O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados…

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Papai Estado

Thomas Sowell:

“Algumas pessoas consideram errado dizer às crianças que existe Papai Noel, mas, no entanto, acham certo dizer aos adultos que o governo pode dar a todos coisas que eles não podem conseguir por si mesmos. Acreditar em Papai Noel é, aparentemente, ruim às crianças, mas bom para adultos.”

Noor

Noor, agência de fotojornalismo criada há um ano, baseada em Amsterdã, Holanda. Tem fotos muito legais de caras muito bem conceituados. Dois fotógrafos da agência estão entre os vencedores do World Press Photo 2008, o principal prêmio de fotojornalismo mundial.

Neither McCain nor Obama: Palin for president

É por ser dúbio que Obama, mesmo com superexposição na mídia, não vai ganhar esta eleição. Hoje, McCain tem uma vice que é melhor do que ele-mesmo, Obama e Biden juntos. É uma mulher que toma posição, que parte para a briga, uma líder. Não é à toa que o subject desta eleição seja: who’s ready to lead? (e como os americanos adoram o verbo to lead). Entre as opções, depois daquele discurso arrebatador, a resposta é incontestável: Sarah Palin!

Mas será tão importante o fato de Palin ter sido prefeita e depois governadora enquanto Obama era líder comunitário e popstar? Tenha certeza que sim! O confronto Obama x Palin, transforma o ongueiro em um líder de segundo escalão, além de ficar evidente que ele é bem menos preparado para liderar do que a candidata a VICE dos republicanos.

Deram um nó na campanha obamista e McCain pretende assistir tudo lá de cima.

Instituto Carl Sagan para aluados

E não é que a coisa ficou realmente alucinada no Brasil? Não me refiro, claro, aos nossos problemas políticos. Deles mantenho uma cautelosa distância. Refiro-me à criação do Instituto Carl Sagan anunciada no portal da revista UFO. Pois é. Esta é a mesma revista que acreditou no lunático Jan Val Ellam, de cuja existência ouvi falar pelo Yuri. Para quem não conhece, é o cara que anunciou a vinda de Jesus Cristo pilotando um disco voador para o final de 2007. E, como vocês sabem, ele não veio. Provavelmente o Pai não liberou as chaves do carango cósmico.

Nada contra as crenças dos outros. O chato é usarem o nome do Sagan na tentativa de aderir credibilidade científica a uma instituição que em nada compartilha de seus princípios céticos. A crença de Sagan na vida fora da terra era temperada pelo mais estrito espírito científico. E ele desancava, sem dó, a crença popular em homenzinhos verdes ou contatos intergaláticos travados em viagens astrais. Além disso, ao que tudo indica, o Instituto não conseguiu aprovação da Fundação Carl Sagan para usar a imagem ou o nome do astrônomo em sua “homenagem”.

Se algum dia, só de deboche, eu montar alguma coisa pró-ateísmo, com certeza irá se chamar Instituto São Tomé. Nem todos são atormentados pelo bom senso.

O Obama deles e o nosso Obama

Uma breve nota sobre a eleição americana que pretendo estender ao Brasil lá no finalzinho do texto:

Nenhum comentarista ou correspondente colocou Sarah Palin entre os possíveis VPs de McCain. Salvo, para variar, Olavo de Carvalho, que, uma semana antes, dizia que ela seria a escolhida para atrair os conservadores que ainda viam com desconfiança o candidato republicano. Não eram poucos os sites e blogs americanos que defendiam a união com Palin – o que nos faz concluir que tais comentaristas andam ganhando muito para o pouco e incompetente trabalho. Mesmo assim, eu acreditava que uma disputa entre poderes e egos afastasse a possibilidade da governadora do Alasca incorporar à campanha. Claro, por outro lado, considerava a possibilidade, ainda mais depois do palpite do Olavão, que nos últimos anos tornou-se um verdadeiro profeta. Eis que nosso profeta acertou mais uma…

