27/05/2002

As Cartas de Lewis

yuri vieira (SSi), 12:34 am
Filed under: escritores,Religião
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Seguem as cartas do escritor C.S. Lewis prometidas na nota anterior. (Em ingrêis, mano.)

The following letters by C. S. Lewis were written to Sheldon Vanauken, who ultimately wrote the best-selling book A Severe Mercy. Mr. Vanauken asked Lewis for the right to use the letters in his booklet “Encounter with Light,” and Lewis gave permission. Mr. Vanauken subsequently put the letters in the public domain.
(Continua…)

26/05/2002

C.S.Lewis e Tolkien

yuri vieira, 10:30 pm
Filed under: escritores,Religião
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Seguem os textos que prometi ao P. Paiva sobre o escritor C. S. Lewis, que foi professor em Oxford na mesma época que Tolkien, de quem ele foi amigo. O primeiro é um excerto da biografia dele, Lewis – em espanhol, desculpe – onde há a interessante informação de que Tolkien foi imprescindível para sua conversão ao cristianismo. (Pelo jeito é necessária muita imaginação – uma imaginação tolkiana – para acreditar que Deus experimentou a vida como “filho do homem”, como filho da humanidade. Mas, olhe lá, não pense que estou condicionando a fé à imaginação, pelo amor de Deus. Esta está muito aquém daquela.) Já os textos seguintes – em ingrêis – são cartas do Lewis a um outro escritor, tratando – digamos assim – do lugar da fé e da razão em nossa vida.
(Continua…)

24/05/2002

Quem nasceu primeiro: Deus ou o homem?

yuri vieira (SSi), 10:42 pm
Filed under: especulativas,Religião
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Um leitor — que assina com o adorável pseudônimo de “Clô Aka” — me escreveu a respeito do texto Neste Natal, Solte Sua Imaginação, afirmando que, apesar de ser fã de literatura fantástica, acha uma sandice acreditar que o universo possa ter uma organização tão “humana” quanto aquele ali descrito. Ora, podemos dizer que essa questão não é senão uma espécie de antinomia, um antagonismo entre duas posições igualmente defensáveis: uma primeira afirmando que nós, ou melhor, nossa “humanidade” é que é semelhante à Divindade; outra que, como a do Clô Aka, acredita que essa suposta Divindade, com que tantos “desperdiçam sua fé”, é que é criada por nós à imagem e semelhança de nossas próprias imperfeições. Enquanto não houver provas concludentes para qualquer dos lados, o negócio é soltar a imaginação. Alguns preferem achar que o universo se parece mais a uma grande máquina que a um de nós, pobres mortais, ou à obra de um Deus. O filósofo Olavo de Carvalho — sempre imperdível — escreveu um ótimo texto sobre o tema: O homem-relógio. Não deixe de ler, amigo leitor de nome cheiroso.

Blog do Lima Barreto

yuri vieira, 12:28 pm
Filed under: cinema,Cotidiano,escritores,literatura
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Outro dia assisti a um filme com o Antony Hopkins sobre o C.S.Lewis. Um filme de lágrimas, muitas lágrimas. Bem, o enredo dele não vem ao caso. mas é que agora, lendo um trecho do “diário íntimo” do Lima Barreto, lembrei de uma frase do filme: “lemos para não nos sentirmos sós“. Claro que reduzir a leitura a isto é um exagero. E hoje, lendo esse cara, penso no contrário: escrevemos para não nos sentirmos sós. O Lima Barreto fazia isto com toda certeza. Pelo menos em seu diário. O engraçado é como a solidão escrita de um faz companhia a outro. Leia abaixo:
(Continua…)

