Arquivo para a categoria "Política"




16/03/2007

Como lidar com o Islã

yuri vieira, 3:32 pm
Filed under: escritores,livros,Política,Religião

Do capítulo que trata de São Tomás de Aquino, em Estudos de Idéias Políticas, de Eric Voegelin:

“O intelecto pode errar mas consegue alcançar verdades como a existência de Deus, deixando para a fé revelada verdades inacessíveis à razão, tais como o carácter trinitário da divindade. Este dinamismo teórico separa as esferas da teologia natural e sobrenatural. A esfera sobrenatural está removida do debate intelectual e pertence à revelação e às decisões dogmáticas da Igreja. A parte natural fica livre para ser integrada num sistema de conhecimento humano sob a autoridade da razão. Esta magnífica harmonização de fé e razão influenciou decisivamente o destino da ciência no mundo ocidental.

(…)

S.Tomás pertence a uma Ordem mendicante que louva o esforço missionário e pregador. Mas o seu Cristo não é apenas para os pobres em espírito e em bens; é um Cristo que expande o Seu reino através da propaganda intelectual. A Summa Contra Gentiles foi escrita para que as missões dominicanas em Espanha enfrentassem a influência intelectual muçulmana. Tomás afirma no Proemium que é possível argumentar com os Judeus com base no Antigo Testamento, e com heréticos com base no novo Testamento; com os maometanos, contudo, é preciso apelar à autoridade do intelecto, tal como os pagãos nos estádios da lei segundo S. Paulo. E o intelecto que produz resultados cristãos torna-se o instrumento da propaganda inter-civilizacional, fundando a pretensão que a civilização ocidental é racionalmente obrigatória para a humanidade. Tal pretensão sobreviveu à perda de conexão com a espiritualidade cristã e tornou-se agressiva na Idade da razão secular. As raízes da dinâmica internacional da civilização ocidental residem no tomismo cuja força duradoura resulta da harmonia das operações intelectuais com a espiritualidade Cristã. Quando se esquecem estas raízes, perde validade a pretensão de validade da razão autónoma e a razão fica enigmática. E sempre que declina o ímpeto Cristão do intelecto, a revolta contra a razão clama insensatamente por uma nova espiritualidade qualquer.

Não há outra forma de lidar com o Islã, haja vista que, como já dizia o Leon Eliachar, o homem sempre explode antes que a bomba. (Incluindo o homem-bomba, vale acrescentar.)

14/03/2007

A medida das promessas

yuri vieira, 12:52 pm
Filed under: escritores,extraordinárias,livros,Política

Michel de Montaigne, homem público em Bordéus:

(…) Quem não me quiser ser devedor da ordem e da doce tranqüilidade que acompanharam minha gestão, pelo menos não me poderá negar a parte que nelas me cabe por temperamento. Por natureza tanto amo a felicidade quanto a sabedoria, e prefiro dever meus êxitos à graça de Deus a devê-los à intromissão de minha vontade. Já disse bastante de minha incapacidade para os negócios públicos; há pior porém: essa incapacidade não me desagrada e não procuro curar-me dela. Tampouco me satisfiz a mim mesmo com o desempenho desse cargo, porém cheguei mais ou menos ao que me propusera, tendo ido mesmo além do que prometera; pois em geral prometo menos do que posso e espero cumprir. Tenho para mim que não deixei nem ofensas nem ódios; quanto a deixar saudades, foi coisa a que não aspirei demasiado. (…)

Ensaios, Livro III, Cap. 10: Do controle da vontade.

Morra de vergonha, Lula.

Chavinho

yuri vieira, 9:54 am
Filed under: Imprensa,Política

O Estadão é muito carinhoso com o Hugo Chávez

12/03/2007

A camisinha e a Igreja Católica

daniel christino, 5:06 pm
Filed under: Cotidiano,Educação,Humor,Política,Religião

Pois é. O Governo Federal resolveu distribuir camisinhas nas escolas e os mais apressadinhos aproveitaram a grita geral dos conservadores (moralmente falando) para atacar a Igreja Católica por ainda ser contra a camisinha. Ela tem seus motivos, imagino. O melhor deles, entretanto, está neste vídeo do Monty Phython. Veja se não é uma contribuição bastante seminal para o debate.

