Eu ainda não me meti na tal polêmica dos escritores bancados para se inspirar mundo afora – Projeto Amores Expressos – porque acho que seria melhor fazê-lo através duma ficção. Se calhar, escreverei um conto. Por enquanto, para quem não sabe do que se trata, vale a leitura do artigo do Janer Cristaldo – Corrupção no mundo das letras – e a resposta do Joca Reiners Terron, futuro turista literário no Cairo: Queridos Filhos-da-Puta. Aliás, cá entre nós, eu tenho um canal para viajar até outro planeta de carona com o Karran, ministro de Klermer, o planeta Semente. Será que serve? Ele não cobraria nada.
Mês: abril 2007

O melhor musical já feito no Brasil. Belíssimo filme.
“Ó Paí, Ó” é divertidíssimo, tecnicamente perfeito e recheado de grandes interpretações, especialmente Lázaro Ramos e Wagner Moura. Baseado numa peça originalmente encenada pelo Bando de Teatro Olodum, o roteiro, apesar dos múltiplos personagens que acompanha, é muito bem amarrado.
E não me venham com mau humor sobre estereótipos sociais e sobre glamourização da pobreza. É um filme, conforme me disse essa manhã o João Paulo Carvalho, montador, quando liguei para lhe dar os parabéns, “para virar uma espécie de ‘A Ratoeira’ de Salvador”, em referência à peça de Agatha Christie em cartaz a décadas em Londres porque se tornou uma atração turística. “Ó Paí, Ó” merece uma sala permanente no Pelourinho.
Mesmo quem não gosta de Carnaval e Axé tem que ser muito chato pra não se deixar contagiar.
