, possui um papel essencial em determinar quem irá ser bem sucedido e quem irá fracassar em nossa sociedade. Essa “benevolência” governamental desestimula completamente a genuína boa vontade entre os homens, pois acaba institucionalizando uma espécie de pensamento grupal em que um grupo sempre desconfia de que os outros grupos estão recebendo uma fatia maior da pilhagem governamental. Nada mais danoso para a solidariedade e para a caridade voluntária.

13/11/2008

A previsão de Peter Schiff

yuri vieira, 9:45 pm
Filed under: Cotidiano,Economia,Imprensa,Podcast e videos,Política

Em 2006, Peter Schiff previu a crise econômica atual e os demais comentaristas riram dele. E riram muito. Na Fox News (via Lew Rockwell):

Peter Schiff: It’s not wealth that’s increased in the last few years. We haven’t increased our productive capacity. All that’s increased is the paper values of our stocks and real estate. But that’s not real wealth… When you see the stock market come down and the real estate bubble burst all that phony wealth is gonna evaporate and all that’s going to be left is all the debt we’ve accumulated to foreigners. (August 28, 2006)

31/10/2008

Pinocchio Hussein Obama

diogo, 11:46 pm
Filed under: Economia,Política

Dinheiro de quem?

diogo, 2:15 pm
Filed under: Economia

“Não vou aceitar a tese de conservadores que acham que é preciso diminuir os gastos do Estado. Não vamos diminuir, porque todos aqueles que, na década de 80 e 90, diziam que o Estado não podia ser forte, que atrapalhava, que gastava demais, na hora em que o sistema entra em crise, quem vai salvá-lo é o Estado que eles diziam que não prestava para nada”, Lula na 28ª Cúpula Ibero-americana antes de ir ao encontro do operador do El Paredón, Raul Castro.

Vejam lá: uma crise econômica causada por políticos que gera lucros apenas para… políticos. Interessante como Lula, assim como todos os burocratas estatais, parece nunca saber de onde vem o dinheiro do Estado, com o qual se pretende salvar o sistema.

28/10/2008

Goiânia, campeã mundial

yuri vieira, 5:22 pm
Filed under: Cotidiano,Economia,Imprensa,Política

Da revista Isto É Dinheiro:

Brasil tem as cidades mais desiguais

O relatório “Estado das Cidades no Mundo 2008/2009”, divulgado na semana passada pela Agência das Nações Unidas para a Habitação, apresentou dados alarmantes referentes ao Brasil. Segundo o estudo, as cidades brasileiras têm hoje as maiores desigualdades de distribuição de renda no mundo. Pior ainda: Goiânia (GO) é a campeã mundial, seguida de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e São Paulo. Acompanhe a seguir os principais dados da pesquisa.

• As Nações Unidas utilizam o coeficiente Gini, indicador que mede a concentração de renda de um país e que aponta desigualdade maior à medida que se aproxima do número 1. No ranking, Goiânia obteve Gini 0,65, o maior do mundo. Segundo a ONU, a linha de alerta começa em 0,4.

29% da população urbana do Brasil vive em favelas. Entre as cidades brasileiras, o Rio de Janeiro é a recordista, com índice de 40%. Na América Latina, 27% da população habita moradias consideradas inadequadas.

• Metade da população mundial vive atualmente em cidades. Em 2040, esse índice pode chegar a 70%.

São Paulo é a quarta megacidade do planeta, com 18,8 milhões de habitantes. Projeções da ONU indicam que a capital paulista será a segunda maior cidade do mundo em no máximo 20 anos.

• O inchaço das grandes cidades aumenta os riscos ambientais. Se nada for feito, a ONU atribui 58 mil mortes prematuras por ano à poluição do ar nas áreas urbanas da América Latina.