DAD:
There are Jews in the world.
There are Buddhists.
There are Hindus and Mormons, and then
There are those that follow Mohammed, but
I’ve never been one of them.

I’m a Roman Catholic,
And have been since before I was born,
And the one thing they say about Catholics is:
They’ll take you as soon as you’re warm.

You don’t have to be a six-footer.
You don’t have to have a great brain.
You don’t have to have any clothes on. You’re
A Catholic the moment Dad came,

Because

Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.

CHILDREN:
Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.

GIRL:
Let the heathen spill theirs
On the dusty ground.
God shall make them pay for
Each sperm that can’t be found.

CHILDREN:
Every sperm is wanted.
Every sperm is good.
Every sperm is needed
In your neighbourhood.

MUM:
Hindu, Taoist, Mormon,
Spill theirs just anywhere,
But God loves those who treat their
Semen with more care.

MEN:
Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
WOMEN:
If a sperm is wasted,…
CHILDREN:
…God get quite irate.

PRIEST:
Every sperm is sacred.
BRIDE and GROOM:
Every sperm is good.
NANNIES:
Every sperm is needed…
CARDINALS:
…In your neighbourhood!

CHILDREN:
Every sperm is useful.
Every sperm is fine.
FUNERAL CORTEGE:
God needs everybody’s.
MOURNER #1:
Mine!
MOURNER #2:
And mine!
CORPSE:
And mine!

NUN:
Let the Pagan spill theirs
O’er mountain, hill, and plain.
HOLY STATUES:
God shall strike them down for
Each sperm that’s spilt in vain.

EVERYONE:
Every sperm is sacred.
Every sperm is good.
Every sperm is needed
In your neighbourhood.

Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite iraaaaaate!

Consolo federal

yuri vieira, 12:16 pm
Filed under: Política,sites

Via Olavo:

(…) a coerência petista na busca da democracia sexual é ainda mais profunda do que eu poderia ter imaginado.

Se você duvida, faça o seguinte experimento. Dá um pouco de trabalho mas é tremendamente elucidativo. Primeiro, vá ao seu computador e abra a página oficial da Presidência da República. Chegando la, clique no link “Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres”. Vai dar nesta página. Agora clique em “Links”, depois em “Governo Federal e Mulheres”, aí em “Mulheres” e por fim em “Grupo Transas do Corpo”. Pronto: você chegou ao site da loja de produtos eróticos Erosmania. Não tema: o estabelecimento deve ser confiável, já que o link vale como recomendação oficial. O produto em destaque na página chama-se “Anal Slim Jim”. É – quem diria? — um pênis de borracha cor-de-rosa, com vibrador, de uns quinze centímetros de comprimento por dois e meio de largura. Não sei se a esta altura o emprego de instrumento tão útil já se disseminou entre os altos escalões da República, mas imagino que o sr. Presidente da República e seus ministros não seriam levianos ao ponto de pregar uma coisa e fazer outra. Não digo que o empreguem necessariamente em si próprios – isso é uma questão de preferência pessoal na qual não desejo interferir –, mas sempre haverá em torno pessoas amigas interessadas em beneficiar-se da oportunidade democraticamente oferecida a todos, ou todas, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Em caso de dificuldade no manejo do equipamento, a loja sugere o apelo ao lubrificante “Lubrigel Intimus”. Para maior esclarecimento, os visitantes da página poderão também adquirir ali filmes educativos como “O Estuprador de Coroas” e alguns de interesse médico, como “A Síndrome do Furor Uterino”. (…)

09/03/2007

Fatos e Política

pedro novaes, 9:52 am
Filed under: internet,Mídia,Política,sites

A Factcheck.org é uma organização independente, sem fins lucrativos e sem vínculo com partidos ou empresas, cujo objetivo é reduzir o nível de “confusão e decepção” na política americana, através da checagem da acurácia factual de afirmações públicas feitas por atores políticos importantes em discursos, declarações, peças publicitárias, na mídia, etc.

Um dos fundadores é a professora Kathleen Jamieson, da Annenberg School for Communication, na Universidade da Pensilvânia, uma das mais conhecidas pesquisadoras da relação entre comunicação e política, com diversos livros publicados na área, como “Everything You Think You Know About Politics…and Why You’re Wrong (Basic Books, 2000)” e “Spiral of Cynicism: Press and Public Good (Oxford, 1997).

