Mês: agosto 2006 Page 11 of 12
Bem que havia algo de suspeito no jeitão “Dr. Evil latino” do Hugo Chávez. Ele daria mesmo um ótimo vilão de histórias em quadrinhos. Pena que o Batman e o Super-homem não existam de fato para dar cabo dele. Embora isso não o impeça de propor um fim aos dois heróis norte-americanos. É o fim da picada. Por isso não há nada de estranho em surgir um humorista para tentar combatê-lo. El hijo de perra venezuelano retira seu embaixador de Israel, troca carícias com o presidente louco do Irã e com o chefe da máfia russa, transa com a turma do Hezbollah, diz que o capitalismo é o caminho para o inferno, sonha em suceder ao Fidel Castro… Que planeta surreal. Um dia ainda teremos saudades dele. (Del planeta, por supuesto, no del tonto totalitarista.)
Digamos que aquele post sobre o filme com 250 casais transando ao mesmo tempo seja o primeiro da série. Bem, continuo investigando (imaginando) que espécie de produtos culturais deixariam o Bin Laden louco para exterminar a influência ocidental. Para tanto, nada melhor que observar o que sai de um país que, ao perder a guerra para os americanos, baixou a crista e aceitou humildemente sua derrota. (Claro que isso tudo é só pra encher linguiça, afinal, os japoneses já eram tarados antes do século XX.) Mas, enfim, vamos lá. Você sabia que há um video game chamado Biko 3 (Illusion) – sim, já está na terceira edição – cujo objetivo é seguir lindas garotas pela rua e, na melhor oportunidade, estuprá-las? Essa gente tá cada dia mais sem noção. Ou cada dia pensando mais com a cabeça de baixo…
Veja o video promocional:
Recebi essas duas fotos do Diogo Chiuso. Parece que o presidente não curtiu muito o presente recebido.

Este é um teste de auto-avaliação. Responda a pergunta final com sinceridade e então poderá avaliar seu senso moral. Trata-se de uma situação imaginária. Você deve decidir sobre uma atitude a ser tomada baseada em duas alternativas possíveis.
Caso:
Você está em São Paulo, em meio aos terríveis momentos de enchentes que normalmente ocorrem na cidade em épocas de chuvas mais intensas. Você é um repórter fotográfico que trabalha para a CNN e está desesperado em meio ao caos (pessoas pedindo socorro, carros sendo arrastados pela correnteza) e tirando as fotos mais impactantes. A água cobre a principal via de trânsito e envolve pessoas e veículos.
De repente, em meio ao caos, você vê num jipe o Lula, o José Dirceu, o Genoíno e o Delúbio. Eles lutam, desesperadamente, para não serem arrastados pela correnteza, que segue direto para um enorme buraco que a tudo engole, entre lama, lixos, pedras.
E eles estão sendo arrastados inexoravelmente.
Reflexão do Kotscho sobre a profissão, tirada do NoMínimo:
A freguesa tem sempre razão
Ricardo Kotscho
O velho hábito de ler jornais logo cedo no café da manhã, que cultivo desde menino, está-se tornando cada vez mais penoso. No fim do ritual, ao dobrar os jornais, e dar início a mais um dia de labuta, dá um desânimo danado – a terrível impressão de que o país e o mundo não deram certo, não têm mais jeito.
Nos últimos anos, andei testando diversos programas para confecção de roteiros de cinema, textos literários e peças de teatro. Passei pelo Movie Magic Screenwriter, Final Draft, Hollywood Screenplay, New Novelist, StoryCraft, StoryView, Dramatica Pro e assim por diante. Alguns têm a função exclusiva de formatar o roteiro de modo profissional – Movie Magic Screenwriter, Final Draft (para mim, o melhor), Hollywood Screenplay – e os demais – New Novelist, StoryCraft, StoryView, Dramatica Pro -, de servir de orientação e guia na criação mesma de argumentos, enredos e personagens. Se você não é um matemático totalmente desprovido de espontaneidade, tentando ser um escritor, não mexa com estes últimos, principalmente com o Dramatica Pro, que é a coisa mais complexa que já vi na vida. Se Shakespeare fosse usar semelhante ferramenta teria escrito não mais que meia dúzia de peças, haja vista o tempo que consumiria perdido em meio às entranhas labirínticas do programa, com o qual – cá entre nós – é possível definir até mesmo o diâmetro do cu do protagonista e o comprimento do dedinho do pé do vilão.
Do Cláudio Humberto:
“Passagem São Paulo-Cuba: R$ 3,4 mil. Visto de entrada: US$ 25. Um dia sem Fidel: não tem preço.”