Tenho feito a minha parte

yuri vieira, 2:49 am
Filed under: Cotidiano,Economia,Humor

Recebi o texto abaixo do Pedro Novaes, que, como quase todo mundo neste blog, anda com preguiça de publicar. (É a vida. E blog não enche a barriga de ninguém, só dá é dor de cabeça, principalmente quando o Daniel resolve comentar no seu post.) Enfim, é uma suposta declaração do analista de investimentos e empresário, Marc Faber (minha tradução segue logo abaixo):

…Investment analyst and entrepreneur Dr. Marc Faber concluded his monthly bulletin (June 2008) with the Following:

”The federal government is sending each of us a $600 rebate. If we spend that money at Wal-Mart, the money goes to China . If we spend it on gasoline it goes to the Arabs. If we buy a computer it will go to India . If we purchase fruit and vegetables it will go to Mexico, Honduras and Guatemala . If we purchase a good car it will go to Germany . If we purchase useless crap it will go to Taiwan and none of it will help the American economy. The only way to keep that money here at home is to spend it on prostitutes and beer, since these are the only products still produced in US. I’ve been doing my part.”

[Tradução: O governo federal está enviando a cada um de nós um abatimento de U$600. Se nós gastarmos esse dinheiro no Wal-Mart, o dinheiro irá à China. Se o gastarmos em gasolina, irá para os árabes. Se comprarmos um computador, irá até a Índia. Se adquirirmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se adquirirmos um bom carro, ele irá para a Alemanha. Se adquirirmos porcarias inúteis, ele irá a Taiwan e nada desse dinheiro ajudará a economia Americana. A única maneira de manter esse dinheiro aqui em casa é gastá-lo com prostitutas e cerveja, uma vez que são esses os únicos produtos ainda produzidos nos EUA. Eu tenho feito a minha parte.]

16/10/2008

Lula x ricos

rodrigo fiume, 1:58 pm
Filed under: Economia,Política

Até que eu apoio isso. A hora é boa pra criticar os grandes… Ele já tinha feito isso na ONU.

Da Bloomberg:

Brazil’s Lula Says Rich Countries to Blame for Financial Crisis

By Bibhudatta Pradhan

Oct. 15 (Bloomberg) — Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said emerging markets have become victims of a global financial crisis that has been caused by rich nations.

“It’s unacceptable that we will pay for the irresponsibility of speculators that transformed the world into a gigantic casino and at the same time they give us lessons on how we should govern our countries,” Lula said in New Delhi today. “We are the victims of a financial crisis generated by the rich countries.”

Lula spoke at a summit of leaders from Brazil, India and South Africa that concluded in New Delhi today. (Continua…)

12/10/2008

Falta de sorte.

daniel christino, 11:48 pm
Filed under: Economia,especulativas

O jogador de roleta não terá dúvida alguma em reconhecer que está jogando, mas já o mesmo não sucederá com o corretor de valores. Este último sustentará que a compra e venda ao sabor das altas e baixas da Bolsa fazem parte das coisas sérias da vida, ou pelo menos da vida dos negócios, e constitui uma função econômica da sociedade. Em ambos os casos o fator operante é a esperança do lucro. Mas, enquanto no primeiro caso o caráter puramente fortuito da coisa é geralmente reconhecido (não obstante todos os “sistemas”); no segundo, o jogador ilude-se a si mesmo com a idéia de que é capaz de prever a tendência futura do mercado. Seja como for, é ínfima a diferença de mentalidade entre ambos os casos.

Johan Huizinga, historiador e filósofo holandês, em 1938.

10/10/2008

The game is over

yuri vieira, 5:07 am
Filed under: Cotidiano,Economia,Política

Do José Nivaldo Cordeiro:

(…) Eu me pergunto o que acontecerá politicamente nos Estados Unidos quando essa imensa classe média, que vivia ricamente, sem trabalhar, comprando e vendendo ações de seu computador pessoal, instalado em sua poltrona, descobrir que a brincadeira acabou. The game is over. Quando ela, a classe média, descobrir que seu imóvel não vale nada, que não tem comprador para ele, mas a sua hipoteca continua valendo. Essa gente vai entrar em desespero e toda vez que a classe média entra em desespero temos o caminho semeado para as tentações totalitárias. Nada de bom acontece quando a classe média se desespera e ela só pode escapar ao desespero quando os demagogos são desacreditados e os verdadeiros líderes assumem o comando da situação. A democracia só poderá sobreviver sob a liderança de gente moralmente superior. Onde estão esses líderes? Onde estão os homens egrégios? Não os vejo, vejo apenas demagogos falar à multidão. (…)