Dando um pulo no site da Factcheck podem ser lidas esta semana, por exemplo, a análise e críticas a anúncios televisivos veiculados pela MoveOn.org, uma das maiores ONGs de ação política do mundo de filiação esquerdista. Entre os últimos tópicos está também a checagem factual do discurso de Bush sobre o Iraque em janeiro.

Faria bem à nossa democracia capenga uma instituição semelhante, sobretudo diante da negativa clivagem e do ódio ideológico insuflados pela alopração petista e pelos níveis estratosféricos de cinismo e cara de pau de nossos políticos de todos os matizes.

07/03/2007

10 anos sem Paulo Francis

yuri vieira, 11:34 pm
Filed under: escritores,Imprensa,literatura,Política

O Digestivo Cultural vem publicando uma série de artigos sobre Paulo Francis, que morreu a 4 de Fevereiro de 1997. (A Hilda Hilst morreu a 4 de Fevereiro de 2004.) Eu o admirava muito, li um de seus livros e acompanhei por anos suas colunas. Sua presença no Manhattan Connection era impagável. Mas eu só quero mesmo ressaltar estes dois trechos extraídos de textos dele:

“Tudo menos o Lula. Se um dia ele virar presidente vai haver uma guerra civil. O PT é o maior atraso de vida que já houve na política. Durante anos fiz vista grossa às implausibilidades e desconversas da esquerda. A melhor propaganda anticomunista é deixar os comunistas falarem.”

“Para encontrarmos rivais e superiores a Machado [de Assis] temos que ler os russos, alguns franceses e ingleses, estes do século 19 e Proust. É isso aí. Mas o mistério supremo, que Susan e Victor desconhecem, é como o autor do soporífero Helena escreveu Dom Casmurro e Memórias Póstumas. Se há alguma biografia crítica que explique, desconheço. Claro, se Machado fosse americano, sairia uma biografia “definitiva” sobre ele por ano, milhares de ensaios de todos os tipos. Imaginem, um mulato, casado com uma branca, que se fingia de branco, que ‘brownosed’ alguém para ser funcionário público. Tenho até a quase certeza de que o veredito seria contra ele, pelas modas bocós da época do asno, que é como chamarei o advento de Lula. Afinal, Machado rejeitou sua cor e tinha 50 anos, diz Susan, quando foi proclamada a emancipação. Seu Machado, onde está o orgulho negro, o poder negro? É facílimo compará-lo a Flaubert ou a Turguenev (melhor do que). E ninguém mais europeizado do que Machado, sua obra é uma recusa só do que seria chamado Terceiro Mundo e suas tolices e pretensões. E, no entanto, é o nosso maior escritor com exceção de Euclides da Cunha, que é de primeiro time. E Euclides era também modernizador. Falando nisso, a bichinha, aquela, Almodóvar, disse que Gabriel García Márquez não é cinemático. Nunca tinha pensado nisso e agora que penso, concordo. Machado também não é, acho como Proust.”

O hippie reacionário

yuri vieira, 4:46 pm
Filed under: cinema,Cotidiano,livros,Política,Religião

Eu sempre dou muita risada ao ver o Erik Cartman, o gordinho do South Park, xingando alguém de hippie. (Isso sempre me lembra uma ex-namorada que, ao passear por feiras de artesanato, costumava reclamar: “ai, que cheiro de hippie”.) O que eu nunca imaginei é que alguém chegaria um dia a me chamar – sim, a mim, limpinho e cheiroso – de “hippie reacionário”. Pois é, isso rolou.

