Embora eu não tenha ainda todos os dados necessários para uma crítica mais bem fundamentada, o pouco que já li sobre a tal “teoria memética”, na internet, só me deixa decepcionado. O que li até agora só me leva a crer que se trata de mais um reducionismo materialista. A cibernética, por exemplo, até poderia ser encarada da mesma forma, mas, em sua equação, ela tem abertura para a Vontade. Já a memética vê a mente humana como um sistema formado meramente pelo Entendimento, este, aliás, em sua forma mais básica, a memória. Não aceita qualquer possibilidade de livre-arbítrio. Quem acredita numa teoria assim deve fatalmente acreditar que o computador um dia superará o homem em inteligência, o que é absurdo, já que inteligência não é apenas “memória em movimento” e a Vontade, por sua vez, não pode ser criada pelo homem. Na verdade, até o Krishnamurti refutaria essa memética. Porque, se formos interpretá-la através dele, poderíamos dizer que todo aquele que se deixa condicionar e contaminar por “memes” não são senão autômatos, homens mentalmente mórbidos. O homem são, integral, seria aquele imune a memes. Mas a memética não parece aceitar essa possibilidade. Para ela, qualquer pensamento dominante, “visão de mundo”, ideologia, fé, etc., não passa de um meme mais resistente e adaptado que o outro, tal como a condição que Darwin apregoava aos animais “mais fortes” que sobrevivem aos demais na evolução das espécies. Aposto que o tal cientista que considera o cérebro um receptor e não um produtor da mente (vou descobrir quem é) não iria aceitar semelhante teoria.
(De um email ao amigo Paulo Paiva.)
Mês: setembro 2005 Page 4 of 5
Os EUA ainda não aceitaram a oferta de Fidel Castro que pretende ajudá-los enviando centenas de médicos cubanos para as áreas devastadas pelo Katrina. Fidel não consegue entender o silêncio com que sua proposta vem sendo tratada. Acho que o receio dos norte-americanos é aceitar esses médicos e ganhar mais refugiados, dessa vez políticos…
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(Vale a pena lembrar aqui esta frase do cantor e compositor argentino Facundo Cabral:
“Quarteto é o que sobra de uma orquestra sinfônica cubana depois de uma turnê pela Europa.”)
Não fossem os muçulmanos xiitas terem testemunhado a morte de mais de mil de seus próprios peregrinos – pisoteados e afogados ao fugir de um suposto homem-bomba, que ainda que real certamente não seria um ocidental – não fosse tal fato e eles estariam bradando pelos quatro cantos do mundo que Alá havia castigado os norte-americanos com o furacão Katrina. Mas que base haveria para semelhante dedução se eles mesmos sofreram, quase ao mesmo tempo, a mesma quantidade de baixas?
Desde épocas remotas a humanidade sempre teve o costume de sentar-se ao redor do fogo, à noite, para conversar e trocar impressões sobre o dia, sobre a vida, a morte e o universo. Os intervalos entre os diálogos eram pontuados de meditação espontânea tendo o brilho do fogo como catalisador. Qualquer um que já acampou – ou curtiu uma noite numa chácara – sabe o que é isso. Há aquele silêncio no qual a voz do coração fala mais alto, aprofundando o nível da charla ulterior. Isto é tão atávico em todos nós que até hoje as cozinhas – onde ainda há um resquício de fogo – costumam ser verdadeiras salas de reunião em nossas casas.
Eis o blog de um grande amigo meu, Rodrigo Fiume, jornalista d’O Estado de São Paulo.
Mais uma novidade. Agora apareceu esse Copyscape, um serviço de proteção contra o plágio. Graças a um algoritmo que compara as páginas dos sites, o Copyscape monitora quem está copiando os textos de seus assinantes. Parece bom, mas acho U$9,95/mês um valor demasiado alto. Poxa, mais do que pago pela hospedagem do meu site! Se liga, gente, veja o exemplo da Google: serviço gratuito e publicidade. Não há outra forma de crescer. (Contudo, este artigo faz uma verdadeira apologia da idéia, que é realmente excelente.)
O chato de se ter um intestino que funciona corretamente, na hora certa, com movimentos peristálticos britânicos, é que nunca consigo ler mais de um parágrafo por cagada. Eu mal me sinto entrado no texto e… pronto, acabou. E olha que tenho sete livros sobre a pia do meu banheiro, dois deles com mais de 450 páginas, a saber: Palmeiras Selvagens, de William Faulkner; Alexandre e César – vidas comparadas, de Plutarco; Física e Filosofia, de Werner Heisenberg (relendo); Lições das Parábolas de Jesus, de Ellen G. White; Tabu – o que o impede de saber quem você é, de Alan Watts (relendo); O Pensamento Artificial – Introdução à cibernética, de Pierre de Latil; e finalmente O homem eterno, de Pauwels e Bergier. Quando terminarei tal leitura? Será que terei de transferir esse leque de livros para minha escrivaninha? Mas lá já estão outros nove à minha espera, todos já iniciados… Que inveja desses intestinos presos que duram dez páginas! Segundo meus cálculos precisarei defecar no mínimo mais duzentos e cinqüenta anos para dar conta de tantos parágrafos. Mas ninguém caga com tal longevidade. Trocar por poesia não rola, o processo é todo muito prosaico. Hum, acho que vou trocá-los por livros com aforismos. Ótima idéia. O negócio é voltar à Gaya Ciência. Há lugar melhor para ler Nietzsche do que o banheiro? Talvez os demais não mereçam…
E o radialista norte-americano George Noory já está divulgando em seu programa “Coast to Coast AM” que o fim dos tempos realmente começou. Que o diga o PT…
Estranha pesquisa a desses cientistas. Embora ela não vá convencer nenhum ateu ou agnóstico da existência de Deus, e tampouco trazer alguma novidade para quem já acreditava, tá valendo.
- Lula vê semelhanças entre ele e JK. Mas, até agora, só há uma: Sabino Rabelo, ex-tesoureiro de campanha de Juscelino Kubitschek, foi o fundador do Banco Rural, parceirão do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.
- Lula pode ter anunciado que não vai ao estádio ver Brasil x Chile, domingo, para desmobilizar manifestações contra ele: fonte da Aeronáutica diz que aviões da FAB transportarão a “claque” petista para Brasília, no dia do jogo.
(Fonte: Cláudio Humberto.)