19/09/2008

E a crise financeira mundial?

daniel christino, 6:33 pm
Filed under: Economia,especulativas

Um ótimo artigo do Financial Times sobre a crise americana e mundial. Obviamente é idiota a tese marxista chinfrim de que o “capitalismo” está em crise, contudo ninguém pode mais diminuir a importância do Estado na regulação da economia. Se o governo conservador foi obrigado a intervir, mesmo agindo sob a cartilha do Estado mínimo, significa que o debate vai muito além da ideologia. O Cláudio, do Gustibus, para variar, organizou um check-list muito bom sobre o problema.

04/07/2008

A mentira com cara de ciência

daniel christino, 2:00 am
Filed under: Ciência,Cotidiano,Economia,Política

O governo Lula já fez muita bobagem. Algumas pura anedota, outras namorando o monstro totalitário. Mas nada foi tão idiota e perigoso quanto esconder as projeções de inflação feitas pelo IPEA. A estupidez é muito simples de entender. O IPEA é o órgão oficial do Governo para o levantamento de informações que subsidiam as tomadas de decisão dos gestores públicos. Como diz o site do instituto, sua missão é “produzir e articular conhecimento para o planejamento do desenvolvimento brasileiro”. Logo, esconder informação ou mesmo alterar uma metodologia de cálculo sem a devida justificativa pode destruir a reputação do instituto. E ele, por mais importante que seja, cairá na irrelevância. Não se joga algo assim no lixo por motivos ideológicos ou propagandísticos. É como se o Governo estivesse sabotando a inteligência do país para não ter sua imagem arranhada antes da eleição. FHC fez o mesmo e quase jogou a moeda brasileira no lixo. Mais vergonha na cara, por favor!

20/06/2008

Bolsa: melhor do que pensava

yuri vieira, 7:30 pm
Filed under: Cotidiano,Economia,sites

Eu comecei no InvestidorVirtual.com dia 17 de Maio. De lá pra cá, já tive um prejuízo de R$ 4.518,00, ou seja, de 4,5%. Entrei com R$ 100.000,00. Já estava achando que não sou um bom surfista dos gráficos da bolsa de valores, mas hoje li esta notícia:

* Perda da Bolsa em junho é a maior desde abril de 2004 iG Ultimo Segundo – 20/06/2008, 19:01
Se junho encerrasse hoje, as perdas acumuladas pela Bolsa de Valores de São Paulo no mês seriam as maiores desde abril de 2004. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registra queda de 10,99% em junho até o pregão desta sexta-feira (que foi encerrado com declínio de 2,97%).

Enfim, entrei no mercado justamente quando se iniciaria o mês de maior baixa desde Abril de 2004. E detalhe: minha perda não foi de 10,99%, mas apenas de 4,5%, o que significa que me agarrei com unhas e dentes e não fui pior que a IBOVESPA como um todo.

Um dia, eu chego lá. 🙂

21/04/2008

Tempos para Otimismo ou Pessimismo

pedro novaes, 8:32 pm
Filed under: Economia,Imprensa,meio ambiente,tecnologia

Você acha que os tempos são para otimismo ou pessimismo? Eu sinceramente não sei.

Por um lado, discordo do catastrofismo ambientalista por achá-lo iminentemente imobilizador e calcado num deletério idealismo que, no limite, nos proíbe de viver hoje. Por outro, por mais liberal em termos econômicos que me considere, não compartilho a fé cega da economia clássica na inovação tecnológica. Parece-me evidente que há limites físicos reais ao crescimento, não apenas num futuro distante.