Como roteirista, fui apresentado a uma figura que pretende dirigir uma adaptação livre para cinema do Fausto, de Goethe. Conversamos por algum tempo sobre o livro e, ao tratarmos do final, ela me deixou claro que não quer nada semelhante a uma “redenção” do protagonista, que o cara tem é de se foder de modo absoluto, como na “vida real”. “Então não é Fausto”, eu disse. E ela me respondeu que, “como marxista”, não acredita nessas bobagens tipo “redenção”, “culpa cristã”, “alma imortal”, “pecado” e coisas do gênero. Eu ri, claro. E discordei. Pra quê… Iniciou-se um daqueles debates infrutíferos, nos quais falamos com as paredes. (Imagino que isso tem a ver com a mania dos dirigentes marxistas de acabar com as discussões no paredão.) Coletivo pra lá, indivíduo pra cá, eternidade pra cá, História pra lá e assim por diante. Eu a compreendia, juro, mas a recíproca não parecia verdadeira – ela estava indignada! A figura, para completar, ainda é professora voluntária de literatura num acampamento do MST, onde, apesar da eterna desconfiança que os sem-terra mantêm para com pessoas de fora do movimento, e a despeito das “origens burguesas” dela, esforçam-se por aceitá-la. E ela entoava isso como se o fato de ter nascido numa família classe-média fosse… um pecado! Ficou muito claro que, em meio deles, ela se vê tão deslocada quanto uma menina pobre entre as patricinhas de Beverly Hills. E, tal como essa hipotética menina, “sabe” que a culpa dessa, digamos, ausência de comunhão é apenas dela, uma mera aprendiz de revolucionária que se põe feliz como um cachorrinho cada vez que um camponês (isto é, um pobre! um proletário! um membro real do povo!) lhe dá atenção. Mas o mais incrível mesmo era vê-la defender aquela gente que, em vista de seu próprio depoimento, jamais colocaria a mão no fogo por uma “burguesa”. Afinal, ela faz parte da classe injusta e eles, da classe dos justos, uma turma que, antes das sete da manhã, se reune para berrar slogans revolucionários e dar gritos de guerra. (Segundo o documentário do João Salles, até o Lula ficou amedrontado ao presenciar isso.)

Conversa vai, conversa vem, insisti num final com a redenção de Fausto. Ela achava isso “ultrapassado” (!!), como se algo que dependesse da eternidade fosse condicionado pelo tempo. Mas explicar isto era inútil. “Ora”, repliquei, “até o Pulp Fiction do moderníssimo Tarantino, um filme de 1994, tem redenção e, de lá pra cá, ainda não conseguiram, nem mesmo o próprio Tarantino, rodar uma tragicomédia que fosse além desta, tanto em forma quanto em conteúdo”. E passei a descrever o início da conversão de Jules, capanga do Marsellus, que acreditava piamente não ter sido baleado graças a um milagre divino. E entrei, pois, a discorrer sobre fé, demostrando que a redenção de Jules foi comprovada por sua atitude corajosa e ponderada na parte final do filme.

Ela arregalou os olhos: “Yuri, você é um dos caras mais loucos que já conheci!”

“Ah, é? E por quê?”

“Cara, você é um hippie reacionário!!”

“Um hippie reacionário?!”, e desatei a rir. “Como assim?”

“Bom, segundo me disseram, você não tem onde cair morto, tá desempregado, não é mais empresário, vive de bicos “artístico-culturais”, seu pai é aposentado (ou seja, não é rico), você não tem diploma, nem sequer tem dinheiro pra ir ao cinema e tomar um chope… Você é praticamente um hippie, cara! Só que cheio de idéias anti-progressistas, conservadoras, capitalistas, liberais, religiosas, enfim, um autêntico reacionário.”

De fato, diante dela, eu era um escândalo a abalar sua fé marxista. Como era possível existir alguém cujas idéias e princípios não representavam a ideologia de sua suposta classe social? Se ela estivesse em meu lugar, certamente já teria se mudado para um acampamento do MST. Ela me encarava embasbacada. Não conseguia engolir o fato de que, se eu estava na merda financeira, isto se dava simplesmente por incapacidade e incompetência minhas – aliadas, é claro, à rapinagem e corrupção estatais (meu estúdio quebrou por ação da “máfia dos fiscais” de São Paulo) – e não por culpa dos “ianques”, dos “capitalistas exploradores” e dos “banqueiros bandidos”. Já eu não parava de pensar que “hippie reacionário” teria sido um ótimo nome para este blog…

06/03/2007

Nelson Piquet e Lula

yuri vieira, 8:02 am
Filed under: Esportes,Humor,Podcast e videos,Política

Em criança, curti muito o Nelson Piquet. Acabada a corrida de F1, costumava correr até a rua com meu carrinho de rolimã. Também achava ótimo quando ele ganhava o famigerado Troféu Limão, que premiava a língua mais ferina dentre os pilotos. Língua esta que se tornou lendária e que continua – graças a Deus – em plena atividade. Ano passado, durante uma homenagem do Capacete de Ouro às famílias de corredores, o apresentador Otávio Mesquita perguntou a Pedro Piquet, filho caçula e piloto de kart, se seu pai ainda falava muito palavrão.

