Eu gosto de açaí, digamos, “civilizado”, com guaraná, banana e granola. E gelado. Comer o barro puro com tapioca não é comigo não, muito menos depois de um jabá. Aliás, eu poderia muito bem ter feito o papel de turista no excelente curta-metragem “Açaí com Jabá ( o Filme que Bate na Fraqueza )“. Quem não viu esse filme não sabe o que está perdendo. A direção no estilo bang-bang à paraense é hilária.
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Qualquer dia falarei da ocasião em que assisti ao filme O Exorcista, na Casa do Sol, junto com a Hilda Hilst e o Bruno Tolentino. Foi bizarro. Nunca ri tanto na minha vida…
Como bem notou o Grimaldo, em época de Bienal de arte, o negócio é se preparar para enfrentar asneiras. Nunca me esqueci de uma crônica em que o Diogo Mainardi, em Veneza, dizia sentir vontade de bater nos artistas. Foi o que tentei fazer, em 1997, metaforicamente, claro, quando escrevi os contos O Culturaholic e Estilo Próprio.
As campanhas anti-tabagistas pegam tão pesado que, caso o “Álvaro de Campos” tivesse escrito o poema Tabacaria nos dias de hoje, teria de acrescentar ao fim do texto: “Fumar causa câncer na poesia e não a ‘libertação de todos os pensamentos'”. E, junto, aquela foto do Fernando Pessoa, com cara de doente. E os politicamente corretos nem desconfiariam que a cara de doente tinha origem, não na fumaça, mas na acídia nossa de cada dia.
Pronto, agora um tal de Brian Flemming – um “jovem Oliver Stone” – está realizando um filme no qual supostamente se prova que Jesus nunca existiu: The Beast. Me desculpem os céticos e preguiçosos espirituais, mas afirmar isso numa época pós-livro de Urântia, pra mim, é o fim da picada. O cara não imagina quantas boas histórias – muito melhores do que este ataque inócuo à fé de bilhões – estão esperando para ser filmadas…
Finalmente rolou o encontro marcado entre Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Hélio Pelegrino…
“A fuga dos intelectuais para a solidão do ermo é a marca das épocas em que o mundo cai: orbis ruit.”
Jakob Burckhardt
“No Brasil, o livro a escrever seria sobre o roubo do dinheiro público da Embrafilme por tantos ‘cineastas’, com resultados previsíveis na qualidade do produto, a mentalidade de que não é, em absoluto, necessário competir no mercado, porque o lucro já está no custo. Waaal, como de tantos assuntos, só eu falo disso. Não que aqui (EUA) não haja caixa 2. Esses orçamentos gigantescos de filmes já contém seus lucros. Mas se você falha feio, desaparece, como Bogdanovich ou Cimino. E o dinheiro é particular e não sugado dos miseráveis, e os diretores não se dizem de esquerda.”
(Paulo Francis)
“Vejo entrevista em televisão com Gabriel García Márquez e me convenço de que o cinema, no caso do nosso Gabriel, deu uma grande contribuição cultural à humanidade. É simples: recusou dezenas de scripts de Gabriel, que, frustrado, sentou-se e escreveu Cem Anos de Solidão.”
(Paulo Francis)
Carol, eu aprendi a cantar “Jiv Jâgo Jiv Jâgo” ouvindo o CD Vaisnava Songs do Atmarama Dasa. Muito bom. (É mais fácil cantar em sânscrito que em alemão.)