Pela sua importância, traduzi o ótimo artigo abaixo do economista Paul Krugman, publicado no New York Times de hoje. Sua pergunta básica é a de se a atual alta nos preços das matérias-primas refletem especulação, descompasso temporário entre oferta e demanda ou se efetivamente significam que estamos atingindo limites planetários.

Se preferir ler o artigo em inglês, clique aqui.

Sem planeta para explorar

PAUL KRUGMAN

Há nove anos atrás, a The Economist estampava uma grande história sobre o petróleo, então à venda a 10 dólares o barril. A revista avisava que isso poderia não durar. Diferentemente, sugeria que o petróleo poderia muito bem cair para cinco dólares o barril.

De qualquer maneira, a The Economist asseverava que o mundo se encontrava diante “da perspectiva de petróleo abundante e barato no futuro visível”.

Na semana passada, o petróleo atingiu 117 dólares.

Não é somente o petróleo que contradiz a complacência de poucos anos atrás. Os preços dos alimentos também dispararam, assim como os preços dos metais básicos. A escalada global nos preços de commodities faz renascer uma questão de que já não se ouvia muito falar desde os anos 70: estoques limitados de recursos naturais representarão um obstáculo para o futuro crescimento econômico mundial?

A forma pela qual se responde a esta pergunta depende essencialmente daquilo que se acredita estar impulsionando o aumento nos preços das matérias-primas. Falando de forma ampla, há três visões rivais.

A primeira é a de que se trata basicamente de especulação: investidores, em busca de altos retornos numa época de taxas de juros baixas, correram para os mercados futuros de commodities, levando para cima os preços. Segundo esta visão, em algum momento a bolha estourará e os altos preços das matérias-primas seguirão o caminho da Pets.com*.

A segunda visão é a de que os altos preços das matérias-primas têm de fato uma base em fundamentos econômicos, sobretudo a demanda rapidamente crescente dos chineses que agora comem carne e dirigem carros, mas que, com o tempo, perfuraremos mais poços, plantaremos mais hectares e a oferta maior puxará novamente os preços para baixo.

A terceira visão é a de que a era de matérias-primas baratas realmente chegou ao fim: estamos ficando sem petróleo, sem terras para a expansão da produção de alimentos e, de modo geral, sem uma planeta para explorar.

Eu me encontro em algum lugar entre a segunda e a terceira visão.

Há algumas pessoas muito inteligentes, George Soros entre elas, que crêem estarmos vivenciando uma bolha de commodities (apesar de o Sr.Soros dizer que a bolha ainda está em sua “fase de crescimento”). Meu problema em relação a esta visão é o seguinte: como estão os estoques?

Normalmente, a especulação impulsiona os preços das commodities por meio da formação de estoques camuflados. Não há, entretanto, qualquer sinal de estocagem camuflada de recursos nas estatísticas: os inventários de alimentos e metais estão próximos de seus pontos mais baixos na história, ao passo em que os inventários de petróleo estão absolutamente normais.

O melhor argumento para a segunda visão, a de que o momento crítico para as matérias primas é real, porém temporário, é a forte semelhança entre o que vemos agora e a crise das matérias primas nos anos 70.

O que os americanos mais se lembram a respeito dos anos 70 são os preços crescentes do petróleo e as filas nos postos de gasolina. Houve também, entretanto, uma severa crise alimentar global, que gerou bastante angústia nas filas dos caixas de supermercados – lembro-me de 1974, como o ano do Hamburger Helper** – e, muito mais importante, ajudou a provocar fomes devastadoras em países mais pobres.

Em retrospecto, o boom das commodities entre 1972 e 1975 foi provavelmente resultado de um rápido crescimento econômico mundial, superando a oferta, somado aos efeitos de um clima ruim e do conflito no Oriente Médio. Por fim, a má sorte acabou, novas terras passaram a ser cultivadas, novas fontes de petróleo foram descobertas no Golfo do México e no Mar do Norte, e as matérias-primas se baratearam novamente.