“Ah, ele fala na frente da TV, quando o Lula tá falando.”

Via True Outspeak:

03/03/2007

Brizola e a TV Globo

pedro novaes, 11:12 am
Filed under: Mídia,Podcast e videos,Política

Inesquecível e antológico, o direito de resposta obtido na Justiça por Leonel Brizola contra a Rede Globo. Hilário o Cid Moreira, com sua voz de agente de funerária, lendo o texto desancando a Globo e Roberto Marinho.

Via LLL e Pensar Enlouquece.

El Loro Cubano

pedro novaes, 9:43 am
Filed under: Humor,Política

Essa veio de lá:

En Cuba, un niño regresa de la escuela a su casa, cansado y hambriento y le pregunta a su mamá:

– Mamá, ¿que hay de comer?

– Nada, mi hijo.

El niño mira hacia el loro que tienen y pregunta:

– Mamá, ¿por qué no loro con arroz?

– No hay arroz.

– ¿Y loro al horno?

– No hay gas.

– ¿Y loro en la parrilla eléctrica?

– No hay electricidad.

– ¿Y loro frito?

– No hay aceite.

El loro contentísimo gritaba:

“¡¡¡VIVA FIDEL!!! ¡¡¡VIVA FIDEL!!!”

O botão predileto dos socialistas

yuri vieira, 8:08 am
Filed under: Cotidiano,Política,Second Life

Já participei de dois debates filosóficos no Second Life – organizados pelos grupos History and Moral Philosophy e Verum’s Place – que me demonstraram claramente qual é o melhor argumento dos socialistas: o botão mute (mudo).

Num dos encontros, uma norte-americana, após palestrar sobre as maravilhas do marxismo, convidou os assistentes para um debate. Como os demais demoraram a se manifestar, fui pedindo desculpas pelo meu inglês de Tarzã e iniciei uma tentativa razoavelmente bem sucedida de refutar dois ou três pontos apresentados por ela como se axiomas consagrados fossem. Quando passei a criticar seu papo furado sobre a famigerada exploração – segundo ela totalmente indissociável do capitalismo – quis saber de onde eu estava tirando essas idéias foolish. Disse que de von Böhm-Bawerk. Pra quê… Começou a me pôr mil rótulos absurdos – neoliberal, fascista, fundamentalista de direita, etc. – sem querer ouvir mais nenhum dos meus argumentos. Chegou a dizer que von Böhm-Bawerk e von Mises não passavam de austríacos nazistas. (!) Neste momento, um norueguês tomou minhas dores e, mesmo se dizendo de esquerda, explanou com um inglês muito mais claro que o meu quais eram as críticas da escola austríaca de economia ao marxismo.

Claro que, após o debate, minha pulsão diplomática de ascendente em libra tentou entabular uma conversa mais informal com a palestrante. (Ela era bonitinha.) Cliquei, pois, sobre o avatar dela e selecionei IM, isto é, o Instant Messenger, através do qual é possível manter com alguém uma conversa privada ainda que diante de outras pessoas. E ela: “I’m sorry, Yuri, vou colocar vc na minha lista de ‘Mudos'”, e, pressionando o botão mute, me tornou incomunicável. Bom, ao menos para com ela. Pensei que o caso fosse um acontecimento extraordinário. Até ri. Contudo, dias depois, após um debate no Verum’s Place – no mesmo local em que ocorreu o caso do Homem Biscoito de Gengibre – resolvi conversar com uma figura de Hamburgo, uma que fazia parte do grupo Socialist Party. Queria apenas saber por que ela acreditava no socialismo. (Para quem não sabe, o socialismo é no mínimo uma crença.) Ela disse que era o único sistema que poderia trazer o bem ao planeta. Perguntei então o que ela acharia se o Partido Nazista fosse ressuscitado na Alemanha. Respondeu que seria o horror, uma vez que foram responsáveis, afora as mortes em batalhas, pelo extermínio de seis milhões de judeus.

