O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados…

Mês: janeiro 2007 Page 1 of 5

Recursos Humanos

Diz que o Lula, passando por Buenos Aires, foi tomar um chá com o Kirchner.

Intrigado com os números da economia argentina, em agressiva recuperação debois da bancarrota em 2000, nosso presidente pergunta a Kirchner o segredo de suas políticas.

Kirchner responde que a fórmula do sucesso está em uma equipe altamente qualificada escolhida a dedo.

“E como vofê escolhe?”

“Fazendo as perguntas certas, Lula”, responde o presidente argentino, e continua: “Permita-me demonstrar”.

Kirchner pega o telefone e disca para Felisa Miceli, Ministra da Economia:

“Felisa, seu pai e sua mãe têm uma criança que não é sua irmã, nem seu irmão. Quem é essa criança?”, ele pergunta.

“Sou eu, claro, senhor presidente”, ela responde de imediato.

Kirchner desliga e se volta para Lula:

“Viu?”

Impressionado, Lula volta ao Brasil decidido a aplicar o método à sua própria equipe. Chegando ao Planalto, disca imediatamente para Guido Mantega e tasca a pergunta:

“Guido, feu pai e fua mãe têm uma criança que não é nem feu irmão, nem fua irmã. Quem é efa crianfa?”

Silêncio do outro lado da linha. Guido pensa, pensa e, não encontrando a resposta, pergunta ao presidente se pode lhe retornar mais tarde.

Ele imediatamente convoca uma reunião com todos os seus assessores e ainda alguns parlamentares aliados, que se debruçam durante várias horas sobre a questão sem conseguir achar resposta.

Derrotado, Mantega faz uma última tentativa:

“Vamos pedir ajuda ao Frei Betto!”

Ao telefone, o Ministro repete a pergunta ao ex-assessor da presidência que, de imediato, responde:

“Ora, sou eu, é claro!”

Entusiasmado e aliviado, Mantega telefona para Lula:

“Senhor Presidente, eu já tenho a resposta!”

“Quem é a crianfa, então, Mantega?”

“É o Frei Betto, senhor presidente!”

Ao que Lula retruca:

“Dã, errado, feu burro! É a Felisa Miceli.”

Paulo Francis (erro de gravação)

Você acha o Second Life chato? Tente o First Life.

Assim que o Yuri me contactou todo excitado a respeito do Second Life, criei minha conta e fui dar uma passeada neste mundo virtual. Montei um avatar para mim (Daniel Ahmed) e sai voando pelas paisagens do joguinho (sim, eu acho que é só um joguinho, assim como o pôquer e a roleta). Mas nunca me empolguei. Adoro vídeo game, mas o SL, para mim, não tem enredo, ação ou efeitos especiais legais. Pouco tempo depois desisti do lance e não pensei muito mais sobre o assunto. Até que apareceu o First Life. Este sim, é um jogo legal. Para vocês que não deram bola para o SL, tentem o FL, garanto que é muito melhor.

Sundance Independente?

Para o New York Times, já se foi o tempo em que o Festival de Sundance tinha algo de cinema independente.

Any Little Gems? Who Cares? Sundance Is a Hot Brand Now

By MANOHLA DARGIS

Before it was a brand, a media circus and an adjunct of Hollywood, the Sundance Film Festival was exhilarating, a blast. It was also small.

In 1993, the first year I attended the festival, it showed 71 new features culled from more than 350 submissions and attracted some 5,000 attendees. That year Robert Redford told Variety that the festival, then in its ninth year, was putting the brakes on growth because “when you start expanding on something, you run the risk of losing quality.” That was then, this is now: This year, the festival presented 125 features (from 3,287 submissions) for an estimated audience of 52,000, including some 1,000 accredited journalists from around the world and 900 registered film industry types.