Nesta onda propagandista-obamista, depois do furo, a imprensa brasileira tenta se recompor apostando na “inexperiência” de Palin como fator negativo à campanha dos republicanos. Em primeiro lugar, Palin é candidata a vice; depois, levando em conta a experiência, ela como prefeita e agora governadora, leva uma imensa vantagem em relação a Obama, que é o candidato a presidente e tem como a sua maior habilidade ter sido… ongueiro. Ou seja: McCain teria a inexperiência como vice (e Palin não é de forma alguma inexperiente), enquanto Obama a tem em demasia no seu vice, enquanto não faz a mínima idéia do que seja o Poder Executivo. Já era de se esperar que toda a imprensa, constrangida, teria que ouvir calada o discurso de Palin desta noite:

“E, como nossos oponentes na campanha presidencial parecem menosprezar essa experiência, deixe-me explicar a eles o que o trabalho envolve. Eu acho que um prefeito de uma cidade pequena é como um ‘organizador comunitário’ (leia-se ongueiro!), exceto pelo fato de que você tem responsabilidades reais” (…)

“Mas eis aqui uma notícia para todos os repórteres e comentaristas: eu não vou para Washington para agradar às suas opiniões. Eu vou para Washington para servir ao povo deste país”!

Desta vez já não tenho mais dúvidas: Bye-bye Obama!

Ele ainda não sabe de nada?
Fazendo um paralelo do obamismo no Brasil, ergue-se um movimento para cortes de cabeças. A dita oposição pede a demissão do ministro da Justiça e do ministro do Gabinete Institucional, em função do escândalos dos grampos da Abin. Chego a ficar corado em ver a ingenuidade de pessoas que, queiramos ou não, representam as forças políticas do país. Ou mesmo de jornalistas tarimbados. No entanto, todos apostam mais uma vez na ignorância do molusco.

Aí, resta apenas perguntar a toda essa gente:

Quem é mesmo o chefe dessa porra?

Manuelzão relembra Guimarães Rosa

Primeira parte:

Segunda parte:

Terceira parte:

Grafite — 26

A alma e a dança

Erixímaco

– Observei há tempo isto: tudo o que penetra no homem se comporta logo em seguida como apraz aos destinos. Dir-se-ia que o istmo da garganta é o umbral de necessidades caprichosas e do mistério organizado. Ali, cessa a vontade, e o império certo do conhecimento. Eis porque renunciei, no exercício de minha arte, a todas essas drogas inconstantes que o comum dos médicos impõe à diversidade de seus doentes; e atenho-me estritamente ao uso de remédios evidentes, conjugados um contra o outro segundo sua natureza.

Sócrates

– Que remédios?

Erixímaco

– Há oito: o quente, o frio; a abstinência e seu contrário; o ar e a água; o repouso e o movimento. É tudo.

Sócrates

– Mas para a alma só há dois, Erixímaco.

Fedro

– Quais então?

Sócrates

– A verdade e a mentira.

Fedro

– Como assim?

Sócrates

– Não se comportam entre eles como a vigília e o sono? Não procuras o despertar e a nitidez da luz, quando um mau sonho te atormenta? Não nos ressuscita o sol em pessoa, e não nos fortifica a presença de corpos sólidos? – Mas, em contrapartida, não é o sono e aos sonhos que pedimos que dissolvam as aflições e que suspendam as dores que nos agrilhoam no mundo do dia? E, assim, fugimos de um para o outro, invocando o dia no meio da noite; implorando, ao contrário, as trevas enquanto temos luz; ansiosos de saber, felizes demais por ignorar, procuramos, no que é, um remédio ao que não é; e no que não é, um alívio para o que é. Ora o real, ora a ilusão nos recolhe; e a alma, em definitivo, não tem outros meios exceto o verdadeiro, que é sua arma – e a mentira, sua armadura.

Paul Valéry

Otto Lara Resende entrevista Nelson Rodrigues

Primeira parte:

Segunda parte:

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