23/05/2002

Meu blog

yuri vieira (SSi), 6:46 pm
Filed under: este blog,Umbigo
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Hesitei por muito tempo antes de iniciar meu próprio blog. Sim, pois não queria montar aqui um mero confessionário on line no qual meus parcos leitores não vissem senão o óbvio: que sou “apenas” um ser humano. (Talvez devesse acrescentar: um ser humano metido à besta, já que parece ser este o blogueiro típico.) Pois é, precisei antes definir uma linha, um alvo, sem ficar no banal do dia-a-dia. Afinal, as pessoas adoram comprar biografias só para descobrir, por exemplo, que Poe, além de “poedar”, também peidava (desculpe, não resisti); que Maupassant era, além de genial, um azarado que pirou graças à sífilis contraída muito provavelmente de uma prostituta (dizem as boas línguas que foi hereditária); que Freud desmaiava frescamente cada vez que se deparava ou com o porvir inexorável da própria morte, ou com a possível morte de seu legado; que Chaplin, em sua autobiografia, e talvez por trauma à pobreza passada, passa mais tempo falando de dinheiro que de sua família; que Chopin era, no dia-a-dia, a “esposa” da George Sand; que Henry Miller abandonou uma filhinha de três anos e só a reviu trinta anos depois; que Uccello largava na cama sua injuriada mulher para ficar suspirando diante de uma tela: “que coisa doce é a perspectiva!”; que Einstein, sem sofrer a mesma discriminação equívoca, era tão disléxico quanto George Bush jr; que Jimmi Hendrix foi paraquedista do exército e acreditava, para espanto dos integrantes de sua banda, que a ação norte-americana no Vietnã era legítima; que Albert Camus quase morreu de tédio em sua viagem pelo Brasil; que David Lynch guarda, sobre a lareira da sua casa, um vidrinho com o útero de uma amiga mergulhado em formol (eca!); que boa parte do tom rancoroso de Karl Marx, em “O Capital”, deve-se, segundo ele mesmo, aos doloridos furúnculos e carbúnculos que lhe infestavam a bunda; que Krishnamurti viveu um triângulo amoroso inusitado com um colaborador e a mulher deste; que certo “benfeitor” de Van Gogh usava seus quadros para tapar os buracos dum galinheiro; que Lima Barreto criou a Liga Brasileira Contra o Futebol e achava um absurdo a crença geral de que tal esporte “levaria longe o nome do Brasil”; que Goethe, para horror do pavio curto do Beethoven, inclinou-se reverentemente diante de Napoleão; que Mishima fazia protestos estudantis, não pintando a cara, mas o chão com suas próprias tripas; e, finalmente, que São Francisco de Assis, além de ser um grande homem, também peidava. Santamente.

Sim, é verdade, as pessoas amam descobrir as pequenezes alheias para se sentirem maiores por dentro. Querem rebaixar os grandes para elevarem-se a si mesmas. Mas eu… bem, não quero ser apenas um fofoqueiro de mim mesmo, não quero exibir minha mediocridade – ou pior, minha animalidade – para alcançar uma identificação rasteira com quem me lê. O que me atrai é o “fantástico”. (Não estou falando do programa da Globo não, engraçadinho.) Tampouco quis reunir um elenco de literatos viciados em Borges, Bioy Casares, Bulgakhov, Poe, Lovecraft, etc. para falar do “fantástico” de tabela. Prefiro ser direto, buscando as fontes, acreditando, como os antigos gregos, que se a Arte é um tipo de “cópia” (mímese) do mundo real, então vamos buscar o fantástico na realidade, sem fazer “cópia” da “cópia”, sem mimetizar, enquanto tema, as obras já consagradas.

E, claro, vezenquando não farei outra coisa senão falar e refalar de literatura, política, religião, arte, ciência, enfim, da realidade cotidiana, esse fluxo fantástico de tempo-espaço sobre um eixo eterno e transcendente: a Vida.

Seja o que Deus quiser!

Siron Franco e o MST

yuri vieira (SSi), 8:23 am
Filed under: Arte,plásticas,Política
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Minha namorada conversou hoje com o Siron Franco e descobriu que o cara andava sumido porque estava em Caracas, passando uns dias com o grupo revolucionário que o seqüestrou. Só foi liberado após jurar que precisava retornar ao Brasil para terminar um trabalho que homenageará o MST. (O que, aliás, parece ser verdade.) Realmente, o cara foi esperto, afinal, não são todos farinha de manobra do mesmo saco vermelho?



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