blog do escritor yuri vieira e convidados...

Mês: fevereiro 2006 Page 2 of 14

Os mísseis cubanos

Por falar em ferrar opositores do regime, na comunidade do Google Earth encontrei este link que supostamente mostra um dos dois lugares onde o Fidel esconde seus mísseis. Ao clicar no ícone “i”, lemos esta mensagem:

Este es el Segundo lugar donde se preparan los misiles en La Habana. Ya te lo dije Fidel, sé donde tienes todos los misiles, destruyen estos dos lugares y Fidel se tendrá que esconder abajo de la cama, rezando un par de Padre Nuestros. jajajajaj Miren con cuidado y se pueden ver los missiles. Luis

Pronto, agora também podem dizer que trabalhamos pra CIA… 🙂

A Esquizofrenia do Garganta

Uai, vejam só do que andam nos acusando. Um leitor do LLL disse que:

Você vive falano que a mesmice anda tomando conta da blogosfera brasileira ou que os melhores blogs andam devagar. E tem razão. Eu estou de saco cheio desse circulozinho de blogs meio de direita, meio em cima do muro. São uns quatro ou cinco e as pessoas parecem que só lêem isso: LLL, Alexandre Soares, De gustibus sei la o quê, Leite de Pato, Garganta de Fogo. E parece que todo blog que surge agora adota o mesmo jeitão. Tem que ser meio arrogante, blazé, ficar cagando na cabeça de todo mundo e principalmente dos próprios leitores, se não não faz sucesso. Fico até concordando com a Folha sobre o salto alto da “nova direita” brasileira.

Sou classe média

Esse é um video que andou circulando por email, uma apresentação de Max Gonzaga e da Banda Marginal no festival da TV Cultura, no segundo semestre de 2005. A letra vem logo abaixo.

Bono bonzinho…

Do Reinaldo Azevedo:

O roqueiro pôs uma faixa na cabeça. Havia o símbolo do cristianismo, a estrela de Davi, do judaísmo, e o crescente, símbolo do islamismo. Oh, grande coragem a deste senhor, não é mesmo? Que lindo o seu ecumenismo pacifista! Ao pôr os três símbolos na testa em nome da paz, ele os igualou, culturalmente, aos olhos do Ocidente. Muito bem! Agora espero que ele vá dar um show em Gaza, sob o governo do Hamas, ou, sei lá, em Teerã e exiba na testa a cruz e a estrela de Davi.

Frenologia

É o estudo da personalidade humana revelada pelos contornos do crânio. Encontrei esta curiosa informação num dos meus inúmeros blocos de anotações (não sei de onde tirei):

Walt Whitman pagou três dólares para que Lorenzo Fowler apalpasse as protuberâncias de sua cabeça. Resultado: “um bom domínio da linguagem” e “escolheria lutar com a boca e a caneta”. Whitman publicou o resultado várias vezes e teve a primeira edição de “Folhas da Relva” (1855) distribuída pela Fowler & Wells.

Uma coisa que não falta é escritor acreditando em teorias estranhas. Pirar é humano. E literário.

Glauber Rocha: o homem do avesso

Glauber Rocha sempre foi – isso não é novidade nenhuma – a vanguarda da vanguarda. Seus filmes permanecem atuais ainda hoje e alguns, em grande medida, pouco compreendidos.

Em primeiro lugar, na segunda metade de sua carreira, já achava o cinema narrativo pobríssimo, um subaproveitamento total das possibilidades da Sétima Arte que é, em termos sensoriais e de possibilidades de linguagem e estética, a mais abrangente e completa delas – imagem, som, movimento e possibilidade de dobrar o tempo. Contar cinematograficamente uma historinha com começo, meio e fim era coisa medíocre para ele.

A Comunhão dos Monstros Malucos

Um dos grandes traumas da minha infância – sim, da minha infância “pequeno burguesa” – foi ter perdido, graças a uma aula de catecismo, a reapresentação na Sessão da Tarde do filme de animação A Festa dos Monstros Malucos, de Jules Bass, o mesmo que dirigiu The Hobbit.

Educação para a Cidadania

O jornal O Popular noticia:

CRIANÇAS VÊEM BRIGA DE VEREADORES
Na abertura da sessão de ontem da Câmara de Goiânia, Deivison Costa (PMDB) fazia a leitura de um texto bíblico quando seus colegas Santana Gomes (PMDB) e Amarildo Pereira (sem partido) promoveram gritaria e empurrões mútuos. Grupo de cem crianças nas galerias assistiu à cena.

Pimenta no meio ambiente dos outros

Salton Sea é um pepino ambiental americano tão grande e surreal que faz a gente se sentir menos mal de ser brasileiro. Trata-se de um lago de cerca de 600 km2 no deserto do sul da Califórnia, não muito distante da luxuosa Palm Springs e de San Diego.

Para começar, o lago se formou a partir de uma megacagada de engenharia, durante um desvio do Rio Colorado para fins de irrigação no começo do século XX. Alimentado e salinizado pela água que escoa de grandes projetos agrícolas nos solos salinos do deserto do Imperial Valley, Salton Sea tornou-se um paraíso para as tilápias e corvinas.

Entre 1930 e 1960, empreendimentos imobiliários e hordas gigantescas de turistas prometiam transformar as cidades da orla em novas Palm Springs.

Henry Fonda à italiana

No bang-bang à italiana Era uma vez no oeste, de Sérgio Leone, o personagem de Henry Fonda, um pistoleiro folgado, acomoda-se na cadeira e responde a seu interlocutor como é sentar-se atrás da mesa do dono da ferrovia, aliás, seu patrão:

“É quase como segurar uma arma, só que com mais poder…”

Essa cena já vale o filme.

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