blog do escritor yuri vieira e convidados...

Mês: fevereiro 2006 Page 8 of 14

Trote: primeira vítima

Uma amiga, que atualmente faz doutorado na Espanha, foi a primeira vítima da nova mistura maquiavélica da qual sou agora adepto: Voice Changer Diamond mais SkypeOut. Primeiro disse a ela que havia uma figura que ela curtia muito, também vivendo em Madrid, que queria o telefone do apartamento dela. Essa pessoa lhe faria uma surpresa…

Eis o meu telefonema, via SkypeOut, para Madrid. (Atenção para os momentos de silêncio constrangido.)

Depois que rimos bastante e atualizamos as novidades, iniciamos uma negociação: eu poderia ou não colocar o trote no podcast? Ela estava envergonhada porque nenhum de seus conhecidos brasileiros a ouvira falar em espanhol ainda…

A negociação feita por Darth Vader e por um hobbit.

Deu pra notar que foi um trote simplesinho, né. Bom, foi o primeiro. Os demais serão mais elaborados, ah hahahaha…

Uma ilustração do Túlio Caetano

O Abominável Homem do Minhocão

Enquanto nosso ilustrador esteve ocupado com o Festival de Angoulême, não vimos sinal dele por aqui. Para compensar, eis uma ilustração que ele fez para meu conto O Abominável Homem do Minhocão.

O país do futuro

Segundo o “messias” eleito pela imprensa – agora messias é sinônimo de ativista social (bom, parece que era ou é mais ou menos o que pensam os judeus e por isso não O reconheceram) -, segundo Bono Vox, o

México es el país del futuro, vivan el sueño mexicano… y esta es la banda del futuro”.

Pô, México, U2? Quero dizer, ¿tú también? Estamos jodidos…

Horário de Verão

O horário de verão só acaba dia 19 de Fevereiro, mas não para a Microsoft. Bom, pelo menos não para o meu Windows, o do meu pai e o das minhas irmãs. Não sei quanto a você, mas nossos PCs já estão nos fazendo atrasar uma hora nos compromissos. (Droga, perdi meu vôo para Nova York, onde deveria entregar, em mãos deconhecidas, um envelope com as últimas instruções do Governo Oculto da Terra, cuja “capital” fica numa padaria de Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. Mas tudo bem. Ainda dá tempo…) Pois é, você tem certeza que essa hora marcada aí no canto inferior direito é a correta? Talvez o complô seja muito maior do que eu imagino, muito mais vasto do que o atraso de meros quatro computadores. (Ce tá cansado de saber disso, yuri manezão: nunca deixe o relógio configurado para ajuste automático do horário de verão!)

Sobre Homens e Montanhas

Sobre homens e montanhas.jpgÉ preciso fazer propaganda em benefício próprio. Eu traduzi “Sobre Homens e Montanhas” (em inglês “Eiger Dreams”), juntamente com Rosita Belinky e Cláudio Sussekind. Na verdade, eu e Rosita havíamos sido contratados pela Companhia das Letras como revisores técnicos, mas o Cláudio abriu mão do trabalho após alguns capítulos exatamente por causa do onipresente jargão montanhístico.

O Krakauer, mais conhecido por seu polêmico “No Ar Rarefeito”, em que relatou de forma muito criticada a tragédia de 1996 no Everest, é um jornalista, escritor e escalador de mão cheia. Seus artigos são escritos num ritmo muito divertido e conseguem, ao mesmo tempo, ser engraçados e captar com profundidade o lado humano e as motivações por trás da escalada.

Stalinismo Ambiental

Não ando com muito saco pra ficar escrevendo sobre meio ambiente, mas essa merece pela raiva que dá do Estado. Está n’O Eco, um dos melhores veículos de comunicação sobre a matéria.

Muita gente deve conhecer a Fazenda Imperial, no Distrito Federal. Trata-se de uma área de 4 mil hectares absolutamente preservada na qual seus proprietários estabeleceram um bem sucedido empreendimento de ecoturismo. Pois é. E acaba de ser aprovada na Câmara dos Deputados uma ampliação em 14 mil hectares do Parque Nacional de Brasília, o que é muito bom, exceto pelo fato de que, com isso, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama pretendem passar para suas eficazes mãos algo que a iniciativa privada tem preservardo muito bem, obrigado.

Lugares-Memória VIII

Zion Bar

Em Lençóis, Bahia, espero que ainda sobreviva este aprazível boteco gerenciado segundo os ditames da filosofia rasta-baiana. Tomara tenha sobrevivido à maravilhosa lentidão de seu atendimento. No Zion, uma cerveja podia demorar horas, mas pouco importava. Eu estava na Chapada Diamantina, e aquele pequeno caramanchão de palha, a vista da cidade histórica, o som de Bob Marley e a conversa lenta de seus donos eram os sinais da entrada em outros parâmetros de relação entre tempo e espaço.

Garis e presidentes

Esta carta, supostamente publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e que recebi por email da Gata Lôca (veja mais abaixo), me lembra o que o cantor argentino Facundo Cabral, bromeando, afirmava ter dito a mãe dum presidente argentino dos anos 80:

“Outro dia estive com a mãe do Presidente. Ela me disse: ‘Se eu soubesse que meu filho iria tão longe, eu o teria mandado à escola’.”

Eis a carta do leitor do Zero Hora:

Assunto: Concurso para Varredor de Rua

“Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente.”

Firefox nos trinques

O principal motivo para eu navegar com o Firefox é a visualização através de abas: abro diversos sites na mesma janela, o que é muito prático quando se está escrevendo um email ou um post que faça referência a algum site específico. Muito bom mesmo.

O segundo motivo é a barra de ferramentas da Google, muito mais completa no Firefox que no Internet Explorer. Com ela você pode pesquisar imagens, vídeos, lugares (Google Maps), produtos (Froogle), glossários, dicionários, desktop, etc. (Para instalá-la, clique no selo no final deste post.)

“Qual a poltrona, senhor?”

Chegamos com quase 1 hora de antecedência ao cinema. Será a minha primeira vez numa sala com cadeiras numeradas, apesar de o sistema já estar em vigor em algumas delas em São Paulo faz uns 4 ou 5 meses. A fila para comprar os bilhetes está pequena. Mas por que não anda?

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