Rodrigo Fiume

Nasceu às 11h20 de 11 de setembro de 1971, em Goiânia. Cursou jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) — deixou que o acaso guiasse sua escolha, ao encontrar na fila para o vestibular um amigo que faria a inscrição para o curso. Em sua primeira eleição presidencial, votou em Covas.

Em 1994, mudou-se para São Paulo, com R$ 600 no bolso. Morou em Perdizes e, depois, por muitos anos na Vila Madalena, o trecho da metrópole em que se sentia realmente em casa.

(Uma curiosidade sobre os lugares em que morou: embora não fosse religioso, sempre foram perto de uma igreja católica dedicada à mesma santa, Nossa Senhora de Fátima)

Gostava de cinema e de ficar à toa em casa. Mas o que o divertia era viajar. Conheceu muitos países e boa parte de seu país. Gastou quase tudo o que ganhou em viagens, mas fez isso bem menos do que gostaria de ter feito.

Seu único hobby era a fotografia amadora. Não foi um fotógrafo ruim. Tinha as paisagens como a sua especialidade. Nunca aprendeu de fato a fotografar com flash.

Seu único vício era o café; sabia tirar um bom expresso.

Teve uma família que sempre o apoiou e amigos que sempre o socorreram — enterrou quase todos. Viveu muitos anos com a Marta.

Trabalhou em O Estado de S. Paulo e na Folha de S. Paulo. Aos 40 anos, repentinamente, deixou o jornalismo e mudou-se de São Paulo. Pouco se soube dele depois disso.

Morreu na alvorada de 20 de agosto de 2057, aos 86 anos, na Praia do Satu, em Caraíva, Bahia — inacreditavelmente, ainda estava lá o Satu, que disse não ter compreendido o que significavam suas últimas palavras: “Venho do século passado e tenho comigo todas as idades”. A notícia só chegou aos parentes e conhecidos que restavam meses depois. Sabe-se que seu corpo foi cremado, mas o paradeiro das cinzas é desconhecido.

OBS.: Uma estranha história ocorreu pouco depois de sua morte, mas nunca se conseguiu provar sua veracidade nem desaboná-la. A mídia popular publicou a informação sobre um homem encontrado vagando em Piaçabuçu, Alagoas, às margens do Rio São Francisco. A polícia não conseguiu indentificá-lo. Seu DNA não constava nos bancos genéticos. O sistema de comparação de feições faciais não encontrou um rosto semelhante ao seu nem o leitor de íris ocular o reconheceu. Resumia-se a dizer: “Sou um rio”. Em depoimento à polícia, afirmou ter arrombado a porta do Céu — segundo ele, quando em vida, nunca havia se importado mesmo em ser aceito ali — e resolvido voltar à Terra para contar aos homens que não havia nada demais lá. E que, por ele, todos poderiam ir para o inferno.

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