Por: pedro novaes em 13/01/2006
Assisti ontem a
Casa Vazia, filme do diretor sul-coreano
Kim-ki Duk, premiado com o Leão de Prata de Melhor Direção no Festival de Veneza de 2004. O filme é muito bom, mas não me emocionou tanto quanto o maravilhoso
“Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera”, do mesmo diretor.Em Casa Vazia, Sun-Hwa é um jovem que passa seus dias invadindo residências cujos ocupantes estão fora. Enquanto passa seu tempo, ele lava as roupas dos moradores e conserta eletrodomésticos quebrados. Numa dessas casas, encontra Tae-Suk, abusada por um marido violento, e os dois iniciam uma silenciosa história de amor.
Em termos de técnica cinematográfica, o filme é espetacular, embora não tenha o primor fotográfico de “Primavera...”. Nos 95 minutos de projeção, dos dois protagonistas, apenas Tae-Suk tem uma linha de fala. São os coadjuvantes que preenchem o filme com algum diálogo.A
Bravo do mês passado dedicou sua matéria de capa ao “Novo Cinema do Oriente”, afirmando que
“é do outro lado do mundo que nascem os filmes mais inquietantes e originais da atualidade”, e citando cineastas como o próprio Kim-ki Duk,
Wong Kar Wai (Hong Kong), o também sul-coreano
Park Chan-wook – do impressionante “Old Boy” (2003) – e o japonês
Takeshi Kitano, como alguns dos mestres orientais contemporâneos.Não há dúvida de que as coisas mais revolucionárias em cinema andam vindo de lá. Mas, para mim, isso não é de hoje.
Akira Kurosawa e
Nagisa Oshima que o digam.
Cat.: Arte cinema