Quando o Prof. Peter Singer afirma resolutamente os direitos humanos das galinhas, estendendo às diferenças entre espécies animais o mesmo preceito que obteve tanto sucesso no que diz respeito às diferenças entre culturas, ele está sendo rigorosamente kantiano.
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“Quem fala?”
“Yuri.”
“Bom dia, Yuri, bem-vindo à Rádio Direita Volver. O que você faz da vida, bicho?”
“Sou escritor.”
“Claro, claro, hoje em dia, quem não é, né?”
“#%&”
“O que você vai querer ouvir?”
“Eu quero aquela música do The Right Brothers, ‘Bush was right’.”
“Beleza, já tá no laser. Vai dedicar a alguém?”
“Yes, cara, quero dedicar à minha querida amiga Jamila, de Brasília!”
“Ok, Yuri, forte abraço. Jamila – nome bonito, hem, deve ser uma gata de esquerda – essa é pra você!!”
(Se estiver muito lento, clique aqui e assista a um trecho do clipe.)
A letra:
- A casa.
(Já andei muito de bicicleta por ali…)
O caseiro:
[audio:http://www.estadao.com.br/ext/som/2006/mar/15/caseiro.mp3]
Dizem que este site – VotaNet – previu o resultado do referendo sobre as armas com maior eficácia que o Ibope, CNTSensus, DATAFOLHA e semelhantes, o que é estranho, já que a maior parte da população brasileira está fora da Internet. Em todo caso, o site agora quer saber em quem vamos votar para presidente do Buragiru. Entre lá e contribua.
Aaah, então o Daniel também tem crenças absolutas: “o indivíduo é pura ficção”, diz ele, num comentário ao texto do Paulo. A autoconsciência humana e o livre-arbítrio são, portanto, segundo essa perspectiva, desvios virtuais da nossa existência absolutamente animal e coletiva: não temos individualidade, somos meramente a “espécie humana”. Interessante mais essa confissão do nosso amigo, com a qual discordo. Mas ele tem razão em certo aspecto. No estágio em que estamos, sem um fiozinho sequer de Estado, cairíamos mesmo na barbárie, e como prova disso basta uma greve da polícia, que aliás já experimentamos.
Eu, porém, considero o Estado um tipo de gesso sobre o esqueleto fraturado da sociedade.
Eis o prefeito de Caracas, Juan Barreto, apoiando a desapropriação de edifícios – aquela coisa bem comuna – e dizendo para a repórter que ela não sabe o que é jornalismo (ou seja, puxa-saquismo esquerdista) e que “invasor” é um termo que deve ser usado para designar ricos que precisam de terras para jogar golfe. Termina a entrevista incitando o “pôvo e a póva” contra a jornalista.
Depois de aparar a barba com uma plaina, como normalmente faz todo político brasileiro, o senador Aloizio Mercadante, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT (o partido que vem mentindo descaradamente para o país desde que assumiu a Presidência), criticou José Serra. Do Globo Online:
“Como ele afirmou reiteradas vezes e assinou até um documento afirmando que não deixaria a prefeitura, só nos resta concluir que ele passou um cheque sem fundo para a população de São Paulo. A palavra é tudo na política. E Serra mentiu. A mentira é a maior prova da falta de decoro na política e é motivo para cassação”.
Trecho do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, em 2004 [se preferir vê-lo, clique aqui]:
Apresentador Boris Casoy – “O senhor ou a senhora, aceita assumir neste momento, o compromisso de cumprir integralmente o seu mandato na prefeitura e recomendar ao eleitor que se isso ocorrer (o não cumprimento do mandato) não votem mais no senhor ou na senhora?”
Resposta de Serra – “Assumo esse compromisso como já assumi, embora alguns candidatos adversários possam dizer que vou sair candidato a presidente da República ou governador, etc. Não. Meu propósito, minha determinação, meu compromisso é governar São Paulo por quatro anos. Planejar a cidade com seriedade, administrar com competência, ampliar os serviços públicos, atender as pessoas que mais precisam. Este é o meu compromisso como prefeito, essa é a minha determinação. Isto eu farei caso eu seja eleito durante quatro anos.
Boris Casoy – “E se o senhor não fizer, o senhor recomendará que o eleitor não vote mais no senhor?”
Serra – “Estou assumindo o compromisso nos termos que você disse…”
Boris Casoy – “Perfeito”.
