A criança emburrou…
Somos mesmo o país da piada pronta, como diz o Simão. Da Folha Online:
Garotinho anuncia greve de fome em protesto a “boicote”
Somos mesmo o país da piada pronta, como diz o Simão. Da Folha Online:
Garotinho anuncia greve de fome em protesto a “boicote”
Você viu o que fizemos com o tempo? Viu o temporal que despencou sobre a cidade, derrubando árvores e alagando essas casas da periferia? Viu o caos, a falta de luz e os transformadores explodindo em grande clarões no crepúsculo de chumbo? Viu também como, apesar das pesadas e inesperadas nuvens, o Sol insistia em penetrar por certas frestas numa luminosidade amarela densíssima que revelava o perfil dos fios de água em seu trajeto entre o céu e a terra? Tudo porque fomos nos apaixonar.
Já que tá rolando essa onda de imagenzinhas bonitas, vou contribuir. Eis uma escultura do australiano Ron Mueck: Mother and Baby (2001).

E um video da exposição:
(Continua…)
Sempre adorei olhar para o céu. Principalmente nos meses de abril e maio, quando, na região do Cerrado, são “produzidos” céus magníficos, estonteantes. Nesta época o ar está limpo, pois é o final do período das chuvas por aqui, mas há muitas nuvens de todas as formas e tamanhos, sendo iluminadas ao longo do dia pelos variados ângulos do sol poderoso dessas latitudes. É uma tal apoteose de cores, que parecem não ter base na realidade. É outro mundo. É olhar para uma pintura em movimento perpétuo. É Pufff! Sacou?
E não é que, via Gustibus, descobri que existem uns malucos ingleses que colecionam fotos de nuvens? Vale muito a pena dar uma olhada. Segue uma foto-amostra.
Nuvem na Nova Zelândia (essa é para a Rosa!)
O que me espanta e angustia é toda a calma. Toda essa calma, enquanto sob nossos pés ruge essa corrente violenta, veloz e ameaçadora. Eu olho para os quadros, parados e em pleno esquadro na parede e sinto o tremor sob a planta dos meus pés. Olho para os livros na estante, comportados e, com o canto do olho, vejo o turbilhão lamacento sobre o qual flutuamos no vazio. Os copos, as facas e os garfos, em seu insuspeito toque frio, e o rio. O rio, sempre o rio. Ai de mim. Outro dia, me deixei distrair e, inadvertido, mergulhei o pé na corrente vermelha e espumosa. Fui tragado instantaneamente. E não sei nadar.
Malditos sejam…
Malditos sejam todos vocês! ![]()
Charlton Heston, na cena final de O Planeta dos Macacos (1968)
Análise interessante. Do Estadão:
Uma aposta, mais de 2 milhões de hits e o sexo a três
Site com aposta inusitada ilustra como é difícil prever o comportamento viral
O verbete da Uncyclopedia sobre o Brazil já sofreu alterações na parte em que trata das línguas e dialetos falados por aqui. Veja.
It exists a curious dialect spoken in Minas Gerais State that is had as the language with less words of the planet. This dialect is spoken near the city of Pocrane. This is an example: two men are speaking while making coffee:
man 1 : Pó pô pó?
man 2 : Pó? pó pô!
On regular portuguese:
man 1: Posso por o pó de café?
man 2: O pó? pode por!
Now on english:
man 1: Can I put the coffee in the water?
man 2: The coffee ? shure you can !
Para quem não viu, eis algumas fotos daquelas famigeradas férias do filho do Lula (e seus acompanhantes) às custas do erário.
Tinha cismado com aquela canção. Quando não olhavam, ele a cantava baixinho, até que alguém reparava e ele aumentava a voz. Sentia-se feliz por não ter vergonha. Mas logo percebeu que tentava provar a si mesmo que não tinha vergonha — e envergonhou-se. Calado, agora preferiu retê-la na cabeça, e assim passou o resto do dia, absorto e grave como se planejasse um furto. Só à noite quis romper o silêncio, quando ligou para a namorada, certo de que encontraria uma ouvinte piedosa. “Alô”. Ele não respondeu. Queria começar direto pelos versos que tanto o ocuparam pela manhã, “Quem é?”, mas os desgraçados lhe faltaram, e teve de se render, surpreso e derrotado pela fuga. “Marcelo, é você?”, “É… sou eu”
Sigo em minha grande cruzada contra o barraquismo deste blog e em dia de escritores argentinos. De Jorge Luís Borges:
“… la idea de que alguien gane en una discusión es un error, porque, qué importa; si se llega a descubrir una verdad, poco importa que salga de “a”, de “b”, de “c”, de “d” o de “e”. Lo importante es llegar a esa verdad o es indagar esa posible verdad. Pero, en general, se ve a la conversación como una polémica, ¿no?; es decir, se entiende que una persona pierde y otra gana, lo cual es un modo de estorbar la verdad o de hacerla imposible. Esa mera vanidad personal de tener razón; por qué tener razón. Lo importante es llegar a la razón, y si alguien puede ayudarnos mejor.”
Outro dia publiquei aqui um excerto de Ernesto Sábato, meu escritor favorito, embora não seja o autor de meu livro favorito, que é, de longe, Grande Sertão Veredas.
Sábato me fascina pelo conjunto da sua obra, pela especificidade de cada uma, pelos territórios que explora - trevas e angústia, desespero e loucura, impotência - e pelo ser humano que é, desesperado e apaixonado, racional e absolutamente descrente da razão. (Continua…)
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