Nossa, mal escrevi a entrada anterior e já me escreveram dizendo que nem todo mundo tem um computador compatível com o Google Earth. É verdade, me desculpe. Então seguem duas fotos de satélite da Casa do Sol, a saudosa chácara da ascensionada Hilda Hilst: clique aqui para ver a primeira; e aqui para ver a segunda.
Mês: julho 2005 Page 5 of 6
Quem quiser conhecer a chácara da Hilda Hilst – vista pelos satélites que alimentam o Google Earth – vá até esta página e baixe o arquivo anexo ao thread. Claro, após executar o referido programa.
O Paulo Paiva me enviou uma entrevista interessantíssima: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”. Nela, “o especialista em economia James Shikwati, 35, do Quênia, diz que a ajuda à África é mais prejudicial que benéfica. O entusiástico defensor da globalização falou com a SPIEGEL sobre os efeitos desastrosos da política de desenvolvimento ocidental na África, sobre governantes corruptos e a tendência a exagerar o problema da Aids”. Para ele, a ajuda da ONU e demais organismos internacionais “bonzinhos” apenas alimenta a corrupção dos políticos e funcionários públicos, estimula a indolência, quebra os incipientes mercados e impede uma maior interação econômica entre os países africanos.
No site da Keyhole, a empresa comprada pela Google, há mil e uma dicas de lugares para “visitar” através do programa Google Earth. Há desde bunkers da Segunda Guerra Mundial até o cemitério onde está enterrado H.P.Lovecraft, passando pelas mansões e ilhas particulares de celebridades. Ao encontrar um ítem de interesse no site da Keyhole, execute o Google Earth e, no site, clique em Anexo (attachment) para baixar o link. E boa viagem.
Criei uma comunidade no Orkut relacionada ao programa Google Earth, que manipula imagens de satélite de todo o planeta. A idéia é trocar coordenadas geográficas de curiosas formações naturais ou de indefinidas construções humanas. Como exemplo, dou as coordenadas para as Pirâmides do Egito (29d58’45.97″N, 31d08’02.26″E) e para as ruínas da UnB (15d46’22.15″S, 47d51’11.20″W), isto é, as ruínas de uma obra – provavelmente superfaturada – que não chegou a ser terminada por ter sido invadida pelas águas do lago Paranoá. (Os estudantes malucos da UnB a conhecem muito bem.) Em outros países as ruínas costumam ser indícios de civilizações antigas. No Brasil, provam a incompetência e a roubalheira de todos os governos contemporâneos…
“Enfim, se esse Lula for eleito – Deus nos livre! – vamos ver quanto tempo levará – e quantas merdas ele precisará fazer – para que seus equivocados eleitores se arrependam amargamente por tê-lo escolhido. Podem anotar o que digo…”
Foi isto o que escrevi no dia 03 de Outubro de 2002 neste blog. Eu já lia as fontes corretas. Muita gente ainda não as lê.
E o jornal The Guardian especula sobre uma possível substituição da Rússia pela Índia ou pelo Brasil num futuro G9. E avisa: o país substituto, ao contrário da Rússia de Putin, deve ser democrático.
A melhor pergunta feita ao Genoíno no programa Roda Viva foi: “da mesma forma que o ex-ministro José Dirceu, o senhor também sempre conta tudo ao Lula?” Claro que ele desconversou e não disse nem sim, nem não. Se dissesse “sim”, sua mais que provável queda levaria Lula de roldão. Se “não”, provaria que Lula é tão incompetente que não consegue sequer tirar informações do presidente do seu partido. (É óbvio que Genoíno tampouco se meteu a contestar o incontestável e destruidor “da mesma forma que o José Dirceu“. Seria literalmente chafurdar na lama.) Agora, cá entre nós: se o Brasil fosse mesmo um país sério (de Gaulle), Lula já teria caído. Que o diga o Reinaldo Azevedo.
Segundo o Pedro Novaes, há cerca de dois anos a Folha de São Paulo (salvo engano) enviou, para publicação em coletâneas, um conto não muito conhecido do Machado de Assis, mas sob um nome falso, a diversas editoras. Foi recusado em todas. (Será que acharam o texto ruim? Ou será que o acharam muito… machadiano?)
Participar como mero observador dessa reunião no Ministério do Meio Ambiente – eu entrara de gaiato ao decidir acompanhar o Pedro Novaes – me fez pensar que seria bastante interessante um Big Brother ao contrário: colocar câmeras que mostrassem em tempo-real, na Internet, todas as reuniões das repartições e órgãos públicos. (Os demais ambientes de trabalho não seriam monitorados.) Claro, um projeto para os próximos vinte anos. Esteja certo que seria mais interessante que o BBB. A reunião a que assisti – cheia de engenheiros e técnicos – transcorreu civilizadamente e chegou mesmo a decidir coisas. Sim, coisas que estendem os tentáculos estatais, mas coisas. Só que eu queria mesmo é assistir a uma reunião no prédio ao lado, no estapafúrdio Ministério da Promoção da Igualdade Racial. (Sim, isso existe.) Acho que não conseguiria evitar algumas sugestões: que se pintasse de azul todos os brasileiros, assim ficaríamos mais iguais; que se definisse uma aparência autóctone ideal e que todos os que nela não se encaixassem fossem submetidos a cirurgias plásticas; que todos os descendentes de japoneses, chineses, coreanos, alemães, sírios, etc. fossem obrigados a jogar capoeira e comer acarajé; que os índios recebessem injeções de hormônios para deixarem de ser tão glabros, e assim por diante. As reuniões desse Ministério devem ser surreais, cheias de bate-bocas e conversa fiada travestida de academicismo. Segundo já ouvi, 90% do tempo dessas reuniões são perdidos em pura definição de conceitos. Essa gente das ciências humanas nunca fala a mesma língua…
