Essas Contraditórias Mulheres
O que me encanta nas mulheres é sua dupla capacidade para a mais profunda razão e o amor mais generoso. As mulheres sabem ser, ao mesmo tempo, pragmáticas e altruístas. São pragmáticas, sem serem frias, e generosas sem ilusão. Ser pragmático é saber que pouco pode ser muito e que tudo na vida depende de escolhas e, por isso, tem um preço. Ser generoso é doar-se incondicionalmente. Elas, curiosamente, se é que entendi alguma coisa, constróem essa generosidade e esse amor desmedido precisamente sobre esse pragmatismo. E isso é o mais curioso e paradoxal. Sabem que não se pode ter tudo e, ainda assim, ou justamente por isso, se entregam e embalam o mundo em seus braços. Nós homens, ao contrário, não nos entregamos a esse paradoxo. Nossa razão, de outro tipo, dificulta essa generosidade e a tranqüilidade das escolhas. Exatamente porque não se pode ter tudo, não vale à pena querer pouco. Estamos condenados. Mas, felizmente, condenados ao lado de mulheres.








Muito boa a sua análise Pedro! Finalmente um post para nos reabilitar perante a ala feminina…
Comentário de 25-1-2006 @ 7:54 am
Valeu Pedro pelos elogios.
Beijinhos
Tati
Comentário de 26-1-2006 @ 11:18 am
Muito perspicaz o seu post. É, as mulheres são mesmo paradoxais!
Comentário de 26-1-2006 @ 9:06 pm
[...] Mas e os escândalos no geoprocessamento neozelandês? A informação interessaria aos goianos que pagaram uma fortuna(em forma de impostos, só pra variar!) por aquela porcaria apresentada pela Agência Ambiental no ano passado… Se ao menos não tivesse lido “Essas contraditórias mulheres” do Pedro! [...]
Pingback de 23-2-2006 @ 10:34 pm