Segundo o jornalista Cláudio Humberto, “são expulsos da comunidade do PT, no Orkut, os que criticam o partido e os desmandos do governo Lula. É o jeito petista de ser democrático.”
Mês: julho 2005 Page 4 of 6
Preciso avisar que menos de 5% das entradas deste blog estão realmente categorizadas, uma vez que não costumava utilizar esse recurso no Movable Type. (Não se assuste com a quantidade de categorias e subcategorias. Logo logo, darei um jeito nisso.)
Quanto aos arquivos dos anos de 2002 e 2003, qualquer um irá concluir, ao vê-los, que eu quase não escrevia. Na verdade, nesses dois anos, eu costumava usar o blog apenas para publicar meus contos, crônicas e artigos, em geral os mesmos que publicava no Caderno Pop do jornal O Popular (Gyn). Hoje, esses textos se encontram na parte principal do meu site, gerenciados pelo Mambo. E o blog virou blog mesmo…
Como já disse anteriormente, preteri o Movable Type em favor – já me decidi, como é óbvio – do WordPress. (O MT sobrecarregava a CPU do servidor, etc.) O WP, além de ser mais simples no trato, possui mais recursos, plugins e suporte que o b2evolution. Embora o MT ainda tenha o template mais fácil de se lidar, creio que não me sairei mal com este aqui. Por enquanto estou satisfeito. Só falta dar ao blog a cara do site.
Esses ataques terroristas perpetrados por membros de fato e/ou postiços da Al Qaeda não tem, na minha opinião, nada a ver com o famigerado “Choque de Civilizações”. Primeiro porque a Civilização Árabe/islâmica (Spengler), na qual esses terroristas teriam origem, já não existe há séculos. O que existe são fragmentos dessa extinta civilização remexendo-se feito rabo cortado de lagartixa. É gente desesperada lutando pelo leite derramado e desejando o impossível: o estabelecimento de um califado mundial. Sua força diante do Ocidente reside no fato de haver um local chamado Meca, uma certa Caaba – em torno da qual se reúnem os “pares” – e um livro chamado Corão. Possuem, pois, uma “cola” espiritual que ainda une tais pedaços e, não fosse ela, há muito teriam sido absorvidos pelo Ocidente. O Islã é um software demasiado pesado para um hardware – leia-se, estrutura sócio-política – dos mais ultrapassados.
Puts, o conceito de “esfera pública” da Hannah Arendt dá muito pano pra manga. Já fiz mil e uma relações e ainda não me decidi sobre qual delas escrever primeiro. Talvez a mais, digamos, conspícua seja a do papel de espaço público que a área em torno da Caaba, em Meca, tem para os islâmicos. Os que ali chegam tornam-se “pares” e entram para uma cidadania totalmente diferente daquela dos Estados Nacionais de que se originam. Os cidadãos da antiga Atenas buscavam se imortalizar através das “grandes palavras e ações”. Era sua forma de emular os deuses olímpicos. Embora os islâmicos não tenham lido Homero, senão o próprio Alá, assim que adquirem sua cidadania metafísica de peregrinos – hadji – também saem atrás de “grandes palavras e ações”. A maioria dá ao termo grande um sentido de profundidade ou, diria o Mário Ferreira dos Santos, de intensidade. Mas há esses radicais terroristas que só o interpretam enquanto extensidade. Quanto mais vistosas, espetaculosas e monumentais forem suas ações, tanto melhor. Assim crêem. O Ocidente, que não possui senão uma esfera pública fragmentada e vazia – sendo a dos campos de futebol um bom exemplo -, que espere por ainda mais pedras no caminho. Não temos a unidade transcendente que uma peregrinação a Meca dá. E, sem unidade, não há resistência possível. A tradição ocidental jamais aceitará o Corão. E o Islã jamais engolirá os livros dos cristãos e judeus. Logo, a solução para o impasse só se dará ou através da força – com mais guerras e mortes – ou através da união pacífica, que é impossível sem um pretexto. Sem um pré-texto, entenda, sem um texto que lhes dê forma, um texto de inspiração não-humana. Assim como a Bíblia formou o Ocidente e o Corão, o Islã. (Alguém precisa ir a Meca dizer de que texto se trata.) Os que me conhecem já entenderam onde quero chegar…
Nossa, como é difícil não dar risada sempre que ouço sobre o tal “escândalo da cueca”.
“Fiquei muito feliz com a escolha de Tarso Genro para a presidência nacional do PT. Como já provou exaustivamente, este incompetente arruinará ainda mais a imagem de seu partido, se é que ela pode ser mais arruinada do que já foi. Com tudo que até agora fez – isto é, nada – , Tarso Genro acrescentará à avassaladora onda de burrice, trapalhadas e roubalheiras desse partido a sua contribuição pessoal, a qual os gaúchos conhecem muito bem.”
(Charles London, no Mídia Sem Máscara.)
Nos próximos dias mudarei meu sistema de blog, já que me cansei da pentelhação dos servidores nos quais me meto. Afinal, sei que têm razão: o Movable Type, com sua mania de “reconstruir” páginas a cada hora, realmente sobrecarrega as CPUs. (E quando o site cai, sou obrigado a ouvir que sou um dos culpados.) Pois é, estou em dúvida entre o Nucleus, o b2evolution e o WordPress, todos em PHP, ao contrário do MT, que é em Perl. Será uma semana daquelas…
Se você é artista plástico, saiba que está oficialmente aberta uma nova modalidade de compor e expor seus trabalhos, aliás, um novo suporte material para o seu artefato artístico: a superfície do planeta Terra. Eu me arriscaria a chamar tal modalidade de Nazca Art, em referência aos estranhos desenhos do deserto de Nazca que só podem ser vistos por aviões, discos voadores ou… pelo Google Earth! No site da Keyhole, há mil e uma referências a textos e imagens que só podem ser vistos do céu e que obviamente são registradas pelos satélites da Google. Por que não começar a criar especificamente para os céus? Por que não criar com os satélites e os olhos dos internautas em mente? Veja alguns exemplos um tanto quanto toscos (a imagem se abrirá em pop-up): Triângulo no deserto(supostamente um alvo de treinamento da Força Aérea dos EUA); Labirinto numa plantação de milho; a sabedoria de Deus; Misteriosos círculos do deserto; God bless America (claro, claro…); uma mensagem dos mexicanos…
