Pedro Novaes (1974-2064)

Pedro Novaes Pedro é um geminiano em eterna crise de identidade, como seria de se esperar. É meio tudo e nada por inteiro, acha o mundo muito louco pra tentar entendê-lo fora da arte, mas guarda certa obsessão iluminista pela razão.

Carioca criado em Goiás, 31 anos, diretor e produtor de vídeo e cinema, dirigiu o documentário “Os Vizinhos da Chapada” e o curta de ficção “Corra Coralina Corra!”. Edita agora o documentário “Homens e Selvas”, em que teve uma bela mão do companheiro Yuri desse blog, que fala sobre conservação da natureza pelo ponto de vista de comunidades locais e tradicionais vizinhas a parques nacionais brasileiros. E segue cheio de idéias nessa área, gestando vários projetos, inventando roteiros e sonhando. Nesse campo, seus mestres são Hitchcock e Almodóvar e, do lado documentarista, claro, o pai, o jornalista Washington Novaes, além de Eduardo Coutinho.

Com Juliana, mulher e musa inspiradora, na neve patagônica Mora em Goiânia e também escreve bastante, embora ainda tenha vergonha de se chamar escritor. Tem um romance escrito em busca de editora – “A Escalada” -, sobre um montanhista com medo das paredes. Gosta mais que tudo de Grande Sertão Veredas e de Ernesto Sábato, Lavoura Arcaica, Tolkien, Saramago, Fernando Sabino, Mia Couto e Lobo Antunes.

Fazendo amizades no mercado, em Manaus O montanhista de seu livro tem muito dele próprio. Pedro segue sendo um montanhista e durante vários anos fez escalada em rocha e subiu algumas montanhas nos Andes Argentinos e Peruanos, entre elas o Cerro Tronador, em Bariloche, e o Nevado Ishinca. Foi ao Aconcágua e chegou até o acampamento Nido de Condores, a 5.500 metros, de onde desistiu da empreitada. Também segue gestando vários projetos nesse campo, entre eles o de voltar à maior montanha das Américas para buscar o que deixou lá.

Pedro e Yuri durante surto coletivo Por outro lado, quem ganha mesmo algum dinheiro para o vinho cotidiano é o lado esquerdo de seu cérebro, o da razão, trabalhando na área ambiental, como consultor.

Pelos caminhos tortos que sempre escolhe (desde moleque tinha certeza de querer ser cineasta), formou-se em geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tem um mestrado em Ciência Ambiental pela USP. Acha que o ser humano está bagunçando bastante o planeta e que talvez não dê tempo de consertar o estrago antes que seja tarde demais, mas que isso não dá a ninguém a desculpa de se sentar e cruzar os braços.

No cume do Monte Roraima, Venezuela,
com Kepa, amigo Basco Pedro trabalha ainda como pesquisador no Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da UFG (www.ufg.br/lapig), onde descobriu há alguns meses que gosta de Geografia, realizando análises sobre a relação entre pobreza e meio ambiente no Cerrado.

Comendo gafanhotos em Oaxaca, México No final das contas, cineasta ainda incerto, escritor não publicado, montanhista meio medroso, geógrafo renegado, ambientalista cansado, talvez se considere mesmo um viajante, pois já faz tempo descobriu que a estrada é onde melhor se sente, talvez coisa do deus Mercúrio – o mensageiro, o viajante, o que tem asas nos pés -, que abençoa e amaldiçoa os do seu signo. Conheceu uma porção de países estrangeiros – América do Sul, Caribe, América do Norte, Europa, África e Ásia – e de países aqui dentro do Brasil. Gosta mais dos que têm montanhas de onde possa olhar a vista lá de cima e dos que têm pessoas simples que sorriem na rua quando a gente passa.

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