“Logo”, eu disse, “um membro atual de um hipotético Novo Partido Nazista seria cúmplice moral dessas mortes”. “Sim”, ela concordou. “E por que”, tornei, “não é você uma cúmplice do assassinato sistemático de mais de cem milhões de pessoas pelos países socialistas no século XX?”, e citei a União Soviética e seus Gulags, a China, Pol Pot, Castro, etc., etc. Disse ela: “Yuri, I will ‘mute’ you”. E me silenciou. Comentei no chat aberto, para que ela e os demais circunstantes ouvissem: aposto que se vocês socialistas dispusessem desse botãozinho na “First Life”, iriam utilizá-lo a torto e a direito, nem precisariam de tantas prisões políticas! E ela então desapareceu. Provavelmente se teletransportou para alguma reunião do grupo Hell’s Worshipers, do qual também fazia parte…

Ma che futebol que nada!

yuri vieira, 3:47 am
Filed under: escritores,Política,Religião

Futebol?! Eu prefiro é acompanhar o arremedo de debate entre o Rodrigo Constantino e o Olavo de Carvalho. (Já comentei sobre um dos gols aqui.) Arremedo porque, bem, um dos lados não quer assumir a disputa. (Tá parecendo um jogo entre a Seleção do Penta e, sei lá, o Coritiba em fuga.) Na verdade, eu prefiro não dar palpites, ando muito relapso para me meter numa confa dessas. Se o Olavo é fodão e o Rodrigo, fodinha, eu sou um fonada. Vou ficar é assistindo. (Claro, vão dizer que sou torcedor descarado de um deles. Bom, sou socrático, eu torço é pela verdade e pela tríade bom-belo-justo. Quem está com elas? Ora, aquele que acompanhar a polêmica com a tranquilidade e atenção necessárias terá a resposta. E, se for para escolher um time, escolho o Urântia, time com o qual nenhum dos dois se identifica. Alguém conhece?)

25/02/2007

CONTRA a anistia de José Dirceu

yuri vieira, 1:29 am
Filed under: Política

Esta petição contém um manifesto do povo brasileiro CONTRA a concessão de qualquer tipo de anistia, perdão ou remissão para a pena de suspensão de direitos políticos aplicada a José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro chefe da Casa Civil durante quase todo o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-deputado federal pelo PT de São Paulo. (…)”

O polêmico aquecimento global II

yuri vieira, 12:50 am
Filed under: Ciência,Imprensa,meio ambiente,Política

Há uma variável que nunca vejo ser levada em conta nas equações catastróficas, via imprensa, do famigerado aquecimento global: o aquecimento do próprio Sol. Segundo Richard Willson (pesquisador da Columbia University e do NASA’s Goddard Institute for Space Studies), o aumento da temperatura solar contribuiu com algo entre 10 e 30% do aquecimento global registrado apenas entre 1980 e 2002. E, segundo consta, isso vem ocorrendo desde antes do início do século XX. Aí eu me pergunto: qual a conexão entre o comportamento humano e o estado do nosso Sol? O que ficaremos proibidos de fazer para evitar o incremento da atividade solar? Que artigos o futuro Governo Mundial terá em sua Constituição para nos acusar de “acaloradores” da nossa estrela? Porque esse negócio de plantar um bosquezinho de sequóias a cada peido de metano que dermos não irá adiantar muito não. No fundo, imagino que a burrice e a maldade tenham sim algo a ver com a atividade do Sol. Ele deve ficar muito irritado ao iluminar o que se passa por aqui. Se isso for verdade, creo que ya nos jodimos todos. Só com a eleição do Lula várias explosões solares de grande magnitude devem ter ocorrido. Sem contar as burradas de todos os demais políticos e líderes da Terra, seus gurus e seus financiadores. E as minhas burradas. E as suas.

Espero que o tal Jan Val Elan esteja certo…

(Este é um post para reforçar o anterior.)

23/02/2007

Submissão

yuri vieira, 3:41 pm
Filed under: cinema,Podcast e videos,Política,Religião

Este curta-metragem, que denuncia a opressão sofrida pela mulher sob o islamismo – com roteiro da deputada liberal holandesa Ayaan Hirsi Ali, de origem somali e ameaçada de morte -, custou a vida do cineasta Theo van Gogh.



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