A sociedade italiana talvez seja uma das mais machistas do Ocidente, apesar de todo o culto à figura da mamma. Isso reflete em suas leis. Existe um item legal que impede que filhas de italianos nascidas em outros países repassem a cidadania italiana para seus descendentes — é um pouco mais complicado que isto, mas este é o resumo. Mas agora leio na manchete do site do jornal La Repubblica um exemplo deste machismo que é de amargar: “Se a vítima teve experiência sexual, a violência é menos grave”. Resumindo, o texto diz que a Justiça italiana decidiu que é menos grave a violência sexual se a vítima menor de idade já tiver tido relação sexual anteriormente. Mesmo se ela for uma adolescente de 14 anos. O caso é meio aterrorizador. A menina foi violentada pelo padrasto. Agora vão reduzir a pena do sujeito. Isto é o que se pode chamar de uma decisão escrota.
Categoria: Cotidiano Page 40 of 58
O Paulo Paiva, que esteve em Cuba com nossa amiga comum Andréa Leão, é que deveria contar essa história. Mas já que ele está enrolando – e tem mil outras cubanidades para narrar – vou contar ao menos essa, que muito me marcou. Ambos estavam em Havana, hospedados no apartamento de Alexey, um amigo cubano – que conheceram aqui mesmo no Brasil – e se preparavam para ir passar alguns dias com outros amigos do outro lado da cidade. Como Alexey (o amigo) tinha carro, imaginavam que ganhariam uma carona até lá. As malas feitas, a bagagem pronta, ouvem do anfitrião:
“Desculpe, não poderei levá-los, mas vocês vão conseguir um taxi fácil-fácil aí na rua”.
Andréa e Paulo acharam normal, tudo bem, disseram, não queriam incomodar o cara que certamente teria mais o que fazer. Mas Alexey permanecia constrangido, uma expressão de consciência pesada estampada no rosto.
Opa, não posso ficar fora desta campanha. Por favor, meninas, participem! Minha contribuição, inspirada no post número 2 (quem assistiu ao filme entenderá):

Mais uma adesão. C’mon, girls! (Chamemos a esta imagem “Leitora Boazinha escapa e foge do escritor mauzão”). Para quem não conhece, trata-se da maravilhosa Druuna, personagem do desenhista italiano Paolo Serpieri – ficção-científica erótica. Uma excelente mistura. Suas histórias foram publicadas de forma incompleta no Brasil em edições especiais da revista Heavy Metal.
Vou aderir à ameaça do Yuri às nossas colegas articulistas e passar a postar imagens de mulheres-objeto até que elas passem de fato a colaborar com o blog. Segue a primeira:

Este blog possui quatro mulheres colaboradoras há mais de um mês: a Jamila Gontijo, a Benedita Pimenta, a Rosa Maria Lima e a Cássia Queiroz. Até agora apenas as duas primeiras publicaram um post cada. Liberem esses textos aí, muiezada! Você me enrolam e depois ainda sou obrigado a ficar lendo emails me acusando de presidente do clube do bolinha…
É por essas e outras que eu, o eDitador, proclamo: enquanto vocês não se tornarem colaboradoras assíduas irei publicar imagens de mulheres objeto.
Eis a primeira, do ilustrador espanhol Luis Royo:

Não sei por que, mas chamo essa imagem de “O escritor mauzão e sua leitora boazinha“…
Já aviso. Este será um post politicamente incorreto. Portanto, se você se importar com isso, por favor não o leia.
Muitos anos atrás, vi numa nota de jornal o que considerava a morte mais estúpida até então. Uma pessoa estava caminhando pela praia, na Austrália, quando uma prancha trazida por uma ventania acertou sua cabeça. Que jeito de morrer, não?
Mas, mais tarde, descobri mortes bem mais imbecis. Foi num domingo calmo de plantão — acho que faz uns dois anos —, quando uma repórter de ciências me mostrou um site genial. Chama-se Darwin Awards. É engraçadíssimo. A proposta é “homenagear”, em nome do pai da evolução, aquelas pessoas que contribuíram para melhorar o “banco genético mundial” ao se eliminar dele. Não entendeu, né?
O horário de verão só acaba dia 19 de Fevereiro, mas não para a Microsoft. Bom, pelo menos não para o meu Windows, o do meu pai e o das minhas irmãs. Não sei quanto a você, mas nossos PCs já estão nos fazendo atrasar uma hora nos compromissos. (Droga, perdi meu vôo para Nova York, onde deveria entregar, em mãos deconhecidas, um envelope com as últimas instruções do Governo Oculto da Terra, cuja “capital” fica numa padaria de Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. Mas tudo bem. Ainda dá tempo…) Pois é, você tem certeza que essa hora marcada aí no canto inferior direito é a correta? Talvez o complô seja muito maior do que eu imagino, muito mais vasto do que o atraso de meros quatro computadores. (Ce tá cansado de saber disso, yuri manezão: nunca deixe o relógio configurado para ajuste automático do horário de verão!)
Esta carta, supostamente publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e que recebi por email da Gata Lôca (veja mais abaixo), me lembra o que o cantor argentino Facundo Cabral, bromeando, afirmava ter dito a mãe dum presidente argentino dos anos 80:
“Outro dia estive com a mãe do Presidente. Ela me disse: ‘Se eu soubesse que meu filho iria tão longe, eu o teria mandado à escola’.”
Eis a carta do leitor do Zero Hora:
Assunto: Concurso para Varredor de Rua
“Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente.”