Já ia me esquecendo: hoje faz um ano desde o lançamento do curta-metragem ESPELHO, que já foi assistido mais de 7000 vezes no You Tube e é, dentre 16900 vídeos, o segundo resultado quando se busca “curta-metragem” no mesmo site. (A versão legendada em inglês foi vista 1293 vezes.)
Obrigado a todos os que estão ajudando a bombar o filme.
A banda Dire Straits tem essa música — dos meus tempos adolescentes — que se encaixa perfeitamente ao momento atual: So far away (vide letra mais abaixo). Basta trocar a palavra “telephone” por MSN, Google Talk, email, Skype, Second Life, Orkut, FaceBook, etc. e você verá o quão relevante ela é…
(Siga a bolinha luminosa.)
So far away
Here I am again in this mean old town
And youre so far away from me
And where are you when the sun goes down
Youre so far away from me
So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me
Im tired of being in love and being all alone
When youre so far away from me
Im tired of making out on the telephone
And youre so far away from me
So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me
I get so tired when I have to explain
When youre so far away from me
See you been in the sun and Ive been in the rain
And youre so far away from me
So far away from me
So far I just cant see
So far away from me
Youre so far away from me
Eca(sorrindo): “E não é o final dos tempos? O que é o Apocalipse? Não é o Livro da Revelação? As coisas hoje estão se revelando para quem quiser ver — revelando-se em sua inconsistência e mediocridade. Nada mais é feito para durar além do tempo que dura um modismo. Você vê por exemplo essa idéia de editar clássicos da literatura em papéis higiênicos… Nada mais significativo.”
Gazeta Uenebense: “Mas se não fosse essa idéia eu jamais teria lido Joyce e Maupassant.”
Austris: “E também jamais teria cagado na obra de ambos.”
As declarações acima foram emitidas por Roberto Eca e Mauro Austris — personagens do meu conto “Paralíticos e Desintegrados” — em 1997, ano em que foi escrita A Tragicomédia Acadêmica. Tal como outras previsões malucas encontradas nos contos do mesmo livro, segue-se mais esta, anunciada como grande novidade pelo próprio Jornal Nacional. (Veja no G1.) Se eu cobrasse royalties por invenções desse tipo, estaria bem de vida. (Sim, William Bonner, eu já tinha inventado isso 11 anos atrás.)
Parece um título da Jane Austen. Mas acho que se aplica a este vídeo aqui, o qual só não é mais engraçado porque já conhecia o drama real do coitado do apresentador.
Não havia divulgado este vídeo aqui porque ainda quero fazer alguns retoques no áudio, mas, vá lá, já que está no You Tube, por que não colocá-lo n’O Garganta também?
(Bom, sugiro a leitura prévia do texto que incluí na página do You Tube referente ao próprio. Nele você entenderá por que o “efeito espelho” se anula na Internet, além de outros detalhes, incluindo a ficha técnica, participação em festivais, etc.)
Este é um vídeo do músico Pato Banton na casa do ativista religioso Eliyahu McLean, que costuma reunir representantes das mais diversas crenças em Jerusalém. Dedico-o ao irmão Bruno Costa que insiste em fazer comentários bobinhos neste blog…
Li meu segundo livro desse ganhador do Nobel de 1978, a coletânea de contos “Um amigo de Kafka”. Simplesmente nota dez! Isaac Bashevis Singer é uma prova de que talento, humor, imaginação e religiosidade podem se fundir num mesmo autor e mexer fundo com nossa cabeça. A genialidade desse cara, sublinhada por uma tensão dialética entre fé e despudor, deixaria o judeu “esclarecido” Woody Allen morrendo de inveja. Veja o que ele diz, em poucas palavras, durante seu discurso ao receber o Nobel, sobre o porquê de insistir em escrever numa língua quase morta, o iídiche.