As coisas podem ser diferentes desta vez, entretanto: a preocupação em relação ao que poderia acontecer quando uma economia em constante crescimento força os limites de uma planeta finito soam mais reais hoje que nos ano 70.

Uma das razões para tanto: não creio que o crescimento chinês venha a diminuir de forma significativa em breve. Isso representa uma enorme diferença em relação ao que se passou nos anos 70, quando o crescimento no Japão e na Europa, as economias emergentes da época, declinou, retirando com isso muito da pressão que pairava sobre as matérias primas do planeta.

Neste meio tempo, as matérias-primas estão cada vez mais difíceis de encontrar. Grandes descobertas de petróleo são hoje poucas e cada vez mais espaçadas entre si. Nos últimos anos, a produção de petróleo a partir de fontes novas mal superou o decréscimo da produção nas fontes já estabelecidas.

E o clima ruim afetando a produção agrícola desta vez começa a parecer mais fundamental e permanente que o El Niño e a La Niña, que quebraram safras 35 anos atrás. A Austrália, em particular, se encontra agora no décimo ano de uma seca que se parece cada dia mais com uma manifestação de longo prazo de mudanças climáticas.

Suponha que realmente estejamos nos confrontando com limites globais. O que isso significa?

Mesmo que se revele que de fato estamos passando pelo ápice da produção de petróleo, isso não quer dizer que um dia iremos dizer “Oh, meu Deus? Acabou o petróleo!” e assistir ao colapso da civilização rumo a uma anarquia ao estilo Mad Max.

Mas os países ricos enfrentarão pressões constantes sobre suas economias oriundas de preços crescentes de matérias-primas, tornando mais difícil elevar os padrões de vida. E alguns países pobres se verão vivendo perigosamente próximos da borda do abismo ou cairão nele.

Não olhe agora, mas pode ser que os bons tempos tenham acabado de acabar.

*A Pets.com foi uma empresa online símbolo da bolha especulativa em torno das ações de empresas da Internet no final da década de 1990.
**Marca de comida semi-pronta nos EUA.

UPDATE: uma tradução do artigo acima foi publicada em 22/04/08 na Folha de S. Paulo (para assinantes UOL/Folha).

23/02/2008

Ibama investe em recuperação de área devastada

daniel christino, 8:21 am
Filed under: Economia,meio ambiente,Política

Não sei porque todo esse mafuá em relação aos gastos do Ibama via Siafi. Eu acho normal. Vejam a matéria abaixo, direto do Popular

Depois dos cartões corporativos, agora é o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) que pode estar sendo utilizado para gastos irregulares de recursos públicos. O POPULAR apurou que a Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Goiás gastou pelo menos R$ 23,39 mil com serviços de uma clínica de estética entre 2005 e 2007. O próprio Ibama e o Ministério Público Federal (MPF), que já estão investigando o suposto desvio, acreditam que o rombo pode ser ainda maior.

Os pagamentos, segundo as investigações, seriam efetuados de forma irregular pelo Siafi, camuflados juntamente com outras transferências de valores referentes a despesas regulares do órgão, como pagamento de conta telefônica. O Ibama teria detectado a suposta irregularidade no último dia 15, após ser questionado por um jornal carioca sobre despesas com a empresa Angela Karina Centro de Estética Ltda. As informações estavam no Portal da Transparência, que publica os gastos do governo federal.

Segundo a prestação de contas do instituto, em 2005 foram gastos R$ 3.837,42 com o centro de estética. Em 2006 foram R$ 9.523,87 e em 2007, R$ 10.038,64. A discriminação dos supostos serviços prestados pela empresa, segundo publicado no Portal da Transparência, indicam gastos com “locação de mão-de-obra”, “material de consumo” e “outros serviços”. A clínica, que fica no Setor Marista, segundo funcionários, oferece tratamentos estéticos como limpeza de pele, maquiagem definitiva, peeling, hidratação, drenagem linfática e banho de lua.

Ora, toda área devastada merece investimento para sua recuperação.

