blog do escritor yuri vieira e convidados...

Mês: janeiro 2007

Versão Brasileira: Diferenças entre Petistas e Pefelistas

Esbocei uma primeira versão tupiniquim da comparação abaixo entre republicanos e democratas. Devido às nossas peculiaridades políticas, o resultado foi um pouco diferente. Aceito contribuções para aperfeiçoarmos o texto.

Para ser Petista ou Pefelista…

PT: Você tem que acreditar que o mensalão não existiu e que o Lula não sabia de nada.

PFL: Você não precisa acreditar em nada.

PT: Você tem que acreditar que Che Guevara era um homem bom e justo.

PFL: Você não precisa acreditar em nada.

PT: Você tem que acreditar que o MST é um movimento democrático de raízes populares.

PFL: Você não precisa acreditar em nada.

Diferenças entre Democratas e Republicanos

Para ser um Democrata ou Republicano….

D: Você tem que acreditar que o virus da AIDS se dissemina em função da falta de verbas federais.
R: Você tem que acreditar que o vírus da AIDS se dissemina porque as pessoas são más e devem ser punidas.
D: Você tem que acreditar que o mesmo professor que não consegue ensinar os alunos a ler está, de alguma forma, qualificado para ensinar as mesmas crianças sobre sexo.
R: Você tem que acreditar que a evolução é um mito (a despeito da bioquímica e da evidência fóssil), mas que a teoria do Design Inteligente deve ser ensinada nas escolas.
D: Você tem que acreditar que armas nas mãos de cidadãos seguidores das leis são uma ameaça maior do que a tecnologia nuclear americana nas mãos dos comunistas chineses e norte-coreanos.
R: Você tem que acreditar que não há qualquer ligação causal entre a facilidade de obtenção de armas legais e altas taxas de assassinatos.

Melhores do Ano IV

MELHOR FRASE DO ANO

Ainda no balanço de 2006, me lembrei da melhor frase que ouvi em 2006:

“Ou sai do chão ou sai no jornal.”

Do nosso piloto, Marcelo, na cabeceira da pista da Aldeia Panará, no Pará, ao ser perguntado se o monomotor decolaria com tanto peso numa pista tão curta e com um barranco de uns 20 metros seguido pela densa floresta na ponta oposta. Como depreenderão as mentes mais argutas, decolamos.

Ilhado

Bem que eu gostaria de ter ficado ilhado neste final de ano tal como fiquei em outros, isto é, ilhado de fato, seja em Ilha Grande, Ilha de Tinharé, Ilha Bela e assim por diante. Mas não: fiquei ilhado foi por falta de internet mesmo. Não consegui sequer remeter emails de Natal e felicitações de ano novo aos amigos e parentes. Primeiro foi a Virtua a nos sacanear com seus problemas e esquizofrenias por mais de uma semana. Depois foram duas tempestades elétricas que queimaram o modem e, dois dias após sua substituição, o roteador da rede local. Credo. Ainda bem que curti o isolamento – aislamiento, de isla, como se diz em espanhol. Só que hoje encontrei centenas de emails para ler. Como já dizia o Macunaíma, Ai, que preguiça. (Pelo menos o post de Natal, graças ao WordPress, já estava pré-programado.)

Bonfim

Aconteceu num domingo…

Vejo a escadaria à minha frente e não posso conter o leve sorriso. É sempre assim quando volto aqui. “Mas é essa a escadaria?” Foi a pergunta que fiz a meu pai na primeira vez que aqui estive, um garoto. Estou na Igreja do Senhor do Bonfim. O tom de surpresa daquela pergunta ainda me é presente. Ainda tenho a decepção infantil — em minha imaginação, a escadaria onde ocorria a famosa lavagem, à qual eu também não compreendia, era bem mais grandiosa do que sua dúzia de degraus. Cá estou novamente a senti-la.

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