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Flor no Pântano

Zé Eli da Veiga, na Folha de hoje, vê a candidatura de Gustavo Fruet à presidência da Câmera como um sinal auspicioso para a política brasileira:

Flor no pântano

JOSÉ ELI DA VEIGA

A vacilação tucana na eleição do presidente da Câmara foi mais um sinal de que uma “economia política do possível” vai se impondo

NADA DE melhor brotou na Câmara dos Deputados nos últimos anos do que a candidatura do paranaense Gustavo Fruet. Verdadeira flor no pântano. Principalmente porque obrigou os dois candidatos de São Paulo a responderem questões que prefeririam manter sob os imensos carpetes palacianos.
Serão dignos de louvor, portanto, os deputados que efetivamente apoiarem essa alternativa renovadora, a começar por seus companheiros de partido.

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Corrupção no Brasil vence Sundance

Adivinhem quem deu show no Festival de Cinema de Sundance, maior palco do cinema independente mundial? Brasil nas cabeças! Mas não, o documentário “Manda Bala”, grande vencedor da competição oficial, não é made in Brazil. Trata-se de um filme americano, dirigido por Jason Kohn, cujo tema é a corrupção e violência em nosso país.

No release do Festival, “Manda Bala” é resumido assim: “No Brasil, conhecido como um dos países mais corruptos e violentos do mundo, MANDA BALA acompanha um político que utiliza uma fazenda de criação de rãs para roubas bilhões de dólares, um empresário rico que gasta uma pequena fortuna para blindar seus carros, e um cirurgião plástico que reconstrói as orelhas mutiladas de vítimas de sequestro.”

Esperemos que Jader Barbalho, neo-aliado petista, permita que chegue por aqui. Evidentemente, além das tentativas de censura de praxe, veremos campanhas e correntes de email pela Internet protestando e convocando um boicote nacionalista ao documentário, como recentemente com o filme B “Turistas”, em que um grupo de jovens recém chegado ao Brasil, atraído pela malemolência de nosso povo e pela tropicalidade, acaba caindo nas mãos de traficantes de órgãos. Afinal, como se sabe a violência e a corrupção são invenções da mídia e de uma conspiração da direita.

Os outros prêmios de Sundance ficaram com PADRE NUESTRO, dirigido por Christopher Zalla, que levou o Grande Prêmio do Júri para filme dramático; o Prêmio do Júri para o Cinema Mundial na categoria documentário foi para ENEMIES OF HAPPINESS (VORES LYKKES FJENDER), filme dinamarquês, dirigido por Eva Mulvad e Anja Al Erhayem; na categoria drama, o vencedor do prêmio equivalente foi o israelense SWEET MUD (ADAMA MESHUGAAT), dirigido por Dror Shaul.

São filmes para prestar atenção e não deixar passar se/quando estrearem por aqui.

MOJO Books

A idéia é boa, mas ainda não tive oportunidade de ler. Mais para o meio de fevereiro sai uma história de uma ex-aluna minha da Alfa sobre Josh Rouse (quem?) e fiquei interessado; quem sabe baixo algumas músicas antes de ler o texto. A arte pop se reinventa.

O exterminador

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No auge da carreira de musculoso e em 2003; fotos publicadas no Los Angeles Times

Celebração paulistana

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Rua Wisard, na Vila Madalena

Babel e Crash: gêmeos siameses

Babel

Babel, o filme do mexicano Alejandro Iñarritu, vai ganhar o Oscar de melhor filme. Vai ganhar porque é irmão siamês de “Crash”, o filme de Paul Haggis, premiado com o Oscar de melhor filme no ano passado. A única diferença entre os dois é a de que as histórias entrelaçadas de pessoas relativamente comuns de diferentes origens étnicas e sociais, em Crash, têm apenas Los Angeles como locação, enquanto as tramas de Babel se desenrolam em quatro diferentes países: Estados Unidos, México, Marrocos e Japão. No mais, são filmes quase idênticos em conteúdo e que, mais importante para a premiação, fazem uma crítica à sociedade contemporânea e à cultura americana no limite do que Hollywood e a própria cultura americana já estão preparadas para suportar. Nenhum dos dois é um milímetro mais contundente do que aquilo que pode ser digerido.
Os pontos de vista de ambos podem ser qualificados como uma espécie de “niilismo com limites” ou “niilismo com uma ponta de esperança”.

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