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Wednesday, February 22, 2006

Di Cavalcanti di Glauber

yuri vieira, 12:09 pm
Filed under: Podcast e videos,cinema,plásticas

Assisti a esse curta-metragem do Glauber Rocha pela primeira vez em 1994, quando ainda morava na UnB. (Comentei a respeito noutra entrada.) Dei muita risada então. Fora de brincadeira, acho que é uma das melhores coisas que ele já fez. Sua narrativa é hilariante. (Sem falar que, no cortejo fúnebre do Di Cavalcanti, ele ainda aparece seguindo o caixão, todo discreto. Era o Dr. Jekyll dele. Já o narrador, piradão, é o Mr. Hyde.) Diz ele que, em 1976, estava em casa, coçando, quando ficou sabendo da morte do Di. Passou na casa de alguns amigos para pegar restos de película, chamou o cinegrafista e se mandou pro velório. Deu no que deu. A família pirou a cabeça com o resultado. E proibiu o filme de ser veiculado no Brasil. Isto até hoje.

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5 Comments

  1. Anonymous escreveu,

    Bota hilariante nisso, Yuri! Há uma parte inacreditável, de morrer de rir (na voz em off do Glauber), mais ou menos assim: “Extra! Extra! Di Cavalcanti direto do túmulo: ‘Sou um gênio, não me encham o saaaaaacoooooo!!!’”
    Está na rede, então é peixe. Eu baixei pelo E-Mule. Agora, o que não consegui encontrar mais foi o maravilhoso “Câncer”, que assisti no Itaú Cultural (Av. Paulista, 149) há anos. Tive vontade (mas não a coragem) de passar a mão na VHS, copiar e devolver. É certamente um dos filmes mais engraçados do Glauber. Mais info sobre o filme aqui: http://www.tempoglauber.com.br/glauber/Filmografia/cancer.htm

    Comentário de 22-2-2006 @ 12:39 pm

  2. Anonymous escreveu,

    [...] P.S. de 22Fev2006: O filme já não se encontra no site citado acima, mas pode ser assistido aqui mesmo. Envie por email | Imprima [...]

    Pingback de 22-2-2006 @ 5:31 pm

  3. Anonymous escreveu,

    [...] O filme Di é um exemplo disso. Nele, Glauber inverte completamente a relação entre imagem e fala que dá o tom normal dos documentários. Nestes, a fala dá o tom da imagem, fechando um significado para o significante exposto. “O povo se despedia de seu ídolo” sobre imagens de pessoas apoiadas no viaduto vendo o caixão de Ayrton Senna passar. Em Di, ao contrário, fala e imagem não se subordinam, correm em planos paralelos e ampliam os significados uma da outra. Mais ainda, há vários planos de narração se sobrepondo – sua ode e declaração de amizade e admiração pelo pintor, suas leituras de textos sobre ele e de notícias de jornal sobre o escândalo da filmagem do enterro, intervenções bruscas e delirantes de Glauber, etc. Além da trilha sonora inusitada, com, por exemplo, o caixão baixando à sepultura ao som de “Homem Gol”, de Jorge Ben. [...]

    Pingback de 24-2-2006 @ 5:13 pm

  4. Anonymous escreveu,

    Opa! Estou escrevendo pra avisar que coloquei o filme no portal do Tempo Glauber para que todo mundo continue fazendo download dele. Se vc puder divulgar, seria uma ótima! Um grande abraço,
    João Rocha

    Comentário de 23-3-2006 @ 4:09 pm

  5. Anonymous escreveu,

    AHHHHH, o endereço do portal é :

    http://www.tempoglauber.com.br

    Comentário de 23-3-2006 @ 4:10 pm

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