29/01/2008

Andando em círculos

daniel christino, 3:07 am
Filed under: Cotidiano,Economia,meio ambiente

Um dos grandes acontecimentos na administração pública de Goiânia, este ano, seria o edital para nova concessão do transporte público da capital. Depois de quase 40 anos sem licitação, novas empresas teriam oportunidade de morder um bolo de mais ou menos 30 milhões de reais mensais, gerados pela demanda por transporte. Mas parece que o dinheiro é pouco. Leio no Popular que ninguém novo apareceu para concorrer com as empresas já estabelecidas na cidade. Ou seja, fica tudo mais ou menos como está. A cidade foi dividida em 5 lotes (o primeiro é o eixo anhanguera, e ele não está incluído na licitação) e apenas 4 empresas fizeram propostas: HP, Reunidas, Rápido Araguaia, Cootego.

A matéria afirma que as regras do novo edital mudaram e que as empresas deverão realizar investimentos em torno de 660 milhões. Não creio. O transporte coletivo da cidade é muito ruim exatamente porque é uma concessão na qual as empresas dividem um bolo sem concorrer entre si. E, além disso, esta licitação vale para os próximos 20 anos. Se até agora estas empresas se mostraram tão sensíveis às necessidades da população quanto um inquisidor medieval diante de um herege, não é porque está escrito em algum lugar que haverá investimento que o investimento virá; e se vier, só Deus sabe em que velocidade e priorizando quais áreas. Será que a CMTC realmente acredita que mordernizar um edital significa colocar mais um milhão de exigências burocráticas sem mexer no modelo de mercado implícito nele?

O problema do transporte é o grande problema desta capital e um dos maiores de qualquer cidade no futuro. Um trasporte coletivo moderno, eficiente é essencial para as pretensões de qualidade de vida de quem mora aqui. E, pelo visto, o futuro de quem anda de carro ou ônibus nesta cidade continuará encurralado em grandes terminais, número insuficiente de ônibus, tarifas altas (será a primeira coisa a sofrer reajuste, logo depois da validação do processo), trânsito caótico – por causa do excesso de carros de passeio, afinal quem vai confiar num transporte deste tipo e deixar seu conforto na garagem? – e na cupidez estúpida de um Estado ineficiente. Talvez a gente consiga, lá frente, morder o próprio rabo. Merecemos.

03/01/2008

Capitalismo 3.0

pedro novaes, 6:00 pm
Filed under: Economia,literatura,livros,meio ambiente

Barnes

Resenha do José Eli da Veiga, publicada em O Valor desta quinta, do livro Capitalism 3.0, de Peter Barnes.

A necessidade de criar uma ‘versão 3.0’
Por José Eli da Veiga, para o Valor, de São Paulo
03/01/2008

“Capitalism 3.0 – A Guide to Reclaiming the Commons” – Peter Barnes
Berrett-Koehler Publishers, Inc., R$ 48,77. Com versão eletrônica gratuita em http://www.onthecommons.org

É raro que um livro abra com duas sentenças tão reveladoras de sua mensagem: “Sou um empresário. Creio que a sociedade deve premiar toda e qualquer ação lucrativa que tenha êxito”. Mas são afirmativas que jamais haveriam rendido texto tão estimulante se não tivessem entrado em colisão frontal com outra profunda convicção do autor: “Sei que atividades lucrativas têm insanos efeitos colaterais: poluição, lixo, desigualdade, ansiedade, e pesadíssima confusão sobre o propósito da vida.”

Para complicar, o conhecimento histórico também já o havia convencido que governos – por mais representativos que possam ser – se já não cuidam direito dos interesses dos cidadãos, muito menos podem ser capazes de proteger os interesses de gerações futuras. Principalmente porque tendem a dar muito mais importância aos interesses das corporações privadas. Um problema que na democracia capitalista é sistêmico, segundo Peter Barnes, autor do livro “Capitalism 3.0 – A Guide to Reclaiming the Commons”. (Continua…)



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